Meu Lugar Seguro

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Boa leitura! Adiantando o capítulo de amanha. Espero que gostem.

POV BELLA

Esme e Carlisle já haviam voltado da fazenda.

A casa dos Cullen parecia ter recuperado parte do movimento habitual depois que os dois retornaram. Eu gostava daquela sensação. Gostava de ouvir Esme andando pela cozinha, de vez em quando perguntando se eu queria alguma coisa, ou Carlisle chegando do escritório dele e cumprimentando todo mundo com aquele sorriso tranquilo.

Era estranho pensar que, há algumas semanas, eu não conseguia imaginar me sentindo segura em uma casa que não fosse a minha.

Agora, aquela casa começava a parecer um pouco minha também.

Talvez fosse porque eu estava melhor.

Não completamente bem. Eu sabia disso.

Mas melhor.

Eu conseguia dormir algumas noites sem acordar assustada. Conseguia trabalhar. Conseguia rir de verdade às vezes. Conseguia passar horas sem pensar no passado.

E, principalmente, conseguia respirar sem sentir que alguma coisa terrível estava prestes a acontecer.

Na maior parte do tempo.

Edward, porém, parecia ter desaparecido.

Não literalmente, é claro. Eu sabia que ele tinha trabalho, compromissos e uma vida antes de mim.

Mas, nos últimos dois dias, ele havia aparecido muito menos na mansão.

E eu sentia falta dele.

Aquilo me incomodava mais do que deveria.

Eu não tinha o direito de sentir falta daquele jeito.

Ou tinha?

Nós não havíamos colocado um nome no que existia entre nós. Nunca tivemos aquela conversa. Nunca sentamos e dissemos que estávamos juntos.

Mas estávamos.

Eu sabia.

Ele sabia.

Pelo menos era o que eu imaginava.

Ainda assim, nenhum dos dois parecia disposto a dizer em voz alta.

Talvez fosse justamente por isso que eu não sabia se podia reclamar da ausência dele.

Então não reclamei.

Até Alice e Rosalie perceberem.

— Você está distraída — Alice comentou.

Estávamos na sala da casa dos Cullen. Alice estava sentada ao meu lado, mexendo distraidamente no celular, enquanto Rosalie ocupava a poltrona à nossa frente.

— Não estou.

Rosalie ergueu uma sobrancelha.

— Está.

Suspirei.

— Vocês duas são insuportáveis.

Alice sorriu.

— E você está pensando no meu irmão.

Meu rosto esquentou.

— Não estou.

— Bella.

O jeito como Rosalie falou meu nome me fez desistir da mentira.

Baixei os olhos.

— Está tão óbvio assim?

Alice e Rosalie trocaram um olhar.

— Para nós? Sim — Alice respondeu.

Respirei fundo.

— Eu e Edward estamos... ficando.

Alice piscou.

Rosalie não demonstrou surpresa alguma.

Na verdade, as duas pareciam tão tranquilas que aquilo me fez franzir a testa.

— Vocês já sabiam?

— Bella — Rosalie disse, quase divertida. — Não exatamente. Mas também não era difícil perceber.

— Ah.

Fiquei olhando para minhas mãos.

— Eu estou apaixonada por ele.

As palavras saíram baixinho, mas depois que saíram, parecia impossível colocá-las de volta.

Alice sorriu.

Rosalie apenas inclinou a cabeça.

— E qual é o problema? — Alice perguntou.

— Ele está distante.

— Há quanto tempo?

— Dois dias.

Rosalie soltou uma pequena risada.

— Dois dias?

Olhei para ela.

— Para mim parece muito.

— Isso porque você gosta dele — Alice respondeu.

Eu não consegui evitar um sorriso pequeno.

— Talvez.

— Não talvez — Rosalie corrigiu. — Você está apaixonada por ele.

Desviei o olhar novamente.

— Ele parece diferente.

— Edward tem trabalho — Alice disse. — Às vezes ele desaparece dentro dele mesmo.

— Ele gosta de você, Bella — Rosalie completou.

Olhei para ela.

A segurança na voz dela me tranquilizou mais do que eu esperava.

— Vocês realmente acham isso?

Alice quase pareceu ofendida.

— Eu tenho certeza.

Sorri.

Talvez eu precisasse ouvir aquilo.

Talvez só estivesse procurando alguma confirmação de que não havia imaginado tudo aquilo.

Edward gostava de mim.

Eu gostava dele.

Por enquanto, aquilo deveria ser suficiente.


A semana seguinte começou mal.

E piorou.

Tudo aconteceu na terça-feira.

Eu estava saindo do trabalho quando o vi.

Ou achei que vi. O homem estava do outro lado da rua.

Meu corpo inteiro congelou. Eu conhecia aquele rosto.

Conhecia.

Meu coração disparou.

Por alguns segundos, não consegui respirar.

Ele olhou para mim.

Nossos olhos se encontraram.

Cara a cara.

Eu tinha certeza.

Era um dos homens que estavam com Nathan.

Não havia dúvida.

Eu senti o mesmo medo de antes atravessar meu corpo.

Mas então ele simplesmente desviou o olhar.

Como se nunca tivesse me visto.

Como se eu fosse uma completa desconhecida.

Fiquei parada.

Ele entrou em um carro e foi embora.

E eu permaneci ali, olhando para o lugar onde ele estava.

Minha cabeça começou a doer.

Talvez eu estivesse errada.

Talvez aquele homem não fosse ele.

Talvez meu cérebro estivesse juntando rostos, lembranças e medo até criar uma pessoa que não existia.

Mas eu tinha ficado cara a cara com ele.

Ele tinha me visto.

Eu sabia que tinha.

Então por que agiu como se não me reconhecesse?

Passei o resto do dia perturbada.

E os dias seguintes não foram melhores.

Comecei a duvidar de mim mesma.

Toda vez que alguém passava por mim na rua, eu olhava duas vezes.

Todo homem com características parecidas fazia meu coração acelerar.

Eu estava ficando maluca?

Era isso?

Eu tinha passado tanto tempo com medo que agora estava enxergando Nathan e aqueles homens em qualquer lugar?

Na sexta-feira, eu estava exausta.

Minha cabeça doía.

Eu não conseguia me concentrar.

E, quando finalmente saí do trabalho, só queria chegar em casa.

Até chegar à portaria.

E vê-lo.

Edward.

Encostado no carro.

Meu coração deu um salto.

Ele sorriu quando me viu.

— Oi.

Parei diante dele.

— Oi.

— Vou te levar para casa.

— Não precisa.

— Bella.

Suspirei.

— Está bem.

Entrei no carro.

O silêncio se instalou.

Um silêncio estranho.

Incômodo.

Eu olhava pela janela, tentando organizar meus pensamentos, enquanto Edward dirigia.

Depois de alguns minutos, ele falou:

— Como você está?

— Bem.

Ele lançou um rápido olhar para mim.

— Você não parece bem.

Apertei os lábios.

— Não estou.

Ele ficou em silêncio por um instante.

— Quer me contar?

Engoli em seco.

— Eu vi alguém.

Edward ficou atento imediatamente.

— Quem?

— Um homem.

Minha voz saiu baixa.

— Um dos homens que estavam com Nathan. Aquele ruivo.

As mãos dele apertaram o volante.

— Você tem certeza?

— Eu achei que sim.

— Bella...

— Eu sei.

Fechei os olhos por um instante.

— É justamente esse o problema. Eu não sei mais.

Edward não respondeu.

Quando percebi para onde estávamos indo, franzi a testa.

— Essa não é a casa dos seus pais.

— Eu sei.

— Edward.

— Amanhã é sábado.

Olhei para ele.

— E?

— Você não precisa voltar para a casa dos meus pais hoje.

Ele estacionou.

— Pode ficar comigo.

Eu deveria dizer não.

Sabia disso.

Mas olhei para ele e percebi o quanto estava cansada.

E como era difícil dizer não para Edward.

Principalmente quando tudo o que eu queria era aquele sentimento de paz que vinha quando estava perto dele.

— Está bem.

O sorriso dele foi pequeno.

Mas suficiente.


A noite foi diferente.

Não houve perguntas demais.

Não houve pressão.

Edward simplesmente ficou comigo.

E, pela primeira vez naquela semana, minha cabeça ficou silenciosa.

O resto aconteceu naturalmente.

Um beijo.

Depois outro.

O toque cuidadoso.

A proximidade.

O tipo de intimidade que não precisava ser explicada.

Quando finalmente fiquei deitada ao lado dele, senti uma paz que não encontrava em nenhum outro lugar.

Passei os dedos lentamente pela lateral do meu corpo.

E parei.

A cicatriz.

Minha mão percorreu aquela marca antiga.

Eu a odiava.

Talvez porque ela fosse uma lembrança que meu corpo carregava mesmo quando minha mente tentava esquecer.

Edward percebeu.

Seu olhar mudou.

— O que foi?

Assenti.

— Essa é a segunda coisa que eu queria que desaparecesse da minha vida.

A mandíbula dele travou.

Eu conhecia aquela expressão.

Raiva.

Não de mim.

Por mim.

Ele olhou para a cicatriz como se pudesse apagar aquela marca apenas encarando-a.

— Eu vou dar um jeito.

Franzi a testa.

— Edward...

— Vou encontrar uma maneira de fazer isso desaparecer.

Minha garganta apertou.

— Você não precisa resolver tudo.

— Eu sei.

Ele tocou meu rosto.

— Mas eu quero.

Sorri fracamente.

Depois de alguns segundos, ele perguntou:

— Você disse que é a segunda coisa.

Fiquei quieta.

— Qual é a primeira?

Meu sorriso desapareceu.

Nathan.

O nome sequer precisava ser dito.

— Ver Nathan preso.

Edward ficou imóvel.

— Só assim eu vou saber que estou realmente livre.

Minha voz falhou.

— Porque, enquanto ele estiver solto, uma parte de mim ainda vai estar esperando.

Respirei fundo.

— Esperando ele aparecer. Esperando alguém me reconhecer. Esperando que tudo comece de novo.

Edward segurou minha mão.

— Bella...

— Eu sei que deveria parar de pensar nisso.

Olhei para ele.

— Mas não consigo.

Ele entrelaçou nossos dedos.

— Você não precisa fingir que consegue.

Meus olhos arderam.

— Eu só quero ser livre, Edward. Quando estou bem, acontece algo que me faz recuar.

Ele levou minha mão aos lábios e beijou meus dedos.

— Você vai ser livre.

Fechei os olhos.

Pela primeira vez em uma semana, consegui acreditar um pouco.

Não porque eu tivesse deixado de ter medo.

Mas porque ele estava ali.

E, naquele momento, estar com Edward parecia ser o único lugar onde meu passado não conseguia me alcançar.

Eu só não sabia que, enquanto eu tentava descobrir se estava vendo coisas que não existiam, a verdade estava muito mais perto do que eu imaginava.


Acordei antes de Edward.

Por alguns segundos, não soube onde estava.

Então senti o calor ao meu lado e tudo voltou.

A noite anterior.

Edward.

A conversa.

A cicatriz.

Nathan.

Meu estômago se apertou.

Fechei os olhos novamente, tentando empurrar aquele nome para longe.

Não queria pensar nele. Não naquele momento.

Eu só queria aproveitar aquela sensação estranha e confortável de estar ali.

Edward dormia tranquilamente ao meu lado.

Observei seu rosto por alguns segundos.

Era estranho como ele conseguia parecer tão tranquilo dormindo.

Passei os olhos pelos traços dele e senti um sorriso involuntário surgir em meus lábios.

Eu estava apaixonada por ele.

A constatação já não me assustava tanto quanto antes.

Talvez porque, perto de Edward, meus sentimentos parecessem seguros.

Ele se mexeu.

— Está me encarando?

Pulei.

Os olhos dele ainda estavam semicerrados.

— Você estava acordado?

— Agora estou.

Ele sorriu.

— Há quanto tempo?

— Tempo suficiente.

Escondi o rosto no travesseiro.

— Que vergonha.

Edward riu baixinho.

— Não precisa ter vergonha.

Ele se aproximou e beijou minha testa.

Fiquei alguns segundos em silêncio.

Então a pergunta que estava presa dentro de mim desde aqueles últimos dias escapou.

— Por que você estava tão distante?

O sorriso dele diminuiu.

— Distante?

— Sim.

Sentei um pouco na cama, puxando o lençol para perto do corpo.

— Você quase não apareceu na mansão durante dois dias. Eu sabia que estava trabalhando, mas...

Parei.

Não queria parecer como se estivesse cobrando alguma coisa.

Edward me observou atentamente.

— Você sentiu minha falta?

Meu rosto esquentou.

— Não muda de assunto.

Ele sorriu de leve.

— Eu senti a sua.

Meu coração acelerou.

— Edward...

Ele suspirou.

— Eu realmente estava ocupado.

— Com o trabalho?

— Sim.

A resposta foi simples, mas havia alguma coisa no olhar dele que me fez perceber que talvez existisse mais.

— Você está investigando o que aconteceu comigo?

Ele ficou em silêncio por alguns segundos.

Meu coração apertou.

— Edward?

— Algumas coisas.

— Por isso estava distante?

— Em parte.

Ele passou a mão pelo meu cabelo.

— Eu não queria que você ficasse preocupada.

— Eu já fico preocupada quando você some.

Ele me olhou com uma expressão quase culpada.

— Eu sei.

— Então não faça isso.

Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.

— Eu não estou pedindo que você fique comigo o tempo inteiro. Só... não desapareça sem me dizer nada.

Ele segurou minha mão.

— Está bem.

Entrelaçou os dedos nos meus.

— Eu vou tentar.

Sorri.

— Obrigada.

Ele levou minha mão aos lábios.

— E, para deixar claro, não estava distante de você.

— Não?

— Não.

Ele se aproximou.

— Eu só estava tentando resolver algumas coisas.

Assenti.

Não sabia exatamente o que ele estava fazendo.

Mas confiei nele.

— Fazia tempo que eu não dormia assim — confessei.

— Assim como?

— Em paz.

Edward ficou me olhando.

— Então fique.

Franzi a testa.

— O quê?

— Fique comigo hoje.

Olhei para ele.

— Edward, seus pais...

— Eles não vão se importar.

— Você tem certeza?

— Absoluta.

Sorri.

— Você é muito convencido.

— E você gosta disso.

Revirei os olhos.

— Talvez.

Ele se aproximou novamente.

— Talvez?

— Não se acostume.

Ele sorriu.

E eu percebi que, naquele momento, não estava pensando no homem que tinha visto.

Não estava pensando em Nathan.

Não estava pensando na cicatriz.

Não estava pensando em medo.

Eu estava simplesmente ali.

Com ele.

Durante a noite Edward estava me observando pela cozinha. Encostado no balcão, as pernas cruzadas no tornozelo, e braços cruzados me vendo segurando um copo de água.

Mas o gesto não era sobre a água. Era sobre a forma como os olhos dele acompanhavam cada movimento meu.

A mão que pegava o copo, os lábios que tocavam a borda, o pescoço que se inclinava quando eu engolia.

— Para de me olhar assim — disse sem levantar os olhos do copo.

— Assim como?

— Como se fosse me ... me comer.

O silêncio mudou de textura. Quando olhou, ele estava vindo na minha direção com aquele andar felino, cada passo deliberado, os olhos tão escuros que quase não tinham íris.

— Não é "como se" — disse.

E me pegou cintura.

A boca dele encontrou a minha sem aviso, sem gentileza. A língua invadiu e eu abri para ele automaticamente.

O corpo já condicionado, já faminto. As mãos dele desceram, agarraram minha bunda com força suficiente para eu sentir os dedos marcando. Enrolei as pernas nele, os pés cruzados nas costas dele, e ele me carregou até a parede mais próxima.

As costas bateram no gesso. O impacto arrancou um som de mim que ele engoliu com a boca.

— Edward — eu disse entre beijos, as mãos no cabelo dele, puxando os fios bronzeados até a couro cabeludo.

— O quê? — Disse contra meus lábios, seus quadris se pressionam contra os meus. Mesmo através da roupa, senti. Duro. Grande. Frio. E eu já estava encharcada.

— Nada. Não para.

Ele arrancou a blusa por cima da minha cabeça num movimento só. A confirmação foi na sequência , aberto com uma mão, como se o fecho fosse piada.

A boca desceu no meu seio com uma fome que ainda me descobriu depois de tudo. A língua circulou o mamilo, molhou, soprou, o frio do hálito aguentando tudo e depois sugou com uma pressão que fez minha cabeça cair para trás contra a parede.

— Assim — eu disse, as unhas cravando nos ombros dele. — Assim, Edward.

— Eu sei o que você gosta — murmurou contra meu peito, os dentes roçando o mamilo. — Eu decorei.

E era verdade. Ele sabia. Sabia que eu gostava da pressão, dos dentes, do contraste entre o frio da boca e o calor que subia no meu corpo.

Sabia que eu gostava quando ele puxava com os lábios, quando a língua batia rápida no bico, quando ele gemia com a boca cheia de mim como se eu fosse o melhor sabor do mundo.

A mão livre dele desceu. Abriu o botão da calça, desceu o zíper, e os dedos encontraram meu centro por cima da calcinha.

— Puta merda, Bella — ele rosnou contra meu pescoço. — Você já está assim e eu nem te toquei direito.

— Você não precisa tocar direito — arfei. — Você só precisa existir.

Os dedos dele afastaram o tecido para o lado. O toque direto me fez estremecer, os dedos frios no calor que eu estava, o contraste absurdo, e ele deslizou um dedo dentro de mim com uma facilidade que era obscena.

— Hum — ele disse, a voz controlada demais.

Depois dois.

— Dois.

Os dedos se curvaram para dentro, encontrei aquele ponto, e eu quase deslizei pela parede. Ele me segurou com o outro braço, firme, e começou a mover os dedos para dentro e para fora, curvando, pressionando, enquanto a pesquisa circulava o clitóris com uma precisão sobrenatural.

— Edward — eu disse, e a voz saiu como gemido.

— Você goza na minha mão ou na minha boca? — Disse, os olhos nos meus, os dedos sem parar. — Escolhe.

— Boca. Quero sua boca.

Ele me largou na parede, ajoelhou no chão da cozinha, e arrancou a calça e a calcinha numa sequência que durou três segundos. As pernas foram abertas sobre os ombros dele e a boca , aquela boca impossível, fria, perfeita e se fechou no meu clitóris.

— Caralho — eu disse, e eu nunca xingava, mas ele me fazia xingar.

A língua trabalhada. Não era mais a delicadeza como das outras vezes. Era técnica, era fome, era a língua batendo rápido e os lábios sugando e os dedos ainda dentro de mim, movendo, curvando, e eu estava abrindo e fechando as pernas ao redor da cabeça dele sem controle, os calcanhares cravando nas costas dele.

— Não para — eu disse. — Não para, não para, não.

O orgasmo me atingiu rápido e forte, as paredes internas se contraindo nos dedos dele, os músculos das coxas tremendas, e ele não parou e lambeu durante, acompanhando as contrações, prejudicou a pressão no momento certo e aumentou de novo quando sentiu a segunda onda, menor mas mais aguda.

Levantou o rosto molhado de mim. Os olhos estavam completamente negros. O pau empinava na calça dele, a linha do volume óbvio e grande.

— Chão da cozinha — ele disse, a voz rouca. — É aqui que você quer que a gente faça?

— Quero em todo lugar — eu disse, puxando o cinto dele. — Já te falei.

O cinto saiu com um som metálico. A calça desceu. A ereção livre, sem boxers — ele não usava quando estava em casa, e eu amava isso e eu enrolei a mão, sentindo o peso, a espessura, o frio que se aquecia com o meu toque.

— Bella — ele disse, o maxilar travando em aviso.

— Na minha boca — eu disse.

Os olhos dele brilharam. Subi na bancada da cozinha, sentei na borda, e tirei pelo quadril. Ele veio. A ponta encostou nos meus lábios e eu lambi. Lenta, circular, provando o que era frio e salgado e dele. A mão dele se enterrou no meu cabelo, não puxando ainda, só segurando, controlando à vontade.

Abri a boca e engoli o que pude. Ele era grande demais para caber tudo, mas eu já tinha aprendido e relaxei a garganta, usei a mão no que não alcançava, e a língua trabalhava a base da glande enquanto sugava.

— Porra, Bella — ele gemeu, os quadris se moveram sozinhos, entrando e saindo da minha boca com um cuidado que estava se dissolvendo. — Assim, assim, não para.

A mão no meu cabelo. Os quadris aceleraram. Eu deixei a boca aberta, relaxada, aceitando, o gemido grave que ele fazia e eram tão quentes que eu senti a voltar, me deixando molhado de novo na borda da bancada.

Ele parou antes. Puxou o pau da minha boca com um som molhado e me olhou com aqueles olhos de predador.

— Vira.

Virei na bancada. Fiquei de quatro, apoiando nossos cotovelos, e senti as mãos dele agarrando meus quadris com uma força que ia marcar. A ponta encostou na entrada e eu empurrei para trás, engolindo metade dele de uma vez.

— Gostosa — ele rosnou, a voz irreconhecível. — Eu enlouqueço assim.

— Enlouqueça me comendo. — eu respondi, a testa na bancada, os olhos fechados.

Ele entrou até o fundo. O tamanho sempre foi um choque e a sensação de plenitude que beirava demais, a pressão interna, o frio que contrastava com o calor do meu corpo. Ele esperou um segundo. Depois começou.

O ritmo era brutal. As mãos nos meus quadris, puxando contra cada investida, e o som de pele contra pele enchendo a cozinha. A bancada tremia. Os copos balançavam. Eu me apoiava nos cotovelos e empurrava de volta, encontrando o ritmo dele, e a sincronia era perfeita como sempre foi desde a primeira vez com ele.

— Mais forte — eu pedi.

Ele obedeceu. As investidas ficaram mais lentas e mais profundas, cada uma terminando com um giro do quadril que me fazia ver estrelas. A mão dele subiu pela minha coluna, e empurrou meus ombros para baixo ,arqueando minhas costas, abrindo mais, e o ângulo novo fez ele atingir um ponto que me fez gritar.

— Aí — eu disse. — Aí, aí, aí.

— Eu sei — ele disse, e a voz era ferro. — Sempre aqui.

As investidas ficaram rápidas de novo. O som ficou obsceno e molhado, quente, o som de mim recebendo ele, o som do corpo dele batendo no meu. A mão dele desceu do meu quadril, contornou a coxa, e os dedos encontraram meu clitóris.

— Vem comigo — ele disse, e era ordem.

— Não consigo tão rápido—

— Vem. Comigo.

Os dedos circularam rápido, a pressão exata, e as investidas ficaram erráticas e ele estava perto, eu senti na forma como os dedos apertavam meu quadril, na respiração que ele não precisava fazer mas que vinha descontrolada, no gemido que se construía

Gozamos juntos.