Meu Lugar Seguro
18 Capítulo 18
Notas iniciais
POV EDWARD
Eu tinha passado tempo demais tentando encontrar uma explicação racional para o que estava acontecendo comigo.
Não era apenas atração.
Atração teria sido simples.
Bella era linda. Qualquer homem com olhos funcionando perceberia isso.
O problema era que eu não conseguia mais enxergá-la apenas como uma mulher bonita.
Eu pensava nela quando acordava.
Pensava nela durante o trabalho.
Pensava nela quando estava dirigindo.
E, principalmente, pensava nela nos momentos em que deveria estar concentrado em qualquer outra coisa.
O pior?
Eu gostava.
Gostava do jeito como ela entrava em uma sala e mudava completamente o ambiente sem sequer perceber.
Gostava de ouvi-la rir.
Gostava quando ela ficava irritada comigo.
Gostava daquele pequeno movimento que fazia com os olhos quando tentava esconder que estava sorrindo.
Gostava até das discussões.
Talvez porque, no fundo, qualquer discussão com Bella terminava me lembrando que ela estava ali comigo.
E eu finalmente tinha parado de tentar fugir da conclusão mais óbvia. Eu estava completamente perdido por aquela mulher.
Louco por ela.
A constatação veio numa manhã de sábado, enquanto eu estava sentado no escritório, olhando para um documento havia quase dez minutos sem ler uma única linha.
Fechei a pasta.
Não adiantava.
Peguei o celular.
Havia uma mensagem de Bella.
Bom dia, Cullen.
Sorri sozinho.
A segunda mensagem chegou alguns segundos depois.
Você vai ficar trabalhando o dia inteiro ou vai lembrar que tem uma namorada quase abandonada?
Meu sorriso aumentou.
Namorada.
Ela tinha usado aquela palavra casualmente. Sem perceber o efeito que causaria.
Digitei uma resposta.
Desde quando você é minha namorada?
A resposta veio imediatamente.
Desde que você decidiu que podia me agarrar em qualquer lugar e eu não te dei um tapa.
Soltei uma risada.
Então acho que estamos em uma relação muito séria.
Ela respondeu:
Definitivamente.
Fiquei olhando para a tela. Depois bloqueei o celular.
Eu precisava fazer aquilo direito.
Levantei da cadeira.
Se Bella seria minha namorada, eu queria que ela soubesse que não era uma consequência de tudo o que já vinha acontecendo entre nós.
Eu queria escolhê-la.
E queria que ela soubesse disso.
Encontrei Emmett e Jasper na sala dele de escritório.
Esses dois sempre juntos.
Emmett estava jogado no sofá, enquanto Jasper mexia distraidamente no celular.
Mas era horário de almoço.
Assim que entrei, Emmett levantou os olhos.
— Essa cara é preocupante.
— Que cara?
— Cara de homem que tomou uma decisão que vai mudar a própria vida.
Jasper olhou para mim.
— Ou fez alguma besteira.
— Eu não fiz besteira nenhuma.
Emmett arqueou uma sobrancelha.
— Então fala.
Respirei fundo.
— Vou pedir a Bella em namoro.
O silêncio durou exatamente dois segundos.
Então Emmett começou a rir alto.
— Finalmente!
Revirei os olhos.
— Qual é a graça?
— Você está falando sério?
— Estou.
Jasper colocou o celular de lado.
— Isso não deveria ser uma surpresa.
— Para vocês, talvez não.
Emmett se levantou.
— Edward, vocês estão praticamente namorando desde que ela chegou há semanas.
— Eu sei.
— Dormem juntos.
— Emmett.
— Passam o dia trocando olhares.
— Emmett.
— Você fica com aquela cara ridícula toda vez que ela entra em uma sala.
— Que cara?
Jasper respondeu tranquilamente:
— A de homem apaixonado.
Olhei para ele.
— Vocês dois são insuportáveis.
Emmett colocou uma mão no meu ombro.
— Meu irmão está apaixonado.
— Eu não disse isso.
Jasper sorriu.
— Não precisava.
Fiquei em silêncio.
Porque, dessa vez, não havia por que negar.
— Estou.
Os dois ficaram me olhando.
— Estou apaixonado por ela — repeti.
Emmett abriu um sorriso enorme.
— Isso merece comemoração.
— Primeiro eu preciso falar com ela.
— E como pretende fazer isso?
Pensei por alguns segundos.
— Quero fazer alguma coisa que seja só nossa.
Jasper assentiu.
— Então faça algo que tenha significado para vocês.
Foi exatamente isso que fiz.
Naquela tarde, levei Bella para um lugar que ela não conhecia.
Não contei para onde estávamos indo.
Ela fez perguntas durante o caminho inteiro.
— Edward.
— Hum?
— Para onde estamos indo?
— Você vai descobrir.
— Isso não é resposta.
— É a única que tenho.
Ela cruzou os braços.
— Você está muito misterioso.
— Talvez.
— Está tramando alguma coisa?
Olhei para ela.
— Sempre.
Bella estreitou os olhos.
— Eu sabia.
Sorri.
Quando chegamos, ela ficou em silêncio. Era um pequeno jardim particular, afastado do movimento da cidade. Nada extravagante. Nada exagerado.
Apenas luzes pequenas espalhadas entre as árvores, uma mesa preparada e algumas flores.
Bella olhou para mim.
— Edward...
— Eu queria trazer você para cá porque foi um dos primeiros lugares onde percebi que conseguia simplesmente ficar perto de você.
Ela sorriu.
— Você está estranho.
— Estou nervoso.
Ela arregalou os olhos.
— Você?
— Sim.
— Edward Cullen está nervoso?
— Não torne isso pior.
Ela riu.
Aproximei-me.
Segurei as mãos dela.
— Bella, eu passei muito tempo tentando colocar limites no que sentia por você desde que voltou.
Ela me olhou atentamente.
— Eu dizia para mim mesmo que era apenas atração. Depois dizia que era preocupação. Depois, que era responsabilidade.
Sorri.
— Eu estava mentindo para mim mesmo.
Os olhos dela ficaram marejados.
— Eu gosto de você de um jeito que não consigo mais fingir que é pequeno.
Passei o polegar sobre a mão dela.
— Você se tornou a pessoa que eu procuro quando alguma coisa acontece. A primeira pessoa em quem penso quando quero contar alguma coisa. A pessoa que eu quero por perto quando meu dia foi ruim.
Bella respirou fundo.
— E eu não quero que exista mais nenhuma dúvida sobre nós.
Tirei do bolso uma pequena caixa.
Ela levou a mão à boca.
— Edward...
— Não é um anel de noivado.
Ela riu, emocionada.
— Ainda bem.
— Eu sabia que você diria isso.
Abri a caixa.
Dentro havia um delicado anel.
Simples.
Discreto.
— É só uma promessa.
Ela me encarou.
— De quê?
— De que eu estou escolhendo você.
A voz dela falhou.
— Você está me pedindo em namoro?
Sorri.
— Estou.
Segurei o rosto dela.
— Isabella Swan, você quer ser minha namorada?
Ela nem me deixou terminar de respirar.
Atirou os braços ao meu redor.
— Sim.
Eu ri contra o cabelo dela.
— Isso foi um sim?
— Foi.
— Só para ter certeza.
Ela se afastou o suficiente para me beijar.
Foi a resposta mais clara que eu poderia receber.
Quando nos separamos, ela olhou para o anel.
— Eu adorei.
— Ainda bem.
— Você estava realmente nervoso.
— Muito.
Ela sorriu.
— Eu nunca imaginei.
— Porque você não me conhece tão bem quanto pensa.
Ela segurou minha mão.
— Acho que estou começando a conhecer.
Beijei a testa dela.
— Então estamos oficialmente namorando.
— Oficialmente toda minha.
E, pela primeira vez, aquela palavra não pareceu assustadora.
Pareceu certa.
O jantar naquela noite foi um desastre.
Um desastre familiar.
Assim que entramos na sala de jantar, Alice percebeu o anel. Claro que percebeu.
Ela arregalou os olhos e depois olhou para mim.
Depois para Bella.
Depois gritou.
— EU SABIA!
Emmett começou a rir.
Rosalie sorriu.
Jasper simplesmente balançou a cabeça.
Minha mãe levantou da cadeira.
— O que aconteceu?
Alice apontou para a mão de Bella.
— Eles finalmente oficializaram!
Meu pai abriu um sorriso.
— Finalmente.
Bella corou.
— Vocês já sabiam?
Emmett puxou uma cadeira.
— Bella, sinceramente?
— O quê?
— Era impossível não saber.
Rosalie assentiu.
— Vocês praticamente se comiam com os olhos toda vez que estavam no mesmo ambiente.
Bella cobriu o rosto.
— Meu Deus.
Alice riu.
— Vocês acham que alguém acreditava que aquilo era só implicância?
— Eu achava — Bella murmurou.
Olhei para ela.
— Você achava errado.
Minha mãe veio até nós.
Abraçou Bella primeiro.
— Querida, você já era da família.
Bella ficou emocionada. Minha mãe segurou o rosto dela.
— Agora só está oficializando o que todos nós já sentíamos.
Meu pai se aproximou.
— Seja bem-vinda oficialmente, Bella.
Ela sorriu.
— Obrigada.
Emmett levantou o copo.
— Ao casal mais óbvio da família!
— Emmett.
— O quê?
Todos riram.
E, pela primeira vez em muito tempo, eu tive a sensação de que tudo estava exatamente onde deveria estar.
Mais tarde, quando todos estavam distraídos, meu celular vibrou.
Olhei a mensagem.
J. Jenks.
Meu sorriso desapareceu.
Afastei-me discretamente da mesa.
— Edward?
Olhei para Bella.
— Já volto.
Ela assentiu.
Atendi.
— Jenks.
— Senhor Cullen.
— Alguma novidade?
Houve um pequeno silêncio.
— Talvez.
Fiquei atento.
— Fale.
— A investigação ficou mais complicada do que imaginávamos.
— Por quê?
— Porque Nathan pode não existir oficialmente com esse nome. Eu até tinha dúvidas, mas agora parece ser realmente isso.
Minha mandíbula travou.
— Explique.
— Estamos verificando registros antigos. Até agora, não encontrei uma documentação consistente que ligue o nome Nathan à pessoa que estamos procurando.
— Então ele usou uma identidade falsa, mas isso já havíamos suspeitado.
— É uma possibilidade.
— E a outra?
— Ele pode ter usado o próprio nome apenas em situações específicas e desaparecido dos registros formais.
Passei a mão pelo rosto.
— Você encontrou alguma coisa?
— Uma pista em Oklahoma.
Meu corpo ficou tenso.
— Que pista?
— Um registro comercial antigo.
— De quê?
— Uma cafeteria.
Fiquei em silêncio.
— Uma cafeteria?
— Sim. O nome dele aparece relacionado ao estabelecimento. Não como proprietário. Como funcionário ou prestador, ainda estamos verificando.
— Quando?
— Alguns anos atrás.
— Você consegue descobrir quem mais trabalhava lá?
— É exatamente o que estou tentando fazer.
Respirei fundo.
— Faça isso.
— Estou fazendo.
— E, Jenks...
— Sim?
— Quero tudo. Nomes, endereços, documentos, registros trabalhistas, qualquer coisa.
— Entendido.
— E se encontrar alguma ligação com os quatro homens...
— Eu aviso imediatamente.
Desliguei.
Fiquei alguns segundos olhando para o celular.
A investigação estava avançando, mas devagar demais.
Nathan continuava sendo uma sombra, apesar da descrição do retrato falado.
Sem endereço.
Sem passado verificável.
E Bella continuava tendo medo de encontrar aqueles homens.
Eu precisava descobrir quem eram.
Antes que algum deles chegasse perto dela novamente.
Nas semanas seguintes, comecei a acompanhar Bella mais de perto.
Não contei a ela tudo.
Não queria transformar cada saída em uma operação de segurança, mas comecei a buscá-la no trabalho com mais frequência.
Levava-a para almoçar.
Aparecia quando sabia que ela sairia tarde.
Ela percebeu.
Claro que percebeu.
— Você está fazendo isso de novo.
— O quê?
— Me vigiando.
— Estou cuidando de você.
— É diferente?
— Muito.
Ela sorriu.
— Você é impossível.
— E você gosta.
Ela não respondeu.
Apenas segurou minha mão.
Mas havia momentos em que o sorriso desaparecia.
Principalmente quando algum homem ruivo passava perto.
Eu percebia.
Ela olhava.
Depois desviava.
Ela acjava que era um dos caras que estavam no dia daquela cena maldita que ocorreu com ela em Oklahoma.
E eu sentia a raiva crescer dentro de mim.
Não dela.
Da situação.
Eu queria arrancar aquele medo dela.
Queria que ela pudesse andar pela cidade sem analisar cada rosto, mas sabia que não podia obrigá-la a esquecer.
Só podia estar ao lado dela enquanto ela aprendia a não viver prisioneira daquele passado.
A festa aconteceu no fim de semana seguinte.
Minha mãe insistiu.
Segundo ela, fazia muito tempo que a família não se reunia de verdade.
Vieram tios, primos, amigos próximos.
A casa ficou cheia.
Bella estava linda.
E não fui o único a perceber.
Na primeira meia hora, ouvi minha tia comentar com minha mãe:
— Ela é ainda mais bonita pessoalmente.
Minha mãe sorriu.
— Eu também acho.
Mais tarde, uma das minhas primas se aproximou de mim.
— Edward, você não contou que a Bella era tão linda.
Olhei para ela.
— Eu achei que fosse óbvio.
Ela riu.
— Agora entendi por que você não consegue parar de olhar para ela.
Olhei para o outro lado da sala.
Bella conversava com Alice.
— Eu não estou olhando.
Minha prima soltou uma gargalhada.
— Está sim.
Alguns minutos depois, um dos meus tios comentou:
— Edward, você finalmente encontrou alguém que consegue prender sua atenção.
— Ela sempre teve.
Ele ergueu uma sobrancelha.
— Então você está perdido.
— Completamente.
Eu não estava nem tentando negar.
Bella atravessou a sala naquele momento.
O vestido simples destacava exatamente aquilo que eu mais gostava nela: a delicadeza que escondia uma força que poucas pessoas conheciam.
Quando chegou perto de mim, sorriu.
— O que foi?
— Nada.
— Você está me olhando.
— Posso?
Ela riu.
— Agora que sou sua namorada, acho que tem autorização.
Aproximei-me.
— Você está linda.
— Só linda?
— Muito linda.
— Melhor.
Beijei sua testa.
— E ainda está tentando me provocar.
— Talvez.
— Você não presta.
— Aprendi com você.
Antes que eu pudesse responder, uma voz surgiu atrás de nós.
— Edward, você vai apresentar sua namorada ou pretende esconder essa beleza a noite inteira?
Bella ficou vermelha.
Eu ri.
— Bella, esse é meu tio.
Meu tio estendeu a mão.
— Prazer finalmente conhecê-la.
— Prazer.
— E devo dizer que a família inteira estava curiosa.
Bella olhou para mim.
— Curiosa?
— Muito — ele respondeu. — Principalmente porque Edward nunca trouxe ninguém para perto desse jeito.
Revirei os olhos.
— Podemos mudar de assunto?
— Claro.
Ele olhou para Bella.
— Mas é verdade. Você é linda.
Bella agradeceu, sem jeito.
Quando ele saiu, ela me encarou.
— Sua família é sempre assim?
— Infelizmente.
— Eu gostei.
Sorri.
— Eu sabia.
Foi quando Victoria apareceu. Ela surgiu ao meu lado sem qualquer aviso.
— Edward.
Olhei para ela.
— Victoria.
Ela sorriu.
— Você está muito bonito hoje.
— Obrigado.
Ela se aproximou mais.
— Muito mesmo.
Percebi Bella observando. Victoria tocou meu braço.
— Você nunca me respondeu sobre aquele jantar.
— Porque não havia nada para responder.
— Sempre tão difícil.
— Não estou sendo difícil.
— Está.
Ela riu.
Bella desviou o olhar.
Aquilo me incomodou.
Não porque eu tivesse qualquer interesse em Victoria, mas
porque eu sabia exatamente o que aquela situação poderia fazer Bella sentir.
Segurei a mão dela e Victoria percebeu.
— Então é sério mesmo?
Olhei diretamente para ela.
— Muito.
Bella me encarou.
Sorri para ela.
— Ela é minha namorada.
Victoria pareceu surpresa por um segundo.
Depois deu de ombros.
— Uma pena.
— Não para mim.
Bella apertou minha mão.
Victoria saiu.
Inclinei-me para Bella.
— Está tudo bem?
— Está.
— Não está.
Ela respirou fundo.
— Eu só não gosto quando ela fica dando em cima de você.
Sorri.
— Então você ficou com ciúmes?
Ela me lançou um olhar.
— Não se aproveite.
— Eu só queria confirmar.
— Edward.
— Bella.
Ela tentou esconder o sorriso.
— Talvez.
Segurei sua cintura.
— Não precisa ter ciúmes.
— Eu sei.
— Porque eu não tenho olhos para mais ninguém.
Ela me olhou por alguns segundos.
— Você fala essas coisas e depois quer que eu não fique apaixonada.
Meu coração apertou.
— Você já está.
— Convencido.
— Só estou constatando fatos.
Ela riu.
Beijei sua testa.
— E, para constar, você é a mulher mais bonita nessa casa.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Você ouviu todo mundo falando isso?
— Ouvi.
— E você concorda?
Olhei para ela.
— Bella, eu concordo desde antes de todo mundo perceber.
O sorriso dela foi pequeno.
Mas ficou.
A festa continuou.
Mais pessoas chegaram.
Mais comentários surgiram.
Uma prima minha perguntou a Bella sobre o trabalho.
Outra elogiou o cabelo.
Uma tia disse que ela tinha um sorriso lindo.
Até Emmett comentou, passando por nós:
— Cullen, sua namorada está roubando a atenção da festa.
— Eu sei.
— Você está orgulhoso?
— Muito.
Bella riu.
Então alguém perguntou:
— Só faltou o James.
Meu sorriso desapareceu.
Revirei os olhos.
— Claro.
Emmett percebeu.
— Você ainda não está bem com ele depois da discussão do relatório da empresa?
— Não particularmente.
— Ele é seu primo.
— Eu sei.
— E você sempre foi o único da família que não caiu no charme dele.
— Talvez eu tenha bom senso.
Emmett riu.
— Quando ele voltar, vocês vão se matar.
— Espero que não.
Não porque eu tivesse medo dele, mas porque alguma coisa em James sempre me incomodava.
Nunca soube explicar o motivo.
Talvez fosse apenas personalidade.
Ele era o queridinho da família.
O advogado brilhante.
O homem que todos admiravam.
Sempre impecável.
Sempre educado.
Sempre com uma resposta pronta.
Eu simplesmente nunca consegui gostar dele da mesma maneira que os outros.
— Ele deve voltar logo — minha mãe comentou.
Assenti.
— É.
Bella tocou meu braço.
— Você não gosta dele mesmo, né ?
Olhei para ela.
— Não muito.
— Por quê?
— Já te falei uma vez.
Ela sorriu.
— Você não gosta de muita gente.
— Verdade.
— Mas gosta de mim.
Segurei sua mão.
— De você eu amo.
Ela sorriu.
E naquele momento, todo o resto desapareceu.
A música.
As conversas.
As pessoas.
Tudo.
Só existia ela.
Minha namorada.
Minha escolha.
Meu lugar seguro.
Naquele momento, eu só sabia de uma coisa.
Eu estava apaixonado.
E faria qualquer coisa para proteger a mulher que tinha se tornado a parte mais importante da minha vida.
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