Meu Herói
21 Gwen corre perigo e é salva por Mary Jane
Notas iniciais
Espero que gostem de mais esse capítulo. Não esqueçam de me contar o que acharam ;)
Boa leitura a todos ^^
Nos dias que se seguiram, Gwen cumpriu a promessa que fez a Peter. Durante seu período de estágio na Oscorp, a garota apenas concentrou-se em seu trabalho e não seguiu Norman Osborn em nenhum momento.
Porém a curiosidade que ela tinha em obter maiores informações a respeito do principal suspeito de ser o vilão mais temido de Nova York despertava a cada vez que ela via Norman passar pelos corredores da Oscorp.
Na tarde de quinta-feira, enquanto organizava instrumentos de laboratório, Gwen notou que Norman passou correndo rapidamente pelo corredor. Ele estava irritado demais. Ela ficou chocada com o que viu. E quando menos esperou, percebeu que Norman encarou-a friamente. Gwen não conseguiu conter o enorme susto que levou, derrubando no chão um dos tubos de ensaio, que caiu brutalmente no chão e se partiu em mil pedaços.
- Algum problema? Senhorita... Gwen Stacy? – Norman perguntou entrando no laboratório e pronunciando o nome da garota estagiária pela primeira vez, enquanto lia claramente seu nome que constava no crachá que cada funcionário usava.
- Não, nenhum. – respondeu Gwen engolindo em seco. – O senhor me assustou.
Norman olhou a garota que estava a sua frente com desconfiança.
- Apenas com um olhar?
- Bem, qualquer pessoa iria se assustar... Do jeito que me olhou achei que eu tivesse feito alguma coisa errada ao arrumar o laboratório.
- Não se assuste garota, isso não é motivo. Agora limpe esse vidro quebrado, isso sim foi um erro. Precisa ter mais cuidado.
- Sim senhor. – ela concordou de cabeça baixa.
Quando Gwen se abaixou para limpar o estrago que causara, notou através do reflexo do vidro, que Norman se aproximou rapidamente.
- Você se acha muito esperta garota. Mas está enganada.
Gwen parou imediatamente de juntar os cacos de vidro. Sentiu o medo percorrer por suas veias, e um tremor inexplicável. Ela levantou lentamente a cabeça, temendo olhar nos olhos dele.
- Do que o senhor está falando?
- Por que você me seguiu?
- Eu não entendo...
- Escuta aqui garota! Eu só vou avisar uma vez: fique longe de mim. Tudo o que você faz aqui é monitorado. Você não passa de uma entrometida! Acho bom que você fique longe da minha sala, ou será demitida.
- Eu fui apenas tomar um café...
Norman abaixou-se e ficou de frente para Gwen.
- Você acha que eu sou idiota? Não tente me enganar. Eu sei muito bem que você anda me investigando. E se você pretende continuar trabalhando aqui, é melhor que cuide somente da sua função. Entendeu?
- Entendi. – ela praticamente sussurrou. Não tinha forças para responder o homem de tamanha arrogância que agora se levantava e seguia para fora do laboratório.
* * *
Assim que cumpriu seu horário de trabalho, Gwen saiu da Oscorp o mais rápido possível. Caminhava pelas ruas assustada. Depois do que escutara de Norman, a garota mal conseguiu trabalhar. Estava de cabeça quente e muito nervosa. Quase foi atropelada, se não fosse por uma garota segurar o braço dela.
Quando ela virou-se para agradecer a gentileza, teve uma grande surpresa: a garota que estava ao seu lado, com os olhos esverdeados de preocupação, era Mary Jane.
- Obrigada. – Gwen não pode deixar de agradecer. Afinal, por mais que tivesse certa rivalidade com Mary Jane, ela salvara sua vida.
- Não precisa agradecer. – disse a ruiva – Você tá bem? Parece nervosa demais.
- Acho que você é a pessoa certa para conversar comigo agora.
- Você está falando sério? – perguntou Mary Jane com um sorriso irônico.
- Olha, vamos esquecer nossas desavenças do passado, por favor. Pelo menos agora. – disse Gwen séria.
- Está bem. – concordou Mary Jane – Venha, vamos até a minha casa. Eu moro no final dessa rua.
Gwen concordou e seguiu a ruiva. Durante a pequena trajetória que fizeram, não trocaram nem uma palavra. Porém logo que chegou, Mary Jane indicou uma cadeira para que Gwen pudesse sentar enquanto conversavam.
- Quer um refrigerante? – ofereceu Mary Jane.
- Não, obrigada. – sorriu Gwen.
- Ok. Pode falar.
- Peter me contou de como Norman foi arrogante com você...
- Por favor, não me lembre daquele velho estúpido.
- Você sabe de tudo, e assim como eu, desconfia que Norman seja o Duende Verde. Por isso eu precisava falar com você.
- Mas você ainda não me disse o que aconteceu.
- Eu segui o Norman na Oscorp. Tomei todo o cuidado possível para não ser vista, mas ele notou minha presença de alguma maneira.
- Você é louca!
- Eu sei, mas eu precisava descobrir alguma coisa. Agi por impulso, sei lá. – Gwen cobriu o rosto com as mãos. Por um momento, Mary Jane pensou que ela fosse chorar.
- Calma. Você já está nervosa. Apenas me conte o que aconteceu hoje.
- Ele me olhou com frieza. Disse que eu me acho esperta, mas não sou. E que é melhor que eu fique bem longe da sala dele, ou serei demitida.
- Que idiota! É por isso que eu odeio esse cara, ele se acha superior aos outros só porque tem dinheiro. – Mary Jane bateu na mesa, descontando parcialmente sua raiva. – Mas você descobriu alguma coisa quando seguiu ele?
- Descobri sim. Eu ouvi atrás da porta. Escutei estrondos na sala, e cheguei à conclusão de que ele podia estar testando novos equipamentos para nos aterrorizar ainda mais.
- Olha se não for ele, não sei quem mais pode ser. Está na cara!
- Sim! Mas por favor, não fale nada para o Peter. Não quero que ele saiba...
- Por quê? Você deveria dizer a ele.
- Eu não quero deixá-lo nervoso. Eu sei me cuidar.
- Gwen eu não quero te assustar... Mas se esse Duende maluco for realmente o Norman, você está ferrada. Você viu o que ele fez comigo? Por sorte eu ainda estou aqui. Você precisa se proteger. Se eu fosse você, ficaria só em casa. Pelo menos estará segura.
- Eu definitivamente não sei o que fazer.
- Primeiramente, mantenha a calma. Pare de seguir o Norman. Não encare, não faça nada. Depois deixe que eu cuide da investigação. Eu posso conseguir alguma informação através do Harry, ele ainda é apaixonado por mim.
Por um momento, Gwen percebeu que fora um pouco injusta com Mary Jane, ao julgá-la no início. Apesar de ser rebelde largada e atrair garotos facilmente, a ruiva era compreensiva e podia ser uma grande amiga.
- Eu não sei como te agradecer.
- Apenas faça o que eu disse, e tudo vai ficar bem. Não precisa me agradecer. Nem o Homem-Aranha quer tanto a derrota desse cara como eu. Quero fazer o possível para ver o Norman na sarjeta. Ele ainda vai pagar caro por tudo o que está fazendo.
- Concordo com você. Bem, agora preciso ir.
- Eu te acompanho.
Ao chegar ao final da rua, Mary Jane se despediu de Gwen.
- Obrigada mais uma vez – disse Gwen – Se não fosse por você, eu poderia estar em um hospital agora, ou pior, nem estaria aqui.
- Eu fiz o que é certo. Peter iria ficar arrasado se algo de ruim acontecesse com você.
- Acho que começamos errado. Desculpe ter pensado mal de você.
- Também te devo desculpas...
Assim que Gwen se afastou, Mary Jane pensou na possibilidade de um dia se tornar amiga dela.
Notas finais
Mary Jane e Gwen podem ser amigas?
Me contem tudo através dos reviews. Afinal, a opinião de todos vocês é de extrema importância para o desenvolvimento dos próximos capítulos.
Gostaria de agradecer a todos os leitores que estão sempre deixando reviews e me incentivando! ^^
Um beijo e até a próxima!
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