Meu Herói
20 (Especial) - É tão bom acordar ao lado de quem ama
Notas iniciais
Mais um capítulo saindo do forno para vocês. Sim, acabei de digitar ele!
Como vocês já sabem, é a vez do capítulo especial narrado por uma personagem da história. E mais uma vez deixo a Gwen contar para vocês o que acontece aqui kk
Esse capítulo foi narrado por ela para que vocês saibam o que ela sentiu após ter passado a noite com o Homem-Aranha.
Espero que gostem e não esqueçam de deixar um review, ficarei muito feliz.
Boa leitura :)
Gwen Stacy
Acordei por volta das nove horas da manhã e percebi que Peter ainda estava ao meu lado dormindo. Seus braços estavam em volta do meu corpo, e eu sentia um calor confortante entre eles. Imediatamente me recordei da noite passada. Com certeza foi a melhor noite da minha vida.
Mas o que aconteceria agora?
Eu sentia certo medo. Não exatamente um medo. Uma espécie de receio de que as coisas mudassem no meu relacionamento com Peter a partir de agora. Afinal, por mais que ele me amasse e desejasse permanecer ao meu lado, compartilhando comigo os bons momentos de felicidade que nos cerca, ele sempre continuará tentando me proteger. Ainda mais agora com os ataques recentes do misterioso Duende Verde em Nova York.
Mas meu receio não era apenas esse. Por mais que Peter demonstrasse sinceridade em suas palavras e gestos, e completa fidelidade a mim, eu ainda tinha medo de que ele pudesse se envolver com Mary Jane outra vez. Eu sempre soube que ele a acha incrivelmente bonita, e o pior de tudo: ainda posso ver nos olhos dela que ela não esqueceu e nem vai esquecer tão fácil do meu namorado.
No entanto, não posso culpá-la por ter se apaixonado pelo homem que eu amo.
Balançei a cabeça, na tentativa de afastar esses pensamentos ruins e me concentrar nos traços do rosto de Peter, que parecia um anjo dormindo. Seus lábios estavam entreabertos, e com isso não resisti ao desejo de beijá-los. Acariciei o rosto dele com suavidade, ao mesmo tempo em que sorria feito uma boba por estar com ele naquele momento.
Logo ele abriu seus olhos lentamente e encontrou os meus, no mesmo instante em que um grande sorriso surgiu em seu rosto.
– Bom dia minha Gwendy.
– Bom dia meu herói... Do que você me chamou? – perguntei rindo e surpresa, pois ele nunca havia me chamado assim.
– Ah, sabe que isso passou pela minha cabeça do nada? Mas acho que Gwendy combina com você. – disse ele acariciando meus cabelos.
– É fofo. – concordei.
Peter me beijou com ardor e mais uma vez eu senti meu coração bater mais forte no peito.
* * *
Queria ter passado mais tempo com Peter, mas ele teve que me deixar para deter bandidos que tentavam assaltar um banco naquela manhã.
Já era quase meio-dia e me dei conta de que teve aula, mas não comparecemos. Porém não havia nada de importante nesse dia, além de Peter e eu estarmos praticamente aprovados para uma nova etapa que se iniciaria em nossas vidas no ano seguinte. No entanto, eu não podia deixar de cuidar dos meus estudos. Afinal, o sonho de seguir uma carreira na medicina ainda permanecia vivo em mim e eu não podia desistir facilmente.
Almocei então e fui para a Oscorp para mais um dia de estágio. Lá eu tive várias tarefas. Organizei todas elas numa lista, em um pequeno caderno de anotações, como sempre fazia:
– Conduzir um grupo de estudantes até o laboratório do Dr. Connors;
– Auxiliar a equipe de cientistas novos a realizar experimentos de genética;
– Verificar alguns cruzamentos de espécies;
– Alimentar as cobaias;
– Organizar materias.
Quando comecei a primeira tarefa, avistei Norman Osborn caminhando pelo corredor mais próximo. Lembrei então do que Peter me contara sobre ele. Eu podia descobrir muitas coisas se o seguisse, apesar de ser arriscado. Eu sei que Peter ficaria furioso comigo por isso, mas senti que precisava investigar.
– Ahn... Senhorita Stacy?
Estava tão distraída em meus pensamentos e na oportunidade de seguir Norman naquele momento, que nem me dei conta que deixei os estudantes esperando para visitar o laboratório.
– Oh, me desculpem! Por aqui. – os conduzi até o laboratório e logo procurei pelo Dr. Connors.
– Algum problema, Gwen? – ele perguntou ao notar minha ansiedade.
– Dr. Connors, você pode mostrar aos estudantes o laboratório? Eu preciso verificar uma coisa.
– Tudo bem. – ele concordou me fitando com certa desconfiança.
– Não se preocupe, eu volto logo.
Corri pelo corredor em que Norman passou e percebi que ele estava um pouco mais a frente conversando ao telefone. Aproximei-me disfarçadamente para tentar ouvir a conversa. Eu sei que isso é falta de educação, mas era importante. Quando fiquei perto o suficiente para poder escutar, me escondi atrás da parede. Porém ele se afastou e desligou o telefone imediatamente, como se tivesse notado a presença de alguém, ou seja, a minha.
Escondi-me ainda mais, notando que ele olhou atentamente para os lados com ar de desconfiança. Caramba, como esse cara é rápido!
Quando virei o rosto com cuidado para checar se ele saiu, percebi que ele subiu as escadas apressadamente para o último andar. Hesitei em segui-lo, mas foi isso que eu fiz.
Assim que consegui chegar ao último andar, notei que Norman entrou em uma sala e trancou a porta. Era uma espécie de sala isolada. Passei por ela disfarçadamente, finjindo pegar um pequeno copo de café, que ficava muito próximo das salas. Ao passar pela porta da sala de Norman, ouvi estrondos. Alguns barulhos muito estranhos, como se ele estivesse testando alguma coisa. Em meio a todo esse barulho ouvi um resmungo dele. Aquilo me pareceu muito estranho e suspeito.
* * *
Após um longo tempo de trabalho, decidi visitar Peter e contar a ele o que descobri. Ele ia me matar, eu sei, mas eu precisava contar.
Quando cheguei a casa dele, tia May me recebeu com muita simpatia, como de costume. Eu adorava May, ela sempre fora muito querida e atenciosa comigo.
– Olá querida! Entre.
– Olá tia May, como vai? – entrei na casa dela recepcionada com um abraço meigo.
– Estou muito bem e você?
– Bem. Peter está em casa?
– Está no quarto dele. Acabou de chegar, nem sei por onde esse menino andou. Pode subir querida.
Imediatamente subi as escadas com pressa, até chegar ao quarto de Peter. Assim que ele me viu agarrou minha cintura e me beijou, quase me deixando sem ar.
– Que bom que você veio. – vem cá.
– Espere Peter. Tenho que te contar uma coisa. Por favor, não fique bravo comigo, mas eu tive que fazer isso.
– Isso o que? O que aconteceu? – ele pareceu preocupado.
– Eu sei que eu não deveria ter feito isso... Mas descobri uma coisa sobre Norman que praticamente entregou ele.
– O que? Você andou seguindo esse cara?! Gwen, o que nós combinamos? É perigoso demais...
– Calma meu amor, eu sei. Desculpe-me. Mas eu tomei todo o cuidado necessário para que ele não me visse, e tenho certeza de que ele não me viu.
Ele suspirou.
– Como pode ter tanta certeza? Gwen, ele é perigoso. Se ele for mesmo o vilão que está aterrorizando a cidade, você não sabe do que ele é capaz!
– Eu sei... Perdoa-me. Eu sei que me arrisquei, mas essa informação é importante. Agora vai deixar eu te contar ou não?
– Está bem. – ele suspirou novamente. – Conte.
Então comecei a contar tudo o que vi e ouvi para ele.
– Espera aí, você disse que ouviu ruídos vindos da sala? Só pode ser ele!
– Exatamente. Então concluí que ele podia estar testando novos equipamentos para aterrorizar a cidade e te machucar. – segurei o rosto dele – Por favor, tenha cuidado, sim?
– Não se preocupe. Eu vou acabar com esse cara logo. – ele segurou minhas mãos com firmeza entre as dele – Mas você tem que me prometer que não vai mais se arriscar dessa maneira. Gwen é sério. É perigoso demais!
Não pude deixar de sorrir com a preocupação excessiva dele.
– Não se preocupe Peter. Eu prometo. – em seguida o tranquilizei com um beijo.
Notas finais
Espero que tenham aprovado!
Não esqueçam de me contar o que acharam, ta bom pessoal?
Beijos e até a próxima ^^
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