Notas iniciais
Olá pessoas! Mais um capítulo aí pra vocês. E eu estava pensando em postar toda segunda em vez de domingo. Fica menos corrido. É, acho que vou fazer isso. Então talvez, eu disse TALVEZ terá capítulo amanhã. Escrevi este capítulo escutando Never Gonna Be Alone, por isso o título. Desculpem qualquer erro, estou com muito sono para revisar. Enjoy!

Capítulo 15 – You Never Gonna Be Alone

Pov. Percy

Carreguei Duncan até a enfermaria e o coloquei numa cama.

– Percy... – começou Annie.

– Eu vou até a praia. – cortei-a. – Quero ficar um pouco sozinho. Preciso engolir tudo isso. – Annabeth somente acenou positivamente com a cabeça. Dei meia volta e parti em rumo à praia.

Devo ter ficado bastante tempo sentado na areia olhando para o nada, pois quando vi, o sol estava quase se pondo e Annabeth vinha em minha direção.

– Oi – disse ela se sentando ao meu lado e encostando a cabeça em meu ombro.

– Oi – respondi suspirando.

– Como você está? – perguntou.

– Estou tentando colocar ordem nos meus pensamentos. – falei – E como ele está? – perguntei quase para mim mesmo.

– Acordou agora pouco. – disse Annie – Deve estar vendo o que tinha naquela caixa dos pais dele. – Após uma pausa continuou – Percy, eu sei que vocês acabaram de se conhecer e não estão se dando tão bem assim, mas você precisa colocar o orgulho de lado e dar uma força para ele. O Duncan precisa de você. E essa é uma oportunidade para vocês se acertarem. – disse Annabeth olhando no bem no fundo dos meus olhos.

– Eu sei. – falei suspirando – Eu sei. Mas é tudo muito recente para mim. Qual é! Primeiro eu descubro que tenho um irmão gêmeo. Descubro que ele é filho de Hades também. Agora os pais dele morrem pelas mãos do... Minotauro. Fora que depois dessa, minha mãe vai mimá-lo até a morte.

– Sally está preocupada com você também. Na verdade ela queria vir aqui, mas não sabia como você estava. Então resolvi vir eu mesma.

– Até quando ela vai ficar? – perguntei.

– Sally? – assenti – Provavelmente até amanhã.

Levantei-me subitamente da areia. Eu tinha que tentar pelo menos. Iria fazer isso. Ele estava sendo gentil comigo e eu um bosta com ele.

– Aonde você vai? – quis saber a filha de Atena.

– Preciso acertar as coisas com o Duncan.

– Ainda não vá, ele deve estar tentando clarear as idéias com aquela caixinha. Espere um pouco.

– Okay loirinha. – disse e me sentei novamente.

– Loirinha? – indagou Annabeth com as sobrancelhas arqueadas.

– É. Loirinha. – respondi – Ouvi Duncan te chamar assim hoje.

– E não teve um ataque de ciúmes?

– Não. Eu até gostei do apelido. – Rimos.

– Mas o senhor não tem muito direito de me chamar de loirinha.

– Por quê?

– Porque, você é só um pouquinho mais alto que eu. Uma cabeça no máximo. Já o Duncan, ele é muito maior que eu.

– É... Ele é de certa forma maior que eu. – concordei.

– De certa forma? – falou rindo – De certa forma ele é mais alto, mais forte, mais musculoso, mais lindo...

– Mais lindo? Como é que é? – Nesse momento, Annabeth estava rolando na areia gargalhando. – Sério Annabeth?

– Claro que não Cabeça de Alga. Mesmo que ele vocês sejam iguais, você sempre vai ser o mais lindo pra mim.

Aproximei-me dela. Nossos lábios estavam quase se tocando quando um grito nos interrompeu.

– Annabeth! Annabeth! – gritava Jason chegando mais perto. – Duncan. Ele... Ele está com uma... Com uma arma. Ele apontou para si. Está quase... Não me obrigue a dizer o resto.

Annabeth e eu nos levantamos imediatamente e seguimos Jason correndo.

Pov. Duncan.

Acordei num lugar que parecia ser uma enfermaria.

Eu definitivamente estava visitando mais enfermarias essa semana do que queria visitar.

Sentei-me lentamente e dei de cara uma Annabeth preocupada olhando diretamente para mim. Seus olhos estavam levemente vermelhos. Ela havia chorado. Por quê?

– Como você está? – perguntou ela.

– Um pouquinho tonto. E tive um sonho esquisito em que o Minotauro aparecia e... – ela me cortou antes de continuar.

– Duncan, não foi um sonho.

Aquelas palavras caíram como uma lâmina fria em meu coração.

Foi tudo real. Não podia acreditar. Eles estavam mortos.

Só percebi que estava chorando quando Annabeth me abraçou forte. Retribuí a intensidade do abraço e enterrei meu rosto em seu ombro, encharcando sua camiseta. Permiti-me chorar feito uma criança por longos minutos. Quando me acalmei, Annabeth me entregou uma caixinha.

– É o que seus pais queriam te entregar. – disse ela.

– Onde o Percy está? – perguntei

– Na praia. Por quê?

– Só pra saber onde eu não devo ir. – falei – Vou até o chalé 3.

Cheguei ao chalé de Poseidon e me sentei em minha cama.

Abri a caixinha e peguei o papel que estava em cima.

“Coloque o pen drive em seu computador” – reconheci como a caligrafia de meu pai.

Arranquei meu computador de minha mochila e o liguei rapidamente. Coloquei o pen drive e abri o único arquivo que continha. Um vídeo.

*VÍDEO ON*

– Oi gente, tudo certo? – falou meu pai.

– Leon, isso não é um vídeo pro seu canal, é para o seu filho. – minha mãe disse divertida.

– Ah! É mesmo. – Consegui dar um mínimo sorriso com o atrapalhado do meu pai. — Então filho, nós queríamos esclarecer algumas coisas para você.

– Sabemos que você acabou de descobrir toda a sua origem semideusa, mas precisamos falar algumas coisas importantes.

– Nós vamos chegar ao Acampamento Meio-Sangue em breve.

Não. Não vão chegar – pensei.

– Por favor veja o resto do conteúdo da caixa. – pediu meu pai.

Tirei da caixa meu Nintendo 3DS azul e uma arma. Sim, uma arma de verdade. Toda preta com alguns detalhes do que me parecia bronze celestial.

– Eu vi que você tinha deixado o 3DS em casa e o Leon resolveu mandar para você jogar quando estiver entediado. – disse minha mãe

– A arma era minha. – disse meu pai.

Desde quando meu pai tinha uma arma em casa? Aquele homem era tão... Sei lá... Inofensivo? Isso. Inofensivo para portar uma arma.

– Eu a usei por um tempo quando frequentava o Acampamento Meio-Sangue.

O quê?

– Nós somos semideuses Duncan. – esclareceu minha mãe.

– Filho de Atena – falou meu pai

– Filha de Apolo – essa foi minha mãe. – Nós nos apaixonamos aí no Acampamento e quando atingimos dezoito anos, resolvemos morar em São Francisco. Era arriscado, mas era o único lugar que aceitava nossas condições financeiras.

– Depois de nos casarmos descobrimos um orfanato só de semideuses. Outro dia fomos até lá e descobrimos você. Estava com três meses. A mulher explicou toda a história entre você, Hades e Poseidon. Mas mesmo assim quisemos adotar você.

– Então você teve a vida que teve. E sempre tentamos criar você como uma criança normal. Para não passar pelo que todo semideus passa. Infelizmente só conseguimos “te esconder” até agora.

– Como eu disse, — falou meu pai – a arma é minha. Agora quero que fique com ela. Dentro da caixa tem um saquinho com balas feitas de bronze celestial, fatal para monstros. Se precisar de mais é só falar com o seu antigo professor de história.

– E não se preocupe com seu canal. – Putz. Ainda tinha mais isso para me virar. – Estamos segurando as pontas para você.

– Eu sei que o senhor é teimoso e não vai abandonar seus inscritos. – Meu pai disse. Mas não tenho tanta certeza de que continuarei meu trabalho no YouTube depois de hoje.

Eles continuaram a falar muitas mais coisas. Nesse ponto já estava chorando novamente.

– Era isso o que queríamos te dizer filho. – disse meu pai.

– Se tudo der tudo certo, já estamos a caminho do Acampamento. E lembre-se: Você nunca vai estar sozinho, mesmo que acontecer a pior tragédia.

Se der tudo certo. Deu tudo errado.

– Nós te amamos. – disseram ao mesmo tempo.

*VÍDEO OFF*

Deixei meu computador de lado e chorei feito um bebê. Tremia e soluçava muito. Até que baixei meu olhar para a arma em meus pés. A peguei e vi se estava carregada. Estava.

Eu não era nada sem eles.

Matar-me não seria uma opção tão ruim. Se eu desse sorte eu até pudesse ver eles de novo. Eu não teria nada a perder mesmo. Acabei de conhecer todo mundo. Não iria fazer falta. Talvez Peter e a família dele fosse se importar, afinal somos amigos de longa data. Mas fora eles não havia mais ninguém. Reyna iria encontrar outra pessoa. Jason tem a Piper e o Leo. Annabeth e Sally têm o Percy. E por sua vez, Percy me odeia.

Apontei a arma para minha cabeça, respirei fundo e, alguns instantes antes de eu apertar o gatilho, Annabeth e Percy pularam em cima de mim, jogando a arma para longe.

Notas finais
E aí? O que acharam? Comentem aí! E pra quem não votou, ainda da tempo, preciso saber com quem vocês querem que o Duncan fique. Já reduzi as opções: 1- Reyna 2- Thalia 3- Semideusa criada por mim 4- Mortal criada por mim. ps: Reyna está ganhando. Se você já votou e quiser votar de novo pode votar! =) E quem já leu BoO? Eu já terminei faz tempo, mas esqueci de comentar... Se alguém quiser falar sobre o livro, pode falar comigo por MP, sinal de fumaça, libras, carta.. Enfim... Hehueheuheue Até o próximo! Twitter: @Minhonzinhoo