Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
18 Apenas Começando
Notas iniciais
Capítulo 18 – Apenas Começando
Abri os olhos e me deparei com Annabeth sentada em uma cadeira ao lado da cama.
– Bom dia! – disse ela.
– Bom dia! – respondi bocejando – Cadê o Percy?
– Está fazendo as tarefas do dia.
– Mas e você? – perguntei – Não deveria estar fazendo suas tarefas também?
– Quíron nos liberou, eu, você e Percy, por uma semana sem atividades. – explicou – Mas Percy não aguenta ficar parado um segundo sem fazer nada, então ele foi pra aula de esgrima.
– Hiperatividade é fogo... – sussurrei.
– Você canta muito bem. – murmurou Annabeth
– Estava duvidando do meu poderio de voz? – brinquei
– Não. – respondeu – Mas pra mim é um pouco estranho um cara como você cantar.
– Defina um cara como você.
– Digamos que você não é nenhum Mister Simpatia com essas roupas pretas, esses piercings na cara, com esse tamanho e de vez em quanto faz umas caras que dá medo em qualquer um.
– Eu sei assustar alguém quando eu quero. – declarei
– Eu não. – disse cruzando os braços em baixo dos seios.
– Tem certeza baixinha? – provoquei
– Eu não sou baixinha.
– É sim. – falei – Você bate no meu ombro.
– Eu não sou tão baixinha assim. Você que é muito alto. Tão alto que parece um poste.
– Ninguém me chama de poste, Loirinha. – disse me levantando – Não sou tão alto assim. Tenho apenas um e oitenta cinco metros.
– Isso é muita coisa. – defendeu-se – Você tem mais de vinte centímetros a mais que eu.
Em um momento de distração de Annabeth, a agarrei pelas pernas a joguei em meu ombro, igual um saco de batatas.
– Me solta! – bradou Annabeth – Me solta agora!
– Não. – respondi – Ninguém me chama de poste e fica quieto depois. Agora a senhorita vai ficar um pouquinho aqui em cima pra observar a altura.
– Isso é injusto. – disse manhosa.
– Não é não. – falei caminhando em direção do banheiro.
– Onde você pensa que está indo? – perguntou
– No banheiro oras. – respondi – Quero fazer xixi.
– Comigo aqui em cima?
– Exatamente.
– Não, me deixa ir, por favor. Se não você vai errar a mira. – falou socando minhas costas.
– Com você me socando desse jeito eu vou mesmo. – E Annabeth continuava a me socar. – Se você não parar vou mirar nesse seu pé lindo que está aqui.
– Você não faria isso. – respondeu indignada
– Ah, eu faria. Eu super faria isso.
– Você é muito vingativo. – falou
– Eu sei. – falei abrindo a braguilha da calça – Fica quietinha aí.
Fiquei mais um tempinho brincando e tirando com a cara de Annabeth, até que a mesma vê a foto dos meus pais na cama.
– Já sei o que você precisa. – falou – Connor e Travis. Os gêmeos do chalé de Hermes. Com certeza eles vão te animar.
– É, pode ser. – respondi – Mas eu quero visitar o Acampamento Júpiter antes.
– Reyna? – perguntou Annabeth maliciosa.
– E se for? – perguntei. Ela somente deu de ombros.
– Vou chamar Blackjack pra te levar.
– Quem? – indaguei.
– O pégaso do Percy.
~//~
Em poucos minutos cheguei ao Acampamento Júpiter. Durante a viagem tive uma conversa agradável com Blackjack sobre cubos de açúcar. Estranho, porém legal.
– Fique por aqui. – disse descendo de Blackjack – Não devo demorar muito. Qualquer coisa eu assobio.
Blackjack somente relinchou e saiu voando por aí.
Comecei a andar em direção do quarto de Reyna, quem sabe ela estivesse por lá.
Avistei Reyna ao longe e escondi a rosa que eu tinha roubado do chalé de Deméter. Não sabia se ela gostava dessas coisas, mas o que vale é a intenção.
Acelerei meus passos e quando estava quase chegando, Octavian aparece não sei de onde. Puxa Reyna pela cintura e a beija. Ela parecia estar resistindo. Mas pra mim não importa. Dei mais dois passos. Os dois se separaram e Reyna olhou diretamente pra mim. Dei mais um passo e coloquei a rosa no chão. Dei meia volta e comecei a andar.
– Duncan! – gritou Reyna – Espera!
Ignorei os gritos de Reyna e assobiei o mais alto que consegui. Logo Blackjack já apareceu.
Já vai voltar? – perguntou ele em minha mente.
– Não – respondi – Me leva pra minha casa. Dou-te as instruções no caminho.
Levantamos vôo e logo chegamos a minha antiga casa.
– Pode fazer o que você quiser Blackjack. Se eu precisar de você eu chamo. Amanhã te dou alguns cubos de açúcar.
Vai ficar bem aí? – indagou preocupado
Vou. – respondi
Pesquei a chave de casa, que tive a preocupação de trazer, e abri a porta, trancando-a em seguida. Acendi as luzes e fui direto para o armário de bebidas. Tirei a primeira garrafa de uísque que tinha e a virei como se fosse água.
Olhei para o resto do armário. É... Estava apenas começando.
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