Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
19 Cadê o Duncan?
Notas iniciais
NOTAS INICIAIS FORAM FEITAS PARA SEREM LIDAS!
Capítulo 19 – Cadê o Duncan?
Pov. Percy
Fui buscar Duncan para almoçar, mas ele não se encontrava no chalé 3. Procurei por todo o acampamento, porém não o encontrei.
Almocei e voltei ao chalé 3, quem sabe ele poderia ter voltado. Nada. O que encontrei foi apenas o chalé vazio. Resolvi procurar Annabeth, quem sabe ela sabia onde aquele moleque se meteu.
– Annie, você viu o Duncan? – perguntei – Estou procurando ele desde a hora do almoço e não o encontro em lugar algum.
– Ele foi ao Acampamento Júpiter. – respondeu – Disse que volta antes do pôr do sol.
– Mas que diabos ele foi fazer lá? – indaguei
– Por Hera! Você é lerdo mesmo, Cabeça de Alga! – exclamou revirando os olhos – Ele foi ver a Reyna.
– Aaah! É mesmo. – falei – Esqueci que os dois estavam se pegando.
~//~
Já estava escuro e Duncan ainda não havia voltado. Não me preocupei muito, pois ele devia estar fazendo alguma coisa no mínimo interessante.
– Estou preocupada Percy. – exclamou Annabeth – Ele disse que iria voltar antes do pôr do sol. E já passou muito tempo desde que o sol se pôs. E se tiver acontecido algo?
– Calma Sabidinha, ele deve estar ocupado demais com Reyna. – falei tedioso – Provavelmente ele só volte amanhã.
– Não. Ele disse que mesmo se essas coisas rolassem, iria voltar antes do pôr do sol. – relatou Annabeth – E ele disse que se não voltasse antes, era pra gente ir arrancar ele de lá. Ou algum monstro o atacou no caminho.
– Se é assim, vamos tirar ele de lá. – falei – Ou encontrar ele morto no caminho.
– Não diga essas coisas. – disse Annabeth me dando um tapa no ombro.
Eu somente ri e fui em direção aos estábulos, com Annabeth ao meu encalço.
Como Blackjack estava com Duncan, escolhi outro pégaso aleatoriamente. Montei nele e ajudei Annabeth a subir logo depois.
Começamos a voar e em alguns minutos chegamos ao Acampamento Júpiter. Pousamos perto do refeitório.
Octavian estava saindo de lá e parecia estar muito feliz pro meu gosto. O que será que esse demônio loiro estava aprontando? Não tive tempo para perguntar, pois Annabeth falou primeiro:
– Octavian, viu Reyna por aí?
– Não, eu não vi. – respondeu ele sorrindo – Mas talvez ela esteja em seu quarto.
Saímos correndo em direção aos dormitórios sem ao menos agradecer o Demônio Loiro. Ele não merecia de qualquer forma. Fora que aquela cara dele denunciava que ele tinha aprontado uma das grandes.
Chegamos ao quarto de Reyna e batemos na porta. Esperamos. Nada. Batemos novamente. Nada. Resolvi tentar abrir a porta, com sorte estaria destrancada. Estava. E a cena com que nos deparamos foi bizarra.
Reyna estava jogada em um canto em posição fetal chorando, o que é super estranho. Reyna NÃO chora. Nunca. Pelo menos eu nunca havia visto.
Annabeth pareceu sair do choque primeiro e correu até Reyna no chão. Depois de minha cabeça dar loading da cena, fui até elas.
– Reyna... – começou Annabeth – O que aconteceu?
Mas a morena não respondeu nada. Continuou a soluçar histericamente. Depois de uma conversa silenciosa com Annabeth, peguei Reyna no colo e a coloquei sentada na cama.
Antes que ela pudesse despencar e deitar na cama, Annabeth sentou-se ao seu lado e perguntou novamente:
– O que aconteceu?
– Dun-Duncan... – respondeu ela entre soluços.
– O que tem ele? – perguntei
– V-vi-viu... Octavian me... – mais soluços – Ele viu... Octavian... Me...
– O que aquele merdinha fez? – falei com raiva
– Ele me beijou. – responde Reyna com a voz embargada – E Duncan viu. Depois ele foi embora com Balckjack.
Quando ameacei dar um passo e ir acabar com a raça daquele cretino, Annabeth me parou.
– Depois. Primeiro temos que achar Duncan. – ordenou – Tem alguma idea de onde ele pode ter ido?
– Eu não sei... – a morena respondeu – Talvez pra casa dele.
– Sabe onde é? – perguntei e ela assentiu – Vamos.
Assim que saímos do quarto de Reyna, assobiei e vi o pégaso que havia pegado e outro que chamei pra levar Reyna.
Montamos nos respectivos pégasos e partimos em vôo.
Chegamos a uma casa grande e bem bonita por sinal. Se não estivéssemos na situação em que estávamos, com certeza Annabeth iria querer admirar e estudar a arquitetura do lugar.
Descemos dos pégasos e andamos em direção à porta de entrada.
– Droga... – falei – Trancada
– Já resolvo. – afirmou Annabeth.
E num passe de mágica, Annabeth abriu a porta com um grampo de cabelo.
Entramos e quase caí pra trás com a cena que encontrei.
Havia garrafas de bebidas espalhados por toda a parte. Tinha todos os tipos de bebidas. Os que eu conhecia e até os que eu nunca havia ouvido falar na vida. Em alguns cantos, havia poças de vômito. Também vários cacos de vidro espalhados por aí. E por último, Duncan jogado no sofá, coberto de vômito misturado com sangue.
Fale com o autor