Meu Falso Namorado

25 Certezas e dúvidas


Notas iniciais
Hallo meus amores, olha só eu voltei o/
Capítulo super especial dedicado a Andreia Ribeiro, que está de aniversário hoje (pelo fuso-horário aqui no Brasil é hoje), enfim, Parabéns pra ela né gente *---*
Espero que gostem e boa leitura...
Ah leiam as notas finais ta?

[Laura]

Acordei com algumas vozes do lado de fora do automóvel, ainda meio sonolenta tentando me lembrar o que havia acontecido na noite anterior, sentei-me no banco. Pela janela pude ver Tom, Bill e Kika conversando com um homem alto. Com calma passei para o banco da frente sentindo tudo girar, respirei fundo, e abri a porta do carro, saí e andei até a frente do automóvel, sentindo novamente a tontura apoiei-me no capô do mesmo.

– Que bom que acordou Lara, Bill veio nos buscar. — Tom falou e eu não me movi. Ele veio até onde eu estava. – Está tudo bem? Segurou minha mão.

– Não, minha cabeça dói. Não estou acostumada a dormir em carros. Ri.

– Vem, vamos pra casa, aí poderá descansar melhor. Ele passou a mão por minha cintura e eu agradeci mentalmente por poder me apoiar nele, não queria que soubesse que me sentia mal, aposto que iria me obrigar a ir a um hospital e, como tenho pavor de hospitais era melhor assim. Ele abriu a porta de trás e me ajudou a entrar no carro.

– Eu já volto. Disse, eu assenti e ele saiu.

Fiquei observando ele conversar com o homem alto juntamente de Bill e nem reparei que Kika havia entrado no carro.

– To vendo que se acertaram. Ela ria maliciosamente no banco da frente.

– Precisa de óculos. A encarei pelo retrovisor.

Ela ria balançando a cabeça negativamente, nisso Bill entrou no carro ligando-o e Tom entrou sentando-se ao meu lado.

Sentia sono e fraqueza ao mesmo tempo, não via a hora de chegar em casa e dormir.


[Tom]


Laura não estava bem, pálida e sonolenta, o que estava me deixando preocupado, definitivamente eu a levaria a um médico nem que seja forçada.

O trajeto até em casa foi em silêncio absoluto, e no meio do caminho Laura adormeceu sob meu ombro.

– Laura chegamos. Disse em um tom baixo depois que Bill e Kika haviam saído do carro.

– Huum... O quê? Ela disse meio sonolenta.

– Chegamos, vem. Abri a porta e saí, e quando Laura foi sair quase caiu, mas antes que isso acontecesse, eu segurei-a.

– Obrigada. Ela ria do quase tombo.

– É sempre assim quando está com sono?

– Às vezes. Rimos.

Entramos, e sentamo-nos todos na sala, Bill e Kika tagarelavam alguma coisa, e quando me virei para falar com Laura a vi fazer uma careta feia e sair correndo com a mão na boca. Automaticamente saí atrás dela, não sei como consegui subir as escadas tão rapidamente sem tropeçar e, quando cheguei em seu quarto ela estava no banheiro, vomitando. Logo ouvi o barulho do chuveiro e lógico, deduzi que estivesse tomando banho, mas eu não sairia dali, enquanto não a visse e a levasse para o hospital e tivesse certeza de que ela está bem.

Alguns minutos depois ela saiu do banheiro, somente de roupão, então eu a encarei.

– Está tudo bem, eu estou ótima. Foi em direção da cama e sentou-se na beirada.

– Chega Laura, não aguento mais ver você assim, nós vamos a um médico.

– Não, um médico não, eu tenho horror a hospitais, estou bem, eu juro.

– Sem discussão. – Sentei-me ao seu lado. – Me deixe te levar a um médico, por favor, estou preocupado com você, há semanas que vem passando mal e insiste em dizer que está bem, e se você realmente estiver grávida isso pode fazer mal ao bebê, por favor, Laura.

– Tudo bem. — Bufou derrotada. — Vamos a um médico, mas antes me deixe dormir um pouco.

– Com uma condição. Dei um leve sorriso.

– Qual? Ela arqueou a sobrancelha.

– Que a primeira coisa que faremos depois que acordar é irmos ao médico.

– Ta bom.

– E não tente me passar a perna mocinha. – Me levantei rindo. – Agora descanse. Saí do quarto.

Desci e expliquei, o porquê Laura havia subido daquela maneira, a Kika e Bill. Depois ficamos conversando sobre as ideias novas que Bill teve para o álbum.

Durante o almoço ficamos ainda discutindo sobre o mesmo assunto, até Laura aparecer com uma cara de sono que só a deixou, ainda mais linda.

– Bom dia. Ela disse sentando-se ao lado de Kika.

– Pedi pra Maria preparar uma sopa pra você. Falei.

– Sopa? Eu não estou doente ta? – Ela olhou para Maria que vinha trazendo a sopa. – Olha Maria me desculpe, mas sopa eu não quero. Deu um leve sorriso e Maria o retribuiu.

Quando todos haviam terminado o almoço Bill e Kika seguiram para o estúdio, Laura e eu para o consultório do Doutor Hernandez.

O consultório estava praticamente vazio além de mim e Laura havia mais duas mulheres.

– Laura Di Calafiori? Uma jovem, provavelmente assistente do doutor, apareceu no final do corredor.

– Sou eu. Laura levantou-se.

– Me acompanhe, por favor, o Dr. Hernandez está a sua espera.

– Vem comigo? Ela me estendeu a mão.

– Claro. Peguei sua mão e então seguimos a provável assistente. Antes de entrarmos na porta onde a jovem indicava Laura apertou minha mão, parecendo estar com medo, segurei sua mão firmemente dando-lhe segurança. E assim entramos.

Laura explicou tudo o que vinha acontecendo, e até falou da possível gravidez. O médico pediu alguns exames, o que me deixou preocupado, afinal para ter certeza de que Laura estaria grávida bastava apenas um exame de sangue.

Laura ficaria “internada” até que os resultados dos exames ficassem prontos.

– O médico está demorando. Ela disse impaciente.

– Calma Lara, demora até sair o resultado.

– Essa demora já está me estressando, olha pra mim deitada em uma cama como se fosse uma doente, realmente precisa de tudo isso?

– Vou ver o que está acontecendo, já volto. Levantei-me da poltrona que ficava ao lado da cama, mas a porta abriu e o Doutor Hernandez entrou.

– Ah finalmente doutor. – Laura disse. – E então, já posso ir para casa?

– Ainda não. – Ele deu um leve sorriso. – Terá que fazer mais um exame de sangue...

– Mais um? – Ela interrompeu-o – Pra quê?

– São só exames de rotina, tenha paciência só mais esse e então estará liberada para ir pra casa. Ele virou-se para sair.

– Doutor! – O chamei. – Posso falar com o senhor? Perguntei.

– Claro. O segui até o corredor.

– Diga-me doutor o que ela tem? Olha me desculpe, mas não engoli esse papo de exames de rotina.

– Bom... – Começou a falar. – Ela não está grávida como suspeitavam...

– Não? – De certa forma ouvir isso me deixou decepcionado. – Mas e então, o que ela tem?

– Não posso afirmar nada, é somente suspeitas, o exame de sangue confirmará ou não...

– Por favor, me diga o que é doutor.

– Creio que a Senhorita Calafiori tem leucemia.

– Leucemia? Como assim? Perguntei indignado.

– Parece estranho, mas o que ela descreveu sentir são sintomas comuns da leucemia e muitas vezes as pessoas confundem e acham que não é nada e acabam descobrindo a doença depois quando já está avançada.

– Mas são só suspeitas, então tem grandes possibilidades de não ser?

– Sim, como eu disse são só suspeitas, não se desespere meu rapaz. Ele riu e saiu.

Esperei mais alguns minutos ali fora, enquanto digeria essa ideia, e achei melhor não dizer nada a Laura.

– O que vocês falaram? Ela perguntou assim que entrei.

– Você estava certa, não está grávida. Dei um leve sorriso.

– Viu eu sabia, viemos aqui a toa. Já posso ir embora então.

– Ainda não pode. Ela me olhou.

– Que cara é essa? Está me escondendo alguma coisa, o que é?

– Não é nada...

– Tom não minta pra mim, me diga a verdade, você não foi falar apenas isso com o médico, por que eu não posso ir embora? O que eu tenho?

– O médico acha que você tem leucemia. Falei a verdade, não adiantaria esconder isso dela.

– O quê? Como assim? Não... Não...

– Calma, são só suspeitas...


(...)


– Tom. Laura segurou minha mão.

– O que foi?

– Estou com medo... E se eu realmente...

– Tudo vai ficar bem, você vai ver. Interrompi-a e no mesmo momento o médico entrou na sala em que esperávamos o resultado final.

– Então doutor, eu tenho leucemia? Laura perguntou aflita.

– ...


Notas finais
Leucemia? Como assim? Pois é... E devem estar pensando "Essa escritora pirou de vez.." Não gente, esses sintomas: dor de cabeça, vômito e tal são sim sintomas de leucemia, não inventei nada ok? Pesquisei a respeito e tal então isso não é paranóia minha só estou falando isso por que é estranho, quando li também achei, mas enfim...
Bom no recado anterior eu disse que estava confusa em relação aonde postaria minhas fics a partir de agora, pois é eu encontrei um site muito legal o AnimeSpirit(http://animespirit.com.br/lille), minhas futuras fanfics e inclusive as que estão aqui no Nyah serão postadas lá, lógico não vou obrigar ninguém a lê-las novamente e deixarem reviews, por que além do mais terminarei as mesmas aqui, mas pra quem quiser acompanhar a Meu Falso Namorado - Segunda Temporada ela será postada apenas lá... Sim gente terá uma segunda temporada isso não é ótimo? Cara estou tão feliz e cheia de ideias e adiantando a 2ª temporada está divertidíssima será bem diferente da MFN que estão acostumadas a ler, mas enfim até o próximo capítulo e não se esqueçam dos reviews, ok ?
Happy Birthday Andreia Ribeiro *--*