Meu Falso Namorado

26 Meu namorado? Como assim?


Notas iniciais
Olá gente..
Então, eu sei que devem estar querendo me matar pela demora, mas eu queria pedir desculpas e explicar o porquê não postei semana passada.
Bom, eu sempre escrevo cada dia um pouco e semana passada não foi diferente, pelo menos até na segunda, aí na terça (pra quem não sabe eu sou babá) a menininha que eu cuido tava na casa da avó e tomou uns remédios, enfim, passou muito mal e tal aí eu tava muito nervosa e acabei não escrevendo aí na quarta eu estava na aula quando soube que o marido duma professora havia falecido e as aulas foram canceladas (na quinta e sexta) e também por que tava tendo muitos temporais aqui e alago uma escola do interior, aí eu deixei pra escrever na quinta já que teria bastante tempo só que na quarta a noite um colega meu sofreu um acidente e não resistiu, e quando eu soube fiquei em choque, apesar de que nós não éramos amigos íntimos, éramos amigos e a minha turma na escola tipo nós somos muito unidos (mesmo eu não gostando deles disso eu não posso reclamar) e todos ficaram em choque foi terrível, muito, muito triste, foram 9 anos estudando com ele e esse colega era eu nem sei explicar todos adoravam ele e comigo não era diferente fiquei muito triste, por que eu sei exatamente o que a família ta passando e o que eles vão passar futuramente a coisa mais difícil é aprender a lidar com a saudade isso tortura, e eu me coloquei no lugar da família e isso me fez sentir ainda pior por saber, por ter passado uma situação semelhante a que a família ta passando e ta sendo muito difícil acordar de manhã ir pra escola meus colegas estão inconformados, sabe 3º ano a gente tem a formatura pela frente e se formar era tudo o que ele queria pensem no baque que ta sendo pra gente saber que ele não estará lá e, é só o assunto surgir na sala de aula que começam a chorar foi uma perda irreparável e eu queria que me entendessem eu não tinha cabeça pra escrever nada, pra mim ainda está sendo difícil enfrentar toda essa situação, mas mesmo assim tentei escrever um capítulo da fic e espero que gostem, por favor, me perdoem se estiver ruim, com muitos erros e desculpa o enorme texto queria explicar o por que da minha demora e que caso eu demore a postar já sabem o motivo, minha cabeça ta uma confusão só peço que me entendam está sendo tudo muito difícil...

[Laura]



O relógio quebrado é um conforto, me ajuda a dormir esta noite

Talvez isso pare amanhã de roubar todo meu tempo

E eu estou aqui, ainda esperando, embora ainda tenha minhas dúvidas

Eu estou estragado na melhor das hipóteses, como você já percebeu


Eu estou caindo aos pedaços, mal estou respirando

Com um coração quebrado que ainda bate

Na dor ainda há cura

Em seu nome eu encontro significado

Então eu estou aguentando, estou aguentando, estou aguentando

Eu apenas estou me segurando em você

Lifehouse — Broken


– E então doutor, eu tenho leucemia? Perguntei aflita.

– Bom, Srta. Calafiore...

– Laura, apenas Laura. O interrompi.

– Como disse Laura, ao seu namorado... – Sorri ao ouvir ele falar aquilo. — Eram apenas suspeitas, e o exame confirmou isso, você não tem leucemia.

– Doutor, o senhor está falando sério? Eu não tenho? Não sabia explicar o que estava sentindo, emoção e euforia ao mesmo tempo.

– Sim, e a propósito já está liberada para ir pra casa. – O médico riu. – Mas deve se alimentar corretamente e sem trabalho excessivo se não, não aguentará, estamos entendidos?

– Sim, sem muito trabalho, alimentação saudável e blábláblá... Entendi doutor. — Ele sorriu novamente e saiu da sala. – AAHHH EU NÃO TENHO LEUCEMIA. Disse num quase grito, praticamente pulando em cima de Tom para abraçá-lo.

– Nossa isso é maravilhoso. Ele sorria.

– Ta, mas agora vamos para casa já fique tempo demais aqui.

(...)

Na manhã seguinte, acordei e me arrumei, afinal havia combinado de passar o dia com Edoardo e Júlia.

Desci e vi que Tom estava parado na porta falando com alguém, que ao me aproximar vi que era Edoardo. Quase correndo fui até lá e o abracei fortemente.

– Sono contento che tu sia venuto. (Que bom que você veio) Disse em italiano, eu podia muito bem me comunicar com Edoardo em alemão ou inglês que ele entenderia, mas preferi italiano, sei lá, talvez, para Tom não entender o que eu dizia.

– Ho promesso che sarebbe venuto a uccidermi se Julia non sono venuto qui si arriva a trascorrere la giornata insieme. (Eu prometi que viria e, Júlia me mataria se não viesse aqui te buscar para passarmos o dia todos juntos.)

– E dove è Julia? (E onde está Júlia?)

– Aspettando in macchina. Quindi cerchiamo? (Esperando no carro. Então, vamos?)

– Sì. (Sim)

– Hãm, Tom como é sábado e não vamos trabalhar eu irei passar o dia fora, ok? Disse me virando para olhá-lo, que até agora estava completamente perdido em minha conversa com Edoardo e, apenas nos olhava de forma estranha.

– Mas e a recepção de hoje à noite? Ele disse.

– Eu chegarei a tempo. Disse enquanto Edoardo, praticamente, me arrastava para fora.

Quando chegamos ao carro onde Júlia nos esperava, ela saiu e veio correndo me abraçar.

– Júliaa. – Falei abraçando-a fortemente. – Estava morrendo de saudades.

– Eu também estava nossa fazia séculos que não te via como está diferente. Ela me olhava dos pés a cabeça.

– Você também está muito diferente desde a última vez que nos vimos na Itália.

– Ta chega meus amores, vocês terão o dia todo para colocar as novidades em dia, agora vamos. Edoardo gritou, já dentro do carro.

Embarcamos e, seguimos conversando o caminho todo até o hotel onde eles estavam hospedados.

Ficamos o dia todo conversando, brincando, recordando os bons momentos da Itália, Alemanha e quando dei por conta já se passavam das 09h15min da noite.

– Caramba eu preciso ir, Tom irá me matar se chegar atrasada na recepção.

– Recepção do quê? Júlia perguntou.

– Ah, é duma banda que irá fazer uma música em parceria com o Bill aí eles querem fazer isso, nem sei por que é algo que não precisa, mas sabe como são artistas não perdem a oportunidade de dar uma festa. Ri.

– Verdade, bom deixa que eu te levo então. Edoardo disse.

– É uma pena que já tenha que ir, queria que ficasse aqui com a gente, mas amanhã cedo Edoardo e eu voltaremos para San Francisco. Vou sentir saudades. Júlia disse dando-me outro abraço, parecendo que me desmontaria.

– Eu também queria ficar, mas é parte do meu trabalho, preciso mesmo ir.

(...)

– Onde estava? Nós estamos atrasados. Tom disse, com uma cara nada boa, assim que entrei em casa.

– Desculpe, não vi as horas passarem. – Subia as escadas correndo. – Me arrumarei rapidamente.

Parecia até mágica, em questão de 15 minutos já havia tomado banho e me vestido. Dei alguns retoques finais em minha maquiagem e desci.

– Está linda. Kika apareceu do nada.

– Obrigada. Achei que já estivessem ido. Falei.

– Bill quis conversar com Tom antes de sairmos.

– Ele está muito bravo comigo? Perguntei.

– Não sei, talvez, cheguei agora pouco, mas Bill disse que ele passou o dia todo mal humorado.

– E onde eles estão?

– Na garagem, Bill me pediu para ficar te esperando enquanto falava com Tom.

– Vamos então, antes que Tom queira minha cabeça em uma bandeja. Falei e Kika riu.

Quando chegamos à garagem Tom e Bill conversavam perto do carro de Kika, me limitei a parar ao lado do Audi preto de Tom e esperá-lo vim até aqui. Nós nunca íamos todos em um único automóvel, afinal, na maioria das vezes, Bill sempre leva Kika para casa depois e, acaba ficando por lá. Depois de alguns minutos Tom se dirigiu até seu veículo e entrou no mesmo sem nem apenas olhar para mim. Naquele momento, sua reação, me deixou um tanto triste. Sei que errei ao chegar um pouco atrasada, mas não era motivo para ele ficar completamente zangado comigo. Entrei no carro e Tom deu partida, durante o caminho todo não trocamos nem um olhar, nem se quer uma palavra.

Já na festa era a mesma coisa, e não fui falar com ele por que sabia que brigaríamos e não ficaria bem uma briga agora, no meio de tantas pessoas estranhas. Depois de algum tempo Bill e Kika haviam ido dançar, quer dizer Kika arrastou Bill, pois o mesmo diz não saber dançar, o que é mentira ele dança muito bem até. Tom, então, sentou-se ao meu lado, mas, no entanto, continuou sem direcionar nada a mim.

– Quer dançar? Perguntei, com esperanças de que ele aceitasse e esse clima meio tenso entre nós passasse.

– Não. Apenas disse. Dei um sorriso meio “morto” e continuei olhando as pessoas dançando.

Após mais um tempo levantei-me, mas senti Tom segurar meu braço.

– Aonde você vai? Seu tom era de preocupação?

– Ao banheiro. Disse e ele me soltou.

Era estranho ele não falava comigo, mas ficou o tempo todo ao meu lado como se estivesse me cuidando, a única coisa que, digamos, foi “boa” disso tudo é que ele não estava com aquelas piriguetes como das outras vezes.

Quando estava voltando para onde Tom se encontrava acabei esbarrando em um garoto. Pedimos desculpas um ao outro e acabamos iniciando uma longa conversa, como se nos conhecêssemos há anos. Bernardo era como se chamava, era brasileiro e estava morando em Los Angeles há quase dois anos. Também me contou que só veio para cá por que os pais não aceitaram sua opção sexual e, então, fugiu de casa e graças a uma amiga veio parar em L.A. Bernardo tinha 19 anos, assim como eu, e era um jovem muito bonito, loiro, alto, de olhos azuis, e julgando-o apenas por sua aparência nunca diria que era gay.

Contei a ele que estava com meu “namorado”, mas as coisas não estavam muito boas entre a gente, disse também que era da Itália e estava aqui a mais ou menos uns cinco meses e meio. Era incrível conversávamos como se fossemos melhores amigos, e assim ficamos por um longo tempo falando de diversos assuntos.

– Vamos. A voz de Tom soou atrás de mim e ele segurou meu braço.

– Ei, espera quem é você. Bernardo disse tentando fazer Tom largar de mim.

– O namorado dela. Ele andou me puxando junto. Olhei para trás e Bernardo me olhava confuso.

– Tchau Ber... Aiii Tom larga meu braço, ta me machucando. Reclamei quando ele apertou inda mais meu braço. Mas parecia não ter ouvido e, praticamente, me “arrastando” ele levou-me até o carro. Abriu a porta e eu entrei, ainda sem entender o porquê daquilo. Não tive coragem de dizer nada Tom dirigia furiosamente, e a velocidade em que estava chegava a me dar medo. Depois de alguns longos minutos, finalmente, chegarmos em casa.

– Por que fez isso? Qual é teu problema? Perguntei enquanto ele subia as escadas e eu o seguia.

– Qual é o meu problema? Você some o dia todo, chega atrasada para um compromisso, eu não sei se você lembra, mas assinou um contrato, e ainda me pergunta qual o meu problema? Ele me encarava do alto da escada.

– Desculpa ta, eu perdi a hora, eu sei que errei, mas não podia, simplesmente, me tirar da festa daquela maneira.

– Olha eu sei que você tem uma vida fora dessa casa, do estúdio e, desse contrato que assinamos, eu não me importo que saia com seu namorado, mas não perca nossos compromissos, é só isso que peço. Ele terminou de subir os últimos degraus.

– ESPERA! Meu namorado? Hã? O QUÊ? Disse e ele me olhava com uma expressão confusa.


Notas finais
E agora ?? Tom saberá da verdade, que Edoardo não é namorado de Laura? Será que eles irão se acertar, finalmente?
Então reviews? Gostaram?
Bom, eu recebi apenas 4 reviews no capítulo passado, tipo COMO ASSIM 4 REVIEWS?? Cadê minhas leitoras? Não sumam gente, por favor, preciso saber o que estão achando da fic.
E novamente, quero pedir desculpas por minha demora, e até mais.