Meu Doce Sofrimento
1 Capítulo 1 - Mudança de vida.
Devia ser só mais um dia normal.
Eu estava voltando para casa, tarde da noite, pra varia wanda...meu fusca não queria funcionar, tentei chamar um táxi más não consegui, sendo assim comecei a caminha, minha casa não era muito longe. Peguei um atalho rápido por um beco que já conhecia a um tempo, ao entrar no beco meu corpo paralisou, no meio da leve neblina um homem apontava uma arma para outro e sem cerimonia nenhuma ou dizer qualquer palavra ele atirou. Dei um passo para trás lentamente mas pisei num pedaço de vidro de uma garrafa quebrada fazendo barulho sobre o asfalto, barulho que foi suficiente pro homem notar minha presença, ele se virou e começou a correr na minha direção, meus pés tomaram vida e também comecei a correr o mais rápido que pude.Não foi suficiente, cada vez ouvia os passos se aproximando, senti um abraço forte me agarrando e gritei o mais alto que pude, más um pano com o que acho que era cloroforme tapou minha boca e nariz, aos poucos fui deixando de me debater e tentar gritar, aos poucos fui perdendo a consciência. A ultima coisa que me lembro, foi uma mascara preta e intensos olhos cinzas. Ao acordar, estava amarrada a uma cama, as cordas nos meus pés e mãos me fizeram logo perceber que talvez além de sequestrador, assassino e possivelmente ladrão ele era escoteiro, por que só escoteiros sabiam fazer um nó daquele jeito, então me dei conta de onde estava, e do que tinha acontecido, e esse era só o começo do meu doce sofrimento.Olá — sussurrou uma voz suave e doce me tirando de meus pensamentos, olhei ao redor até vê-lo sentado em uma cadeira a meia luz, a uns 10 ou 15 passos de distância de mim, deduzi. Em uma mão segurava uma arma, e já não estava com a mascara, tentei ver seu rosto mas não pude, minha primeira reação foi implorar pela minha vida.- Por favor não me mate — digo e vejo seus lábios se contorcerem em um leve sorriso — - Não acha que se eu fosse matar você, já não o teria feito? — Ele tava mesmo sendo sarcástico?! — - Não sei, olha eu... — fiz uma pausa tentando formular um argumento coerente — Eu não direi a ninguém o que vi ou que estive aqui, só me deixa ir por favor, eu.. eu tenho dinheiro se você quiser, te dou quando você quiser -Ele riu. Dessa vez de verdade.- Não preciso do seu dinheiro. — disse levantando deixando a arma na mesa atras dele que até então era invisível pra mim, fiquei quieta observando tudo ao redor, não era um cativeiro comum das poucas parte que eu podia ver era tudo bem arrumada, a cama que eu estava era muito confortável e aconchegante, apesar da situação, quem gasta tanto em coisas para sequestro?- Quem é você? — perguntei tentando lembrar, algo naqueles olhos cinzas não me era estranho. — - Fique calma Anastasia... — disse ele calmo abrindo uma geladeira que de longe vi que estava cheia de bebidas e comida — - Como sabe meu nome? — perguntei olhando fixamente tudo que ele fazia.- Olhei sua identidade... — o vi pegar uma garrafa com água — Está com sede Anastasia? — - Sim... — sussurrei e só então percebi o quanto estava com sede, ele se aproximou e a luz enfim iluminou seu rosto, ele era extremamente lindo, e os olho cinza... Eu o conheço de algum lugar, más de onde?! Usando a mão esquerda ele levantou minha cabeça e com a direita aproximou a garrafa dos meus lábios deixando lentamente a água fluir pela minha boca e garganta, ele soube o momento certo de parar, de algum modo estranho ele sabia quando eu estava satisfeita. - Melhor? — perguntou se afastando — - Preciso.... ir.. ao banheiro ... — Menti e o vi franzindo o cenho más assentiu, deixou a garrafa na mesa, trancou uma porta com o cadeado tirando a chave e colocando no bolso de trás da calça jeans gastada que usava, ligou um interruptor revelando uma nova porta, se aproximou de mim novamente em silêncio e com agilidade desfez os "nós" que me prendiam, quando terminou se afastou e sinalizou a porta de madeira cheia de detalhes.- O Banheiro é ali... — murmurou e voltou a olhar na geladeira, nesse curto momento de distração , o mais rápido que pude levantei e peguei a arma que estava sobre a mesa, meio sem jeito apontei para ele — - Me Deixa Sair Daqui Agora ! — gritei e ele lentamente se virou, vi novamente um esboço de sorriso em seus lábios e lentamente ele andou na minha direção. - Você não vai atirar... - Não duvide... - Já teria atirado por que estou perto de mais, o suficiente pra imobilizar você... — Disse ele chegando perto de mais, nosso corpos estavam separados pelos meus braços estendidos e o cano da arma que tocava o peito dele, eu sabia que no ia atirar, minha respiração ficou irregular — - Se afasta de mim ! — gritei e dei um passo para trás- - Ou O que? — ele provocou — Vai atirar? — deu um passo afrente e apertei o gatilho más só o que ouvi foi um "Click" e nada mais — Achou mesmo que eu ia deixar uma arma carregada sobre a mesa e te soltar? — Disse ele irônico , e soltei a arma começando a dar murros de mão fechada no peito dele numa tentativa falha de machuca-lo —
- Seu filho de uma ... — não consegui terminar a frase e senti o frio de mesa de mármore sobre minha face — - Não ouse terminar essa frase. Você não conhece minha mãe e a menos que queira morrer nesse exato momento não ouse terminar essa droga de frase! — gritou, por que ele estava tão zangado? — - Por favor não me machuque... — murmurei e senti que ele me levava a cama outra vez e começava a me amarrar — Por favor... essas cordas machucam... - Não. Não machucam. — disse ele e era verdade, não machucavam, más eu não queria ser amarrada de novo, então tive uma memoria de minha melhor amiga e eu conversando. — #FLASHBACK ON# - Outro platônico Kathe? — disse vendo varias fotos do mesmo cara no notebook — - Platônico não, futuro marido sim... — ela riu — Ele é Christian Grey, super rico e gostoso... — Olhando a foto ele era realmente bonito, olhos penetrantes que pareciam cinza — #FLASHBACK OF#PUTA QUI PARIU! Fui sequestrada por Christian Grey ! - Christian Grey... — penso alto sem querer e o vejo deixar de fazer os "nós" e me olhar — - O que disse? — me olha perplexo- - Você é Christian Grey ! — repito -
Notas finais
Eae, continuo?
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