Meu Doce Sofrimento

2 Capítulo 2 - Meu Sequestrador é Christian Grey.


Notas iniciais
*O* Gente ! Fiquei muito muito muitooooo Feliz com os comentarios, 11 comentarios só no primeiro cap? Vomitei arco- ires ! Obrigado. Ai vai mais um cap, não gostei muiiito, introduções são sempre chatas, más espero que vocês gostem..

#Capitulo ANTERIOR#
– Christian Grey... — penso alto sem querer e o vejo deixar de fazer os "nós" e me olhar —
– O que disse? — me olha perplexo-
– Você é Christian Grey ! — repito -

#Capitulo ATUAL#
Ele me olha perplexo e fica em silêncio um momento, tenho certeza que minha cara não está muito diferente, seria possível que eu estivesse certa? Fui mesmo sequestrada por Christian Grey? Não pode ser... Fui tirada de meus pensamentos quando ouvi sua voz.
– Você Deve ter me confundido com alguém. — disse voltando a fazer os "nós" dos meus pés.
– Não. Não to... Você.... Você é Christian Grey, o ricaço gostoso que minha amiga quer casar... — digo e vejo seu rosto relaxar por um momento .
– Casar é? — ele rio sem humor — Não sou o tipo de cara pra casar...
– Aha ! — gritei e me movi vitoriosa — Viu só? Admitiu! Você é Christian Grey !
– Tudo bem, você tem razão, sou sim Christian Grey, e bem... Acho que você já sabe que não vou soltar você tão cedo... -murmurou e se afastou-
– O que? Por que? Pra começar, por que você matou aquele cara no beco? — senti a tensão no ar outra vez —
– Não vou falar disso com você. — disse serio olhando um armário cheio do que pareciam ser cobertas e travesseiros —
– Olha, eu.. eu não vou contar pra ninguém, eu prometo, e sendo você Christian Grey, se eu contar sei que você vai me achar ... — Disse pedindo a Deus que isso o convence-se , não funcionou, pra variar...
– Tenho outro planos pra você, e isso não inclui deixar você ir embora... Não tão cedo — ele riu dessa vez vi um pouco de humor em sua voz, ele se aproximou com um travesseiro e uma coberta — Agora, descanse... — disse colocando o travesseiro atras da minha cabeça e a coberta sobre mim —
– Não vou conseguir dormir amarrada... — murmurei —
– Vai ter que conseguir.... — disse andando em direção a outra porta —
– Onde você vai? — grito um pouco irritada ele se vira e me olha fixamente por um momento, sinto minhas bochechas queimando, sei que logo atingiram o tom vermelho que tanto odeio, mordo meu lábio e baixo o olhar evitando os olhos penetrantes-
– Não Morda o Lábio Anastasia ... — diz ele em tom calmo — Boa Noite... — Ele sai rápido do quarto sem me dar tempo pra resposta, suspiro e vejo a luz diminuir levemente deixando um tom agradável, vejo uma luz vermelha piscando perto do teto é uma câmera, provavelmente ele deve estar me olhando agora, olho ao redor e vejo outra câmeras, suspiro e fecho os olhos um momento tentando dormir, e mesmo que seja incomodo está amarrada e não consegui me mover, talvez estava tão cansada que sem perceber cai num sono profundo e tranquilo sonhando com suor, olhos cinzas e sons estranhos.
Na manhã seguinte como de costume quando acordo tento me mover e me espreguiçar, porém sou trazida de volta a minha realidade, olho meus braços e pernas e vejo que não foi só um pesadelo, é real, logo as lembranças de tudo que aconteceu vem a tona e sem saber por que começo a chorar desesperadamente, de medo? de raiva? Eu não sei.. Outra vez sou roubada de meus pensamentos pelo barulho de uma porta, a porta que ontem foi trancada por um cadeado por ele. Christian Grey.
– Hey, Bom Dia... — murmura e o vejo com um prato e uma xícara na mão, estava sorrindo até o momento em que me viu chorando — Por que esta chorando? — diz ele deixando o prato e a xícara na mesa e se aproximando —
– Por que você acha?! — rebato irritada tentando deixar de chorar , não gosto de parecer fraca perante ele -
– Você não tem por que chorar... Eu não te machuquei... — murmura desfazendo os nós dos meus pés —
– Por que vai me soltar? — digo e o escuto suspirar —
– Por que estou seguro que você quer ir ao banheiro, talvez até pra ficar um pouco longe de mim, e além disso você tem que comer... — murmura terminando os nós dos meus pés e passando pras minhas mãos —
– Por que me sequestrou? — pergunto —
– Acho que me ver matando um homem é motivo suficiente... — diz ele com uma tranquilidade que chega a irritar —
– Por que simplesmente não me mata? — digo sem saber bem por que, quando foi que perdi a esperança? -
Ele sorri.
– Já disse que tenho outros planos pra você... — diz e se separa — Pronto.... Vá ao banheiro e coma. — caminha até a porta que tinha cadeado antes — E Anastasia... — me olha com olhos cinza brilhantes — Não é um pedido... — murmura e sai outra vez, por algum motivo sinto um arrepio quente percorrer meu corpo, o ouço trancar a porta por fora e me sento na cama.
Sinto cada osso e músculo do meu corpo dolorido, caminho lentamente até o banheiro, é grande e bonito, tem tudo que um banheiro normal teria, e agora entendo por que tudo é tão grande e luxuoso, simplesmente por que ele é Christian Grey, tranco a porta e tiro a roupa algo insegura quando lembro das câmeras, fico só de calcinha e sutiã, tomo um banho como posso, tentando relaxa, pensando em que fazer, se ele fosse me machucar e matar já teria feito isso, até agora tem sido bem tranquilo e até um pouco carinhoso, vejo shampoo e lavo meu cabelo, termino e com cuidado me seco tirando a calcinha e o sutiã quando já estou seca e enrolada na toalha, deixo os dois secando e me olho no espelho, meus olhos ainda estão um pouco vermelhos, baixo a olhar e vejo pasta de dente e uma escova de dentes, um pente, tudo que uma mulher precisa, escovo os dentes , penteio meu cabelo e saio do banheiro, logo meu olhar cai em uma muda de roupa limpa sobre a cama e Ele, sentado lindamente na cadeira comendo de outro prato, não me olha em nenhum momento, pego as roupas e volto ao banheiro, são roupas que cabem perfeitamente em mim, um vestido azul marinho um pouco acima do joelho e calcinha e sutiã brancos com renda, saio do banheiro outra vez e me sento na cadeira frente a ele —
– Se Sente melhor? — só então ele me olha —
– Estaria melhor em casa. — murmuro olhando o prato de ovos com bacon totalmente sem fome, volto a olhá-lo quando ele suspira —
– Você poderia parar de reclamar tanto. — diz terminando de comer — E Coma.
Olho a xícara, café? Claro... más eu não tomo café, ignoro a xícara e lentamente começo a comer, está muito gostoso.
– Não gosta de café? — murmura ele me olhando fixamente —
– Não... prefiro chá .... — murmuro e ele se levanta, saindo do quarto outra vez, volta minutos depois com uma xícara com chá — Obri.... — não consigo terminar, antes que eu perceba ele se foi outra vez, a porta é trancada, ao terminar de comer volto pra cama e fico lá, esperando, más ele não volta, será que está zangado pelo que eu disse? Por algum motivo fico triste. Não o quero perto... más também não o quero longe....

Notas finais
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