Meu CEO de estimação

25 Os novos planos para o CEO


Notas iniciais
~desvia das pedras antes de mais nada~ Sim, eu estou viva, por incrível que pareça! Peço mil desculpas pela demora absurda para trazer essa atualização, mas, em minha defesa, nessas últimas semanas ou eu estava muito ocupada, ou estava cansada demais por estar ocupada para conseguir escrever. E, sendo sincera, a única coisa que eu detesto mais do que escrever com pressa, é escrever cansada, então eu apenas esperei o momento ideal para que eu pudesse sentar beeeeem relaxada para escrever esse capítulo! Mais uma vez, peço desculpas pela demora, espero que vocês entendam essa pessoinha aqui. Boa leitura!

— Pode deixar, Sr. Boo. — eu concordei, animada. — Muito obrigada.

Em seguida, depois de finalmente me despedir do mais velho, eu segui em direção aos elevadores, por onde Jeonghan já havia subido há algum tempo. Apertei o botão do décimo primeiro andar, onde ficava a sala de reuniões e onde, também, nós estávamos prestes a nos encontrar com os artistas selecionados para o nosso comercial para ajeitarmos os últimos detalhes. Se tudo corresse como o planejado, de tarde mesmo nós já poderíamos começar as gravações.

Aproveitei que estava sozinha no elevador e respirei fundo, confiante.

Ah, como aquele dia tinha tudo para dar certo!

Vocês, meus caros leitores, muito provavelmente devem conhecer aquele ditado popular que diz que a vida imita a ficção e vice-versa. Aquela cena que, até então, você só tinha assistido nos nossos famosos doramas coreanos finalmente aconteceu na vida real e, surpresa, como esse ditado pode ser tão certeiro às vezes! Sentiu-se como a protagonista de uma novela? Hoje é o seu dia de sorte?

Pois bem, o meu conselho vai para vocês, pessoas da vida real, e até mesmo para algum personagem ficcional que possa estar lendo isso agora — o que é pouco provável, mas eu sou uma alma caridosa o suficiente para estender os meus sábios conselhos a todos — então prestem atenção redobrada no que eu tenho a lhes dizer: nunca acredite que hoje é o seu dia de sorte. Porque a vida imita a ficção mesmo e vice-versa, mas só quando tudo parece perfeitamente bem e, de repente, as coisas começam a dar errado e a desmoronarem feito um castelo de cartas. Achou que hoje era o seu dia de sorte, meu caro protagonista?

Achou errado.

Mas enfim, de qualquer jeito, me deixe volta à raiz do meu mau humor e pessimismo para que vocês possam me entender melhor — afinal de contas, eu reconheço que esse comportamento não combina muito comigo e possa, até mesmo, estar espantando algumas pessoas. Estava tudo indo muito bem, vocês se lembram? Até o belo e simpático sorriso do Sr. Boo havia me agraciado naquela manhã, então eu, inocentemente, acreditei que nada poderia dar errado naquele belo dia de primavera.

Até que as portas do elevador se abriram no décimo primeiro andar e, de cara, eu já pude ouvir um murmurinho que não era muito típico daquele andar. Ali ficavam localizadas, majoritariamente, as maiores salas de reuniões e conferências de toda a Price, então o comum era sempre um dos dois extremos: barulhos altos de executivos engravatados se sobrepondo uns sobre os outros ou, quando não havia nenhuma atividade por ali, silêncio absoluto. Mas... cochichos? Aquilo certamente e com facilidade fazia parte de qualquer outro andar daquela empresa, mas não daquele em específico. E isso por si só já era estranho, mas as coisas pioraram ainda mais quando eu coloquei os pés para fora do elevador e, logo em seguida, as portas do mesmo já se fecharam atrás de mim.

Eu nem para aonde correr tinha mais, no caso.

— O que você pensa que está fazendo, Yoon Jeonghan?!

O brando grave e severo ecoou pelos corredores do andar. O dono da voz masculina não parecia realmente ter a intenção de gritar, porém, o andar relativamente vazio combinado àquela voz tão imponente resultou em algo que qualquer um ali poderia ouvir; inclusive eu, que ainda estava parada próximo ao elevador.

— Presidente Yoon. — eu sussurrei para mim mesma, arregalando os olhos em completa surpresa.

Qualquer um na Price Entertainment poderia reconhecer o dono daquela voz tão única sem que o mesmo sequer estivesse presente no seu campo de visão. Tratava-se de Yoon Byungho, presidente da empresa por já quase uma década inteira e, quando bem lhe interessava, o único tio de Jeonghan. Apesar de ocupar o cargo mais alto de toda a empresa e ser, na verdade, também o meu chefe, eu não sabia muito sobre o homem além do que tinha ouvido pelos corredores daquele prédio. Os funcionários, no geral, o consideravam um bom chefe: nem muito ríspido e nem muito exigente, mas, também, não muito caridoso e compreensível; um tubarão branco de gravata como qualquer um à frente de uma grande empresa naquele país. O problema era que, pelo pouco que eu infelizmente sabia, a gestão de Byungho vivia às sombras do antigo presidente da Price, o pai de Jeonghan. Todos os funcionários daquela época, prestadores de serviços e, até mesmo, a própria mídia, costumavam idolatrar o pai de Jeonghan como o melhor gestor que a Price já havia tido, o que muito provavelmente não deixava o atual presidente feliz.

E é exatamente aí que entra a sua rixa com Jeonghan: o santo dos dois só batem se forem para caírem num ringue de box, se estapeando até que só um consiga sair vivo dali. Byungho tentava disfarçar, mas a sua antipatia pelo sobrinho era nítida quando os dois estavam sozinhos ou, de vez em quando, quando algo irritava o presidente. Já Jeonghan, por outro lado, tinha lá as suas convicções de que o tio manipulava o restante do conselho de acionistas no que desrespeitava às eleições para presidente da Price, fazendo com que a sua vitória fosse garantida toda vez. De acordo com os rumores, depois da morte do pai de Jeonghan, os dois passaram a se suportar apenas pelo bem maior da empresa; mas, ainda assim, a tensão entre os dois eram tanta, que talvez fosse possível cortá-la no ar com uma faca de margarina.

Pensando naquilo, a realidade finalmente me atingiu feito um estalo: eu precisava correr se quisesse evitar uma tragédia eminente. E foi exatamente o que eu fiz.

Obriguei as minhas pernas a se mexerem e corri até a sala de reuniões onde o encontro com os atores e atrizes escalados para o comercial estava marcado para acontecer. Chegando lá, me deparei com a cena que já esperava: de costas para mim e ainda próximo à enorme porta de vidro da sala, estava Yoon Byungho acompanhado do seu fiel assistente, Wen Junhui — que era basicamente a minha versão masculina, só que trabalhando para um chefe que realmente fazia da sua vida um verdadeiro inferno todos os dias. Era fácil distinguir as duas figuras mesmo de costas, já que Junhui tinha mais de um metro e oitenta de altura, era magro e poderia ser facilmente confundido com um dos idolssob o gerenciamento da Price devido aos seus traços físicos, ainda que a sua personalidade fosse introvertida demais para tal carreira. Já Byungho, bem, o homem era ainda mais baixo do que eu e já demonstrava sinais da sua idade, como uma barriga protuberante e recheada de soju, por exemplo.

De frente para os dois, estava um irritado Yoon Jeonghan rodeado por uma plateia de atores novatos e igualmente assustados com aquele encontro problemático entre Yoon’s. Seu punho direito estava fechado e era apertado com força, além do peito que subia e descia numa marcação bem pesada. Sendo sincera, já fazia bastante tempo que eu não o via daquele jeito, sendo que a última vez também fora causada por um desentendimento com o seu tio há quase um ano atrás — algo relativamente bobo relacionado à empresa, mas que tomara proporções quase irreversíveis justamente por envolver aqueles dois.

Ou seja, por mais que eu não soubesse sobre o que de fato era tudo aquilo, de uma coisa eu tinha plena certeza: o que eu estava vendo ali era um desastre eminente.

Com esse pensamento em mente, eu me apressei até Jeonghan, me posicionando ao lado do mesmo já com o meu alerta de situações perigosas ativado. Ao passar por Byungho, fiz uma reverência rápida em respeito à típica hierarquia da empresa, mas acabei recebendo uma resposta curta e ansiosa apenas da parte de Junhui, o seu assistente. O homem sequer se mexeu, assim como Jeonghan também não moveu um único músculo ao notar a minha presença.

A coisa era mais séria do que eu pensava.

— O que aconteceu? — eu sussurrei preocupada para Jeonghan, que só então desviou o olhar do tio para me fitar de escanteio.

— Eu estava só esperando você chegar para começarmos a reunião, quando ele apareceu com toda a sua autoridade e questionou o que eu estava fazendo reunido com todos esses atores. — o Yoon explicou com um sussurro irritado. — Eu respondi que não era da sua conta e, então, as coisas já começaram a esquentar.

Mas era óbvio que Jeonghan tinha dado aquele tipo de resposta, afinal, o que mais eu poderia esperar daqueles dois? De um jeito ou de outro, eu também entendia o seu lado e a sua relutância em entregar tão de bandeja os seus planos para a eleição presidencial; porém, por um outro lado, o fato do atual presidente da Price estar ali significava que ele já sabia de alguma coisa.

Respirei fundo.

— Será que ele já sabe sobre o comercial? — questionei ainda em voz baixa.

Jeonghan me respondeu, primeiro, com uma risada nada agradável.

— Que outro motivo ele teria para estar aqui? — disse.

— Vocês dois pretendem sussurrar entre si por todo o restante do dia? — Byungho nos interrompeu, imponente como sempre. — Vamos, Jeonghan, me responda. Eu perguntei o que você pensa que está fazendo reunido com todos esses meus atores aqui.

— Primeiro de tudo, nenhuma dessas pessoas aqui é sua. — Jeonghan logo rebateu, tão sério quanto o tio. — Tratam-se de funcionários da Price como quaisquer outros e que são muito bem recompensados pelos seus serviços. Eu tenho um projeto para eles, nada mais.

— Projeto? — o presidente perguntou e arqueou uma sobrancelha. — Sob a autorização de quem?

— Minha. — o Yoon mais novo não hesitou em responder ao meu lado.

Ao ouvir aquilo, Byungho riu.

— Mas sem a minha autorização, o presidente da empresa. — o mais velho retrucou. — Eu sinto muito, meu querido sobrinho, mas você terá que encerrar precocemente qualquer atividade que estivesse planejando fazer com esses atores. Os seus planos não podem interferir na agenda deles.

Murmúrios espantados fizeram-se presentes. Ao nosso redor, mais de uma dúzia de atores novatos não podiam acreditar na chance que estavam perdendo por causa de uma nítida picuinha por parte do presidente da empresa que os gerenciava.

Aquilo não podia ficar assim.

— Perdão, Presidente Yoon, mas todas as agendas de todos os atores aqui presentes foram verificadas justamente para que não houvesse nenhum conflito de horários. — eu acabei me manifestando e dei um passo para frente. Felizmente, a minha voz soava nítida e firme o suficiente para que ninguém conseguisse notar o quanto eu estava me tremendo por dentro. — Eu mesma fiz isso pessoalmente.

— Ah, então é você a responsável por isso? — questionou, o que automaticamente me fez franzir o cenho em desconfiança. — Você deveria arranjar uma secretária mais competente, Jeonghan-ah.

Em um reflexo rápido, eu consegui alcançar a mão de Jeonghan, que já passava por mim enquanto avançava irritado na direção do tio ao ouvir aquilo. Mesmo que ele tivesse, claramente, atingido o teto da sua cota de alfinetadas e provocações do tio, Jeonghan pareceu entender o que eu queria dizer enquanto segurava firme a sua mão gélida e um tanto molhada de suor: por maior que você a sua vontade de resolver aquilo com os seus punhos, fazer aquilo não valeria a pena. Por isso, eu felizmente consegui alcançá-lo a fim de evitar um desastre e, respirando fundo, o Yoon pareceu finalmente relaxar os músculos tão tensionados enquanto segurava com força a minha mão.

— O que o senhor quer dizer isso? — eu perguntei diretamente para o presidente.

Em momento algum fiz menção de soltar a mão de Jeonghan e vice-versa.

— Wen Junhui. — o homem chamou pelo assistente com firmeza e estendeu uma mão aberta na sua direção. Já acostumado com aquele tipo de tratamento, Junhui logo entendeu a mensagem e se prontificou a preencher a mão do presidente com uma pasta preta que trazia consigo como se a sua vida dependesse daquilo. Byungho abriu a tal pasta e começou a ler o seu conteúdo em voz alta. — Kim Mingyu, teste para um comercial de perfumes às nove da manhã. Jeon Wonwoo, gravação de uma participação especial em um dorama da KBS às dez. Kim Sunhee, figuração em um MV às oito e meia... E a lista continua com os nomes de todos os atores aqui presentes. — o homem afirmou e, só então, dirigiu o seu olhar diretamente para mim. — Você tem mesmo certeza de que checou as agendas certas, Secretária Shin? Pois, ao meu ver, você está ocupando um tempo precioso tanto para essas pessoas, quanto para a Price.

Arregalar os olhos era inevitável naquela situação, mas as coisas só pioravam com o aumento dos cochichos ao nosso redor. Eu tinha certeza absoluta de que tinha checado a agenda de cada um daqueles atores que estavam ali e, em nenhuma delas, havia sequer um único compromisso para aquela manhã. Tratavam-se de atores realmente novatos e que, como de costume, conseguiam no máximo testes para comerciais ou figurações em novelas, o que resultava em agendas não muito ocupadas como em qualquer outro início de carreira. Por isso, era possível notar que até eles próprios estavam surpresos com o anúncio do presidente, afinal, aquelas programações simplesmente não existiam até aquela manhã.

— Mas é óbvio que ela checou tudo, como sempre costuma fazer. — Jeonghan se pronunciou em minha defesa ao notar o meu silêncio. — E é ainda mais óbvio que isso tudo não passa de uma armação sua.

— Vocês irão correr esse risco? — Byungho perguntou em voz alta para que todos aqueles novatos o ouvissem com clareza. — Em quem vocês preferem acreditar? Na secretária do Diretor Yoon ou no presidente dessa empresa que está aqui lhes oferecendo trabalhos de verdade?

Aquela não era, na verdade, uma decisão muito difícil de ser tomada para alguém no início de sua carreira como aquelas pessoas. Por isso, mesmo que tímidos e bastante sem jeito, não demorou muito para que os atores começassem a se desculpar conosco aos sussurros e, pouco a pouco, fossem saindo da sala de reuniões em direção aos seus verdadeiros compromissos. No fim das contas, poucos minutos depois, apenas sobrinho, tio e seus respectivos secretários foram deixados sozinhos naquela enorme sala de conferência.

Rodeado por um ar soberbo de vitória, Byungho fez questão de dar um passo a mais na direção de Jeonghan. Porém, ao contrário do que eu esperava, ele primeiro se voltou para mim.

— Sinta-se agradecida por não ter sido demitida por interferir desse jeito nos compromissos dessas pessoas e, consequentemente, por pouco não ter causado um enorme prejuízo para a Price, Secretária Shin. — disse em tom de ameaça.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa — e como se eu conseguisse realmente fazê-lo naquele momento, óbvio — Jeonghan se prontificou e se colocou na minha frente, ocupando o espaço que havia entre o seu tio e eu.

— Você não se atreva a mexer com ela, Yoon Byungho. — ele retribuiu a ameaça entre os dentes, extremamente sério.

Ao ver aquela cena, Byungho sorriu cinicamente e nos fitou dos pés à cabeça.

— Nós nos vemos no dia da eleição para presidente, Yoon Jeonghan. — disse, simples. — Até breve.

E então, dito aquilo, o homem finalmente nos deixou em paz naquela sala, deixando o cômodo acompanhado pelo apressado Junhui.

Céus, quem tinha dito mesmo que aquele dia tinha tudo para dar certo?

***

— Ele não pode fazer isso! — eu exclamei revoltada pela milésima vez enquanto andava de um lado para o outro na sala de Jeonghan. Mais algumas voltas e, provavelmente, eu acabaria abrindo um buraco naquele piso extremamente caro que cobria o chão. — Nós trabalhamos nesse projeto por uma semana inteira, eu chequei cada agenda de cada ator daqueles, conversei com todos eles por telefone... Como o presidente simplesmente conseguiu arrumar tantas programações para eles da noite para o dia?

— Você já respondeu a sua própria pergunta. — Jeonghan comentou. Ele estava sentado no confortável sofá cinza que ocupava o meio do seu escritório e não me fitava diretamente. — Ele é o presidente. Nós dois sabemos que não há muito que ele não consiga fazer ocupando o cargo mais alto da empresa.

— Mas ele não pode fazer isso! — voltei a reclamar e bati os pés, frustrada. Percebi, pelo canto do olho, que Jeonghan tinha levantado a cabeça para me fitar e acabei o olhando de volta. Bufei. — Ele pode, não pode?

Jeonghan sacudiu a cabeça e acabou deixando escapar uma risada — o que era compreensível, já que eu não deveria estar no melhor dos meus estados naquele momento. De repente, quando notou a minha nítida aparência derrotada, ele me direcionou um pequeno sorriso e ergueu os braços.

— Vem cá. — pediu com os braços abertos, indicando que era ali que eu deveria me encaixar.

Hesitei.

— E se alguém entrar e nos flagrar assim? — questionei, séria. — Eu não quero que nada atrapalhe ainda mais a sua candidatura nessa eleição.

— Sempre haverá uma outra eleição, mas só existe uma única Shin Minyoung nesse mundo. — respondeu e respirou fundo, parecendo muito mais relaxado do que eu esperava. — Além disso, eu realmente estou precisando do seu abraço agora. Você vai mesmo me negar esse reconforto?

Sinceramente, um pouco de carinho não cairia em nada mal naquele momento, muito pelo contrário. Eu estava estressada e podia sentir todo o meu corpo tensionado, mas todos aqueles sentimentos ruins já começaram a se dissipar quando eu me rendi e comecei a caminhar na direção de Jeonghan. Ele estendeu os braços na minha direção e me abraçou pela cintura, não me deixando outra posição além de sentada sobre as suas pernas. Abracei-o de volta pelos ombros e ele recostou a cabeça no meu colo como se quisesse ouvir os meus batimentos cardíacos, o que abriu espaço para que eu apoiasse o meu queixo sobre o topo da sua cabeça. Seu cabelo macio rodeava o meu rosto e o seu abraço era quente e confortável, o que automaticamente relaxou os meus músculos.

— Eu só queria que o conselho de acionistas visse a pessoa maravilhosa que você é. — admiti sem fazer nenhuma menção de sair daquela posição. — E eu não estou dizendo isso como a sua namorada ou secretária, mas sim como alguém que esteve ao seu lado nesses últimos três anos e presenciou de perto o quão duro você trabalha por essa empresa. Eu posso não ter estado aqui na época que o seu pai era o presidente, mas eu tenho certeza de que você seria tão bom quanto ele.

Eu estava apenas dizendo aquilo do fundo meu coração, talvez como um desabafo frustrado e um tanto injustiçado, e não tinha realmente a intenção de consolar Jeonghan — mas percebi que o tinha feito quando ele se afastou um pouco de mim e me olhou nos olhos, sorrindo.

— Obrigado, Min Min. — disse, calmo. — Você pode não ser uma acionista da Price, mas, nesse momento, a sua opinião é a que mais importa para mim.

Eu não pude evitar de sorrir. Ainda que Jeonghan estivesse nitidamente chateado com tudo o que tinha acabado de acontecer, com o verdadeiro balde de água fria que o seu próprio tio havia lançado nos seus planos, ele ainda estava lá, agarrado à minha cintura como se eu pudesse fugir a qualquer momento e, de bônus, tentando fazer com que eu me sentisse melhor.

Sinceramente, eu acreditava que ninguém no mundo era merecedor daquele homem; porém, eu era extremamente agradecida por ter sido a sortuda que ele escolheu.

Céus, que brega...

O que o amor não faz com as pessoas, não é mesmo?

— Nós estaríamos feitos se eu fosse uma acionista dessa empresa. — comentei, rindo. — Na verdade, seria bom se qualquer funcionário fosse. Você percebeu o quanto a admiração deles por você cresceu nesses últimos tempos? Se ao menos o conselho de acionistas levasse a opinião deles em conta...

Meu Deus, era isso!

Como eu não tinha pensado nisso antes? A resposta estava bem ali, literalmente na minha frente. Por que usar atores em um comercial se nós podíamos tentar com pessoas reais?

Pessoas que admiravam Jeonghan tanto quanto eu.

— É isso! — eu exclamei e, no meio do ato empolgado, me afastei um pouco mais do Yoon para poder fitá-lo melhor. — Yoon Jeonghan, levante-se daí agora.

— O que? — ele questionou, perdido. — Por que?

Sorri, repentinamente mais otimista.

— Porque nós temos um cargo de presidente para conquistar.

Notas finais
E então, o que acharam? Primeira vez que o tio do Jeonghan aparece na fanfic e já apareceu pra fazer bosta kkkkkkkk. O que será que a Min Min tem planejado, ein? Descobriremos no próximo! Prometo tentar ao máximo não demorar, juro de dedinho. Até breve ♥