Meu CEO de estimação

26 As provas do CEO


Notas iniciais
Demorei de novo porque eu não tomo jeito, é isso. Espero que vocês não tenham desistido de mim e que gostem do capítulo ♥ Boa leitura!

Meu Deus, era isso! Como eu não tinha pensado nisso antes? A resposta estava bem ali, literalmente na minha frente. Por que usar atores em um comercial se nós podíamos tentar com pessoas reais?

Pessoas que admiravam Jeonghan tanto quanto eu.

— É isso! — eu exclamei e, no meio do ato empolgado, me afastei um pouco mais do Yoon para poder fitá-lo melhor. — YoonJeonghan, levante-se daí agora.

— O que? — ele questionou, perdido. — Por que?

Sorri, repentinamente mais otimista.

— Porque nós temos um cargo de presidente para conquistar.

— Você tem certeza disso? — o Yoon indagou pela décima vez, visivelmente nervoso.

Ele já tinha afrouxado a gravata cinza escuro e aberto o primeiro botão da camisa, coisa que eu muito raramente o via fazendo. Eu sabia que aquele cargo de presidente era o maior sonho da vida de Jeonghan e uma das poucas coisas capazes de deixá-lo nervoso daquele jeito, mas agora ele não aparentava mais fazer de questão de me esconder aquilo. Nos últimos dias, inclusive, eu cheguei a sentir que ele se remexia bem mais do que o normal na cama durante a noite, geralmente por causa de um sono agitado ou, na pior das hipóteses, por causa da falta do mesmo. E eu também estava nervosa com aquele novo plano, claro, mas evitava a todo custo deixar aquilo transparecer, já que o Yoon precisava agora de apoio e de alguém que lhe passasse confiança ao seu lado.

E eu tinha o prazer de ser aquele alguém.

Eu o encarei e sorri, tentando ao máximo acalmá-lo. Segurei a sua mão levemente trêmula e úmida de suor.

— Se eu tenho certeza de que não sou a única que consegue enxergar o potencial incrível que você tem? — indaguei e fingi ponderar a resposta por um momento. Em seguida, voltei a fitá-lo. — É claro que eu tenho.

Ao ouvir aquilo, ele sorriu de volta e gradativamente relaxou os ombros. Eu senti a sua mão apertar a minha com um pouco mais de força, como se ele estivesse recarregando os seus níveis de confiança em mim, e pacientemente esperei até que ele tomasse a iniciativa de entrarmos naquele restaurante lotado de funcionários da Price — eram tantos que eu havia optado por reservar o lugar inteiro, por isso, cada cadeira e mesa lá dentro estavam ocupadas por pessoas que poderiam estar decidindo o futuro de Jeonghan dentro da empresa dali a poucos minutos.

— Vamos entrar, então. — ele afirmou mais seguro de si, agora sim se parecendo com o Diretor Yoon Jeonghan que eu conhecia.

Soltei a sua mão e, antes que ele pudesse se mover, me direcionei até o seu pescoço, onde fechei o botão há pouco aberto da sua camisa social e endireitei a sua gravata. Em seguida, passei as minhas mãos gentilmente sobre o seu colo, alisando com cuidado o seu terno e removendo dali qualquer resquício de poeira que não condissesse com o executivo que Jeonghan tinha nascido para ser. Analisei-o.

Ele estava perfeito.

— Vamos. — repeti, determinada.

Como era de costume da minha função como secretária, eu puxei uma das portas de vidro da entrada do restaurante e abri espaço para que Jeonghan passasse primeiro pela mesma. Ele inflou o peito de ar, ergueu os ombros e assim o fez, caminhando com o seu típico desígnio até o interior do estabelecimento. Os funcionários da Price pareciam entretidos entre si e também com a decoração um tanto luxuosa do lugar, já que aquela deveria ser a primeira vez de muitos ali em um restaurante tão requintado — assim como eu, nenhum deles tinha tempo ou condições financeiras suficientes para frequentar lugares como aquele — porém, conforme foram notando a presença de Jeonghan, começaram a cochichar entre si e a se endireitarem em suas respectivas cadeiras. Como era de se esperar, o clima do ambiente tornou-se bem mais formal e sério, o que não era exatamente a nossa intenção; mas, ainda assim, era inevitável.

Havia um pequeno e discreto palco no final do restaurante, onde um belíssimo piano preto estava sempre em destaque e, vez ou outra, era tocado por algum pianista iniciante em ocasiões mais especiais. Naquela noite em específico, não havia ninguém ali já que a nossa reserva massiva havia sido feita às pressas, por isso, Jeonghan preferiu caminhar até o local e subir o degrau do mesmo para que todos pudessem vê-lo e ouvi-lo melhor. Os funcionários fizeram um silêncio absoluto ao verem o diretor se posicionar e, antes de qualquer coisa, o Yoon os cumprimentou com uma longa e respeitosa reverência.

Afinal de contas, até então, ninguém que estava ali presente sabia sobre o que aquela reunião de fato se tratava.

— Boa noite a todos. — Jeonghan cumprimentou depois de reerguer o tronco. Eu sabia que ele estava nervoso e alguns gestos bem sutis da sua parte denunciavam isso, mas, para o restante dos funcionários, ele transbordava cordialidade e elegância. — Primeiramente, eu gostaria de agradecer a todos por terem vindo hoje, por mais que não soubessem o porquê e por quem estavam sendo chamados. Eu sei que o tempo de cada um de vocês aqui presente é precioso, por isso, pretendo não o desperdiçar.

Era nítido no semblante dos funcionários um misto de confusão e admiração, afinal, ninguém sabia ao certo o que todos — porém, especialmente Jeonghan — estavam fazendo ali; mas, ainda assim, o modo como ele falava era um tanto inspirador, por mais que o Yoon só estivesse começando com o seu monólogo. Eu estava de pé ao lado do palco, já que aquele era o momento de destaque apenas de Jeonghan, quando senti um toque leve e cuidadoso sendo dado no meu braço. Assim, eu desviei a minha atenção do diretor, que começava a se explicar para o restante dos funcionários, para encontrar ao meu lado a figura sempre agradável e simpática do Sr. Boo. Sorri para o mesmo que, devido à idade, já começava a curvar o corpo para frente quando estava de pé.

— Deu tudo certo, Secretária Shin. — comentou num sussurro cauteloso, pois muito provavelmente não queria atrapalhar a fala de Jeonghan. — Agora os funcionários só precisam ouvir o Jovem Mestre.

Bem, vocês devem estar se perguntando como nós fizemos para trazer todas essas pessoas para esse restaurante de luxo — eram tantas que eu acabei perdendo a conta no meio do caminho, sinto muito — e quanto a isso eu lhes respondo: foi difícil, meus amigos. A minha ideia, como já deve ter ficado subentendido, era de substituir os atores que nós havíamos escalado para o comercial a favor de Jeonghan por pessoas de verdade, em especial funcionários que realmente queriam vê-lo se tornando o próximo presidente da Price. Era uma ideia um tanto ousada e sonhadora, claro, principalmente se nós formos levar em consideração que a grande maioria dos empregados da empresa morre de medo do Presidente Yoon — e depois do acontecido daquela manhã na sala de reuniões, os rumores de um presidente irritado já haviam se espalhado pelos corredores da empresa — mas... Bem, não custava nada tentar, certo? Eu ainda confiava no potencial de Jeonghan e tinha certeza de que ele poderia se sair bem no dia da eleição mesmo nem nenhum comercial ou gráfico para apoiá-lo, contudo, eu sentia que o Yoon precisava daquele apoio para confiar em si mesmo como eu já o fazia. Sendo sincera, eu entendia o lado dele, afinal, só ele conhecia o sentimento de ter sido rejeitado pelo conselho de acionistas da Price outras vezes, então era justamente por isso que eu havia montado aquela operação de guerra para ajudá-lo.

E ainda tinha arrastado comigo para o campo de batalha o Sr. Boo.

Pois bem, depois de repassar com Jeonghan o meu novo planejamento para o comercial e receber a autorização do mesmo para colocar aquela tentativa em prática, eu precisei pensar em algum modo de juntar o maior número possível de funcionários daquela empresa em algum lugar longe dali, para que nada sobre aquela movimentação chegasse aos ouvidos do Presidente Yoon novamente. Alguns neurônios torrados depois, eu finalmente cheguei à conclusão mais óbvia: comida. Oferecer uma refeição, especialmente um jantar, em um bom restaurante para escravos cansados e oprimidos pelo capitalismo era a isca perfeita — e isso estava mais do que comprovado naquele momento, com todas as mesas do restaurante estando ocupadas. Porém, ainda assim, faltava-me um pequeno detalhe: conseguir juntar todas aquelas pessoas no restaurante da maneira mais discreta possível.

E quem era o ser humano mais discreto de toda a Price? O senhor de idade sorridente ao meu lado, obviamente.

E foi por isso que eu desci feito uma doida desvairada de tanta pressa até o térreo do prédio da Price, onde encontrei o Sr. Boo descansando em uma cadeira de escritório devido ao horário pouco movimentado no saguão. Quando me viu, esbaforida e muito provavelmente descabelada também, o mais velho se assustou e perguntou se eu precisava de ajuda; foi quando eu muito espertamente respondi que sim, mas não exatamente daquela que ele estava me oferecendo. Expliquei toda a situação a ele e pedi, encarecidamente, que ele comunicasse a cada funcionário que passasse por aquelas roletas ao término do expediente sobre um jantar especial patrocinado pela própria Price naquela noite. O Sr. Boo franziu o cenho, contudo, quando percebeu que estaria ajudando Jeonghan ao fazer aquele pequeno favor, ele aceitou de bom grado. Assim, eu lhe passei o endereço do restaurante e pedi para que ele o repassasse para o restante dos funcionários.

E foi que nós chegamos onde chegamos.

História comprida, não? Bem, não foi por nada que eu avisei que tinha sido difícil.

Naquele momento, eu analisava cuidadosamente o semblante dos funcionários enquanto Jeonghan começava a expor as suas ideias para a presidência da Price, em especial ao que desrespeitava ao comercial que o ajudaria no dia da eleição. Algumas pessoas pareciam hesitantes, outras um tanto desconfiadas e, por fim, eu podia enxergar de onde eu estava alguns rostinhos que ainda não tinham a menor ideia do que estavam fazendo ali.

Pois bem, Yoon Jeonghan, agora é a hora perfeita para você usar aquela lábia que só você tem.

***

Quem ousou achar que eu estava errada sobre o poder da lábia de Jeonghan, achou errado. Eu juro por tudo o que considero sagrado nessa vida que o Yoon se expressava como ninguém, sempre de forma clara, pacífica e igualmente determinada, o suficiente para convencer o Papa a canonizá-lo antes mesmo da sua morte se fosse esse o seu objetivo de vida naquele momento. Ainda que a maioria dos funcionários continuasse expressando certa relutância e hesitação em suas expressões faciais, eu conseguia notar uma nítida baixa nas suas guardas após ouvirem tudo o que Jeonghan tinha a lhes dizer e pedir — o que eu obviamente já esperava.

Porém, nem mesmo aquilo parecia ser o suficiente.

Alguém ergueu a mão para pedir um momento de fala e, quando olhei na direção da mesma, encontrei um dos tesoureiros auxiliares da Price, Hansol — o nome completo dele era um pouco mais complicado porque, pelo o que eu me recordo, ele era filho de estrangeiros ou algo do tipo, então todos o chamavam apenas por aquele nome — um peculiar economista que sempre parecia ter uma opinião profunda e reflexiva formada sobre todos os assuntos possíveis. Educadamente, Jeonghan permitiu que o mesmo se pronunciasse e logo o tesoureiro estava de pé.

Ah, lá vem.

— Nós entendemos a sua proposta e a mesma é, de fato, muito boa, Diretor Yoon. Porém... — pausou e olhou ao redor, como se quisesse confirmar que estava realmente falando em nome do restante dos funcionários. Várias cabeças tentaram ser discretas ao balançarem positivamente na sua direção, o que o encorajou e terminar a sua fala. — Não há uma garantia na mesma para nós, funcionários. Se o comercial não funcionar e o diretor não for eleito o novo presidente, como nós ficaremos aos olhos do atual Presidente Yoon?

Apesar da minha vontade suprimida de revirar os olhos naquele momento — acho que isso era uma reação automática do meu corpo ao se deparar com pessoas matemáticas como Hansol — o tesoureiro tinha razão e eu não podia ignorar aquela sua preocupação; que, na verdade, era a mesma preocupação da grande maioria dos funcionários ali presentes, se não fosse a de todos. Se Jeonghan acabasse por perder a eleição mesmo apoiado por aquelas pessoas e pelo comercial em si, o que aconteceria, na melhor das hipóteses, seria um jantar com as suas cabeças preparado pessoalmente pelo Presidente Yoon. Já na pior das hipóteses, viria por aí uma redução drástica de salário ou, na pior da pior das hipóteses, uma trágica demissão em massa. Porque todos sabiam que o tio de Jeonghan podia manter a fachada amigável que fosse, porém, no fundo, ele era uma pessoa um tanto rancorosa e vingativa. O maior exemplo disso, pelo menos na minha mortal opinião, estava numa certa vez na qual um estagiário acabou derrubando café no seu paletó sem querer e, no dia seguinte, estava no olho da rua sem que ninguém fosse capaz de lhe dar uma justificativa plausível. Por isso, a ansiedade dos funcionários quanto a isso era normal e bastante previsível.

Ao contrário da ansiedade da pessoa que eu menos esperava naquele momento.

— Se eu perder a eleição... — Jeonghan iniciou, porém, deixou a frase pender no ar de um modo um tanto abalado. Em seguida, fitou algum ponto aleatório além do topo da cabeça tingida de castanho claro de Hansol. — Se eu perder...

Foi então que, finalmente, eu me dei conta do que estava acontecendo: perder aquela eleição sequer havia passado pela cabeça do Yoon, pelo menos não até aquele momento. Ele já havia perdido para o tio outra vez e conhecia muito bem aquele sentimento de injustiça, por isso, muito provavelmente não estava disposto a vivê-lo de novo — o suficiente para chegar ao ponto de apagar aquela possibilidade do seu próprio cérebro.

Os funcionários o fitavam, parecendo ansiosos por alguma resposta que lhe prometesse algum tipo de segurança, como uma garantia dos seus próprios empregos, mas Jeonghan nada dizia. Ele estava travado. Eu jamais, em todos os meus três anos de prestação de serviços para a Price, havia visto o Yoon daquele jeito, completamente perdido e sem saber ao certo o que dizer para os seus próprios funcionários. Jeonghan era o homem dos discursos inspiradores, o diretor para quem todos queriam trabalhar... Mas aquele em cima do palco, naquele momento, não era quem todos conheciam. Ele estava assustado e apreensivo como qualquer outro ser humano normal e mortal estaria, apesar de não ser aquilo que as pessoas esperavam dele.

Ninguém esperava um YoonJeonghan de carne, osso e sentimentos conflitantes.

Instintivamente, eu coloquei um pé sobre o palco e, logo em seguida, o outro. Eu apenas não podia continuar assistindo àquela cena em silêncio e sem fazer nada para ajudar Jeonghan, afinal, ele além de ser o meu chefe e de quem o meu emprego dependia, era também o homem que eu amava.

— E se o diretor vencer? — questionei em voz alta, justamente para que todos pudessem me ouvir. Como esperado, a atenção dos funcionários automaticamente foi desviada para mim. — Vocês não querem sequer tentar? Pretendem deixar que o Presidente Yoon permaneça no cargo para o resto da vida?

Silêncio. Era óbvio que ninguém dentro daquele restaurante queria aquilo, ainda mais se tratando do atual presidente da Price, mas ninguém teria a coragem necessária para dizer aquilo em voz alta.

— Desculpe, Secretária Shin, mas a nossa situação é diferente da sua. — Hansol voltou a se pronunciar e eu franzi o cenho, confusa. — Você trabalha para o Diretor Yoon e continuará o fazendo mesmo que ele não vença a eleição, mas isso não se aplica ao restante dos funcionários. Se nós fizermos o comercial e ele ainda assim perder a eleição, nós muito provavelmente sofreremos algum tipo de represaria.

— Ele não vai perd...

De repente, fui interrompida por um toque gentil no meu braço, alguém segurando o meu pulso com o intuito de realmente interromper a minha fala; e esse alguém era justamente Jeonghan. Eu o fitei e percebi que ele me olhava de volta com uma certa intensidade, como se estivesse me agradecendo por fazer aquilo, porém, ao mesmo tempo, tentando me dizer que conseguia prosseguir sozinho. Assim, ao vê-lo daquele jeito, eu acabei recuando e ele logo se voltou para os funcionários, respirando fundo antes de fazer uma afirmação em alto e bom som.

— Eu vou assumir a responsabilidade. — disse, firme. Soltou o meu braço para conseguir ficar completamente de frente para os funcionários e deu um passo para frente. — Se eu perder a eleição, ainda assumirei a responsabilidade por cada um de vocês. Creio que, até então, eu nunca os decepcionei como diretor da Price, e não será agora que eu o farei. Seja como diretor ou como presidente, os meus funcionários sempre virão em primeiro lugar nos meus planos. Por isso, mesmo que me ajudem, o meu tio jamais será de capaz de pôr em prática qualquer tipo de vingança contra alguém presente nesse restaurante.

E aquele era o Yoon Jeonghan que todos esperavam ver e ouvir, o diretor que era capaz de protegê-los e de fazer uma ótima gestão; algo que divergia bastante da postura do seu tio no dia a dia. Fitei-o e percebi que ele me olhava pelo canto do olho, o que praticamente me obrigou a lançar na sua direção o melhor dos meus sorrisos e, certamente, o mais orgulhoso de todos. Era nítido o modo como os funcionários estavam tentados, novamente, a aceitar a sua proposta, como se Jeonghan estivesse esbanjando confiança e certeza de si próprio naquele momento — e ele estava, de fato.

Em meio àqueles burburinhos um tanto confusos, uma outra mão foi erguida em meio àquela tímida aglomeração de funcionários, mas dessa vez mais ao fundo do restaurante. Eu já esperava que mais alguém quisesse se pronunciar, claro, mas a pessoa em questão que era a dona daqueles dedos esguios conseguiu pegar todos de surpresa, inclusive a mim. De repente, Wen Junhui abaixava a sua mão apenas para se colocar de pé, destacando-se no meio de todos aqueles funcionários engravatados e sociais.

O próprio secretário do tio de Jeonghan.

— Eu tenho algo a dizer. — foi a primeira coisa que ele disse com a sua voz tipicamente rouca. Aparentava estar um pouco sem jeito por ter todos aqueles olhos voltados para si, afinal, Junhui sempre fora uma pessoa nitidamente tímida e reservada, mas também parecia igualmente disposto a revelar algo. — O Presidente Yoon ouviu de um dos empresários que gerenciam os atores novatos da Price que alguns haviam recebido uma ligação da Secretária Shin e, logo em seguida, chantageou um desses atores para que ele contasse o que estava acontecendo pelas suas costas. Foi assim que ele descobriu sobre o comercial.

Uma onda de exclamações surpresas foi ouvida pelo restaurante, inclusive a minha própria.

— O que? — Jeonghan questionou um tanto incrédulo. Dava para ver estampado no seu rosto o modo como ele jamais esperaria algo tão baixo vindo do seu próprio tio, por mais ganancioso que o homem pudesse ser. — Você tem certeza disso, Secretário Wen?

— Tenho certeza absoluta. — Junhui respondeu, firme. — Fui eu mesmo quem entrou em contato com esse ator e, mais tarde, quem lhe entregou uma generosa quantia em dinheiro para que ele não dissesse nada a ninguém. Ele estava assustado, com medo de perder o emprego e de aceitar o dinheiro, mas não teve outra saída. — pausou e, em seguida, fez uma reverência comprida na direção do palco onde nós estávamos. — Eu peço sinceras desculpas pelo o que fiz, Diretor Yoon.

Ao meu lado, Jeonghan estava em choque e eu pude perceber isso rapidamente. Por isso, assim como ele tinha acabado de fazer comigo, eu o segurei gentilmente pelo pulso — porém, sendo a minha intenção de acalmá-lo e de não o deixar se abalar muito por aquilo, pelo menos não naquele momento tão crucialmente importante. Os funcionários também pareciam extremamente espantados pelas revelações de Junhui, que, por sua vez, aparentava ser o mais farto de toda aquela história naquele momento.

Eu não podia sequer imaginar tudo o que ele tinha passado nas mãos de um chefe como o tio de Jeonghan.

— Tudo bem, você também não teve escolha, assim com o ator. Eu não os culpo pelo o que aconteceu, então por favor, se levante. — o Yoon afirmou, sincero. Ao ouvir aquilo, Junhui acatou a sua ordem e voltou a erguer o tronco, depositando o seu olhar diretamente sobre o diretor. — Você pode provar tudo o que está dizendo?

Aquela era, de fato, a pergunta de um milhão de dólares. Não era necessário questionar o porquê de Junhui estar fazendo aquilo, afinal, não se questiona um empregado intimidado e cansado de sofrer nas mãos do seu chefe todos os dias, ou de indagar se ele esperava alguma coisa de Jeonghan em troca daquela informação, já que aquele nitidamente não era o caso. A questão toda naquele momento era: como aquilo poderia ser usado ao nosso favor?

— Sim, eu posso. — Junhui respondeu, provocando outra leva de murmúrios surpresos. — Eu tenho algumas gravações de voz de tudo o que aconteceu.

Naquela altura daquela reunião, a grande maioria dos funcionários ali presentes parecia revoltada com as atitudes do Presidente Yoon e, consequentemente, infinitas vezes mais tentada a aceitar ajudar eleger Jeonghan com o novo presidente da Price — porém, ao meu lado, o Yoon parecia ter acabado de pensar em mais alguma outra coisa.

— Ótimo. — disse, sério. — Nesse caso, eu vou precisar que você me entregue essas provas. Não se preocupe, eu jamais direi a ninguém quem fez essas gravações.

Cutuquei o seu braço, confusa.

— O que você pretende fazer com isso? — sussurrei e ele se voltou para mim.

— Eu tenho o destino perfeito para essas provas.

Notas finais
E então, o que acharam? Esse capítulo não teve altas doses de insulina iguais os últimos vinham tendo, mas a intenção era essa mesma kkkkk. Agora cabe ao Jeonghan enfiar essas provas lá vocês sabem aonde do tio dele rsss. Agora, eu preciso de um minutinho da atenção de vocês pra dizer o que eu sei que ninguém aqui quer ouvir (inclusive eu, e ainda acho que o meu cérebro anda me sabotando com uma falta absurda de criatividade nessa fic por causa disso): essa história está chegando ao fim :'(. Teremos mais alguns poucos capítulos pela frente (3, talvez? Não sei ao certo, planejamento não é o meu forte kkkk). Enfim, só queria deixar isso avisado pra não matar ninguém de surpresa depois, por mais que eu esteja tristinha com isso também! Até breve ♥