Meu CEO de estimação

8 A descoberta do CEO


Pisquei diversas vezes até, para a minha infelicidade, me dar conta de que o Jeonghan sentado na mesa mais próxima da minha não era uma miragem. Ele realmente estava lá com as suas roupas pretas e folgadas, sua sandália de casa e me fitando diretamente sem nenhuma vergonha na cara. Era o próprio Yoon lá, com o seu sorriso que fingia não saber de nada e o cabelo loiro despenteado.

Mas o que ele pensa que está fazendo aqui?!

Não, de jeito nenhum. O universo não permitiria que Jeonghan me flagrasse, em plena terça-feira à noite, saindo às escondidas com o meu falso encontro às cegas e ainda por cima num lugar luxuoso como aquele. Não é possível que haja um ser maligno o suficiente no plano cósmico ou o que quer que esteja regendo o universo nesse momento para armar essa com a minha cara; aquilo tinha que ser uma miragem ou, no mínimo, um fruto da minha mente traiçoeira e já tão acostumada a encontrar-se com o Yoon o dia inteiro.

Para a minha infelicidade, eu soube que eu estava apenas submersa num estado estúpido de negação no exato instante que Jeonghan acenou na minha direção. Um gesto nada discreto e que, por um momento, me fez querer ser um avestruz para poder enfiar a cabeça num profundo buraco na terra e nunca mais tirá-la de lá. Ele estava lá. Em carne, osso e muito provavelmente obstinado a me fazer passar vergonha porque ele simplesmente era um tremendo de um filho da...

— O que diabos ele está fazendo aqui? — sussurrei para mim mesma, automaticamente fingindo não ter notado a presença do meu chefe ali e ignorando meus pensamentos mal-educados.

Cocei a têmpora direita com o intuito de esconder meu rosto, ainda que já fosse tarde demais. Pelo menos, no mínimo, o Yoon não parecia ter a intenção de se levantar para vir à minha mesa ou algo do tipo.

Pelo menos não por enquanto.

— O que disse? — escutei Joshua perguntar com o seu tom de voz educado e, finalmente, me lembrei de que ele estava ali.

Céus, o que eu deveria fazer numa situação como aquela? Seria possível que o mágico Houdini ressuscitasse e se materializasse na minha frente apenas para me fazer desaparecer dali sem maiores problemas? Talvez eu devesse começar a rezar todas as rezas e orações que eu conhecia.

— Não foi nada... — eu o respondi com um discreto sorriso sem graça.

Joshua me encarou e sorriu de volta. Era uma pena que, mesmo que o sorriso dele fosse extremamente encantador, ainda fosse incapaz de aliviar a minha tensão nervosa.

Tudo bem, Shin Minyoung, respira. Você é a mulher que analisa as possibilidades, então façamos isso.

Possibilidade número um: sair correndo e fingir que nada aconteceu. A minha intenção inicial já era, como de regra dos meus encontros às cegas, me livrar do Hong, então ir embora repentinamente seria eficaz nesse quesito — mas não no outro quesito, o tal de cabelo descolorido da mesa ao lado. Se eu fosse embora fingindo não ter visto Jeonghan, ele provavelmente iria atrás de mim e me encheria de perguntas porque, pasmem, o Yoon não conhece a famigerada palavra limite. Quando ficava curioso em relação a algo, ele iria buscar informações até com o capeta se fosse necessário.

Possibilidade número dois: ficar e fingir que nada demais está acontecendo. Eu estava ali, apenas jantando num belo restaurante e acompanhada de um belo homem, e casualmente havia encontrado o meu chefe — o que seria ótimo, se não fosse tudo uma enorme mentira. E se Jeonghan resolvesse vir nos cumprimentar? E se ele acabasse falando o meu nome verdadeiro e Joshua descobrisse tudo? Céus, Yoona me mataria, a mãe dela me ressuscitaria apenas para me matar pela segunda vez e eu perderia toda a minha credibilidade com as minhas outras clientes.

Possibilidade número três: não sei, estou nervosa demais para pensar em mais alguma coisa.

Alguém aí tem alguma ideia melhor? Ninguém?

— Vamos pedir? — o Hong sugeriu e, por um momento, eu hesitei.

Sinceramente, comer algo daquele restaurante era uma das minhas maiores vontades reprimidas. Vez ou outra eu ligava e fazia uma reserva para Jeonghan, fosse para um encontro de negócios ou, ainda, para que o mesmo pudesse almoçar sozinho com toda a pompa da qual gostava — contudo, eu mesma nunca tinha sequer colocado meus pés ali. Tinha até o acompanhado uma vez para se encontrar com algum artista gerenciado pela Price, mas o Yoon logo me despachou quando chegamos na faixada do lugar.

“Está tudo bem aqui, Secretária Shin. Você pode ir e almoçar onde quiser.”

Seu idiota, era ali que eu queria almoçar.

— Vamos. — eu disse com firmeza, o encarando.

Sinceramente, dane-se você e a sua inconveniência, YoonJeonghan. Eu passei anos da minha vida fantasiando com os pratos maravilhosamente bem falados daquele lugar e, agora que finalmente tinha a oportunidade de experimentá-los, não estava disposta a desperdiçá-la por causa do meu chefe sem noção.

Com um gesto discreto com a mão, Joshua chamou um garçom que, rapidamente, nos trouxe um cardápio. O homem o estendeu na minha direção e, por um momento, eu estranhei a ação.

— Você não vai pedir nada? — indaguei para o Hong, que estava desprovido de um cardápio.

Era comum que em restaurantes refinados como aquele fosse dado um cardápio para cada pessoa sentada à mesa, por isso eu não entendia o porquê de Joshua não ter recebido um. Por outro lado, ele pareceu entender a minha dúvida e logo soltou um riso curto e educado.

— Vou sim, mas o meu amigo aqui já sabe o que eu pretendo pedir. — respondeu e fitou o garçom, que acenou positivamente com a cabeça.

— Ah, então você deve ser um cliente regular... — comentei um tanto sem jeito, lembrando a mim mesma do fato de que aquela era a minha primeira vez comendo em um lugar tão caro e luxuoso.

Joshua riu, simpático.

— Pode-se dizer que sim.

Então, ele e o tal garçom trocaram olhares rapidamente, porém que pareciam ter algum significado cujo qual eu passei longe de entender. Aquilo me parecia um tanto suspeito, mas o que importava mesmo naquele momento era a comida, então eu apenas dei de ombros e resolvi ignorá-los. Concentrada no cardápio, eu escolhi alguns pratos — sem me intimidar com os preços, já que, tecnicamente, quem estava ali pedindo era Kim Yoona e eu posso afirmar com propriedade que ela não era nem um pouco tímida com essas coisas — e fiz meu pedido ao garçom, que o anotou e logo sumiu restaurante adentro.

— Eu gostei da sua blusa. — Joshua comentou pouco depois de o garçom nos deixar sozinhos, estrategicamente antes de um silêncio constrangedor começar a pairar sobre nós.

Eu o fitei um tanto desapontada. Então esse era o defeito dele? Bonito e elegante por fora, mas do tipo que faz piadinhas sem graça com os outros por dentro.

Típico. Tanto que eu já deveria esperar.

— Eu sei que não estou vestida de acordo com o ambiente, não precisava reforçar isso. — respondi ríspida, afinal, a minha intenção ainda era fazê-lo me despachar o mais rápido possível.

— Não, não foi isso que eu quis dizer! — ele se corrigiu no mesmo instante, parecendo realmente preocupado por ter sido mal interpretado. — Eu realmente gostei da blusa, na verdade... Eu tenho uma igual.

Tudo bem, aquilo era algo que eu não esperava.

— O que? — indaguei, pega de surpresa.

— Eu sei que parece um pouco constrangedor, mas eu realmente tenho uma igual. — ele disse acompanhado de uma risada sem jeito. — Eu gosto desse tipo de roupa e, sinceramente, se não tivesse vindo direto do trabalho, também estaria usando algo assim.

Eu o encarei, incrédula. Eu costumava ser muito boa em ler as pessoas e, naquele momento, algo me dizia que ele estava sendo sincero. Por isso, eu logo acabei embarcando em uma conversa um tanto leve e descontraída com o Hong, o suficiente para não ver a hora passar e, por um momento, esquecer que um certo alguém estava logo ali do lado; eu podia sentir seus olhos sobre mim o tempo todo e, por isso, tinha certeza de que ele ainda estava lá mesmo sem sequer olhar na sua direção. Joshua era uma pessoa extremamente educada e refinada, porém igualmente disposta a se deixar ser conhecido melhor, o que superou as minhas expectativas. Pessoas como ele costumavam ser um tanto esnobes ou soberbas, mas o Hong tinha uma personalidade muito mais simples e acessível. A conversa fluía bem com ele e, como eu esperava, a comida fazia jus à fama e até mesmo aos preços um tanto exorbitantes do restaurante.

E assim, pela primeira vez em todos aqueles anos, eu quis que aquele fosse um encontro de verdade.

Mas, infelizmente, não era — e o fato de o meu chefe estar ali quase agarrado ao meu cangote fazia com que eu me lembrasse disso constantemente. Joshua era real, um perfeito cavalheiro e estava bem ali na minha frente, aparentemente se divertindo comigo, mas eu não era quem ele achava que eu era; e essa realidade foi arrancando o sorriso dos meus lábios gradativamente. Ele esperava Kim Yoona, empresária aspirante e dona da própria empresa de design gráfico, uma mulher alguns anos mais nova do que eu e infinitamente mais independente e bem resolvida. E lá estava eu, Shin Minyoung, a secretária faz tudo que o fazia de cabeça baixa justamente porque não tinha outra escolha, porque não podia decepcionar aqueles que dependiam dela. Eu não era apenas extremamente diferente de Yoona, como também pertencia a um mundo diferente do de Joshua Hong.

— Com licença, mas eu... — iniciei em um momento mais calmo da conversa, fitando o prato quase vazio diante de mim. — Preciso ir ao banheiro.

Joshua assentiu com a cabeça e prestativamente me indicou a direção até o toilette, a qual eu segui com a visão baixa em decepção comigo mesma. Já dentro do ambiente espaçoso e bem iluminado, eu encarei o meu próprio reflexo no imponente espelho.

Cansada e parecendo estar indo até à loja de conveniência mais próxima comprar uma lata de cerveja e um pote de macarrão instantâneo.

— O que você está fazendo, Shin Minyoung? — perguntei para mim mesma, respirando fundo. — Você prometeu que nunca se deixaria levar ou se envolveria com esses encontros.

Não que eu estivesse realmente interessada em Joshua, mas encontrar alguém tão elegante e educado e que, pelo menos aparentemente, parecia me entender e também disposto a me conhecer melhor, era uma bela de uma mudança de ares — mudança ilusória, eu sei, mas ainda um tanto sedutora. Aquela tinha sido a primeira vez na qual eu desejei realmente ser a Yoona e, sendo sincera, eu devo confessar que não gostei nem um pouco daquele sentimento. Por mais que Yoona pudesse ter uma ótima vida aos meus olhos, eu sabia que, além de todos terem os seus próprios problemas e inseguranças, eu tinha a minha própria vida e deveria me dar por satisfeita com ela. Shin Minyoung podia ser apenas uma secretária que trabalhava demais, mas essa era quem eu era e eu honestamente não tinha grandes problemas quanto a isso.

Ponto final.

Respirei fundo novamente, agora decidindo que já estava na hora de encerrar aquele encontro. Foi muito bom lhe conhecer, Joshua Hong, mas a nossa troca de figurinhas sobre blusas de lã infelizmente acaba aqui. Assim, para não deixar passar em branco a minha ida ao banheiro, eu apenas lavei minhas mãos e, encarando meu próprio reflexo cansado uma última vez, virei de costas e saí a passos firmes dali.

O que durou um total de cinco passos até o lado de fora do toilette, eu devo pontuar.

Deixando para trás o ambiente bem decorado até demais para um banheiro, eu dei de cara com ninguém mais e ninguém menos que o motivo de todo o meu nervosismo desde o início daquele encontro. YoonJeonghan, o próprio. O diretor estava parado exatamente do lado de fora do banheiro feminino — como um perfeito tarado faria, diga-se de passagem — e a sua figura alta e um tanto desleixada recostada em um pilar branco foi a primeira coisa que eu vi, o que me obrigou a conter um berro assustado; ao menos eu tinha me lembrado de que estava em um lugar público e refinado, o suficiente para não sair gritando de susto por aí.

— O que diabos... — pausei, recuperando o fôlego perdido pelo susto. — O que você está fazendo aqui?

Ele se desencostou do pilar e me encarou, sério.

— Esse é o caminho para o banheiro. — respondeu. — O que você acha que eu estou fazendo aqui, Secretária Shin?

“Irritantemente seguindo a minha pessoa” eu quis completar, mas no mesmo instante me lembrei de que ele era o meu chefe e que ficar calada naquele momento não seria uma má opção.

— Ah, me desculpe. — eu murmurei e saí da sua frente, automaticamente desviando do Yoon em direção à minha liberdade.

— Espera. — Jeonghan interrompeu a minha fuga e, me virando na sua direção novamente, eu percebi que nós tínhamos trocado de lugar. Ele me pareceu um tanto desconsertado mais uma vez naquele dia e, por um momento, eu quis apenas lhe perguntar o que diabos estava acontecendo para acabar de vez com aquela agonia. — Eu não sabia que nós tínhamos amigos em comum...

O Yoon deixou a frase pender no ar, o que me confundiu mais ainda. Não saber o que se passava na sua cabeça enquanto eu estava bem ali, diante dele, era uma baita de uma novidade para mim.

— Que amigos? — questionei sem fazer a menor ideia de onde ele queria chegar.

— O Joshua, oras. — respondeu com certa simplicidade. — A comida daqui realmente é muito boa, mas eu costumo vir por causa do Hong também, já que somos amigos há tantos anos e...

Amigos?! — eu o interrompi mais chocada do que gostaria de aparentar. Havia mais uma pergunta pendendo na minha mente naquele momento e eu resolvi simplesmente verbalizá-la, emendando uma coisa na outra sem a pausa necessária para que eu respirasse. — E por que você precisa vir justamente aqui para encontrá-lo?

— Porque ele está sempre enfurnado aqui, faz chuva ou faça sol. Também pudera, ele é o dono. — o Yoon deu de ombros e me fitou, o que o fez franzir o cenho. Os meus olhos duplamente arregalados com certeza denunciavam que eu não fazia ideia daquilo. Droga. — Mas por que me parece que você não sabia disso?

— Porque eu não sabia.

Mas custa você pensar por um milésimo de segundo antes de sair falando verdades que te comprometem, Shin Minyoung? Céus, eu não devia ter entregado o jogo tão fácil assim, mas aquele parecia ser um daqueles momentos nos quais o meu cérebro parecia não querer funcionar direito ou, ainda, ajudar a sua própria dona.

— Não sabia? — Jeonghan fez questão de reforçar. — Mas vocês não são amigos?

Tudo bem, buraco da vergonha alheia que irá abrir sob os meus pés e me sugar para o centro da Terra, já está na sua hora de aparecer.

— É uma longa história... — comentei involuntariamente coçando a nuca, um gesto que costumava me denunciar quando eu mentia. — Inclusive, ele está me esperando, então eu deveria voltar para mesa e tudo mais, sabe?

Depois daquela vergonhosa mistura de pergunta, afirmação e mentira, eu tratei de dar as costas para Jeonghan para sair logo dali e, de bônus, esconder cada centímetro do meu rosto que certamente já denunciava toda a minha fraude.

— Espera. — céus, de novo?! — Eu estou sendo inconveniente, não é? Desculpe por isso, é que... Infernos, isso está me incomodando tanto o dia inteiro, mas eu simplesmente não sei como colocar em palavras e...

— Fala logo, Jeonghan!

E essa era a minha versão que se encontrava no limite da sua paciência e que, por isso, resolveu dar a louca com o próprio chefe. Quando me dei por mim, eu já tinha soltado aquele belo berro enquanto me virava de volta para Jeonghan, que agora me encarava com os olhos arregalados. Era a primeira vez em três anos de trabalho e convivência que eu me dirigia assim a ele; ou seja, que eu simplesmente esquecia quem pagava o meu salário e resolvia tratar a minha maior fonte de renda como se fosse a minha irmãzinha mais nova enrolando para contar que estava trazendo o namorado novo para casa para nos apresentar. Naquele momento, eu tive certeza quase que absoluta de que o estresse que eu vivia diariamente já tinha causado danos irreversíveis aos meus neurônios porque eu juro, a situação estava um tanto crítica.

— Desculpa. — eu emendei logo assim que me dei conta do que tinha feito. — Eu não quis me exaltar, é só que... Céus, você tem sido tão frustrante o dia inteiro!

A parte de pensar antes de revelar verdades comprometedoras, essa passou lá do outro lado da rua gargalhando e me dando um tchauzinho dessa vez. De novo, no caso.

— Eu descobri o porquê de eu ainda não ter sido eleito o presidente da empresa. — Jeonghan finalmente revelou, o que me pegou de surpresa. — Não é sobre a minha idade em si, mas sobre a minha imaturidade.

É impressão minha ou Yoon Jeonghan estava finalmente se dando conta de que era uma enorme e bem-vestida — ainda que não naquele momento — criança imatura?

Ele estava admitindo isso?

Espera, eu não consigo acreditar no que os meus ouvidos acabaram de ouvir...

— Como assim? — perguntei, confusa como de costume.

Jeonghan respirou fundo, parecendo frustrado; e surpreendentemente não parecia ser comigo.

— Você lembra que, na semana passada, o meu tio virou assunto nos corredores da Price? Todos os funcionários estavam comentando como foi generoso e tocante da parte dele ter se lembrado do aniversário da diretora financeira, inclusive a presenteando com flores e tudo mais. — coçou o queixo, mais um sinal nítido da sua frustração. — Enquanto isso, eu não fazia ideia de que era aniversário da Diretora Chan. E hoje de manhã, quando eu tive que preencher uma simples ficha sobre a minha própria secretária, eu também não fazia ideia do que responder. Você entende isso, Shin? Eu sempre tive certeza do meu talento, do meu profissionalismo e da minha capacidade de presidir a Price, mas, pela primeira vez, eu entendi o porquê de ainda não ter conseguido isso... Porque eu não faço a menor ideia de quem eu quero presidir.

Céus, aquilo era muita informação para que a minha cansada e confusa cabeça pudesse processar assim, na lata. Eu precisaria, no mínimo, de uma cadeira para não cair para trás e bater com o cóccix no chão enquanto tentava entender a lógica de Jeonghan.

— Será que a gente pode conversar sobre isso em algum outro lugar? — perguntei, sem jeito. — Bem, a entrada do banheiro feminino não é o melhor cenário para me ajudar a entender o que diabos... Digo, o que você está querendo dizer.

O Yoon finalmente pareceu se dar conta da nossa atual situação — que não era nada favorável, estando ali, discutindo presidências na porta de um banheiro de luxo que incluía música ambiente e tudo — e pigarreou completamente sem graça. Era a primeira vez que eu o via passear por aquela montanha-russa de sentimentos comuns para nós, meros mortais: frustração, confusão e, por fim, vergonha. Eu não fazia ideia de que o poderoso e intocável Yoon Jeonghan poderia sentir aquele tipo de coisa e, ainda por cima, demonstrar isso.

Aquilo era realmente muito para que eu absorvesse de uma só vez; talvez eu conseguisse melhor na próxima década, quem sabe.

Ou século.

— Está bem, mas... — pausou, fitando o salão do restaurante por um momento. — E o Joshua?

Notas finais
E então, o que acharam? Foi um capítulo contínuo, sem aquela pausa (***) que eu costumo dar no meio, mas espero que a leitura tenha fluído tão bem quanto nos outros! Até breve ♥