Meu CEO de estimação
3 O apelido do CEO
— Você é maluco. — sussurrei para mim mesma, descrente de que realmente estava ouvindo tudo aquilo.
Jeonghan exibiu um sorriso de canto, aquele mal-intencionado que eu já conhecia bem.
— E então, Secretária Shin? — indagou. — O que me diz?
Eu estava vivendo o ápice do clichê eu odeio o meu chefe, isso sem nenhuma sombra de dúvidas. Por causa do hobby bizarro daquele maldito de sorrio mal-intencionado, agora tanto o meu emprego quanto a minha reputação estavam em jogo assim, num estalar de dedos — ou melhor, na assinatura de um contrato ainda mais bizarro ou, no caso, no fim do meu contrato de trabalho. Sinceramente, ou Yoon Jeonghan não tinha sequer um par de neurônios funcionando por debaixo daquele cabelo loiro de farmácia, ou estava fazendo aquilo apenas para me enlouquecer de vez; e, se a última opção fosse a correta, ele estava atingindo o seu objetivo com maestria.
Sentada em meu cubículo de secretária, eu batia minha caneta de pompom ferozmente contra a mesa enquanto encarava aquela aberração de contrato. Contrato de adoção era o título no topo da primeira página e, depois de lê-lo mais de meia dúzia de vezes, os papéis realmente começavam a se parecer com um contrato de adoção de algum bichinho de estimação, ainda que não fossem necessários contratos para tal coisa. De tanto lê-lo, eu já havia decorado grande parte de suas cláusulas, desde as menos piores como manter tudo aquilo no mais completo sigilo, até as mais peculiares como acariciar a barriga do meu chefe quando ele ronronasse e dar toda a atenção que um filhote merecia.
Sendo que a única atenção da qual aquele homem necessitava era nitidamente a de um psicólogo.
Depois de me fazer aquela proposta indecente, Jeonghan havia me pedido para levar o contrato comigo e me dado até o fim do dia para pensar naquilo — como o poço de generosidade que era, obviamente. Eu deveria ter dito um belo e sonoro não logo de cara, teria sido o certo, mas o meu cérebro já estava condicionado a fazer tudo o que o Yoon me mandava fazer e, por isso, eu não pestanejei e apenas o obedeci como a boa e fiel secretária que estava acostumada a ser. Por isso, nesse exato momento no qual eu poderia estar almoçando fora ou tomando um cafezinho para relaxar, eu me encontrava olhando fixamente para aquelas folhas como se as mesmas pudessem criar pernas e saírem correndo em direção ao inferno a qualquer momento. No entanto, como aquilo obviamente não aconteceria, algo ainda pior me ocorreu: eu comecei a considerar as possibilidades. Eu odiava ter que admitir isso, mas a minha situação realmente não era uma das melhores, então eu resolvi anotar tudo na ponta do lápis para clarear as minhas ideias.
Na verdade, foi na ponta da caneta, mas isso não importa. Arranquei uma folha da grossa agenda na qual eu anotava todos os compromissos de Jeonghan e nela comecei a rabiscar os prós e os contras de sua oferta assim mesmo, simples, como se estivesse decidindo se deveria comprar um carro caro ou continuar pegando ônibus lotado todas as manhãs.
Bem, então vamos lá:
Opção número 1: não assinar o contrato de adoção. Primeiro de tudo, aquilo resultaria na minha demissão quase que imediata. Eu provavelmente arrumaria um outro emprego dentro de alguns meses, contudo, até lá, teria que fazer uma contenção de gastos e não conseguiria mandar nenhum dinheiro para os estudos e despesas de Songyoung. Minha irmãzinha, àquela altura do campeonato, já dependia e contava com a minha ajuda financeira, e isso com certeza seria um enorme baque nas suas finanças e acabaria atrapalhando os seus estudos. Ah, talvez eu não conseguisse arrumar um outro emprego tão rápido assim, dado o fato de que uma foto minha dentro de um clube de pet play poderia aparecer pela internet a qualquer momento. Todos sabem que, por aqui, os empregadores vasculham até a vida das nossas mães antes de contratarem alguém, tudo em prol de manter a imagem de suas empresas intocáveis, então isso seria um empecilho na minha procurar por trabalho. Mas pelo menos eu sairia da Price com o meu orgulho e sanidade intactos, certo? Isso ainda era importante para mim, obviamente.
Opção número 2: assinar o contrato de adoção. De contra, já bastaria o fato de ter que conviver ainda mais horas do dia com Yoon Jeonghan, mas ainda havia o bônus de conviver com o mesmo fingindo ser um animal de estimação. Bizarro, me dava calafrios só de imaginar. Contudo, se eu conseguisse aguentar essa situação anormal, dentro de alguns meses eu poderia ser promovida à secretária de um CEO caso ele fosse mesmo eleito o novo presidente da Price e, com isso, viria um generoso aumento de salário. Jeonghan também protegeria a minha imagem, dado que se o meu nome caísse na lama, o dele seria arrastado junto. Eu teria garantia de segurança e também poderia dar uma vida mais confortável e tranquila para Songyoung, então...
Bem, me doí no coração dizer isso, mas que se danem o meu orgulho e a minha sanidade para lá.
O capitalismo me obriga a tomar esse tipo de decisão, infelizmente.
Quando entrei na sala do Yoon com o contrato em mãos, ele imediatamente parou tudo o que estava fazendo e voltou sua atenção para mim. Tentando esconder um sorriso irritantemente vitorioso no rosto, ele balançou a cabeça positivamente e ajeitou o terno cinza.
— Pode entrar, Secretária Shin.
Respirei fundo e, a passos lentos e extremamente desgostosos, eu me aproximei de sua mesa. Enquanto o meu olhar fugia para qualquer canto de sua sala que não fosse o seu dono, o Yoon não tirava os olhos dos meus movimentos e sequer fitou o contrato quando eu o coloquei sobre a sua mesa, porém virado de cabeça para baixo para atrasar a minha vergonha, obviamente.
— Então... — iniciou, ainda me encarando. — Quais dias da semana você escolheu?
Arregalei os olhos e, finalmente, fui obrigada a encará-lo.
— Como você sabe que eu assinei?
— Está escrito na sua expressão de infelicidade. — riu. — Espero que me trate com carinho, Shin. Abandonar animais é um crime grave, sabia?
— Segunda, quarta e quinta-feira. — engoli em seco e respondi, claramente desviando da sua piadinha desnecessária.
Ele franziu o cenho, porém, logo em seguida concordou com um balançar de cabeça.
— Diferente... — comentou. — Mas tudo bem, apenas cancele todos os meus compromissos noturnos para esses dias da semana e não marque mais nada daqui para frente.
Acenei positivamente e, por dentro, apenas agradeci aos céus por ele não ter me perguntado o porquê da escolha daqueles dias. Custou-me um par de neurônios pensantes, contudo, por fim eu decidi escolher os dias nos quais eu geralmente não tinha que ir para o meu outro trabalho — aquele mesmo, dos traumáticos encontros às cegas. Segunda-feira costumava ser um dia extremamente morto, mas já por um outro lado, os homens tinham alguma tara por levar mulheres em pizzarias às terças-feiras (talvez fossem os descontos que as mesmas costumavam oferecer naquele dia da semana por não ser tão movimentado), então esse geralmente era o meu dia de sair para comer pizza às custas de outra pessoa e, bem, isso eu não estava disposta a perder de jeito nenhum. Sextas-feiras e os finais de semana sempre eram movimentados, por isso, os outros dois dias acabaram sendo escolhidos por eliminação.
Bem, o meu emprego me obrigava a pensar daquele jeito prático e que considerava todas as outras opções, então não se assustem comigo e nem com a minha mente extremamente pensante, por favor. Como dizem, velhos hábitos nunca morrem e, aparentemente, os meus adoram me assombrar.
— Secretária Shin. — Jeonghan me chamou quando eu já estava alcançando a porta da sua sala e, automaticamente, eu girei em meus calcanhares na sua direção. Condicionada, como de costume. — Você fez uma boa escolha.
E, no final das contas, eu lá tive uma maldita de uma escolha?
Em resposta, eu apenas balancei a cabeça e me apressei em direção à porta. Já do lado de fora da sala de Jeonghan, ainda agarrada à maçaneta para que minhas fracas pernas não me deixassem cair ali mesmo, eu respirei fundo em preocupação. Finalmente reconheci que estava prestes a começar uma longa jornada e, sinceramente, eu não sabia o que esperar da mesma além de dedo vocês sabem onde e gritaria.
Muita gritaria, provavelmente.
***
O meu domingo, o meu único dia de descanso na semana — e às vezes nem isso — tinha sido recheado de nervosismo e preocupação. Eu tinha terminado o meu expediente no sábado à noite já inquieta com a decisão que tinha tomado e, como já esperava, a madrugada em claro não fora muito diferente. Ainda me perguntando se eu tinha feito a coisa certa e o que diabos eu tinha na cabeça para ter assinado aquele contrato absurdo tão rapidamente, eu me levantei e, do modo mais hiperativo possível, comecei a limpar e arrumar o caos que o meu pequeno sobrado havia se tornado. Por estar sempre trabalhando e atualmente morar sozinha, eu geralmente não tinha tempo para cuidar da aconchegante construção deixada pelos meus avós para mim e minha irmã, então aproveitei a enorme quantidade de trabalho que me aguardava para distrair minha cabeça.
Infelizmente, eu não conseguia ficar parada quando estava nervosa. Limpei e organizei a pequena sala com cozinha americana no primeiro andar, lavei o único banheiro da casa no segundo e, por fim, arrumei o meu quarto — não que eu esperava que Jeonghan visse aquela parte da casa e nem nada do tipo, mas eu realmente não conseguia ficar quieta e aproveitei o embalo para fazer tudo de uma vez. E, mesmo que Songyoung não gostasse muito que eu mexesse em suas coisas, também dei uma geral no seu quarto, o qual já não era usado há muitos e muitos meses, mas que eu fazia questão de que permanecesse intacto. A casa não era muito grande, mas como o trabalho já se acumulava há quase um semestre inteiro, eu só fui terminar tudo quase no meio da tarde, quando já estava roxa de fome. Cozinhei um miojo, a refeição dos campeões, e depois de um longo banho frio eu me joguei em minha cama já exausta. E, bem, foi assim que o meu único dia de descanso da semana se tornou um dos mais cansativos.
E eu que lute, novamente.
Pelo menos o dia tinha passado rápido, o que não era necessariamente bom também, dado o fato de que na segunda-feira Yoon Jeonghan estaria colocando seus pés burgueses na minha casa como um gato, literalmente — talvez eu devesse dizer patas burguesas, então. Céus, essa ideia ainda não me descia muito bem. Como ficaria a nossa relação profissional com isso? E se eu fizesse algo de errado ou que o irritasse o no dia seguinte acabasse demitida do mesmo jeito?
Ah, eram muitas questões a serem pensadas e, se eu continuasse as alimentando, acabaria louca antes mesmo de começar a cumprir o tal contrato; que, à propósito, tinha uma estranha validade de um ano, a qual o Yoon não abriu brecha para questionamentos. Eu preferia dormir.
Já no dia seguinte, eu evitei ao máximo entrar em contato direto com Jeonghan para não aumentar ainda mais o meu desconforto, mas ele, por um outro lado, parecia inabalável e seguiu normalmente com a nossa rotina de sempre: encheu-me de trabalho, chamou pelo meu nome o dia inteiro e me liberou horas depois do meu horário oficial de saída. Contudo, quando deixou a sua sala pela última vez no dia, fez questão de passar no meu cubículo para fazer algo além de me dispensar.
— Secretária Shin. — falou normalmente se aproximando, o que me pegou de surpresa. Inclinou-se na minha direção por cima da pequena parede de acrílico que me rodeava e abaixou o tom de voz. — Hoje, nove horas.
Gelei. Era real mesmo, oficial e aconteceria daqui a... trinta minutos?!
— Mas são oito e meia agora. — rebati assim que me dei conta do horário.
Yoon Jeonghan realmente esperava que eu fosse pegar um ônibus lotado àquela hora da noite para chegar em casa a tempo de esperá-lo? Ele achava que aquilo era humanamente possível?
— Exatamente. — me respondeu como se conseguisse ler os meus pensamentos. — Nos vemos em meia hora.
Sim, ele realmente achava.
Sem me dar tempo de sequer protestar, o loiro saiu caminhando tranquilamente pelos corredores da Price em direção ao elevador sem ao menos me oferecer uma maldita carona. Era isso, amigos, pernas para que te quero. Eu podia, de verdade, não ter ligado para o fato de que o errado era ele por ter marcado um horário tão em cima da hora como aquele e, assim, o deixaria esperando plantado no meu portão até que eu finalmente chegasse em casa, mas... Droga, eu era a sua maldita secretária. Assim, num piscar de olhos, eu recolhi meus pertences espalhados sobre a mesa, joguei todos em uma bolsa e corri — literalmente, é bom ressaltar — na direção do elevador, o que não adiantou de nada porque eu peguei as portas do mesmo já fechadas.
Bem, se uma coisa eu aprendi nesses últimos três anos trabalhando para Yoon Jeonghan, essa coisa certamente foi como correr feito uma maratonista, especialmente para conseguir realizar a média de cinco tarefas por minuto que ele me dava. Arrisco dizer que com mais um ou dois anos de trabalho, eu conseguiria bater os recordes do Usain Bolt sem muito esforço; o que seria ótimo, se não fosse trágico e nenhum motivo de orgulho. Ainda assim, aquela habilidade me serviu para que eu conseguisse descer às pressas dez andares de escada, pegar um táxi — o que me deixou para morrer, pois eu tive que gastar o triplo do que gastaria se voltasse para casa de ônibus como todos os outros dias da semana — chegar em casa, subir as escadas, tomar o banho mais rápido da minha vida e isso tudo em exatos trinta e dois minutos.
Céus, eu sequer consigo respirar mais.
Depois de ter me saído quase como uma sobre-humana, imaginei que o Yoon atrasaria e, por isso, me dei ao luxo de me lançar no meu pequeno e surrado sofá para descansar minhas pernas, o que durou exatos dois segundos. Sério, foi só eu encostar a bunda na almofada do sofá que o maldito tocou a campainha e eu, sem escolha, tive que me levantar para atendê-lo.
Então, seria sempre daquele jeito? Ainda dava tempo de desistir?
Jeonghan usava um suéter de lã branco, calça jeans e um tênis preto que certamente custava mais da metade do meu salário. Os cabelos loiros, já quase esbranquiçados, estavam bagunçados de um modo que quase cobriam seus pequenos olhos castanhos e, para completar, ele trazia consigo uma sacola de pano daquelas de feira que carregava um grande volume de alguma coisa que eu não consiga ver o que era. Seu jeito mais despojado e completamente diferente do Yoon Jeonghan que eu costumava ver no escritório não me espantou, pois obviamente não era a primeira vez que eu o via assim, mas ele franziu o cenho ao me ver. Olhou-me de cima a baixo, o que me fez encolher os ombros um tanto incomodada.
— Gostei do pijama. — disse e sorriu arteiro, ainda no portão.
Eu não tinha feito isso. Fitei meu próprio corpo e, ao fazê-lo, me deparei com o meu enorme pijama cor de rosa estampado por diversos unicórnios coloridos. Talvez pelo costume ou ainda pela pressa, eu não tinha notado que o que tinha vestido após o banho era justamente aquele pijama que já me acompanhava há uma década e, pelos céus, me fazia parecer uma criança de cinco anos. Sem graça, eu apenas abri passagem para que ele entrasse e, ainda rindo, ele o fez.
Sinceramente, isso não me soa como um bom começo. Na verdade, isso tem tudo para dar errado, mas prossigamos...
— Eu não achei que você fosse conseguir chegar em meia hora. — ele disse ao parar na porta da frente para tirar o tênis. — Mas eu já deveria esperar isso da eficiente Secretária Shin.
— E isso é um elogio? — murmurei desgostosa, o que fez com que ele se virasse para mim com uma interrogação estampada em sua testa. — Ah, eu disse que deixei um par de chinelos para você do lado de dentro. É aquele azul ali, pode calçar.
Na verdade, eu não fazia ideia de onde aquele chinelo de número quarenta e alguma coisa tinha surgido, mas acabei o encontrando durante a faxina de ontem. Como sabia que Jeonghan precisaria de um, eu o limpei mais ou menos e o deixei ao lado da porta da frente, do lado de dentro. Estranhamente, o calçado serviu como uma luva para o Yoon, que o calçou e simplesmente saiu entrando na minha casa como se fosse a sua própria.
Eu não esperava nada muito diferente da sua parte, mas ainda conseguia me surpreender com aquilo.
Jeonghan olhava para todos os cantos da forma mais descarada e atenta possível. Ele estava nitidamente analisando a minha casa, o que, novamente, me deixou desconfortável.
— Então é aqui que você pretende me criar? — indagou, finalmente pousando seus olhos em mim.
— Bem, é aqui que eu moro. — respondi. — Não é nenhuma cobertura cinco estrelas, mas...
— Eu gostei. — me interrompeu, sorrindo. — É aconchegante.
Foi a minha vez de rir.
— Você não precisa tentar me consolar, eu já me acostumei com o lugar. — dei de ombros, aproximando-me mais um pouco.
— Eu estou falando sério. — afirmou e, de repente, assumiu um ar mais pensativo. — Quando se mora sozinho, é melhor morar em um lugar menor como este. Casas muito grandes só servem para aumentar a solidão...
Tudo bem, agora sim eu estava surpresa. Ele não poderia estar falando sério, não é mesmo? Digo, Jeonghan literalmente morava em uma das maiores e mais caras coberturas de Seul e estava ali, bem na minha frente, reclamando de que preferiria morar em um lugar pequeno como o meu sobrado? Sinceramente, aquela era a mais genuína definição de richpeopleproblems.
Contudo, por um outro lado e mesmo que eu odiasse admitir aquilo, eu meio que o entendia. Mesmo com a vida corrida que levava, durante as poucas horas nas quais eu conseguia parar em casa, eu geralmente sentia muito a falta de Songyoung e, consequentemente, me sentia mais solitária do que nunca. Ainda era estranho para mim que ele não gostasse de morar em um apartamento luxuoso e moderno como o seu, mas eu o entendia, no fim das contas.
Céus, eu estava começando a ter empatia para com Yoon Jeonghan. Isso sim era motivo de surpresa.
— Sente-se. — apontei um tanto sem jeito para o sofá. — Você quer alguma coisa para beber?
— Na verdade... — iniciou, em seguida se sentando no sofá sem nenhuma cerimônia e deixando descansar aos seus pés a tal sacola que trazia consigo. — Eu estou com fome.
E, àquela altura do campeonato, Jeonghan ainda me faria cozinhar para ele. Empatia uma ova.
— Eu posso ver o que tenho na geladeira e...
— Não precisa. — ele me interrompe novamente, como de costume. — Eu trouxe comida.
Sem dizer mais nada, Jeonghan tirou de dentro da tal sacola que tinha trago uma vasilha mediana vermelha estampada por diversas patinhas de cachorro brancas e, em seguida, um pequeno saco de... ração?!
— Isso é... — iniciei e, pasma, apontei para o saco. Dessa vez, não me importaria se fosse interrompida, pois não tinha coragem de terminar a frase.
— Não se preocupe, é feito de soja, alguns cereais e essência de carne. É para humanos, não animais de verdade. — deu de ombros e, em seguida, colocou a vasilha sobre a mesinha de centro. — Achei que seria bom para entrar no clima de começássemos por algo mais simples.
— E isso é simples? — perguntei já com medo do que seria mais complexo. — Diretor Yoon, isso não me parece muito certo.
— Hannie. — disse. — Enquanto estiver cumprindo o contrato, você deve me chamar de Hannie. É um apelido como aquele que você usava no bar, Min Min. — ele me alfineta com um sorriso de canto no rosto, o que faz com que eu core feito um pimentão da cabeça aos pés. Céus, esse homem claramente não tem nenhum limite! Onde eu fui amarrar o meu jegue? — Agora venha, sente-se aqui e alimente o seu gatinho.
Corrigindo: onde eu fui amarrar o meu gato?
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