— Imprevisto? — ele indagou, seguido por um riso amargo do qual eu não entendi muito bem o que significava. — ShinMinyoung, você tem cinco minutos para abrir esse portão para mim, caso contrário, pode estender o seu dia folga por tempo indeterminado.

Guilhotinada e demitida, eu devo me corrigir. Olhei para trás e fitei Joshua, quem eu já tinha deixado para trás sem nenhuma explicação uma vez, que terminava com vontade o seu cachorro-quente.

Diabos, o que eu faço agora?

Na verdade, escolher o que deveria ser feito naquele momento não era uma decisão tão difícil assim. Joshua era uma boa pessoa, tinha me tratado como um perfeito cavalheiro e parecia realmente sincero quando se dizia disposto a me conhecer melhor — ou de verdade, no caso — contudo, se eu fosse colocá-lo sentadinho de um lado da balança e no outro, como contrapeso, eu colocasse o meu emprego, a decisão já estava tomada por si só. Por isso, mesmo que eu sentisse muito em ter que fazer aquilo com o Hong novamente, deixá-lo para trás e correr feito uma louca de volta para casa era a minha única opção relativamente razoável naquele momento.

— Joshua, eu sinto muitíssimo, de verdade, mas... — eu iniciei retornando para a nossa e já de idade mesinha plástica, onde nos tinham sido servidos os dois cachorros-quentes e mais os refrigerantes.

Droga, o meu sanduíche ainda estava pela metade. Que desperdício horrendo deixá-lo para trás assim, tão desolado e solitário...

— Algo urgente surgiu? — ele me interrompeu, nitidamente tentando amenizar a minha vergonha por estar o abandonando daquele jeito novamente. — Dá para ver pela expressão no seu rosto que se trata de algo sério.

— Infelizmente... — eu murmurei para mim mesma, encolhendo os meus ombros. — Eu realmente sinto muito por estar fazendo isso de novo, mas eu preciso ir embora. Agora.

— Tudo bem, eu entendo. — ele concordou exibindo um sorriso compreensivo. De repente, assumiu uma postura travessa cuja qual eu conhecia bem e já tinha visto em outro lugar com uma certa frequência irritante. Ele e Jeonghan deveriam estar convivendo demais, talvez até além do permitido pela Organização Mundial da Saúde. — Só me prometa que não fará isso da próxima vez também, por favor.

— Prometo. — eu aceitei sem pensar direito, só depois me dando conta do que ele realmente queria dizer com aquilo e do que, de fato, eu estava prometendo.

Que haveria uma próxima vez.

Joshua alargou ainda mais o seu sorriso ao ouvir a minha resposta, mesmo sabendo que tinha me enganado para consegui-la. Era engraçado vê-lo agindo assim, já que aquele tipo de brincadeira não fazia muito o seu estilo mais refinado e elegante. Por fim, eu acabei não o contrariando ou dizendo nada, já que eu sequer tinha tempo para aquilo.

— Você quer que eu lhe acompanhe de volta até a sua casa? — ele indagou já se levantando, como era de se esperar do cavalheiro que o Hong era.

Seria perfeito, se não fosse trágico.

— Não! — eu exclamei mais alto do que deveria. No calor do momento e consumida pelo repentino pavor de que ele encontrasse Jeonghan parado na porta da minha casa àquela hora da noite feito um cachorro abandonado, eu acabei atropelando as palavras para respondê-lo. — Quero dizer, eu não estou indo para casa, então não precisa.

— Ah, mas eu tenho que ir buscar o meu carro, de qualquer jeito. — o Hong pareceu se lembrar daquilo sem nenhuma segunda intenção, mas o que ainda não me ajudava em nada.

Engoli em seco, tentando encontrar uma saída para aquela catástrofe. Joshua não podia nem sonhar que Jeonghan, um amigo seu de longa data e CEO tão renomado, estava me esperando no meu portão feito um gatinho abandonado — literalmente. Se ao menos ele estivesse lá por um motivo mais plausível...

Espera, era isso!

Com pressa, eu sorri sem jeito para Joshua e saquei o meu celular do bolso, fingindo que o mesmo estava vibrando ao receber outra chamada. Virando-me de costas para o Hong, eu tive que correr meus dedos como o Flash para desbloquear o aparelho e retornar a última ligação de Jeonghan, levando o celular para perto do meu ouvido e mal esperando o Yoon atender à chamada para começar a falar sem nenhuma pausa para respirar sequer.

— Diretor Yoon? Ah, você está me esperando na frente da minha casa? — eu perguntei num tom mais alto com o propósito de que Joshua conseguisse me ouvir. Espiei por cima do meu ombro e ele me fitava parecendo já ter entendido de que se tratava de Jeonghan do outro lado da linha. — Tudo bem, eu estou por perto com um amigo. Já estou chegando.

Finalizei a ligação sem sequer dar a oportunidade para Jeonghan de falar alguma coisa e, certamente, o mesmo tentaria comer o meu fígado marinado no azeite mais tarde por conta disso; contudo, no fim das contas, acabaria entendendo os meus motivos.

Afinal, eu também estava fazendo tudo aquilo por ele.

— Era o Jeonghan no telefone? — o Hong perguntou assim que eu me virei para ele novamente. — Desculpe, eu ouvi sem querer.

— Tudo bem, era ele mesmo. — eu me apressei em responder. — Acontece que eu me confundi e acabei trazendo um documento importante para casa, por engano. Eu estava indo levar para ele no escritório, mas ele disse que estava passando aqui por perto e acabou indo logo buscar na minha casa...

E o Oscar de melhor mentirosa vai para... Parabéns, ShinMinyoung!

Digo, a minha atuação não era lá das melhores, mas a desculpa esfarrapada arrumada de última hora era, no mínimo, digna de reconhecimento pela Academia. Talvez, se eu terminar a noite desempregada mesmo depois de todo o meu esforço, eu possa tentar algo com o Bong Joonho-ssi.

— Passando aqui por perto? — Joshua comentou, franzindo o cenho. Ele parecia estar falando sozinho, mas aquele questionamento por si só já foi capaz de fazer gelar a minha alma. — Estranho, essa não é uma vizinhança que ele costuma frequentar...

— Podemos ir, então? — eu indaguei fingindo não ter o escutado. — Bem, você deve saber como o Diretor Yoon odeia esperar, não é mesmo?

Joshua me fitou e, por um par de segundos, eu pude perceber que alguma imagem não muito agradável tinha surgido na sua mente.

— É melhor nós nos apressarmos. — disse e realmente se apressou em começar a andar, para o meu alívio.

Cerca de cinco minutos depois andando a passos mais do que rápidos, eu já podia avistar a fachada da minha casa e, consequentemente, um Jeonghan não muito satisfeito completando a paisagem noturna que rodeava a mesma. Ele estava recostado no carro de Joshua, ironicamente na mesma posição na qual eu tinha encontrado o Hong há pouco e, quando nos viu nos aproximando, não moveu nenhum músculo sequer.

Céus, ele deveria estar furioso por conta do meu esquecimento...

— Jeonghan–ah! — Joshua exclamou animado quando nós finalmente alcançamos o Yoon, não parecendo desconfiar de nada. — Que surpresa encontrá-lo por aqui, amigo.

Jeonghan permaneceu em silêncio por um minuto e, finalmente, se desencostou do carro do Hong para encarar o próprio. Por maior que fosse a raiva que ele pudesse estar de mim, ele não colocaria todo o meu teatro a perder por causa daquilo...

Certo?

— Eu acho que posso dizer o mesmo, não? — indagou, sério. — Que surpresa mais... inusitada.

Céus, ele ia sim colocar tudo a perder e isso estava escrito em um letreiro enorme e fluorescente pendurado bem no meio da sua testa.

— É uma longa história. — eu resolvi intervir, me colocando literalmente entre os dois. — Diretor Yoon, você pode esperar lá dentro enquanto eu procuro os documentos que me pediu. Digo, me desculpe, mas eu realmente não lembro de tê-los trazido comigo.

— Você tem se esquecido de muitas coisas importantes ultimamente, Secretária Shin... — Jeonghan rebateu e, sinceramente, eu conseguiria apalpar o desgosto em sua voz se eu quisesse.

— Yah, não fale assim com ela, Jeonghan–ah. — foi a vez de Joshua intervir e, mesmo que ele estivesse nitidamente brincando, aquilo só serviu para azedar ainda mais a expressão de Jeonghan. — Antes mesmo de conhecê-la, eu já lhe dizia que você deveria tratar melhor uma secretária que faz tanto por você e...

— Exatamente. — Jeonghan o interrompeu, dando um passo para frente e, consequentemente, para mais perto de mim. — Ela é a minha secretária que faz tanto por mim. — o Yoon disse num tom que eu nunca tinha escutado sair de sua boca antes, algo infinitamente mais sério e firme do que o seu normal. Fez uma pausa dramática e, em seguida, forçou um sorriso com muita má vontade. — Você já estava de saída, não?

Pelos céus, qual feitiço do Harry Potter eu preciso conjurar para me transformar em uma mosca e sair voando para o mais longe possível daqui?

A tensão provinda do lado de Jeonghan era palpável e, sendo sincera, eu não conseguia entender o porquê do Yoon estar descontando a sua raiva de mim em um dos seus melhores amigos. Digo, ele já tinha se irritado comigo algumas outras vezes, mas nunca tinha agido daquele modo antes... No máximo, ele bufava, revirava os olhos e me mandava refazer algo até que ficasse do seu agrado, mas aquilo? Eu nunca tinha o visto tão impaciente por conta de um atraso. Talvez ele não estivesse acostumado com aquilo, já que eu nunca me atrasava para nada, ou talvez ele realmente levasse toda aquela história de pet play muito a sério. De um jeito ou de outro, a sua atitude realmente já estava começando a me deixar vermelha de vergonha e com vontade de correr uma maratona com um destino bem longe daquela encrenca toda.

Sinceramente, teria sido mais vantajoso amarrar o meu jegue no pé de um vulcão em erupção.

— Você é um péssimo mentiroso, Yoon Jeonghan. — Joshua retrucou, por fim, enquanto ria baixinho de algo que eu não tinha entendido.

Espera, qual foi a piada que eu perdi? Por que Joshua estava rindo ao ser atacado com sete pedras vindas da mão de um diretor furioso e por que raios, percebendo a sua fúria, resolveu chamá-lo justamente de mentiroso? Eu não imaginava que o Hong, alguém tão educado e bem-sucedido, tinha tão pouco amor à sua vida.

Bem, o que quer que tenha sido, aquilo pareceu atingir Jeonghan ao ponto de fazer com que ele se calasse, o que era inédito para os meus olhos e ouvidos. O Yoon parecia estar se retirando de uma batalha e, nitidamente incomodado com a fala de Joshua, ele sequer se virou para o mesmo quando o Hong se despediu de nós dois e nos deixou sozinhos, entrando em seu carro e partindo para sabe-se lá onde. Eu o encarei e percebi que ele fitava o portão da minha casa sem nenhum motivo em específico em mente, apenas parecendo em choque com alguma coisa.

Sério, por acaso eu perdi alguma parte essencial dessa conversa sem pé ou cabeça dos dois? Porque, honestamente, eu já não estava entendo mais nada.

O que diabos estava se passando na cabeça de YoonJeonghan?

***

Sinceramente, ter Jeonghan enchendo o meu dia e, consequentemente, a minha paciência com os seus chamados intermináveis ao longo da minha rotina de trabalho era estressante; contudo, tê-lo em silêncio daquele jeito era duas vezes pior. Quando ele tagarelava e me pedia para fazer uma dúzia de coisas ao mesmo tempo, ao menos, eu sabia o que ele queria e o que se passava na sua mente tão exótica, diferente de quando ele permanecia calado e inexpressivo. Agora, sentado no meu sofá com uma aparência nada satisfeita e sem ter dito nenhuma palavra desde que colocara os pés dentro da minha casa, ele estava praticamente me torturando com todo aquele seu modo silencioso.

Pense, Shin Minyoung. Como você pode dar um jeito nisso?

— Eu peço desculpas novamente pelo atraso, Diretor Yoon. — não, assim não. — Digo, Hannie. Você está com fome? Quer que eu alimente você?

Ainda sentado no sofá enquanto eu estava de pé e próxima do mesmo, ele sequer me dirigiu um olhar.

— Você não se atrasou, porque você sequer ia aparecer. — ele respondeu ainda de mau humor e cruzou os braços diante do peito. — E eu estou sem fome.

Cocei a nuca, preocupada. Aquilo ia ser mais difícil do que eu pensava.

— Eu sinto muito, de verdade. — disse novamente e me aproximei um pouco mais do sofá. — Sede?

— Sem sede. — ele foi rápido em rebater, ainda sério. Ainda olhava para frente quando finalmente resolveu se pronunciar. — Como foi o seu dia de folga? Deve ter sido muito divertido, afinal, o Joshua é uma ótima companhia para se passar o tempo.

— Nós não passamos o dia juntos! — eu exclamei, novamente, sem medir o tom e o nível de desespero na minha voz. — Eu o encontrei me esperando aqui na frente de casa quando estava voltando da rua. Eu fiquei muito surpresa, inclusive.

Eu não quero que nenhum engravatado a roube de mim.

De repente, aquela frase voltou a ecoar na minha mente sem nenhum motivo aparente; porém, acendendo uma luz sobre a minha cabeça conforme o fazia.

Então era isso!

— Diretor... Hannie, não me entenda mal, porque eu não tenho esse tipo de relação com o Joshua. — eu iniciei e, finalmente, tive a sua total atenção voltada para mim numa virada de cabeça um tanto brusca, o que fez com que eu aproveitasse e me aproximasse um pouco mais. — Na verdade, eu e o Joshua nos conhecemos naquele dia no restaurante e nem somos próximos... É uma longa história, sabe? Contudo, de qualquer modo, eu quero que você saiba que... — pausei, observando os seus olhos repentinamente arregalados na minha direção. Eu estava indo pelo caminho certo. — Eu jamais largaria o meu emprego na Price para trabalhar com ele. Então não se preocupe, pois eu não tenho nenhuma intenção de deixar de ser a sua secretária para trabalhar no restaurante do Hong ou o que quer que seja.

Eu podia jurar que estava indo pelo caminho certo, contudo, a reação que a minha explicação pareceu provocar no Yoon foi o completo oposto do que eu esperava. Jeonghan bufou ao ouvir as minhas palavras, parecendo frustrado, e em seguida balançou a cabeça negativamente. De repente, parecendo ter alcançado o seu estopim, ele se colocou de pé em um único impulso revoltado.

— E quem foi que falou de trabalho aqui?! — ele perguntou numa exclamação decepcionada. Por ele ter se levantado de repente e por conta da minha aproximação sorrateira antes disso acontecer, nós estávamos, agora, extremamente próximos um do outro, o suficiente para que eu congelasse ao sentir o seu hálito quente se chocar contra a ponta do meu nariz. — Shin Minyoung, não é que eu tenha medo de que você possa ir trabalhar para Joshua, é que... Eu...

Ele estava hesitante, uma postura sua que eu tinha começado a ver com certa frequência nos últimos dias. Porém, mesmo estando naquela posição no mínimo bizarra, eu resolvi incentivá-lo a terminar a sua frase.

Pois bem, se fosse para resolver de vez aquele seu mau humor, eu estava disposta a lidar com aquela aproximação toda.

— Você...? — disse, deixando a palavra pender solta no ar.

E então, ao contrário do que eu esperava, Jeonghan comprimiu os lábios e, por uma fração de segundos, fitou os meus.

Será que ainda tinha alguma sujeira do cachorro-quente na minha boca?

— Eu... — pausou e, por fim, pareceu formular algo coerente o suficiente para ser dito em voz alta. — Eu quero que você lave o meu cabelo hoje.

O que?

— Era isso? Só isso? — aquela maldita tempestade num minúsculo copo d’água era por aquele motivo besta? — E lavar o seu cabelo de novo? Digo, eu lavei da última vez.

— Mas isso foi anteontem, oras. — ele rebateu e, de repente, estava se afastando de mim alguns bons e apressados passos. Coçou a nuca e me fitou, parecendo querer provar o seu ponto de vista até para si próprio. — Você sabe o quanto eu tive que trabalhar hoje por conta da sua ausência? Andando de um lado para o outro? Eu suei e agora o meu cabelo está fedendo, então precisa ser lavado novamente.

Eu não podia acreditar que era aquilo que estava se passando na mente nada convencional de Yoon Jeonghan. Eu estava aqui, toda preocupada em consertar qualquer mal-entendido que possa ter se passado pela sua mente ao me encontrar acompanhada de Joshua no meio da noite e ele, no auge da sua falta de senso, estava irritadiço daquele jeito por conta de um couro cabelo cheirando a suor? Quantas vezes eu mesma tinha ficado dias sem lavar o cabelo por conta de todo o tempo que ele me ocupava?

Cretino.

Respirei fundo, me acalmando. Por um outro lado mais positivo, mesmo que aquela não fosse a minha atividade preferida de todos os tempos, a coisa acabou por terminar sendo mais fácil de resolver do que eu esperava.

— Tudo bem, eu posso lavá-lo para você. — concordei, por fim. — Prometo que vou caprichar, está bom assim?

Ele fez uma cara pensativa e voltou a me fitar.

— Não é só isso.

Pronto, já tinha até passado da hora de tanto que estava demorando.

— Eu não vou lavar mais nada. — me prontifiquei a negar, esperando o pior daquela sua mente bizarra.

Entre o meu emprego e a minha decência, eu, por incrível que pareça, escolheria a última.

— Eu não ia pedir isso, sua dona de mente poluída. — ele rebateu e, por um momento, eu quis esconder a cabeça num buraco de tanta vergonha. — Mas eu ainda não posso deixar passar em branco o fato de que você simplesmente esqueceu do nosso compromisso hoje.

Céus, eu podia sentir a bola de neve da desgraça rolando a montanha exatamente na minha direção.

— E o que você quer em troca de esquecer isso de vez? — fui direta, afinal, se era para ser atropelada por um montante de neve, que fosse logo e de uma vez.

— Está mais para o que eu não quero, Min Min... — iniciou, voltando a se aproximar de mim, dessa vez a passos um tanto intimidadores. Recuei automaticamente, o que não adiantou de muita coisa. — E eu não quero dormir sozinho hoje.

— O que?! — eu exclamei, surpresa. — E o que você quer que eu faça, então? Eu não posso dormir aqui na sala também, não tem nem espaço para isso e...

— Mas tem espaço suficiente para nós dois no seu quarto, não? — questionou sugestivo, me interrompendo. — Foi tudo meio rápido naquele dia que você torceu o pulso, mas eu reparei que cabe um pet confortavelmente lá em cima.

Céus, se a intenção dele era me penalizar, o Yoon estava a alcançando com bastante êxito.

— Mas eu não tenho nenhum colchonete sobrando. — eu tentei rebater o mais rápido que pude. — E você viu como essa casa é fria durante a madrugada, não foi? Você vai acabar ficando doente se dormir no chão de novo.

— Exatamente. — concordou comigo, o que eu estranhei. — E é por isso que eu tenho uma outra ideia.

E então, quando Yoon Jeonghan me fitou com aqueles olhos de quem não tinha nenhuma boa intenção em mente e, além disso, parecia obstinado demais para se convencido de qualquer outra coisa, eu tive certeza de uma coisa: eu estava ferrada.

E não era pouca coisa.

Notas finais
E então, o que acharam? Como diria Roberto Carlos, são tantas emoções... E eu estou ansiosa para ouvi-las de vocês nos comentários! Kkkkkkkk Até breve ♥