Meu Amor
15 Capítulo 14
Notas iniciais
Mais um capítulo atrasado (muitos contra-tempos!), mas finalmente ele chegou!
Respirem fundo!!
Aproveitem!
Capítulo 14
Nalla caminhava irritadíssima pelo chão de mosaicos no hall de entrada da Mansão. Esperava que algum dosdoggenlhe levasse para um passeio, mas acaso se recusassem, ela mesma tomaria as chaves do carro e sairia.
Virgem, mal havia passado por sua transição, e já estava com problemas... Que coisa mais irritante!!
Grunhiu baixinho e passou a mãos nos cabelos. Seu sangue borbulhava nas veias. Não acreditava que seu pai havia feito aquilo... Afastado Andhras do Complexo. Ele deve tê-lo enchido de ameaças e pedido umRytho... Do jeito que era dramático...
Um arrepio desceu pela coluna da fêmea. Que a Virgem Escriba não permitisse algo assim. Porque ela viraria bicho! Ninguém encostaria num fio de cabelo de Andhras, a não ser ela mesma. A raiva e o nervosismo a tomaram de tal jeito, que se sentiu tremer.
Alguém tocou seu ombro, e ela percebeu que estava parada no meio de tudo, olhando para o chão, exatamente em cima de uma das flores da macieira.
Encarou quem a tocava.
Payne avaliou seu rosto com escrutínio antes de falar.
“O que aconteceu?” e estava realmente preocupada, mas Nalla só sentia raiva.
“Não me diga que não sabe...” retrucou ácida. Payne franziu o cenho. Nunca tinha ouvido a filha de Bella falar assim.
“Do qu-”
A pós-trans fez um gesto com a mão, interrompendo-a.
“Não me engane, dizendo não saber que meu pai expulsou Andhas do Complexo, Payne. Eu já sei.”
A vampira de olhos diamantinos respirou fundo e retraiu a mão que ainda estava no ombro da outra. Payne era mais alta que Nalla, mas o porte da descendente de Ahgony era tamanho, que pareciam ter a mesma altura. Sua aura irradiava força e poder.
“Sim, eu sei. Estávamos todos no escritório de Wrath quando oRythofoi anunciado.” Ela disse, e Nalla sentiu seu peito congelar. Seus olhos encheram-se de lágrimas. “Mas Z retirou o pedido, logo após. Ele só queria que você ficasse bem, Nalla. Pediu que...”
“Ele só quer que fiquebem?” gemeu e andou ao redor de si mesma, irritada, olhando para o teto, mas sem realmente ver os afrescos incríveis que eram os guerreiros lutando na parte abobadada. “Virgem, como alguém pode sertão obtuso?” gritou para ninguém em particular.
Payne a tocou um momento mais no antebraço.
“Já pensou em ir treinar um pouco? Dissipar sua raiva?” falou docemente.
Nalla riu com escárnio.
“Não vai ser uma sessão de exercícios que vai me distrair do que estou sentindo agora.”
“E o que o fará?” Do alto da escada, a voz da Rainha retumbou por todo o espaço. Ela vinha acompanhada de Selena, a Escolhida que erashellande Trez.
Nalla mordeu os lábios e abraçou seu próprio tronco. Não queria ser insolente.
“Não sei, minha rainha...” murmurou. Estava envergonhada por ter um ataque na casa do rei. Embora, tecnicamente, fosse sua casa também.
Beth caminhou até ela e a abraçou, acariciando seus cabelos. Nalla respirou pesadamente, e acabou enroscando seus braços na cintura da fêmea. Alguns segundos depois, se separaram.
“Me diga: brigar com seu pai vai resolver alguma coisa?” Quando a jovem abriu os lábios, a rainha a olhou duramente. “Pense bem, Nalla.”
Não, brigar não ia resolver, pensou. Mas estava tão chateada... Estava desapontada.Como ele não via que Andhras a fazia feliz?Então, com um segundo de atraso, percebeu que havia uma falha. Z não percebia nada porque nunca realmente havia visto os dois juntos. Tudo aconteceu tão depressa, e tantas coisas se desenrolaram que, de fato, não havia sido propriamente cortejada. Não como seu pai e seus tios gostariam e a fizeram acreditar que era o certo. Mas ela sabia...Sentia... Que Andhras era dela. E ela dele.
“Você acha que ir atrás do guerreiro vai resolver alguma coisa?” Selena a encarava docemente. Ela era linda, com longos cabelos castanhos presos no alto da cabeça, e olhos bondosos. Era o equilíbrio para seuhellren. Seu oposto.
“Está se referindo a...?”
“Seu guerreiro.” A Escolhida disse. “Andhras.”
As quatro fêmeas ficaram caladas. Nalla imersa em pensamentos. Resolveria de alguma coisa sair de casa, agora tão perto do amanhecer, para ir esclarecer alguma coisa com Andhras? Mesmo querendo estar perto dele, talvez acabasse por sufocá-lo.
“Tenho medo de ir para ele agora e ser rechaçada.” Falou baixinho. Beth sorriu, assim como Selena. Payne cruzou os braços sobre o peito e deu sua opinião diretamente.
“Se você o quer, vá procurá-lo. Não deixe que um medo bobo ameace sua felicidade.” Respirou fundo. “Talvez ele ainda não tenha batido de frente com seu pai por achar que você não o quer da mesma forma.”
Nalla encarou a gêmea de Vishous.
“E como vou saber que ele se sente como eu?” Estava tão insegura, depois de tudo.
As sobrancelhas de Selena subiram.
“Está brincado?” falou antes que outra respondesse. “O odor de vinculação dele podia ser sentido do corredor, quando a alimentou!”
O coração de Nalla acelerou, a raiva esquecida. Seu estômago foi invadido por milhões de borboletas esvoaçantes. Sentiu-se paralisar.
Beth sorriu, olhando para o relógio de pulso Tiffany & Co. que usava. Presente de Wrath em seu décimo aniversário de casamento.
“Você ainda tem uma hora para encontrá-lo.” E a encarou, um sorriso sapeca se insinuando em seus lábios. “Prometa que vai ter juízo e voltar ao cair da noite.”
Os lábios da pós-trans se abriram, estava surpresa.
“Vá logo.” Beth tirou as chaves de sua Mercedes do bolso da calça e entregou nas mãos trementes da outra. Encarou Payne por um segundo. “Pode escoltá-la até lá?”
“Mesmo que não me pedisse, iria fazê-lo.” E sorriu. Então as quatro se encararam.
Nalla sorriu e pulou sobre sua rainha, abraçando-a com força.
“Obrigada, obrigada, obrigada!” Beth riu e a apressou.
“Vamos, está perdendo tempo!”
“Como vou achá-lo?” Nalla disse, quando estavam já no vestíbulo.
“Siga o sinal de seu sangue. Vai saber.”
Selena abraçou a jovem fêmea e depois segurou seu rosto.
“Você merece ser feliz, mesmo que Zsadist e Rehvenge briguem. Não se preocupe com nada. Tudo se ajeita!” Ela sorriu cúmplice, e se afastou.
“Volto em meia hora.” Payne disse.
Nalla e ela desceram as escadas da frente, pisaram no chão de cascalho, passaram pela fonte que jorrava água, e entraram no carro da rainha.
*
Zsadist estava sentado num dos sofás do Buraco, segurando seu segundo copo de Grey Goose. Seu coração estava partido. Queria poder correr atrás de sua filhinha, colocá-la nos braços e apertá-la bem forte, mostrar o quanto a amava. Queria que ela ainda fosse pequena, quando suas preocupações era ir para a escola, brincar de bonecas e pentear os cabelos de todos os habitantes do Complexo.
Mas não... Ela se tornara uma fêmea linda e forte, espirituosa. Intensa. Ele reconhecia sua Bella, e até um pouco de si mesmo na personalidade de sua pequena, embora todos dissessem que ela era muito mais parecida com ele que com suashellan.
Depois de um tempo olhando para o copo pela metade, ouviu passos do lado de fora da casa de guarda. Vishous tinha avisado que Nalla tinha voltado para dentro da mansão alguns minutos antes, então duvidava que fosse ela. Poderia ser algum doggen ou Beth, embora, estando tão perto do amanhecer, fosse difícil de dizer. Um carro foi destravado, duas portas abertas, depois fechadas. Ignição. Manobra. Ao seu redor, Vishous continuou mexendo em seus quatro brinquedinhos, enquanto Butch tinha se enfiado com Marissa, recém chegada do Abrigo, em seu quarto. Os barulhos e o odor de marcação enchiam o espaço. Jane estava ainda no Centro de Treinamento, mas voltaria logo, e Z sentia que devia voltar para suashellan. Só não encontrava forças para se levantar.
Rhage seguira seu caminho pouco depois que Z tomou a primeira dose de vodca, alegando que ia malhar antes de voltar para Mary.
Terminou de beber tudo de uma vez, apoiou as mãos nas coxas e se impulsionou para cima, pegando seu celular da mesinha de centro e encarando Vishous.
Os Irmãos se encararam.
“Ei, meu Irmão...” Z começou, rouco.
V ficou calado, esperando.
Zsadist olhou ao redor. Respirou fundo, foi à cozinha, colocou o copo na lavadora de louças e voltou, mexendo na bainha de sua blusa, olhando para baixo. Levantou seus olhos amarelos para seu Irmão.
“Eu acho que já vou...”
“Sim.” V tinha parado tudo. Estava sentado pacientemente atrás de seus computadores. Duas respirações se passaram em silêncio. “Você está bem, Z?”
“Não.” Os olhos deles se fixaram. Diamante com Citrino. Dois passados complicados e traumáticos se encontrando. Cicatrizes. Fortalecendo mais uma vez, como tantas outras, a ligação da Irmandade. “Ele vai fazê-la feliz?” murmurou. Estava temeroso.
“Não posso dizer, Z. Você sabe disso.”
“V...”
“Não. Ela precisa seguir seu caminho. Assim como você.”
A conexão de olhares demorou mais um segundo, então Zsadist respirou fundo, desviou o olhar e balançou a cabeça, aceitando. Caminhou para a porta que levava ao túnel.
“Durma bem, meu Irmão.”
“Você também, Irmão.”
*
A porta foi aberta bruscamente.
Nalla pulou para trás quando deu de cara com um soldado que conhecia muito pouco. Arcthurius. O macho estava só com a calça de couro, e seus longos cabelos escuros estavam presos atrás da cabeça. A fêmea se encolheu sob o olhar duro dele.
“O que faz aqui?” Disse de supetão. Ela tremeu e respirou superficialmente. Olhou por trás dele e pôde ouvir movimentação dentro do apartamento. Não conseguia falar. Só sabia que Andhras estava lá dentro.
De repente, Gahel apareceu. E sorriu brilhantemente.
“Nalla!” Ele empurrou o carrancudo soldado para o lado para revelar seu corpo vestido somente em uma blusa de mangas curtas e cueca boxer preta. Os cabelos louros encaracolados estavam bagunçados e parecia bastante relaxado. “O que te traz aqui?”
O Irmão sempre fora mais simpático até do que Andhras, então resolveu falar.
“Eu... senti que Andhras estava por aqui...”
“Ele não pode recebê-la!” ouviu Arcthurius rosnar ao lado de Gahel, atrás da parede. O Irmão olhou feio para seu amigo e depois voltou seu olhar castanho na direção da fêmea.
“Não se preocupe com Artie,tahlly. Entre.” A deixou passar e fechou a porta atrás de si. Nalla engoliu a seco. Olhou ao redor. Era um bom espaço. “Certamente está muito tarde para voltar ao Complexo agora. Ficará aqui até o cair da noite.”
Nalla sorriu para o macho e se virou para encará-lo. Ele encarou seu amigo sério por um segundo antes de se virar para ela mais uma vez e indicar a sala de estar e o corredor.
“Andhras está dormindo, agora. Eu sei que deseja vê-lo, mas que tal comer algo e depois tirar um cochilo num dos quartos...?”
“Estou sem fome. Mas obrigada.” Nalla respondeu gentilmente, e sentiu que Arcthurius passava por trás de si, antes de vê-lo seguir pelo corredor e entrar num dos quartos, fechando suavemente a porta.
“Tudo bem. Olhe, a casa é sua. Fique à vontade.” Ele estava seguindo o mesmo caminho que o outro, quando parou e bateu a mão enorme em sua testa, virando seu corpo enorme para a fêmea parada na sala de estar. “Deeeeus, onde está minha educação?!” e a olhou divertido. “Da próxima vez, me dê um puxão de orelha! Venha, vou te mostrar o apê, e então você poderá decidir o que fazer.”
Ela seguiu o amigo de seu macho e de seu tio Rhage pelo lugar. O Irmão mostrou a cozinha americana, a sala de estar/jantar, o lavabo, a porta que dava à varanda e que já estava devidamente trancada, e depois a levou pelo corredor dos quartos.
“Esse primeiro era o quarto de Andhras antes, agora é meu. Esse é o de Artie, embora ele prefira invadir o meu...” o cara soltou um risinho, com suas memórias engraçadas sobre as tais invasões. “E, finalmente, esse é de Andhras, agora.” Apontou a porta no final do corredor.
“Todas as janelas são à prova de balas e tem filtros UV e sensores de movimento, embora estejamos a dez andares de altura.” Explicou, voltando para a porta que indicou ser seu quarto. “Foram os pais de Andy que mandaram instalar tudo, mas V andou atualizando as tecnologias com o tempo, então não se preocupe, está segura.” Ele sorriu e indicou que ela entrasse no quarto. “Você pode ficar aqui. Artie e eu vamos dormir no outro.”
Nalla andou pelo aposento. Era arejado. Tinha alguns livros de ficção na cômoda, um livro no Antigo Idioma na mesa de cabeceira ao lado da cama de casal. O closet tinha uma porta espelhada, e do outro lado, a porta do banheiro era de vidro jateado. Preto e roxo predominavam na decoração.
“Bem intenso...” Nalla murmurou. “Você disse que esse era-” Ao se virar, encontrou-se sozinha.
*
Andy se remexeu na cama King Size. Havia dormido em decorrência do stress e da recuperação de seu ferimento. Tinha bebido pouco do conhaque quando sentiu os olhos pesarem e o corpo se render ao cansaço emocional e físico das ultimas horas.
Virou o corpo e esbarrou em Artie. Seu amigo estava todo tenso, olhando para o teto, os braços dobrados sob a cabeça. Depois o encarou. Os olhos pesados do amigo disseram ao Irmão que algo estava errado.
“Que houve?” murmurou. No silêncio que se seguiu, ouviu Gahel se movendo no quarto ao lado. E outro som... Havia mais alguém em sua casa. O sangue de Andhras esfriou quando se preparou para pegar suas armas. Então ouviu o coração do intruso. E seus passos. Encarou a seu amigo novamente. Ele o encarava sério, avaliando suas reações. “Quem está aqui, ‘Tie?” murmurou, porque seu coração e seu sangue gritavam com um ínfimo de esperança, enquanto sua mente procurava acalmar o turbilhão que se formava sob sua pele.
Arcthurius abriu os lábios, abaixou o braço esquerdo e cutucou seu piercing de nariz. Depois exalou com força e fez um muxoxo.
“Acho que não preciso dizer, An’. ” Coçou a testa com o polegar.
Andhras tomou uma respiração profunda quando deixou que seu sangue encontrasse a parte dele que estava em outra pessoa, orando à Virgem Escriba que fosse real, por favor, por favorpor favor porfavorporfavorporfavor... O sinal foi forte. Suas veias formigaram e o Irmão saltou da cama, ainda vestido somente em sua boxer negra, jogando as cobertas para cima do amigo, rodeando a cama e quase batendo contra a folha da porta quando esta foi aberta por Gahel repentinamente.
Os dois Irmãos se assustaram. Os olhos castanhos de Gahel avaliaram Andy por um segundo antes de perceber que havia sido literalmente esmagado contra a parede, e seu amigo seguia corredor abaixo, sem nem perceber Gahel. Só uma coisa passava pela mente dele:Minha.
Andy marchou pelo corredor e chegou à porta de seu antigo quarto. Dentro dele,sua Nallaestava descalça, e olhava os títulos dos livros sobre a estante, se inclinando deliciosamente sobre o vidro.Minha.Rosnou, vendo a curva do corpo pequeno e feminino. Os cabelos multicoloridos dela estavam soltos e faziam belos cachos nas pontas. Ele avançou, focado na fêmea à sua frente.Minha.Rosnou mais uma vez, a necessidade de marcá-la tomando conta de seu ser.
Ela se virou assustada para ele, como se tivesse sido pega fazendo algo errado. Seus lindos olhos estavam arregalados. Mas quando o reconheceu, um sorriso se abriu em seus lábios.Minha.
“Pensei que estava – Andhras, o quê...?” ela havia começado a dizer, mas o macho não conseguia se segurar.Minha.Fechou a porta com a mente e a tomou nos braços, passando um braço por sua cintura e o outro por sua nuca, segurando-a com força. Esfregou o corpo no dela, puxando seus cabelos e a obrigando a levantar a cabeça para ele. O cheiro doce da excitação dela atingiu o Irmão com força. Andy rosnou com prazer, descendo a mão que estava na cintura para apertar com força a bunda da fêmea.Minha.Ela deu um risinho. Que foi direto para a cabeça de seu pênis já duro.
“Abra a boca para mim, nalla.” Ele ronronou. Ela fez o que foi pedido, levantando mais o queixo e esfregando seu corpo no dele. Uma das mãos dela arranhou a barriga tanquinho, sobre uma das tatuagens, e os músculos se contraíram. Ela soltou outro risinho de prazer antes de ter sua boca invadida pela língua de Andhras.
*
Os corpos de apertaram com força, em desespero. Nalla havia esquecido a briga com seu pai, e Andy também não se lembrou da advertência que Z lhe dera. Só queriam aproveitar as sensações, ficar juntos. Ele tocou o corpo da fêmea, a empurrando para trás, em direção à cama. Sua mente entrando em parafuso.Minha Minha Minha.
Quando arrancou a blusa da fêmea e abriu o sutien azul a dentadas na frente, sentiu que precisava parar.Caramba, não havia perguntado nada à Nalla.
Ele levantou os olhos do colo dela e fitou os olhos amarelos. Estavam arregalados, a respiração dela ofegante demais. E suava frio. Mas o cheiro da excitação dela, assim como da dele, tomava o quarto.
“Nalla...” murmurou, tentando sair de cima da fêmea. Ia começar a se desculpar, quando ela segurou seu braço com força.
“Não se desculpe. Por favor, não se desculpe!” E Andy viu o desejo por ele, e o medo de ser deixada.
Se encararam mais um tempo. Ele sobre ela, sem encostar em seu corpo que estava sobre a cama. Os cabelos multicor espalhados sobre a colcha.
“Não quero fazer nada que você não queira...” ele disse desviando o olhar. Virgem, era embaraçoso tocar nesse assunto.Inthocada. Embora a desejasse ardentemente, não queria obrigá-la a nada. Seu lado vinculado, além de sua educação, gritava isso: ela o controlava em tudo.
Nalla segurou o rosto do guerreiro entre suas mãos e o fez encará-la.
“Venha para mim.” Disse baixinho.
Andhras sentia que ela tremia, e suava, e via em seus olhos a ansiedade. Isso é errado,pensou.Não pode ser assim. Nalla deve ser cortejada, e devo mostrar que ela é especial....
“Não posso...” murmurou. Os olhos dela se arregalaram de pavor. Seu rosto ficou branco. “Não, espere!” Sim, ela ia entender errado. Já estava tentando sair de baixo dele. A segurou pelos bíceps, sentando um pouco sobre seu quadril. Com o contato, eles gemeram, distraídos por um segundo.
“Não, Andhras...” Nalla segurou os braços dele, que eram mais grossos que suas coxas. Ela era uma fêmea com curvas belíssimas, mas ainda assim, era quase 30 centímetros menor e 65 kg mais leve, então suas proporções eram absurdas.
“Nalla, me escute.” Apertou os braços dela. Quando os citrinos se voltaram para os olhos verdes dele, recomeçou a falar. “Eu quero você,leelan...” disse docemente. “Te desejo tanto, tanto. Como ainda tens dúvida?” e para provar, esfregou no baixo ventre da fêmea a ereção que ainda sustentava. Ela ofegou. “Eu só não quero fazer nada que a ofenda. Você é tão...”
“Não me diga que sou frágil, Andhras...” a voz rouca e baixa era tãofodidamentesensual.
Ele riu da bravura dela.
“Mas você é, embora também seja forte e espirituosa, e decidida.” Então ele se inclinou, aproximando os rostos. O clima voltou a esquentar, e Andhras beijou o rosto da fêmea diversas vezes, sentindo-a se contorcer sob si, friccionando seus corpos. Seu saco estava tenso, o pênis gritando para sair. “E linda, e inteligente...” ela se soltou do aperto e passou uma mão sobre a ereção suavemente, conhecendo-o através do tecido da cueca. Andy gemeu, rolando os olhos e ofegando. “Cuidado, Nalla...”
“Se não o quê?” ela retrucou e lambeu o lábio superior do Irmão, depois mordeu seu queixo.
Ele rosnou e segurou a mão dela que ainda o acariciava, parando o movimento.
“Você realmente ao quer ir por aí,nalla.” Ela apertou os dedos e ele se remexeu. A cama fez um barulhinho. Nalla sorriu sapeca. Eles se olharam. Luxúria saturando o ar, os conectando. “Deus, você é tão sexy...” ele disse, e tirou a mão dela do corpo dele, prendendo as duas sobre a cabeça dela.
Não surtiu muito efeito, porque a mulher logo ondulou o corpo, obrigando-o a cair um pouco por cima dela.
“Mesmo?”
Andy só rosnou em resposta e a beijou com força.
O contato evoluiu, e logo as mãos corriam novamente pelos corpos. As mãos dele acariciavam os seios, as costelas, o quadril. As dela, as costas, a coxas, a bunda dele, a qual foi apertada, e Andy rosnou entre os lábios de sua fêmea. Sua mente ainda gritava que ela era dele, mas agora estava sob controle. Ela estava aqui, com ele. O cheiro era prova disso.
Afastou-se dela, mas somente para arrancar as calças jeans que ela usava. Admirou o corpo largado na cama. Nalla tinha recolhido as pernas e as fechado, um pouco sem graça, e cobria os seios com os braços, embora o comesse com os olhos.
“Não precisamos ir até o fim,nalla.” Ele disse. Seu sangue queimava, e o lado vinculado gritava que deveria marcá-la, mas que fosse com calma, também.
Ela o olhos nos olhos, sentindo-se nervosa. Mesmo assim, estava decidida.
“Eu sei até onde quero ir,nallum.Não precisa se preocupar.” Disse lentamente. Ele sorriu ao ouvir as palavras dela, e voltou para cima do corpo da fêmea, a beijando suavemente na boca. Quando se separaram por um segundo, Nalla murmurou no ouvido dele: “Venha para mim, Andhras.”
Notas finais
Alguém vivo?
Espero que sim!
Só pra lembrar que tem "promo" no Tumblr! tem que descer a página pra achar, porque já postei mais coisinhas, mas dá pra achar! Não se esqueçam de comentar o que estão achando dele lá no Ask!
DOIS capítulos para O Fim! *ainquetristeee*
Beijo, beijo!
29 de junho de 2013
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