Meu Amor

7 Capítulo 6


Notas iniciais
Oi, meu amores!!
Tudo bem com vocês?
Hoje me atrasei um pouquinho pra postar, mas é que fiquei tentando colocar algumas coisas no capítulo!
E acabou que não consegui colocar tudo o que queria! :/

Mas o mais importante está aqui, sim. Então prestem atenção:

Quando a palavra estiver em azul, ela será um hiperlink. O que significa que vai levá-los à outra janela avulsa, com mais informações sobre a fic!

Espero que gostem, e não tenham medo, tomo todo o cuidado para não colocá-los em problemas.
Muito bem... Sem mais delongas...
O capítulo seis!

CAPITULO 6

Quando o Journey parou há uma quadra mais à frente do Iron Mask, Nalla percebeu que estava mal vestida. Deus, todos usavam roupas de couro e muitos piercings, com todos os tipos de acessórios. Ela viu pessoas com os cabelos verde e roxo, e roupas que não cobriam nada. Então olhou para Aggie e Dhread. Ah, bem, eles sabiam como seria o lugar, não?

Respirou fundo e abriu a porta, sem olhar ao redor. Então, assim que pisou na calçada, uma mão apertou seu braço. Ela arregalou os olhos, virando para quem a pegou.

Andhras estava com uma expressão feroz, os olhos vasculhando a escuridão. Seu aperto mostrando que ele poderia facilmente esmagá-la. Sua arma estava apontada e pronta para um ataque. Então, ela ouviu uma movimentação, e Xhex, Bhras e Gahel estavam ali, junto com Spohr e os outros herdeiros.

O macho a puxou por um segundo e a fitou.

“Não pode sair assim, Nalla. Poderia ter acontecido alguma coisa com você.” Estava sério, e parecia chateado com ela. Oh, Virgem, sabia que não deveria ter ido...

“Me desculpe...” Sentiu seu rosto esquentar, enquanto se olhavam. Não suportaria desapontá-lo...

Ele olhou sobre a cabeça dela.

“Está tudo bem.” Sorriu para ela. “Vamos?” e apontou para o resto do pessoal.

Caminharam todos juntos, passando pela fila de pessoas que esperavam pra entrar, e chegaram até o segurança da entrada. Nalla viu Xhex cumprimentar os caras, e então a passagem deles foi liberada. Dhread também falou com eles, e Aggie deu um sorriso. Então, quando ela ia entrar, bem atrás de Sam, o segurança da entrada deu um grito.

“Andy!” e sorriu, apertando a mão do macho. Andhras estava com um sorriso alegre no rosto. Havia encontrado alguém que gostava. Nalla ficou parada, bem na porta, olhando para os dois conversarem.

“Cara, onde você esteve? Isso aqui ficou parado, sem você!” o cara disse, piscando um olho pro macho. Nalla enrusbreceu. Andhras deu um sorriso amarelo e a olhou. Desviou logo, porém. A postura dele era tensa. Nalla sentiu que Gahel e Spohr passaram atrás dela. O Irmão ainda tentou puxá-la para dentro, mas o rechaçou com um gesto.

“Você sabe como é, Ben, o trabalho chama...” bateu no ombro do amigo. “Tenho que ir, vou cuidar do pessoal.”

O tal Bem olhou para a porta atrás de si, nem se dando conta da presença de Nalla.

“Você vai ficar com essas crianças, hoje? Que é isso, cara? Deixou de ser lutador pra virar babá?”

“Não. Só decidi vir com outro grupo de amigos” quando o olhou, estava sério. Ele não brinca em serviço, Nalla pensou. “Tenho que ir, irmão. A gente se vê por aí.”

Andhras segurou a cintura de Nalla e a empurrou pela porta de entrada da boate.

Quando finalmente chegaram à pista de dança, ela prendeu a respiração. Estava lotada! Como chegariam à área VIP, desse jeito?

Um hálito quente soprou em seu ouvido.

“Se mova com a música. Vamos passar com mais facilidade por eles.” A voz do macho mandou um calafrio por sua espinha. Ela o queria. No fundo de sua mente, porém, percebeu que ele já deveria ter feito aquilo incontáveis vezes. Virgem do Fade, ele era amigo do segurança! Deveria estar craque em andar nesses lugares.

Começou a se mover, mexendo o corpo pra lá e pra cá, rebolando os quadris, agitando os braços. Sentia o calor do corpo de Andhras logo atrás do seu. Ele se movia com ela, tocando sua cintura às vezes, a guiando para uma área separada, onde a fêmea podia ver algumas outras pessoas reunidas.

A área VIP.

Eles se moveram juntos entre a multidão de corpos suados e frenéticos. O cheiro de fumaça e suor a deixando um pouco tonta, assim como as luzes estroboscópicas. Tanta gente semi-nua, tantos corpos... E estavam se divertindo.

Nalla sorriu e segurou a mão de Andy, o puxando até a área Vip. Queria uma bebida, e depois... Dançar!

*

Andhras tomou um susto quando a fêmea segurou sua mão e o puxou, deixando de dançar, e começou a esbarrar nos corpos para chegar mais rápido aonde os outros os esperavam.

Seguiu, tentando não pisar em ninguém. Mas a maioria das pessoas saía do caminho quando o via. Provavelmente também tinham medo de serem atropelados. Sendo tão grande quanto seus Irmãos, era uma baita impressão a que os humanos tinham dele.

Quando passaram pelo segurança da área Vip, levou Nalla para onde os outros estavam.

Wrath tinha concordado que ele viesse, saísse, olhasse de longe por redutores, e então avisasse os outros que estavam na ronda. Já que Artie havia desaparecido, ele teria que ficar com os garotos.

Desaparecido...Provavelmente estava enterrado entre as pernas de alguma fêmea, iludindo-a. Era o passatempo dele, afinal. O macho olhou ao redor, já sentado na mesa da Irmandade no clube de Trez. Xhex estava ali por perto, no bar, fiscalizando a segurança e os garotos, e Bhras tinha saído com Dhread.

Sameera estava conversando animadamente com Nalla, gesticulando e rindo. As duas tinham quase a mesma idade, e passavam pelas mesmas coisas.

Sam contava algo sobre um beijo... Nalla estava rindo, mas seus olhos estavam arregalados, e sua bochecha, vermelha. Andhras encarou a fêmea. Ela estava suando. Sua mão esquerda abria e fechava sobre a mesa.

Prestou atenção à conversa, mesmo sabendo não ser muito ético. Ok, não era ético de jeito nenhum, mas queria saber por que sua fêmea –não. Não é sua. Interrompeu-se e prestou atenção.

“...e sua língua tocou o céu da minha boca!” Sam riu, algo tímido e delicado. “Virgem, Nalla, você tem que provar, é simplesmente maravilhoso! Quando ele segurou minha cintura, fiquei tão feliz, achei que ia desfalecer!” E outra risadinha.

“Que bom que você gostou...” a outra respondeu. Sua voz estava tensa, embora sorrisse para a amiga. “Não consigo me imaginar beijando alguém e gostando, quando Tahlles me beijou, não senti nada. Nem considero aquilo como...”

“Isso é porque você ainda não deu umas beijocas em ninguém que gostasse.” Oh, Virgem, ela ainda não havia tocado nenhum macho de verdade? A cabeça de Andy girou; faltou-lhe ar. Seu pênis saltou dentro da calça de couro. Ele queria mostrá-la como seria. E fazê-la esquecer do outro. Oh, droga...

Elas continuaram a conversa, alheias que o macho as ouvia.

“Não, não dei.” Ela sacudiu o cabelo, e uma onda de seu cheiro o atingiu, mesmo por cima do odor de suor e sexo que o clube tinha. Remexeu-se no assento, tentando ajeitar seu membro sem mostrar o que se passava. “Achei muito estranho e não vejo nada de mais...”

Como assim? Andhras levantou a cabeça e a encarou, do outro lado da mesa. Na biblioteca ela parecia tão receptiva, como se quisesse que ele a beijasse...

“Com licença?” uma garçonete interrompeu a linha de pensamento. “Oi!” ela sorriu. “Faz tempo que não te vejo. O que vai ser hoje?”

“Oi, Joy.” Aquela mulher era legal. Uma das poucas funcionárias do clube que não dava em cima dele. Ficou feliz de vê-la. Realmente haviam passado um tempo sem se encontrar... “O de sempre, pode ser? Ei, por onde você andou? Fez falta aqui...” E sorriu. Não havia nada de mais em ser simpático, não é?

“Você pode nos trazer gim tônica?” A voz estridente de Sameera soou perto dele. Quando Andy a olhou, percebeu que Nalla o encarava com olhos semicerrados, e feição séria. E ela havia se movido para mais perto dele, também. Como se quisesse...

Oh, não mesmo, cara. Você vai parar bem-

“Tudo bem, então, duas G&T e um Jack duplo.” Joy sorriu e se dirigiu ao bar, sem terminar a conversa. No mesmo segundo, Gahel voltou para a mesa, acompanhado de duas mulheres com saias que não escondiam nada e jaquetas de motoqueiro recortadas para ficarem como... Ele nem sabia como chamar aquilo. Coletes? Então, viu que Aggie vinha logo atrás, com uma garrafa de cerveja.

Os quatro sentaram-se à mesa, e Andy afastou-se para perto de Nalla, dando espaço para o macho pré-trans.

Gahel tinha um sorriso sacana no rosto, e chamou Ahgony por um segundo.

“Ei, Aggie, você poderia sentar ao lado da Nalla? Não se incomoda, né?” E sorriu mais ainda para Andy. As garotas góticas, ao lado dele, analisaram seu corpo e sorriram entre si, murmurando. Oh, cara. Ele não queria isso. Não mesmo...

“Gahel, meu Irmão... Estamos com o pessoal...” tentou argumentar, mas Ahgony já estava se levantando e o puxando, e quando viu, os primos estavam sentados juntos, Nalla o encarava desconfiada, e ele estava indeciso entre tirar o macho de perto dela, ou se sentar tranquilamente e só ignorar a presença das mulheres que seu amigo trouxe. Decidiu-se por ignorá-las.

Mas não ia ser tão fácil...

“Mel, Kel, esse é meu Irmão, Andy.”

As garotas sorriram. O tipo de sorriso que gritava sexo. Dos bons.

Seu estômago afundou.

“Olá.” Ele disse. Elas ronronaram um oi-tudo-bom em resposta se sentaram. Uma, Mel ou Kel, ele não sabia dizer, sentou-se tão encostado ao seu corpo que parecia que estava em seu colo.

Andhras estava suando frio. Não queria ser rude, mas... Eeeeeeeeeeeeee ela tocou sua ereção por cima da calça... Oh, droga.

*

Andhras se levantou tão rápido que assustou a todos na mesa. Nalla recuou e viu quando ele se segurou para não encostar na fêmea humana que havia praticamente sentado em seu colo. Havia uma expressão engraçada no rosto dele. Ela achava que era de medo, embora fosse estranho. A garçonete chegou nesse instante com suas bebidas, e logo após, antes que o Irmão pudesse se sentar, Bhras e Dhread voltaram.

Ela tomou um gole de sua G&T e analisou o príncipe. Ele estava impassível, embora tranquilo. Em sua mão direita, carregava uma garrafa de cerveja Corona, e a esquerda estava no bolso da calça jeans. Os cabelos bagunçados não diziam muito, nem sua roupa preta toda rasgada e cheia de pinos prateados. Ele estava bem caracterizado para aquele lugar. Mais dois goles.

Bhras, porém, tinha os lábios inchados? Ela encarou o Ahstrux nohtrum. Sim, ele estava com os lábios inchados e avermelhados, e a blusa estava mal colocada dentro da calça...

Seu queixo caiu. Onde haviam ido? Tinham se separado? Não podia...

Quando terminaram de se ajeitar, sentiu a mão de Sam rodear seu pulso. Tomou mais alguns goles da bebida.

“Você viu?”

Nalla a encarou. A voz da amiga estava no modo fofoca. Ela não gostava de falar dos outros, mas ouvir não fazia mal. Não totalmente...

“O quê?”

“Andhras estava... você sabe...”

Elas permaneceram se encarando. Estava louca pra olhar pra Andhras e saber do que a amiga falava, mas não podia, não agora.

“O quê?”

“Pheursom.” Sameera disse aquilo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Não era. Nalla ficara tão assustada com o pulo que o macho deu, que não o olhou.

“Eu não vi, Sam.”

A outra deu um sorriso.

“Virgem, acho que quando você passar pela transição, vai demorar séculos para encontrar um parceiro!” e gargalhou. Então segurou a mão da amiga. “Vamos dançar, não vim até aqui pra ficar parada.” Elas se levantaram. Os machos também, para lhes dar passagem. Nalla encarou Andhras por um segundo. Ele a olhou de volta. Suas pupilas estavam dilatadas, e respirava com força.

Quando ela passou, teve um pensamento maldoso. Sorriu, abaixando a cabeça e se escondendo entre seu cabelo enquanto se espremia para sair.

*

Nalla e Sameera se espremeram entre eles para sair. Os olhos dela o encararam. Aquele tom de amarelo incrível, claro como o Sol, fez o coração de Andhras bater muuuito mais rápido. Então, ela se esfregou contra ele ao passar. Empinou a bunda e demorou um pouco, remexendo, como se fosse culpa dele ela estar presa ali. A ereção, que havia esmaecido ligo depois do susto voltou com força total, e o macho lutou para não segurar o quadril dela e esfregar-se de volta.

Querida Virgem Escriba, ela fazia aquilo de propósito, tinha que ser.

Quando ela terminou de passar, Andy olhou ao redor, pra saber se alguém tinha visto. Rapidamente fechou a frente de seu casaco. Óoootimo, nem meia noite, e ele já havia tido três ereções pela fêmea. Teria um sério caso de testículo colorido. Sim, porque pela forma como suas bolas estavam rígidas, não seria só roxo. Mas azul, preto, amarelo, verde...

Rezou para que seus colegas não tenham sentido o cheiro... Mas então, a viu se afastar. Oh, cara, ela sozinha, na pista de dança cheia de machos? Não era uma boa ideia. Não mesmo.

Uma mão o puxou para baixo. Ah, foi a garota que Gahel trouxe. Ele encarou o amigo, que se enroscava com a outra fêmea à sua frente, os dois quase fundidos. Bhras e Aggie riram e o guerreiro deu um tapinha no Irmão.

“Arranje um banheiro, cara!”

Ele e os pré-trans riram quando Gahel só rosnou de volta, quase montando a mulher bem ali.

A amiga dela, aparentemente, tinha a intenção de fazer a mesma coisa consigo, no entanto.

Ela se recostou nele e começou a acariciar seu peito e abdome, o olhando por baixo dos cílios enormes e pretos.

Ah, cara, se ele não visse Nalla como fêmea, como antes, já teria ido para um privado com a humana. De verdade. Mas agora, a única coisa que conseguia pensar era em como queria estar com sua fê- com Nalla e Sameera na pista de dança, fazendo a segurança delas.

Enquanto a garota-de-preto tentava tocar seu corpo e beijá-lo no pé da orelha, ele viu Xhex caminhando para a mesa. Graças à boa Virgem do Fade.

“Ei, amor, que tal fazermos uma coisa?” ele sorriu falsamente para a gótica. Ela se animou, acariciando seu braço.

“O quê, querido?”

“Preciso ir ao bar. Que tal você fazer um pouco de companhia pros rapazes aqui? Volto logo.”

Não esperou a resposta. Levantou-se, piscou pra ela de uma forma sacana e saiu que nem um furacão daquela mesa.

Às vezes, seus amigos o colocavam em cada uma... Meu Deus...

Andy passou pela corda da área Vip, e começou a procurar pelas pré-trans. Graças a Deus havia se livrado da fúria de Xhex.

As viu um pouco mais ao longe, e foi, se movendo com a multidão, até elas.

O corpo de Nalla se movia com a música, de uma forma absolutamente enlouquecedora. Andy encarou o quadril da fêmea enquanto chegava perto. Oh, Virgem, as coisas que ele faria com ela caso...

Sameera o viu primeiro e sorriu de lado. Ela murmurou algo no ouvido de Nalla e a tocou no braço logo quando ele chegou, se afastando rapidamente. O cheiro dela o arrebatou de tal forma que ele sofreu um lapso de racionalidade, o instinto de conquistar a fêmea que desejava tomando o controle.

Segurou sua cintura com força. A música mudou.

A batida os envolveu e o macho a trouxe para seu corpo, se deixando levar pelo ritmo dos corpos juntos.

Ela se esfregou nele de novo, agora o corpo todo. As mãos dele apertaram mais ainda sua cintura. Ele se dobrou para cheirar o pescoço dela. E quando seus lábios encontraram o lóbulo da orelha dela, Nalla envolveu seus braços ao redor do pescoço dele, arqueando o corpo todo. Ele sentiu, mais do que ouviu, o ronronar dela quando as presas dele morderam suavemente a cartilagem da orelha.

A energia avançou para algo mais forte, e Andhras grunhiu do fundo de sua garganta quando ela rebolou mais uma vez, seu quadril apertado contra a ereção maciça que ele tinha dentro dos couros.

Andy a olhou de cima. Nalla tinha os olhos abertos e completamente sensuais. Uma promessa de algo incrível. Ela sabia com quem estava. E queria aquilo.

Puxando-a para que ficasse de frente para si, as mãos dele a seguraram pelo rosto, os corpos ainda se movendo. Ela sorriu sacana. Virgem, como era linda e sensual...

Os braços foram lentamente para cima, a cabeça balançou, os cabelos voaram ao redor do rosto que o assombrava durante seus dias e noites. Ela mordeu o lábio inferior, rebolando, tocando seu corpo.

Estava dançando pra ele.

A respiração de Andy faltou. Oh, foda.

Oh, foda.

Que a Virgem o ajudasse. Ele estava se controlando tanto.

*

Nalla voltou para perto dele, esfregando seus corpos, tocando o peito do macho. Ele estava a encarando sombriamente. Como se tivesse ideias muito despudoradas do que fazer com ela. Ah, sim. Era o que queria. Que ele se soltasse.

Tocou os braços dele e depois rodeou o pescoço, esfregando seus seios no corpo de Andhras. Estava eufórica.

Ele correspondia aos toques, passando a mão no quadril dela (embora não a tocasse de forma indecorosa), depois nas costelas, e nos ombros, lhe causando arrepios. Então, enquanto dançavam juntos, as mãos dele escorregaram sob sua blusa. Não soube se foi intencional ou não. Mas não importava. O choque do toque estava de volta, e ele a segurou com força mais uma vez, colando seus corpos.

Oh, Querida Virgem, ela estava queimando. Seu sangue era lava sob sua pele. Sentia que ia explodir a qualquer momento.

Quando os dedos do Irmão acariciaram delicadamente a pele de sua barriga, se olharam nos olhos mais uma vez. E a coisa mais estranha aconteceu.

O mundo parou.

Não havia mais luz, sombra, gente ao redor, nem música.

Só existiam os olhos verde-escuros de Andhras, e a forma como ele a tocava.

Quando deu por si, estavam tão próximos que ela via os cílios dele.

Seu coração batia tão rápido, que perdia o ritmo.

Ele quebrou o contato, olhando para a boca dela por um segundo. Depois a encarou de volta.

Deus... Nalla estava tão ansiosa, tão quente...

Ele estava pedindo permissão para...?

A ideia foi tão absurda, que a fêmea colou seus lábios aos dele, agindo por instinto.

Explosivo. Uma descarga absurda de energia desceu por seu corpo, e sem que ela percebesse que caía, sentiu os braços de Andhras a apertarem contra o corpo musculoso.

Uma das mãos dele subiu para seu pescoço. A língua dele passou sobre seus lábios e ela os abriu, permitindo que ele... oh...

Sim, um vai-e-vem delicioso, com a língua macia e quente.

E depois, sem que soubesse ao certo como fazer, sua língua duelava com a dele, tentando arranjar espaço nas bocas, se acariciando. Ele mordeu os lábios dela, tanto o superior como o inferior, e a apertou contra o corpo muitas vezes. Nalla pode sentir, agora, as necessidades do macho.

Pheursom.A constatação da excitação dele só aumentou a da mulher, que se contorceu. Ela queria tocá-lo...

Mas então ele os separou.

Virgem, os olhos dele... Estavam escuros e cheios de promessas.

Nalla sentiu-se derramar em sua roupa íntima. Será que ele podia farejar?

*

Andhras estava tremendo muito. Esperava que Nalla não percebesse, mas dado que ela estava mole em seus braços, achava que não.

Quando ela o beijou, uma descarga elétrica desceu por sua espinha e foi parar na cabeça de seu pênis. Droga, ele queria penetrá-la. AGORA.

Estava tão perto de sua liberação, e ainda assim, jamais a colocaria nessa situação. Queria ir com calma, devagar. Conquistá-la. E tirá-la dos braços de quem quer que seja o filho da puta a quem estava prometida.

A música entrou em seus ouvidos e ele cantou para ela, colando sua boa à orelha da fêmea:

“Help me
Tear down my reason
Help me
It's your sex I can smell
Help me
You make me perfect
Help me become somebody else”

Ele mordeu seu pescoço de leve, arranhando a pele com as presas. Queria afundá-las na pele dela... Sentiu e ouviu quando ela gemeu.

Foi algo tão incrível, que Andhras teve que se segurar para não gozar de verdade, dessa vez. Então, a puxou para uma das paredes do clube e a imprensou, tocando a pele sob sua blusa, embora com cuidado para não levantar muito. Precisava sentir só um pouquinho... Rolou seu quadril, esfregando a ereção nela. Ah, estava tão perto... Nalla correspondeu, se agarrando às costas musculosas e arqueando o corpo, o encarando com os olhos amarelos escurecidos de luxúria. Baixou seus lábios para os dela, simulando a penetração com a língua. Nalla gemeu durante o beijo, e Andhras se apertou ainda mais contra a fêmea que desejava. As unhas dela foram por baixo do casaco, então descobriram uma brecha nas costas dele, sob a blusa, entre as armas. Pele.

Ela o arranhou lá.

Andhras rosnou, apertando as mãos que a seguravam. Uma em suas costelas, um pouco abaixo do seio, e outra em seu pescoço.

Então, alguém tocou seu ombro, e Andy se virou, mostrando as presas, mas escondendo ainda mais Nalla atrás dele.

Ninguém poderia ver sua fêmea daquele jeito. Ruborizada e excitada. Só ele.

Gahel estava logo ali, o encarando, olhos fixos.

“O quê?” o grunhido era uma advertência. Não gostara de ser interrompido.

“Nós já vamos voltar. Aggie e D. já estão um pouco bêbados.”

“Ok, me dê um minuto.” Virgem, aquilo era a voz dele mesmo? Tão rouca e grave?

“Certo. Vou procurar Nalla. Sameera disse que ela sumiu na multidão-”

“Tá.” E deu as costas, sem esperar que o amigo terminasse.

Olhou para sua fêmea. Sim, sua. A quem queria enganar? Ele a desejava cada vez mais e mais. E iria conquistar o direito de tê-la. Iriam devagar.

Cara... Olhando pra ela agora, enquanto ela respirava algumas vezes e tentava arrumar o cabelo, percebeu uma coisa:

Havia lhe dado seu primeiro beijo, já que ela desconsiderara o outro. Seu coração voltou a disparar. Queria caçar o pedaço de merda que a havia beijado antes. Ele era o primeiro, não esse outro idiota...

“Venha aqui, nalla...” Andhras a puxou delicadamente, acariciando seu rosto.

Ela estava corada e tímida, tão diferente da fêmea que dançou pra ele... Mas gostava disso. Dessa Nalla que podia ser sensual e quieta ao mesmo tempo.

O sorriso sem graça dela foi a coisa mais linda, de novo.

“Sim?” Ah, a voz dela... Andy sorriu e se aproximou delicadamente, esperando que ela lhe desse permissão para beijá-la de novo.

Nalla sorriu mais e fechou os olhos, acariciando os antebraços do macho.

Os lábios dele encontraram os dela de forma gentil, carinhosamente. Depois de novo e de novo.

Depois de beijá-la lentamente pela quarta vez, Andhras se separou e segurou sua mão.

“Vamos, o pessoal deve estar louco atrás de você.”

Ela riu baixinho, começando a se mover com a música para andar entre a multidão até a porta.

“Que nada! Com certeza Xhex e Sam sabem onde estou. E acho que Gahel também sabe, só tentou nos dar mais tempo...”

Realmente, vendo por esse lado... Andy a olhou rapidamente. Ela era linda.

Mas aí lembrou-se de Zsadist, e seu estômago afundou. Oh, droga.

*

Nalla seguiu Andhras até a saída. O seguiria até o fim do mundo, se ele a puxasse. Estava no paraíso... O macho que queria havia lhe dado seu primeiro beijo de verdade, e ela só conseguia pensar que queria tudo o que ele poderia dar. Senti-lo excitado foi absolutamente sem palavras. Sameera tinha razão, afinal. Era indescritível.

Lá fora, Gahel e Spohr estavam de cara fechada. Sameera conversava com alguém na fila e sorria sempre. Dhread e Aggie estavam encostados num poste ali perto, guardados por Bhras. Quando eles passaram pela segurança, todos se prepararam para sair.

“Bem, vamos todos juntos para o carro, então, e de lá, Spohr e eu nos materializamos na mansão.” Xhex falou baixinho, bem atrás dela e de Andy.

O grupo começou a andar.

Nalla e Andhras estavam abraçados, o braço esquerdo dele, que não era o da adaga, a envolvia de forma possessiva.

Seu primo e os outros viram, mas não disseram nada, e Nalla achou melhor assim.

Sem falatório. Ou talvez, eles só estivessem esperando até chegarem num lugar mais quieto?

Uma quadra depois, ao virarem a esquina onde tinha deixado o carro, os guerreiros congelaram. Não havia problema nenhum para ela, porém. Só outro grupo de caras vindo para eles, atravessando a rua.

“Andhras?” Nalla olhou para o rosto do macho. Ele a soltou lentamente e murmurou.

“Corra, Nalla."

Notas finais
Hoiasioaisoiasioaisoioais
E aí??? Como estão esses coraçõezinhos??
Muito acelerados??
Espero que tenham gostado! Adoro saber as opiniões de vocês!!
Beijoo e até a próxima quinta!
Ahh! Ia esquecendo: criei outra "fic" só pra os bônus da história! O primeiro já saiu. O nome é "Pedaços da Vida" (sim, o mesmo nome que a J R Ward deu aos extras dela). Espero que gostem!