Meu Amor
5 Capítulo 4
CAPITULO 4
Zsadist viu o olhar que Andhras e Nalla trocaram.
Era do tipo explosivo, que carregava o ar com energia. Respirou fundo e tentou se concentrar em Rhage, que contava uma piada para Payne, Manello, Qhuinn, Blay, ele e sua Bella. Mary estava ao lado de seu Hellren, também ouvindo. Porém, o medo de que Nalla sumisse se apoderou dele. Seus olhos foram de novo para ela e Andhras. Eles ainda se olhavam. Daquele jeito meio sem graça, disfarçado. Andy passava os olhos pelos convidados, para depois olhar sua filha rapidamente. Oh, droga. Ele a desejava.
Seu coração perdeu uma batida.
Bella o puxou, pegou duas taças de champagne na bandeja que um doggen oferecia. Entregou-as ao seu hellren, e depois pegou mais duas.
“Venha, Z. Vamos conversar um pouco com Andy.”
Zsadist ainda ouviu Rhage resmungar baixinho:
“Ele vai é ficar montando guarda em volta da pobre Nalla. Com arame farpado e tudo...”
Então voltou a contar a piada. Mas seus Irmãos e Payne riram do que havia dito. Z. riu para disfarçar e marchou com sua shellan na direção dos outros dois.
Sua filhinha não deveria ficar sozinha com macho algum.
Ele arrancaria a pele, com uma colher de sopa, de qualquer safado que se aproximasse de sua Nalla.
Quando sua shellan entregou as taças para os dois, Z. avaliou Andhras. Ele sorriu, agradeceu e se virou para ele.
“Obrigado, Z.” Andy ergueu sua taça, honrando-o. Z. encostou sua taça na dele. “Você e Gahel permitiram que um sonho se realizasse. Obrigado... Irmão.” Ele sorriu e tomou um gole, desviando o olhar para onde Nalla estav-
Z. olhou ao redor. Viu Bella e Nalla caminhando entre os convidados, e subindo a grande escadaria.
“Você sabe que gosto muito de você, Andhras.” Zsadist encarou o macho. “Estou feliz de poder chamá-lo de Irmão. Mas vamos deixar algo bem claro: Nalla não está disponível. Nem nunca estará. Certo?”
*
“Ela já foi prometida a outro macho. Você deve ficar longe. Combinado?”
Andhras congelou no lugar. Ele manteve o olhar em Zsadist, mas tinha sérias dúvidas se ainda estava respirando. Seu corpo tremeu. Ele se forçou a respirar.
“Sim, Z. Nunca pensei que estivesse livre.” Retrucou.
Zsadist sorriu mais relaxado, tomou um gole do champagne e passou um braço pelo ombro do macho. “Venha, vamos arranjar algo que comer.” E saíram caminhando e falando com todos.
Depois de alguns minutos, Andy viu Nalla e Bella descerem as escadas.
Elas pararam para conversar com a doutora Jane, e depois se separaram. Nalla foi conversar com seu primo e os outros herdeiros, e Bella passou rapidamente por ele, sorrindo, indo em direção à Zsadist.
Algo no sorriso de Bella, porém, deixou Andhras em alerta. Parecia que ela tramava algo.
Muito mais tarde, quando quase todos haviam se recolhido, Andhras deixou a sala de bilhar, onde os remanescentes estavam, e foi para a biblioteca. Lá, poderia respirar um pouco mais livremente. Sentia-se um pouco bêbado.
Quando passou pela porta de madeira, deparou-se com Nalla, estirada numa chaise long. Seu vestido se espalhava em ondas belíssimas pelo estofado. Andy parou. Não seria bom. Talvez devesse dar meia volta antes que ela o visse e...
“Andhras?” Ela se sentou e sorriu.
Ele perdeu a voz. Oh, o sorriso dela. Poderia iluminar o universo.
“Você está bem?” ela deixou o livro de lado e levantou.
Ele respirou fundo.
“Não parece bem. Está pálido.” Ela chegou mais perto e pousou a mão suavemente sobre seu braço. Andhras olhou para a conexão. Estava com muito medo de si para tomar qualquer atitude.
Ela recuou.
“Desculpe. Só ia sugerir que se sentasse.” E mostrou uma poltrona ali perto.
Então, movido por uma força maior, se arrastou até o sofá, perto de onde ela estava antes. O aroma dela preenchia todo o seu cérebro. Uma delícia. Um cheiro doce e suave. Limpo. Ele respirou fundo e olhou ao redor. Ela já deveria estar ali há muito tempo. Estava descalça, e com o cabelo desfeito. Seu rosto estava um pouco amassado. Talvez ela tivesse pegado no sono. Era ainda mais bonita assim. Sorriu.
*
Oh, doce Virgem do Fade, por quê?? Nalla estava com o coração na garganta, e seu estômago em seus pés. Ela ficou preocupada por ele, quando o viu pálido. Parecia amortecido, cansado. A noite fora longa. Mas agora que ele se sentou e sorria para ela daquele jeito, quis se esconder. Sua barriga se contraiu, e ela sentiu sua intimidade pulsar.
Ficou vermelha. O sorriso dele era lindo demais.
E então mudou. Seus olhos pareceram escurecer, e o cheiro dele condensou o ar. Nalla deu um passo para trás. As portas da biblioteca fecharam. Ela olhou para trás. Ele deve ter fechado com a mente, pensou.
Então, o macho levantou-se lentamente e caminhou na sua direção, todo sensual, felino. Ela foi encurralada entre uma enorme mesa de madeira, e a escada que usavam para pegar livros que estavam muito altos na estante.
Andhras colocou as duas mãos de cada lado da cabeça dela. Ela engoliu a seco. Os corpos próximos demais. Tão próximos que ela sentia o calor dele. Seu coração ia alçar voo. Ele se inclinou e respirou fundo. Seus olhos se encontraram.
“Você não precisa ter medo de mim, fêmea.” Ele murmurou. Os olhos dele desceram por seus lábios e seu pescoço. Voltaram para seus olhos.
Nalla percebeu rajadas douradas misturadas com o verde escuro. Os olhos mais incríveis que Ela já tinha visto, definitivamente. E havia outra coisa... Havia a fome que ele tinha por ela.
Entre suas pernas, estava molhada e pronta.
Uma calma absurda tomou conta de si.
Ia dar tudo certo.
A porta foi escancarada. Nalla viu seu tio Rehvenge entrar, apoiado em sua bengala, o casaco de zibelina esvoaçando ao seu redor. Estava furioso. Ele vinha na direção deles, e antes que pudesse puxar Andhras, o Irmão se afastou. Ele olhou para Rehv e se preparou para sair.
“Espere, quero falar com você...”
“Agora não, Rehvenge. À noite.”
Rehv se inclinou para o macho.
“Eu vou falar com você, Andhras. Ninguém fica com minha sobrinha sem a minha perm-“
“Tio, espere.”
Rehv virou-se, vermelho, para Nalla. Ela estava nervosa. Oh, droga.
“Tio, está tudo bem. Estávamos só conversando, não aconteceu nada.”
“Uma ova que não aconteceu nada. Ele estava muito perto de você!”
“Sim, porque fui procurar um livro e me desequilibrei. Andhras me impediu de cair. Foi só isso.”
Bem, pelo menos ela não tremeu muito. E seus olhos dilatados poderiam ser de susto.
Rehv a segurou pelo braço.
“Você tem certeza que está tudo bem?” Ele sondou seu rosto. Suas emoções estavam fora do alcance dele por causa da dopamina.
“Sim, tudo bem. Vamos subir, quero me deitar.”
Ela passou por Andhras e lhe sorriu, meio sem graça.
Ele continuou sério, mas ela viu que os olhos dele se suavizaram.
“Bom dia, guerreiro.”
“Bom dia, Nalla. Durma bem.”
“Tchau, Andhras.” Rehv o encarou e seguiu atrás da sobrinha, pela grande escadaria, passando pelo escritório do rei, viraram à direita, indo pelo quarto de Rhage e Mary, o que uma vez foi o de Phury, outro quarto de hóspedes, e o que havia sido designado para Nalla na Mansão. Ela abriu a porta de madeira e entrou. Antes de fechar a porta, porém, Rehv a impediu.
“Não fique sozinha com nenhum deles, Tahlly. São machos honrados, mas ainda são machos.”
Nalla se irritou.
“Eu não entendo, tio. Por que posso ficar junto do tio Rhage, ou do tio Wrath, sem ninguém brigar, mas se eu cair e um dos novos Irmãos me segurar é um alvoroço?? Não há nada de errado! Não vai acontecer nada! Vocês querem achar um macho para me alimentar, mas sempre que algum olha na minha direção, vocês o rechaçam! O que querem, afinal?”
Rehvenge encarou a sobrinha com o rosto fechado. Ela tinha muito de sua irmã. Era forte e decidida. E isso o encantava. Mas tinha tanto medo de seu macho não honrá-la. E de perdê-la. Imaginou como Z. se sentia. Devia ser terrível.
Respirou fundo.
“Entre, Tahlly. Vamos conversar com calma.”
Nalla deu espaço para o rei Sympatho passar. Ele sentou-se em sua cama, dando batidinhas ao seu lado.
“Sente aqui comigo.” Ela o fez.
Rehv segurou a mão da fêmea.
“Nós todos te vimos nascer, Nalla. Você foi nosso Lewlhen numa época que muita coisa estava acontecendo. Seu pai, principalmente, tem muito medo de perder você. Todos têm. Você não precisa se preocupar com Wrath, Rhage, Vishous, Butch, Tohr, porque todos eles, eu, Phury... juramos protegê-la. Sempre será uma criança para nós.”
“Sim, assim como sempre serei uma fêmea da aristocracia.” Ela estava de cenho franzido, irritada.
“Sim, você é uma princeps. Não deve se emparelhar com qualquer um, embora as tradições estejam mudando.”
“Andhras não é indigno e sua família é da glymera.”
“Essa é uma das razões que ele foi iniciado na Irmandade. Mas se Z. não concordar que ele é um bom macho para você, todos nós o caçaremos. Terei o maior prazer em fazer isso com quem se envolver com você e não a respeit-”
Nalla respirou fundo.
“Tio Rehv, eu realmente aprecio o cuidado que vocês têm por mim.” A fêmea levantou de supetão e caminhou até a porta. “Mas algumas decisões, vou precisar fazer sozinha. Boa noite.” Abriu a folha gigante de madeira. “Durma bem.”
Rehv se levantou, caminhou até ela e acariciou seu rosto.
“Boa noite, nalla. Te amo muito.” Beijou sua testa e saiu.
*
Quando Rehvenge disse “Tchau, Andhras”, soou mais como fique-longe-dela-seu-bastardo.
Andhras estava irritado. Frustrado por querer uma fêmea que era de outro, e ainda mais porque não havia muita chance de ele conseguir ficar com ela. Mas ele ia tentar, pelo menos. Oh, sim.
Ele sentiu o cheiro do desejo dela. Foi isso o que o tirou daquele sofá. Olhando para trás, sentou-se onde estivera antes e analisou o ocorrido.
A lembrança o tomou por completo, e Andy se viu excitado pela memória do cheiro dela, de como ela o olhou: primeiro, envergonhada e assustada, então desejosa. Dele. Ela o queria, também. E ele adoraria alimentá-la e preenchê-la. Sim, seria maravilhoso.
Queria estar dentro dela de todas as formas. Enrolar seu longo cabelo multicor em seus braços enquanto ela tomava seu sangue e ele a possuía. Queria o corpo todo dela, cada pedacinho delicioso que ele vislumbrava na academia, através da roupa de ginástica.
Quando ela passasse pela transição, Andhras queria estar ao seu lado, segurando sua mão. Então, quando ela precisasse de seu pulso, poderia tomá-lo sem reservas. E no final, depois de tudo concluído, ele a ajudaria a tomar um banho refrescante, e depois daria de comer em sua boca... As ideias que preenchiam sua mente lhe fizeram quase chegar ao orgasmo.
Segurou seu sexo, envergonhado por pensar essas coisas da filha de seu Irmão, e tentou ajeitá-lo através da túnica que ainda usava. Que saco. Se alguém entrasse...
Ao se mover, sentiu uma rajada de odor apimentado. Olhou ao redor, mas não sabia de onde vinha aquele... Levantou o braço e cheirou seu bíceps.
Oh, cara... Estava lá. A essência de vinculação. Oh... Merda!
Notas finais
Muito bem, muito bem, meus queridos... hoje tivemos algumas revelações interessantes, não é? heuheuheuheuheu
Então, o que acharam??
Estava na dúvida se postava dois capítulos, hoje, mas decidi que é melhor esperar. ehuehuhuehu
Um bônus está a caminho, mas não posso dizer quando vai ser postado porque ainda não me decidi. Talvez no começo de maio.
Enfim, é isso. Espero que vocês estejam bem.
Boa noite e até a próxima semana!!
18 abril 2013
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