Meu Amor

6 Capítulo 5


Notas iniciais
Muito beem, mais um capítulo na área!
Espero que gostem!
Estava muito ansiosa por esse, acho que é agora que a história realmente decola!
Mas aí está, boa leitura!!
Beijo

CAPITULO 5

Zsadist abocanhou o pescoço de sua Bella e foi mais fundo dentro dela. O gemido contido lhe passou um arrepio. Mas ele continuou com os movimentos e a sucção. Até que chegaram juntos ao ápice.

Ele deitou para o lado e a puxou para seu peito, dando-lhe um beijo na testa.

“Z.?” ela o olhou, apoiando seu queixo no peitoral dele.

“Hmm?” Os olhos se encontraram. Azul e dourado. Ele amava os olhos dela. A forma como eles mostravam todo aquele amor. Z. não se sentia tão digno dela, às vezes. E sua shellan sempre tinha que trazê-lo de volta pra ela. E ele sempre viria, porque ela era tudo pra ele.

“Você gosta de Andhras, não é?”

Oh, não... Não, não e não!

Z. fechou a cara.

“Bella, nós não teremos essa conversa.”

“Por que não? Ele é um bom macho, de uma ótima linhagem. Não tem nada que aponte que não é bom o suficiente para Nalla, Z.”

Ele passou a mão sobre a cabeça raspada, respirando fundo. Deus... Odiava isso. Todas as vezes que um bom macho aparecia, Bella o empurrava para que desse uma opinião, para que o aceitasse. Ok, até agora só foram dois. Andy era o terceiro... Mas não importava... Ele não queria ninguém perto de sua Nalla.

“Ele é muito velho...”

Bella resfolegou e o encarou, em seu rosto havia uma expressão engraçada.

“O que foi, nalla?”

“Ele é velho? Zsadist, a idade não importa. Rehv é mais de 800 anos mais velho que Ehlena. E você é mais velho que eu!”

Z. sentou-se, apoiando suas costas na cabeceira da cama.

“Isso não é justo, nalla. Você não é minha filha....”

“Ah, então só se aplica à Nalla?”

“Sim, claro...”

“Não, Z. Está errado. Eu gosto de Andhras. Nalla, também. E acho que ele também gost-“

“Pare por aí, fêmea.” Z. fez uma carranca. “Eu não vou mais discutir isso, Bella. Minha decisão está tomada.”

“Então, sua filha vai morrer na transição? Porque ela pode começar a qualquer momento”

Os dois engoliram a seco. A bomba lançada.

Z. respirou fundo.

Quando disse à Andhras que Nalla já tinha alguém, estava mentindo. Havia pensado em algumas possibilidades, mas não queria abrir mão de nada. Não queria que ela bebesse de ninguém. Não queria correr nenhum risco...

De repente, uma ideia clareou sua mente. Por que não pensara nisso antes? Era brilhante!

“Não se preocupe, shellan... Eu já sei quem vai fazer isso.”

“Sabe, Zsadist? Tem certeza?”

Oh, droga, ela estava magoada.

Z. se inclinou e segurou seu queixo com delicadeza.

“Sim, minha shellan. Eu já tenho tudo resolvido. Só não queria preocupar você.” E a beijou. “Agora, nalla, vamos dormir.”


*


Ao cair da noite, estavam todos sentados na sala de jantar, preparados para a primeira refeição.

Z. viu Blay e Qhuinn entrarem, e rapidamente andou para perto deles.

“Rapazes...”

“E aí, Z?” Qhuinn sorriu e deu uma batidinha em seu ombro. Blay sorriu, também, mas notou como o macho estava tenso.

“Aconteceu alguma coisa, Zsadist?”

“Ah...” O Irmão olhou para baixo. “Será que eu poderia falar com vocês depois daqui?”

Os rapazes avaliaram a situação. Z. não costumava pedir pra falar com qualquer pessoa... O que significava que viriam problemas.

“Claro que sim”

“Sem problemas” eles responderam na mesma hora. Não custava nada ouvir o que o cara tinha a dizer, certo?


*


Nalla viu seu pai falar baixinho com Blaylock e Qhuinn. Estranho. Mas logo que Wrath sentou, os outros fizeram o mesmo e seu papa voltou para perto dela e de sua mahmen.

“Tudo bem?” Nalla murmurou.

“Sim!” ele sorriu. “Tudo ótimo” e começou a se servir.

Nalla olhou ao redor, à procura de Andhras. Quando subiu, já estava perto demais do amanhecer, então ele deveria ter ficado na mansão. Mas não estava ali. Ela se serviu e começou a comer.

Passou os olhos pelos casais na mesa. Ela queria aquilo. Aquela cumplicidade que emanava de todos eles. Havia uma energia palpável –que não era o odor de vinculação- que circundava todos os casais. Eles eram uma inspiração e tanto.

Dhread, filho de Wrath e Beth, estava sentado logo ao seu lado. Era dois anos mais novo, e tinha também uma deficiência na visão, embora bem menos que o pai. Ele e Ahgony eram muito unidos, também, embora o treinamento de Dhread tenha começado bem antes.

“O que você vai fazer hoje, Nalla?” D. perguntou para ela, durante a sobremesa.

“Não sei.” Avaliou o que tinha que fazer. Estava repetindo o mesmo padrão há anos: Acordar, comer, estudar, ler, desenhar, bordar, ler, fazer exercícios, nadar, ocasionalmente sair às compras, comer... “Você tem alguma ideia? Queria fazer algo diferente...”

O príncipe parou por um segundo, olhando para seus pais.

“Pedi ao papai que me deixasse ir ao clube do Rehv, hoje.” Ele se virou para ela. “Ele liberou. Estou pensando em chamar o Aggie, Sameera... Quer ir?” Os olhos de Nalla brilharam. Sameera era a filha de Qhuinn e Layla. Ela estava com a sua mahmen àquela noite, na casa de Xcor, mas provavelmente iriam pegá-la...

“Eu adoraria!”

“O quê?” A voz de Z. a fez congelar. Nalla virou, deixou o prato de sobremesa de lado, e olhou nos olhos de seu pai.

“D. acabou de me chamar para ir hoje com ele, Aggie e Sameera ao Iron Mask.” Ela respirou fundo. “Eu gostaria de ir, papai. Por favor?” Ela o olhou carente, tremendo os lábios um pouquinho. Aquele olhar sempre o derretia.

Z. olhou da filha para o macho pré-trans.

“Quem vocês vão levar?”

“Bhras, é claro. Xhex topou ir conosco. Talvez Arcthurius...”

Nalla olhou para seu pai. Ele não gostava que ela saísse sem algum dos Irmãos. Quando ia às compras, normalmente as Irmãs Payne e Xhex, exceções concedidas pela Virgem Escriba, a acompanhavam. Mas só três guerreiros não eram o suficiente. E Bhras era o Astrux Nohstrum de Dhread, então o dever dele era manter o príncipe em segurança.

“Levem Spohr e Gahel.” Tohr sugeriu, à frente de Nalla, enquanto segurava a mão de Autumn. “Eles estão fora de rotação hoje.”

“É uma boa” Z. concordou. “Cheguem cedo. E não bebam muito.” Depois ficou seu olhar na filha. “Você ainda tem o spray de pimenta, não tem?”

As risadas escandalosas de Rhage e Vishous ecoaram pela mesa.

“Spray de pimenta, Irmão?”

“Caramba, dê logo uma adaga à fêmea!”

“Você sabe como armá-la, Z!”

Zsadist rosnou e exibiu as presas, enquanto Rehv, sentado na outra ponta da mesa, chiou como uma cobra.

“Vocês farão a segurança da minha nalla, imbecis?” o Irmão perguntou.

“Parem, Irmãos!” Wrath estava com o cenho fechado. “Z. tem razão. É uma boa forma de se proteger.” Ele encarou sua shellan, e depois se virou para Dhead. “Vocês vão ficar na área VIP. Rehv vai manter-me a par de tudo o que fizerem. Se qualquer coisa acontecer de errado, não sairão outra vez, fui claro?”

Nalla se encolheu, enquanto Dhread acenou com a cabeça. Ameaças desse tipo eram comuns para ele, e o rapaz já sabia qual era o limite permitido por seu pai. Havia um loooongo caminho entre o que era normal e o que era errado, no conceito de Wrath.

“Estamos liberados, papa?” D. se dirigiu ao rei.

“Sim, podem ir. E me avise quando for sair de casa.”

“Sim, claro. Venha, Nalla.”

A fêmea encarou seus pais por um momento. Z. estava chateado com as piadas de Rhage, principalmente, mas sua mahmen a deixou ir.

Eles subiram a escadaria lentamente.

“Você está bem?” D. a olhava preocupado.

“Acho que sim...” a fêmea suspirou, caminhando lentamente para seu quarto. “Estou um pouco chateada porque tudo o que nós fazemos é monitorado... às vezes queria ter nascido civil, mas...”

“Nossa vida é boa, Nalla.” Eles pararam na porta do quarto dela. “Eles só querem cuidar da gente. Os redutores estão por toda parte. E isso assusta.”

“Eu sei.” Ela se encostou ao vão de entrada. “Mas até você sai mais que eu... Sameera também é presa. E ficar assim o resto da vida é terrível...”

Dhread se recostou na parede e passou a mão nos cabelos curtos. Ele tirou os óculos escuros, para revelar seus lindos olhos verdes. Suas pupilas eram normais, mas algum defeito não o permitia ver com clareza. Era como se tivesse um alto grau de miopia. Ele olhou para baixo.

“Sinto muito por isso, mas devo concordar com nossos pais quando dizem para termos cuidado... E que devemos levar os guerreiros conosco...”

“Ah, santa Virgem, eu concordo, D!” ela bateu as mãos sobre suas coxas. “Só acho que nos impedir de sair não é a solução. Não quero ficar mais 300 anos aqui dentro. Deus, eles nem me deixaram escolher de quem vou me alimentar...”

Dhread levantou a cabeça, alarmado.

“Jura?” Havia curiosidade em sua voz.

“É.” Nalla fechou a cara e entrou no quarto. “Olha, eu vou procurar o que vestir, depois nós vamos nos preparar para sair, ok?”

“Sim, tudo bem. Te encontro no hall de entrada às dez?”

Ela sorriu. “Claro!”


*


Era pouco mais de dez da noite quando Andhras pisou no terreno onde estava a mansão.

Havia passado o dia lá, mas assim que o sol se pôs, desmaterializou-se de volta para seu apartamento, tomou banho, dormiu um pouco e se arrumou para sair.

Ainda tinha que falar com Tohrment, por isso, voltou à Mansão.

Ao passar pela porta principal, deu de cara com Nalla, Ahgony e Dhread. Eles estavam de cara amarrada e conversavam baixinho entre si.

“Olá.” Ele se aproximou, enquanto os três se viravam, como se fossem pegos no flagra.

“Hey, Andy.”

“E aí?” Aggie perguntou, estendendo sua mão. Andhras o cumprimentou e olhou Nalla. Ela estava estonteante, com uma calça de couro marrom, uma blusa rosa e sapato de salto fino.

“Olá, Andhras.” E um sorriso. A forma como pronunciou seu nome, arrastando as letras, mais a combinação do que vestia e a forma como o olhou, avaliando seu corpo, o fizeram ter uma ereção instantânea. Ele fechou o casaco que usava e rezou que ninguém captasse o cheiro.

Mas só estavam os quatro no hall.

“O que estão fazendo aqui em baixo?” ele passou os olhos pelos pré-trans. Nalla riu pelo nariz e andou um pouco pelo chão de mosaicos. Dhread e Aggie o encararam.

“Nós vamos ao Iron Mask...”

“Quer vir?” o príncipe foi direto.

“Ah, eu não sei, estou dentro da rotação, hoje...”

“Fale com meu pai. Arcthurius nos deu um bolo. E Blay foi pegar Sameera. Eles já devem estar chegando.”

Qual o problema, afinal? Ele até poderia ir deixar os garotos, ficar do lado de fora, vigiar os redutores, e depois de algumas horas, entrar, verificar tudo, e sair de novo... Admirar Nalla de longe, sem ser visto...

“Sim, vou falar com Wrath.”

Ele subiu e desapareceu dentro do escritório do Rei.


*


“Então...” Aggie começou. “Desde quando você e Andhras estão juntos?”

Nalla engasgou e olhou para o primo.

“O quê?” ela estava horrorizada.

“É, você sabe... Todo mundo viu os olhares que vocês trocaram ontem à noite...”

“Não teve olhar nenhum, Aggie...” ela suspirou cansada. Virgem, isso nunca ia acabar.

“Ele seria bom pra te alimentar...” D. murmurou.

“Não minta pra mim, prima, eu vi.” Ahgony estava sério.

Ela o encarou, dividida entre contar ou não. A verdade é que, por mais que adorasse seu primo, Dhread e Sameera, o que ela sentia por Andhras não deveria ser exposto. Ele poderia se sentir atraído por ela porque era uma fêmea Inthocada, ou porque o proibido o excitava... Com os guerreiros, nunca haveria certeza de nada.

“Não temos nada, Ahgony. Pare com isso.”

“E quem irá te alimentar?”

Ela suspirou. Sua mahmen havia dito que ia ajudá-la, mas estava apavorada com a ideia de que não desse certo.

“Eu não sei...”

A porta do vestíbulo foi aberta, e Blay passou com Sameera.

A filha biológica de Qhuinn e Layla era linda, com a beleza clássica de sua mahmen: loura, com belíssimos olhos verdes, muito parecidos com seu primo. Ela vestia um vestido nos joelhos e botas felpudas. Blay os avaliou por um segundo.

“Estão todos prontos?”

“Falta Andhras.”

Blaylock franziu o cenho.

“Mas ele...”

“Estou aqui.” O macho se desmaterializara bem atrás do trio, já no hall. “Vamos?” E sorriu.

“Onde está Bhras, Dhread?”

“Ele vai nos encontrar lá, assim como Xhex e Gahel.”

Pelo canto do olho, Nalla viu Spohr, o outro soldado, caminhar vindo da sala de bilhar.

Blay entregou as chaves do carro para Spohr.

“Bhras deveria ir com você...” ele murmurou. Então virou-se para sua filha.

“Cuide-se. Não fale com estranhos. Não beba. Não...”

Sameera segurou as mãos dele.

“Está tudo bem, papa. Xcor e papai já me deram todas as instruções. Vocês sempre repetem tudo...” ela sorriu e revirou os olhos.

Blaylock a abraçou.

“É porque a amamos.” Aplicou-lhe um beijo na testa e depois puxou Nalla para um abraço. “Amamos todos vocês. Juízo!”

O macho se afastou, parou por um segundo para murmurar algo para Andhras, e subiu a grande escadaria.

Os seis caminharam para o pátio frontal, de encontro ao carro que era usado para transportar os herdeiros, um Dodge Journey.

Spohr caminhou para o lado do motorista, seguido de Sam e Dhread. Ele abriu a porta de trás e o casal entrou, sentando na terceira fileira de bancos. Do lado do passageiro, Andhras abriu as portas e esperou que Ahgony e Nalla se sentassem. A fêmea se desequilibrou quando foi subir, e as mãos do guerreiro seguraram sua cintura com firmeza. Ela se voltou para ele, assustada.

“Te peguei.” Andy murmurou e a ajudou a entrar no SUV, depois fechando a porta.

“Obrigada.”Estava com a garganta seca, mas conseguiu agradecer depois de pigarrear uma vez. O Irmão continuou calado e subiu no banco da frente, atando seu cinto.

Os dois ficaram introspectivos quando Spohr deu partida e saiu pelos portões.

Quando os corpos entraram em contato, houve uma faísca, que lhes causou um arrepio. A conexão durou uma fração de segundo, enquanto o macho a içou para dentro do carro.

Então eles se separaram, e o que ficou foi um vazio.

Notas finais
E então, o que acharam?
haushuhauhs

Quase todos os capítulos estão prontos, embora todos estejam já bem definidos "do que" vai acontecer "quando"...
E isso quer dizer que já sei a contagem total de capítulos... Serão quatorze, talvez quinze capítulos. E já estamos no quinto, então, mais dez ainda virão. E o ultimo capítulo virá no meio de junho.

Ah, ainda tem um bônus no começo de maio, e talvez um spin-off.

Prontinho, acho que é isso, por enquanto.

Espero os comentários maravilhosos de vocês!

Beijão!!

25 abril 2013