Metamorfose
6 Capítulo 6 – O sabor do ciúme.
Notas iniciais
Ultima atualização: 31 de março de 2011.
PUTA-QUE-PARIOL!11!111!!!!1!1! Ò_o
Para esse novo capítulo eu fiz umas pesquisas e descobri duas coisas chocantes com o plot inicial do quinto capítulo:
1) O aniversário do Tadase é 29 de março e, consequentemente,
2) No início de abril começa um novo semestre, EU FIZ OS POBRES COITADOS TEREM AULAS NO MEIO DAS FERIAS DE PRIMAVERA Ç_Ç - e ainda fui lynda e maravilhosa pulando a porcaria do valentine e do white day. Me processem u_u
Uma mente cansada faz isso, fellows. Me perdoem por esse deslize descomunal. Nas próximas eu não erro mais - estou traumatizada.
Demorei mais do que pretendia, mas a verdade é que estava sem ideia nenhuma para continuar a fic.
Devo agradecer mais uma vez à minha guardiã Teffy-chan - que não tem chara change (não que eu saiba! XD) nem ataques periódicos de megalomania - mas que direta ou indiretamente me dá as mais brilhantes ideias - ou me tira do buraco. Muito obrigada! ♥
No mais, perdoem-me se esse capítulo não estiver tão bom quanto os outros ;A; prometo me esforçar mais de agora em diante - GAMBAROU ZE ~ Õ>''
(E estou no word antigasso do trabalho e o nyah ferrou com toda minha formatação ¬¬ me desculpe se algo estiver estranho, ok? i_i)
Início de Abril, início de um novo semestre. Eu praticamente não tive férias, dado aos meus trabalhos como "rainha" no conselho e minhas práticas com a dança tradicional da família.
A vida deveria ser feita sempre de novos começos — ou talvez ela seja, mas não do jeito bom e renovador que esperamos...
Amu-chan já está uma semana contada sem falar comigo; bom, eu não a culpo – não totalmente. Se eu estivesse em seu lugar, provavelmente faria a mesma coisa.
Exceto que não, não faria. Amu sempre fora problemática e eu sempre fui pragmático, ops, pragmática.
Mas eu acho que não receberia minha melhor amiga com sorrisos radiantes se a flagrasse no maior clima de romance com o garoto que gostava, não realmente.
Contudo, acredito que não faria algo tão infantil quanto "Hotori-kun, pode dizer à Nadeshiko que não estou falando com ela?" , "Hotori-kun, eu não preciso que você me peça desculpas por essa amiga-da-onça, não gaste sua preciosa voz" ou ainda "Hotori-kun, é sério!! Não adianta fazer essa carinha fofa pra mim eu, definitivamen..... OHMEUDEUS NÃO" e sair correndo.
E sim, todas as minhas tentativas de lhe pedir desculpas até agora foram, bem... falhas.
Para dizer o mínimo.
Se há algo de bom (?) que eu possa tirar de todo esse constrangimento é que ela passou a falar com o Tadase com muito mais frequência, a fim de passar-lhe recados desnecessários – já que eu estava bem ao seu lado – que seriam passados adiante para mim, como naquela antiga brincadeira...
Bem, infantil. Exatamente assim.
E não posso dizer de verdade que fico feliz por ela; com relação ao Tadase, eu me refiro.
Porque por dentro eu sinto como se meu coração inflamasse a cada toque, a cada sorriso...
Mas, claro, não posso protestar porque não seria digno de uma dama, já que não quero piorar o clima entre nós duas e, principalmente,........
Principalmente porque não quero, definitivamente, admitir que estou com ciúmes de Hotori Tadase – porque isso sim é inconcebível.
Principalmente depois das vontades estranhas que sinto quando estamos sozinhos.
Não que isso tenha acontecido com muita frequência nos últimos tempos; porque minha adorada melhor amiga Amu-chan faz questão de se aproximar em todas as reuniões do conselho, de "nos" buscar na porta da sala e "nos" acompanhar até o refeitório — oh, sim, Amu Hinamori se tornou uma garota feroz.
E eu teria orgulho dela, se ainda fosse Nagihiko.
Não ilógico, eu também sentiria um tanto de ciúmes, mas pela pessoa certa, e sem riscos de machucar ninguém.
Porque sentindo (e admitindo!) que tenho ciúmes de Hotori Tadase.... Bom, isso complica ainda mais as coisas, afinal...
Tadase, em seu aniversário, se declarou para mim.
Sim, declarou. 'Na lata'. E eu ainda não dei uma resposta.
Claro que rolou – como diria a Amu-chan que não me odiava – "aquele clima", mas eu me dei conta que nunca o havia respondido propriamente desde o acontecido.
Mesmo porque, minha adorável melhor amiga não me dá a mínima chance de fazer isso.
Acabo de aprender mais uma coisa no mundo das garotas: A competição é acirrada e rompem-se todos os laços de amizade quando há um garoto em comum envolvido.
É realmente necessário que eu escolha entre o garoto por quem sinto... bem, hm, uma leve atração e minha melhor amiga?
Naquela tarde, enquanto atualizava Umeda-sensei de minha atual situação, pude perceber que ele se esforçava o máximo para permanecer sério: e eu, em contrapartida, me esforçava o máximo para não encará-lo e acabar por enxergar uma cesta de basquete onde eu teria de acertar minha preciosa bola bem no centro de sua cara.
-Bom... Nagi... Eu acho – segura risada – Acho que você, Nagi, veja bem... – outra tentativa falha de segurar uma risada.
Eu já disse o quanto a felicidade transbordante dele e o jeito como ele pronuncia sarcasticamente meu "antigo nome" está me irritando profundamente?
-Sensei, ria. Ria bastante antes que eu me arrependa e termine logo com isso – falei, feminilidade treinada meses a fio jogados ao vento.
E ele riu;
Mas ele não riu por apenas alguns segundos, como pensei – ele gargalhou ferozmente pelo que eu julguei ser dez minutos. No décimo primeiro eu já queria transformar todos os seus órgãos vitais em poeira de estrada.
Opa, Mad Queen.
-Bom – longo pigarro – Eu acho que venci a aposta. Você está caidinha por ele.
-Oh, sensei, pelo amor de Deus....!! Isso eu já sei... — opa!; fingi não perceber o crescente interesse em minha fala por meu mentor –– Eu gostaria de alguma novidade, ou, pelo menos de algo que me ajudasse a resolver essa situação... E não – minhas mãos foram rápidas em interromper a respiração que Umeda-sensei tomara antes de começar a falar — ... Não inclua nada que tenha a ver com 'se declarar ao Hotori' porque isso eu definitivamente não farei.
-Hm.... Certo. — seu sorriso brilhante e sua felicidade constante estavam aniquilando o restante mínimo de minha compostura — E por que não, exatamente? – Sério, seu sorriso despertava meus instintos assassinos a cada segundo que passava.
-Porque não é a hora. Eu não me sinto preparada para isso. Além do mais, tem o Kukai e a Amu-chan e eu decisivamente não quero machucar ninguém em detrimento de minha felicidade — Ou algo parecido.
-Mas sabe, hm.... – ele agora estava (finalmente!) sendo razoável – Se você não lutar pela sua felicidade e só pensar nos outros como prioridade, como fica a 'sua' vida? Vai continuar se sacrificando pelo bem da humanidade e deixando o que é importante para trás, Nagi? Tem certeza disso!?
-Eu simplesmente não posso ser um cafajeste, sensei! – explodi – Bem – respirei fundo e voltei a sentar ao seu lado, naquela maca que tanto estava cansada de suportar minhas lamentações – ...‘uma garota má’. Eu também não posso desconsiderar os outros por minha causa, isso é egoísmo!
-É? Bem, e você aguentará ser altruísta para sempre e acabar perdendo o que tem de mais precioso? Acho que você, mais do que ninguém deveria saber que garotos são bastante... inconstantes....
* * *
Em minha ingenuidade e vontade tola em salvar o mundo como um super-herói de ambos os sexos, eu realmente não percebi o que Umeda-sensei queria dizer naquele momento...
Mas agora, que via uma garota aleatória tentar descaradamente esfregar seus seios no braço do meu Tadase e vê-lo ficar irritantemente vermelho com tais atitudes me fez perceber exatamente o que ele estava falando.
Eu só não havia percebido antes como garotos são sempre tão influenciáveis por um par de seios fartos porque... bem, eu nunca tinha me atido a esse fato, já que só tinha olhos para Amu – de certa forma.
Oh, que tolo era. Provavelmente um dos últimos bons garotos da face da terra, provavelmente já uma fiel e apaixonada garota sem solução pronta para desabrochar.
Incrível mesmo era ver a si-ri-gai-ta – para não usar de termos piores; ainda sou, ou tento ser, uma dama – fazer isso abertamente, na minha presença.
Bom, não que eu e Tadase já tivéssemos alguma coisa – nós malmente nos beijamos! – mas... ela não era surda, era!? Ela sabia dos boatos que corriam por toda a escola, não sabia!? Para todos os efeitos, Tadase e eu éramos namorados. na-mo-ra-dos –– por algum motivo, tal palavra já não me assustava....
A ausência dela, por outro lado...
Mas penso que a energúmena teve até um papel importante em meio ao meu complexo de heroísmo porque naquele momento em que a desavergonhada – creia-me, eu nunca utilizei desses termos com tanta frequência quanto hoje – tentava afundar seus nojentos melões no rosto do príncipe safado que não tinha a mínima intenção de afastá-la, havia chegado a hora que Amu vinha escoltar-nos ao refeitório; assim impedindo qualquer comunicação mais "íntima" entre nós dois.
Acredito que ela tenha presenciado a cena toda a julgar pelo seu grito escandaloso e dedo indicador em riste para a vagabunda. Oh, que minha mãe não leia meus pensamentos....
Quando achei que ela voaria em Tadase – ou até mesmo na dita cuja – para exigir explicações, começar uma confusão ou qualquer coisa ela voou... Mas foi em minha direção! –– e me puxou tão rapidamente que nem tive tempo de avisar ao professor que estaria saindo primeiro.
* * *
-OK, então... Qual. é. o. seu. problema??? – Amu me arrastou para um canto afastado do resto do colégio, no caminho do Royal Garden, por sinal – e só faltou me encurralar na cerca viva com seu corpo diminuto.
Fosse em 'outra vida', eu teria gostado de tal confronto.
OOK, não. Já basta, Nadeshiko, Nagihiko, ou o que seja.
Não pude deixar de lado o sarcasmo:
-Achei que você não estava dirigindo-me a palavra.
Ah, o natural veneno feminino...
Amu tapou os lábios com ambas as mãos, a expressão era um misto de choque e raiva contidos; resolveu seu pequeno conflito interno bancando a ‘cool & spicy’ mais uma vez:
- Isso não vem ao caso. O que eu quero saber é o que, realmente, passa pela sua cabeça.
Ooh, você não quer saber.
- Em que sentido? – eu fingi uma inocência que não possuía. Eu sabia à quê ela se referia.
-OOOH, PELOAMORDEDEUS! Você viu tão bem quanto eu o que aquelazinha estava fazendo com nosso... Com o Hotori-kun. Vai dizer que não percebeu!?!
-Percebi. Mas o que raios eu poderia ter feito!? Você queria que eu armasse uma cena como você fez há alguns instantes!?!?! – Explodi. – Alegando O QUÊ, hein, Hinamori Amu!?! Que eu e o Tadase temos um relacionamento!?! É isso que você queria!?!?!
Calma, Nadeshiko. Mantenha a compostura.
-Si... NÃO!!! Quero dizer, alguma coisa você devia ter feito, caramba!! Eu sei lá, ter sido venenosamente sutil e afastado ela com seu olhar, você é boa nisso!!!
Nossa, isso magoou.
-Amu-ch... Não, Hinamori Amu... Está me chamando de insensível!?
- E POR QUE NÃO CHAMARIA!?!? – Foi a vez de minha... melhor amiga?; explodir também – VOCÊ SABIA QUE EU GOSTAVA DO HOTORI-KUN.... VOCÊ SABIA E... E AINDA ASSIM... – E desabou no choro.
-Sim, eu sabia. E o que você queria que eu fizesse, exatamente!?! EU NÃO ME APAIXONEI POR ELE POR VINGANÇA OU PORQUE QUIS, TÁ BOM!? Pelo contrário, eu sou a ÚNICA que se incomoda com isso o tempo todo tentando reprimir o que sinto. Tentando não dar esperanças, tentando não machucar ninguém... MAS OLHA O QUE ACONTECE, MINHA MELHOR AMIGA AINDA ME IGNORA E ME CHAMA DE INSENSÍVEL!!! Não é como se eu estivesse na porta da sua casa fazendo algum indecência, certo!?! Foi o luar... o frio... o clima... EU NÃO SEI!! ME DESCULPA, PELA MILÉSIMA VEZ. ME PERDOA. Eu nunca tive a intenção de gostar dele ou te magoar, eu... – e acabei por chorar também.
E choramos... Choramos como dois bebês recém-nascidos ansiando por carinho, cuidado. Choramos, nos ajoelhamos e nos abraçamos – e quando menos percebemos... Estávamos sorrindo.
-Amu-chan, eu te amo.
-O... O quê?
-Eu já disse isso há algum tempo, mas não importa com quem eu fique no final – você sempre será meu primeiro amor. Mantenha isso em mente. Eu jamais faria algo pra te magoar... Propositalmente, pelo menos.
Encostamos nossas testas e gargalhamos – essa coisa de garota era, de fato, mais difícil do que eu imaginava.
-Mas sabe... Nagi — ela me disse um pouco mais tarde, ambas deitadas na grama na sombra de uma árvore próxima – Você devia dizer à ele.
-Eu já te disse que não me sinto preparada psicologicamente para isso.
- Ok, ok... Senhora complicada. – ela riu, mas sem deboche – Mas ao menos você o deixaria sabendo. Os garotos não esperam para sempre, sabia!? Eu não dei atenção ao meu melhor amigo que era louco por mim, e veja o que aconteceu?? Ele acabou virando uma garota e apaixonado pelo cara que eu gostava e não estava nem aí pra mim. – rimos. – Mesmo que vocês não comessem a namorar já, você devia deixá-lo saber.
-E-Eu não sei... – respondi com sinceridade. Porque realmente não sabia.
Mas e se Tadase fosse como... bem, eu? –– não que ele fosse virar uma garota e se apaixonar por si próprio (?) – mas e se ele se encantasse com a garota dos grandes melões? E aquela declaração de amor ao luar – a primeira da minha vida – e toda aquela gentileza, os risos, as memórias...?
Bem, eu certamente não perderia para a senhora eu-sou-linda-agora-mas-terei-problemas-de-coluna-mais-tarde-por-causa-desses-meus-peitões; meu espírito competitivo de jogador (hm, jogadora) de basquete não permitiria isso.
Então, o que faria?
No fundo, eu já havia encontrado a resposta:
-É isso, eu vou deixá-lo ficar sabendo.
** *
Era aula de Ed. Física.
Estávamos treinando como jogar queimada –– ok, todos nós sabíamos como fazê-lo, mas o Takahata-sensei fazia questão de nos tornar experts nessa arte inútil já que suas aulas eram só sobre isso.
Ah... como eu queria poder jogar basquete.
Talvez o basquete me deixasse mais tranquila nesse momento – porque sim, eu havia decidido me declarar ao Tadase... E ninguém disse que isso era tão opressor e difícil
Pois é, essa parte ninguém me fez o favor de ensinar.
Estávamos todos em duplas pareadas – um garoto e uma garota. Como as aulas normalmente envolviam classes misturadas, eu estava com Kukai. E o Tadase estava com... Advinha? A garota dos peitões.
Destino engraçado, esse meu...
Kukai e eu falamos o mínimo – eu realmente precisava conversar com ele e esclarecer as coisas como havia feito com a Amu.
Bem, não de um jeito tão estressado e dramático, certamente –– mas ainda precisava colocar todos os pontos finais nessa história.
Oh, e lá estava ela de novo – utilizando-se de qualquer artifício para roçar aqueles nojentos protótipos de seios em meu príncipe; que, diga-se de passagem, estava com as faces escarlates como os olhos – oh, é isso. Ele estava gostando.
Bem, talvez não estivesse – mas havia algo dentro de mim que afirmava que ele gostava... Oh, e como gostava. Aposto que era muito divertido ser voluntariamente acariciado por aquelas bombas d'água sem proporção – muito melhor do que esse protótipo de garota, meio homem meio mulher, com quem ele apenas “passava um tempo”.
Meu eu racional sabia que Tadase não era assim – ele corara, claro, mas que garoto naquela situação não coraria? Mas mesmo que fosse apenas constrangimento –– e meu emocional me corroesse por dentro, como um veneno amargo que envolvia meu coração aos poucos, esquentando, borbulhando – eu sentia que se não desse um jeito naquela vadia naquele momento, explodiria.
Ele só está sendo gentil.
Qual nada! Ele está se aproveitando!!
Você sabe que não é do feitio dele flertar com outras garotas. Ainda mais com esse tipo de garota...
Garotos são todos iguais.
O Tadase Hotori é diferente. Você sabe que ele é diferente.
Olha a expressão dele... parece a de alguém que não está gostando!?
Você sabe. Você já foi um garoto.
Garotos são todos iguais...
O Tadase não é como...!
Garotos são...
– GAROTOS SÃO TODOS IGUAIS!!!! – Meu eu racional perdera. Eu havia falado alto demais.
Mas – oh, claro — só percebera quando todos na quadra me olharam espantados como se eu fosse uma nova espécie alienígena recém-descoberta.
Se você pensar bem, dada a minha situação, eu estava bem próxima disso.
Um ser defeituoso. Uma mutação. Meio homem meio mulher, algo que não provocaria desejo em ninguém que soubesse....
Uma aberração.
-O que foooi, Nadeshiko-chan? Algum problema?? — Ela ainda tinha coragem de me dirigir a palavra!!?!?!
Tadase me olhava tão espantado quanto os outros, mas havia alguma coisa que brilhava ao fundo de seus olhos escarlate –– surpresa? felicidade? decepção?? Eu não saberia dizer...
As lágrimas já estavam demasiado rápidas em meus olhos e face para que eu pudesse enxergar ou compreender alguma coisa à essa altura dos acontecimentos.
Corri.
Eu nunca havia fugido de nada em minha vida –– mas, naquele momento eu o fizera.
Afinal, que chances eu tinha!? Ela podia não ser tão bonita nem tão inteligente quanto eu, mas....
... Mas afinal ela era muito mais... feminina.
E isso acertava como uma bala em meu ego.
Não percebi que estava sendo seguida até me virar e dar de cara com quem quer que fosse. Acabamos por cair na grama fofa e macia – em minha fuga eu retornara ao Jardim Real – um por cima do outro.
... Isso estava ficando repetitivo.
-Quem.. ai!
-Fu...Fujisaki-san, você está bem!?
Era ele.
Eu fiz um show, eu devo tê-lo magoado; decepcionado.
Eu devo tê-lo confundido, fugindo, me escondendo... Mas ele viera atrás de mim, ele me dera outra chance.
Antes que eu percebesse, ele havia me escolhido. Antes que eu entendesse, havia me apaixonado.
Antes que eu possuísse controle de minhas ações eu o impedira de levantar...
Antes que ele proferisse mais alguma palavra –– qualquer uma, eu o havia silenciado...
... Com meus lábios.
Continua....
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