Notas iniciais
É a minha primeira fanfic Stony e também a primeira que eu posto aqui :3
Boa leitura ( ˘ ³˘)❤

Eu te amei desde o início Porque o Natal não é o momento de quebrar os corações Feliz natal, eu não quero brigar hoje –Merry Christimas (I Don't Want To Fight Tonight) – The Ramones

~*~*~*~*~*~

Girei o telefone simples em minhas mãos, lembrando os motivos pelos quais eu o recebi, sentindo meu sangue ferver novamente, como naquele dia em que me senti mais que traído.

Suprimindo o grito de raiva que ameaçou sair, atirei o aparelho com força contra a parede, como já havia feito tantas outras vezes mais, e, como antes, sem resultado algum. Aquele maldito traidor deveria saber que eu faria isso, e portanto me mandou um celular resistente. Filho da mãe.

Tentando afastar as lembranças dele, encho meu copo com uísque, colocando gelo no mesmo e logo o levando aos lábios, apreciando o gosto enquanto o líquido desce quente pela garganta. Pego o celular do chão e o levo para uma sala do complexo, o depositando ao lado do escudo do Capitão, o qual eu mantinha sobre uma mesa, sempre iluminado por uma luminária simples. A minha vontade era de quebrá-lo, dar um fim nele, mas isso exigia uma coragem que eu não possuía, pois fazer tal coisa significaria me desfazer daquilo que mais me trazia lembranças. Lembranças de uma época em que tudo era mais simples, onde os Vingadores não eram odiados, onde os Vingadores ainda estavam juntos.

Juntos.

Essa palavra, agora, soava sarcástica demais até para mim. "Juntos" foi a promessa de um homem, a qual foi miseravelmente quebrada, juntamente comigo, pelo próprio autor dela.

Passo a mão levemente pela superfície lisa e fria do escudo, tomando um generoso gole do uísque para me livrar do bolo que havia se formado em minha garganta. Decido por sair desta sala antes que mais lembranças difíceis me levem à devaneios dolorosos.

— Tony — levo um leve susto ao ouvir a voz de Natasha soar atrás de mim enquanto fechava a porta da sala. — Você pode vir comigo, se quiser — ela usava suas inseparáveis roupas apertadas, é, estava sexy, como sempre.

— Duvido que o Barton vá me querer lá. Pode ir, eu vou ficar bem — falei, em seguida bebi o que restava em meu copo, logo tornando a enche-lo com mais uísque com gelo.

— Bem? Bebendo a noite toda, como sempre? — Questionou me fazendo revirar os olhos.

— Acho que já estou bem grandinho pra decidir como eu passo minhas noites, okay.

— Tudo bem — levantou as mãos em sinal de rendição. — Faça o que quiser. Nos vemos dia 26. Feliz natal — falou pegando sua pequena mala e saindo.

Assim que ela já estava fora, liguei a TV e peguei a garrafa toda do uísque e me joguei no sofá, bebendo direto da mesma, sem me importar com copo. Estava absolutamente sozinho, excetuando a segurança, todos haviam ido passar o natal com a família ou amigos. Exceto eu, que preferi ficar sozinho, "me afogando em minha solidão", como diria a Nat. Até mesmo o Visão arrumou o que fazer hoje. Desde a briga com o Rogers, eu vinha definhando lentamente, minha vida vinha definhando lentamente. Não tinha mais vontade de nada desde a separação dos Vingadores, que foi quando eu percebi que estava sozinho. Todos tinham alguém, até mesmo o Steve, que era de outra época, tinha. A única pessoa que me restava me deixou, mas eu não culpo a Pepper, eu a entendo perfeitamente, eu também não me suportaria.

Dou mais alguns goles na garrafa de uísque, já me sentindo mais leve, com o cérebro começando a nublar pelo álcool. Pego o controle da TV e vou mudando os canais, que em sua maioria exibia especiais de natal. Bufo irritado e desligo a TV, jogando o controle em qualquer lugar antes de levantar e sair à procura de algo para me ocupar enquanto o sono não vinha.

Caminhei meio torpe pelos corredores, totalmente desmotivado e sem rumo, dando goles aleatórios no uísque que havia trazido comigo. Senti meu coração falhar uma batida com a intensidade do susto que levei ao dobrar um corredor, dando de cara com aquele rostinho inocente de olhos azuis que tanto me tiravam do sério.

— Você. O que veio fazer aqui? —Perguntei me afastando uns passos para trás, com a voz carregada de desprezo.

Ele usava roupas em tons de preto, botas e calça no estilo militar, e uma blusa grossa de moletom com o capuz levantado sobre a cabeça e as mãos nos bolsos.

— Tony, eu...

— Se pensa que vai ter o escudo de volta, tá muito enganado, e é melhor você sair da minha casa antes que eu quebre essa sua carinha perfeita — ameacei apontando o indicador da mão que segurava a garrafa, próximo ao seu peito.

— Eu não vim por causa disso. Eu vim pra conversar. Você não sabe o quanto... —ele tentou se explicar mas eu logo o cortei, sem paciência.

— Eu não tenho nada pra falar com você. Saia. Sexta-feira, quem autorizou a entrada dele?

— Aparentemente o Capitão Rogers, teve ajuda interna, senhor.

— Ah Natasha, sempre agente dupla —murmurei entre dentes para mim mesmo. — Vá embora Rogers, volta lá pra sua Bela Adormecida Ciborgue.

— Tony, você precisa me ouvir — suplicou dando um passo à frente, se aproximando de mim.

— Não estou nem aí pra qualquer coisa que você venha falar, vovô. Perdeu qualquer chance quando resolveu me apunhalar pelas costas não contando que foi seu "amiguinho" que matou os meus pais — falei exasperado à dois passos de colocar minha armadura e fazer um estrago nos dentinhos perfeitos dele.

— Tony, me escuta, eu achei que estaria te poupando mas na verdade eu só não queria que você me odiasse — falou com a voz calma e o olhar baixo.

— Como odeio agora? — O encarei friamente irônico.

— É. Mas não foi por isso que eu vim. Eu sei que não mereço perdão, mas eu não podia deixar você matar o Bucky...

— Ahrg! Bucky, Bucky, Bucky... É tudo esse Bucky! — Elevo minha voz com raiva, me virando pra voltar para a sala, dando as costas para o Capitão, o deixando sozinho.

— Tony, ele é meu amigo, meu irmão... Ele é... a única coisa que me restou — como esperado ele veio atrás de mim.

— Por causa daquele imbecil você quase foi pra cadeia, Steve! — Me exasperei virando novamente para o fitar.

— Ele é meu amigo! E você sabe que eu faria o mesmo por você, Tony! — Falou com a voz impaciente mas mantendo a postura calma.

— O Bom Samaritano, sempre pronto à dar a cara à tapa pelos outros — revirei os olhos. — Aliás, que é que você ainda tá fazendo aqui, hein? Já não te mandei embora?

— Eu não quero brigar com você, Tony. Sabia que estaria sozinho, e ninguém merece ficar sozinho no natal. E eu não saio até você ouvir tudo o que eu vim dizer — falou firme se aproximando mais.

— Então fale, enquanto eu decido se quebro ou não sua cara — me sentei no sofá e olhei para ele, me deixei relaxar, afundando no estofado e afastando as pernas, sempre com seus olhos a acompanhar meus movimentos, sorri internamente com isso.

— Primeiramente eu queria dizer que foi muito, muito difícil ficar longe todo esse tempo, e me desculpar por aquele dia —ele respirou fundo audivelmente. — Eu não queria ter te machucado, mas é que você estava com tanta raiva, que...

— É, você me machucou muito aquele dia. E eu nem estou falando de hematomas e contusões. Você, Steve, me magoou muito. Você não ter me contado sobre a morte dos meus pais, isso eu podia perdoar, mas agora quase me matar para defender aquele assassino...

— Ele não sabia o que fazia! Era controlado!

— Mas era ele! E você o defender daquele jeito, me deixar sozinho e quebrado lá, em todos os sentidos, e ir embora com ele sem nem olhar pra trás, ah isso sim me machucou, Capitão! — À essa altura eu já quase gritava, sentindo o bolo que se formava em minha garganta, juntamente com lágrimas ardendo em meus olhos como sempre acontecia quando eu repassava esses fatos na minha cabeça.

Mas eu não iria chorar na frente dele, não. Não daria esse gostinho à ele. Não revelaria o quanto ele mexe comigo. Ficando em pé novamente e encarando fundo os olhos azuis, falei com a voz mais fria que pude:

— E eu que pensava que éramos amigos. O idiota que pensava que importava alguma coisa pra você — sem poder mais segurar as lágrimas, deixei que elas escorressem livremente pelo meu rosto, como há tempos não permitia que fizessem.

— E nós somos! Tony, é claro que você é muito importante pra mim! Merda, eu te amo, Tony... — ele também quase gritou, enroscando nervosamente os dedos pelo cabelo loiro já bagunçado pelo capuz que ele acabara de baixar, sem nem mesmo me olhar diretamente.

— 'Pera aí, 'pera aí, 'pera aí! O que você disse? Eu ouvi direito? — Falei incrédulo.

— Merda, Tony. Eu amo você. Pronto, falei — disse soltando o ar como se fosse um desabafo muito difícil. O que, na verdade, deve ser.

— Não sei se fico mais impressionado por você falar um palavrão ou ser da irmandade — digo ainda não processando direito o que eu acabo de ouvir.

— Sério, Tony?! Nem isso você perdoa nas piadinhas? — Ele deixa cair os braços nas laterais do corpo e me encara. — Por que não me ligou? Eu fiquei todo esse tempo esperando sua ligação, por isso te mandei aquele telefone...

— Não, não, não! Não mude de assunto, Capitão! É sério mesmo? Você... você, me ama? — O olhei nos olhos enquanto aguardava a resposta, mas ele sempre desviava o olhar do meu.

— Sim, Tony — ele me olhou com as bochechas miseravelmente vermelhas. —Eu amo você, de verdade — esticando os braços, ele aproximou suas mãos do meu rosto, mas não recuei. Com os polegares secou as lágrimas que haviam molhado minhas bochechas.

— E como eu vou saber que não está só me falando isso para me comover e te devolver o escudo? — O fitei inquisitivo.

— Eu não vim aqui pelo escudo, Tony! Eu já disse! Eu te amo mesmo! De verdade! —Falou exasperado.

— Então prove! — Falei.

Ele se aproximou rapidamente de mim, não me dando nem tempo para processar suas intenções antes de ser puxado pela cintura e ter seus lábios cobrindo os meus. Foi tudo muito rápido, e nem sequer foi um beijo "de verdade", foi apenas um selar pouco demorado.

Quando ele me soltou eu o olhei incrédulo. Não por ele ter me beijado quase à força, porque eu praticamente pedi isso, mas por ele ter tido a coragem para isso.

— Quem é você, e o que fez com Steve Rogers?! — Perguntei brincando olhando para seu rosto ainda mais vermelho.

— Acredita em mim agora? — Perguntou tímido com a voz doce baixa.

— Não, ainda não — com uma mão em sua nuca, o puxei para outro beijo, agora um de verdade.

Assim que nossos lábios se tocaram, passei minha língua pelo seu lábio inferior, logo tendo permissão para adentrar sua boca. Suas mãos repousavam na minha cintura, enquanto as minhas brincavam com seu cabelo e nuca. Sua língua se mexia tímida com a minha, e isso já estava me dando agonia, era como beijar um manequim.

Separando nossas bocas somente para tomar fôlego, o beijei mais intensamente, apertando firmemente seus cabelos entre os dedos e colando meu corpo ao seu. Isso pareceu surtir efeito, já que ele apertou mais minha cintura e retribuiu o beijo na mesma medida, parecendo finalmente perder um pouco da timidez. Mordi seu lábio inferior com gosto ao que separamos nossas bocas novamente.

— E agora? — Suas maçãs do rosto estavam adoravelmente vermelhas, assim como seus lábios cheinhos.

— Hn-hm — voltei a colar nossos lábios, o segurando com força pelos ombros e o puxando comigo para o sofá, nos derrubando no mesmo, com ele por baixo.

Essa queda repentina e inesperada me rendeu um lábio sangrando, já que no processo mantínhamos um beijo ardente e Steve acabou por morde-lo ao nos chocarmos contra o estofado de couro. O olhei de cima, sentindo o gosto metálico no paladar, enquanto me ajeitava sobre seu corpo, com uma perna à cada lado de seus quadris e as mãos na mesma posição em relação à sua cabeça.

— Ah desculpa, Tony — pediu passando o polegar em meu lábio ferido e o recolhendo com um pingo rubro de sangue.

Revirei os olhos. Nem sequer estava doendo. Sem dizer nada tornei a beija-lo, soltando todo o peso do meu corpo sobre o dele. Arregalei meus olhos ao que minha bunda encontrou seu quadril, sentindo a forma de uma inegável ereção. "Mas já?".

— Ah então você é tipo macarrão instantâneo? — Falei separando-nos do ósculo. — Três minutos e já tá fervendo —expliquei ao que ele me olhou confuso.

Sorri maliciosamente o vendo corar até às orelhas. Decidi me empenhar naquilo que mais gostava: provocar Steve Rogers, o Capitão América.

Comecei por beijar seu maxilar, dando leves mordidas, ao passo que ia avançando com destino ao seu pescoço, o qual faria questão de deixar bem marcado, mesmo que por conta de sua genética alterada pelo soro, não fosse ficar as marcas por tanto tempo quanto numa pessoa normal. Colei meus lábios bem úmidos na pele alva e sensível próxima à sua orelha, rodando a ponta da língua ali, antes de a sugar com força e a prender entre os dentes, para em seguida soprar frio a área molhada, fazendo Steve gemer e se remexer sob mim.

— Gosta assim, Capitão? — Perguntei baixo e rouco rente à sua orelha, enquanto mexia "inocentemente" meu quadril sobre o seu.

— Uhum — murmurou de olhos fechados, agarrando com força minha cintura, a mantendo firme contra sua ereção.

Continuei chupando seu pescoço, arrancando gemidos fáceis dele. Ao mesmo tempo em que trabalhava minha boca em toda a extensão sensível que podia em seu pescoço, desci as mãos por seu tronco, parando-as próximas ao cós de sua calça escura, tornando às subir por debaixo de sua camiseta e moletom. Deslizei as mãos espalmadas sobre sua barriga, sentindo seu bem marcado tanquinho, de pele firme e macia sobre músculos fortes, que me faziam morder os lábios só de imaginar. Subi mais, chegando até seu peitoral igualmente firme e másculo, deslizando as palmas por toda a área, indo para as costas e descendo arranhando até chegar outra vez à calça, só para as subir para onde eu queria: os mamilos.

Steve até agora mostrava-se ligeiramente sensível à meus estímulos, portanto nos seus mamilos não poderia ser diferente. Circulei ambos com a ponta dos polegares, levemente, enquanto afastava meu rosto do corpo dele, para poder apreciar melhor suas reações. Ele mordia o lábio de leve, mas o soltou bruscamente para gemer quando eu apertei seus mamilos já eriçados entre os polegares e indicadores, puxando-os levemente e os girando, levando o santificado soldado, à loucura.

Ao ver que ele já estava bem perdido nas carícias, tirei minhas mãos de si, me sentando ereto sobre seu corpo. O peguei pelas mãos, indicando para fazer o mesmo, o que ele logo obedeceu. Segurando a barra de seu moletom, o puxei para cima, inevitavelmente trazendo a camiseta junto, revelando aquele corpo escultural. Entendendo minhas intenções, Steve levantou os braços, para que as peças pudessem sair completamente de seu corpo bonito. Parei uns instantes para admirar a beldade à minha frente, com as mãos explorando livremente sem empecilhos. Com os dedos embrenhados em seus cabelos, o puxei para um beijo quente. Não digo que foi um "de cinema", pois aquilo tudo é falso, e beijo técnico geralmente não rola nem língua, já o que trocávamos, estava mais para beijo de filme pornô. Minhas mãos apertavam sua nuca e ombro, já a sua havia descido até minha bunda, apertando-a contra seu corpo, mais precisamente contra sua ereção. Para provocar um pouco mais, comecei a rebolar os quadris, esfregando meu pênis em sua barriga e sentindo o seu sob mim. Vez ou outra Rogers separava nossas bocas para gemer livremente, agraciando meus ouvidos com seu tom rouco desejoso por mais.

Me soltando de seus braços, escorreguei até o chão, ajoelhando no mesmo, agarrando as coxas de Steve com as mãos, recebendo um olhar questionador dele. Com força, fiz com que ele ficasse com os pés no chão, comigo entre suas pernas. Direcionei minha destra até o volume que clamava por liberdade, mas antes que pudesse o tocar, tive meu pulso firmemente seguro pela sua mão.

— Tony, o que... — iria questionar mas eu o interrompi.

— O quê você acha? — Ironizei. — Não vai me dizer que ninguém nunca...

— Não, Tony. Ninguém nunca me... tocou aí — me interrompeu com o rosto impossivelmente vermelho.

— Você é...

— Virgem? — O olhei assombrado. — É, sou — disse envergonhado.

— Mas... como? Nunca? Nunquinha? Tipo, nada, nada? — Perguntei o encarando. —Nem preliminares?

— Hm, não...

— Nem com a loirinha oferecida?

— Tá falando da Sharon? Não, foram só alguns beijos...

— Tá bom, tá bom. Não estraga o momento com ela, não, ok? Mas tipo, você já tem uns 100 anos... Você ao menos se toca, porque tipo, não acho que seja muito saudável ficar sem...

— Tá bom, já entendi — falou desviando o olhar.

— Mas você se toca? — Perguntei sorrindo malicioso.

— Tony! — Me censurou.

— Tá bom, vovô. Não falaremos disso. Por hora. Agora, continuando...

Soltei sua mão que ainda me segurava e avancei a minha para sua braguilha, sem ser impedido dessa vez. Acariciei o volume sob a calça, ouvindo Steve gemer baixinho e soltar o ar pesadamente. Com dedos ágeis, soltei o botão e desci o zíper lentamente, não mais tentando provocar, mas tentando ser memorável.

— Me sinto honrado de ser o seu primeiro — falei o olhando nos olhos. Steve sorriu e acariciou meu rosto suavemente.

Me levantei rapidamente, apenas para lhe dar um selinho nos lábios, logo voltando à posição anterior. Com a ajuda de Steve, que ergueu os quadris, pude baixar sua calça, a deixando na altura de suas canelas. Com calma tirei seus coturnos e meias, podendo assim, tirar completamente sua calça. Voltei minha atenção à única peça restante em seu corpo. Umedeci os lábios involuntariamente ao fitar a bela ereção marcada em sua boxer branca. Com calma puxei o tecido para baixo, mas antes que pudesse tirar seu pênis dela, dou um pulo de susto ao ouvir o toque de notificação do meu celular. O pego do bolso, vendo se tratar de um áudio enviado pelo Rhodey:

"Feliz natal, senhor Esterco. Como não se comportou bem esse ano, não ganha presente."

— Senhor Esterco? — Steve pergunta rindo.

— Culpa sua — falei antes de digitar uma resposta qualquer e largar o celular na mesa de centro, não sem antes o colocar no silencioso.

Voltei minha atenção ao que fazia. Baixei sua cueca o suficiente para tirar sua intimidade de lá, logo a tomando na mão, sentindo seu calor e firmeza.

— Isso tudo aqui também saiu de um frasco? — Perguntei admirado com seu tamanho. Uns bons 25 cm, mais ou menos.

— O soro ajudou um pouquinho —respondeu rouco.

Movimentei meu punho algumas vezes, ouvindo Steve gemer em resposta. Umedeci bem os lábios, os levando até sua glande, onde deixei uma lambida antes de a sugar com intensidade.

— Ah Tony... — gemeu jogando a cabeça para trás e fechando os olhos.

O deixei deslizar pela minha boca, relaxando a garganta e o deixando ir o mais fundo que podia, mesmo que fosse impossível o colocar inteiro. Voltei a cabeça, o tirando da boca lentamente, serpenteando minha língua por sua extensão no processo. Suguei somente a glande novamente, enquanto mantinha uma mão ocupada em massagear e brincar com seus testículos. Passei meus lábios e língua horizontalmente por todo o comprimento do seu grande pênis, a subindo da mesma forma e colocando-o na boca de novo. Me concentrei em subir e descer, com uma mão em seus testículos e a outra masturbando o que minha boca não suportava abrigar.

À certa altura, quando eu já havia pegado ritmo e Steve gemia feito louco, senti uma de suas mãos em meus cabelos, pensei que ele queria ditar seu ritmo mas ele apenas a manteve lá, parada, acariciando meus fios escuros. Bem, ela se manteve parada somente até que seu dono sentiu que iria gozar, pois tentou separar minha boca do seu pau. Não deixei que o fizesse e continuei a lhe chupar com vontade, até que o senti ejacular na minha boca, fiz questão de engolir tudo.

— Oohh Tonyyy... — gemeu arrastado enquanto gozava e agarrava meu cabelo.

Continuei chupando, extraindo tudo que podia, até me levantar lambendo os lábios. Fazia tempo que eu não sentia o gosto de esperma diretamente na minha boca. A última vez que estive com outro homem foi antes de namorar a Pepper. Tinha dado até saudade.

Steve ainda arfava quando eu o puxei para um beijo, o fazendo levantar do sofá. Enquanto nos beijávamos, fui caminhando em direção ao quarto, o trazendo comigo. Como o local era grande, renderam muitos beijos no caminho, até que eu finalmente encontrasse meu quarto. Tranquei a porta assim que passamos, seguindo direto para a espaçosa cama que habitava o centro do cômodo.

— Sexta-feira, se alguém perguntar por mim, eu estou extremamente ocupado e não quero, sob hipótese alguma, ser incomodado — avisei, sentindo os lábios carnudos de Steve em meu pescoço enquanto minhas mãos passeavam pelo seu corpo.

— Sim, senhor Stark. Devo dizer o mesmo sobre o senhor Rogers?

— Não, não diga que eu estou aqui — ele mesmo respondeu desgrudando sua boca de mim.

— Entendido, senhor.

O levei comigo até a cama, puxando-o para cair deitado sobre mim. Steve, me olhando nos olhos, pegou minha camiseta pela barra, a levantando até tira-la por completo, fazendo o mesmo com a outra, de mangas compridas, que eu usava por baixo. Ficou alguns segundos apenas me olhando, para em seguida acariciar meu peito desnudo com carinho, depositando selinhos em toda extensão de pele, até chegar à calça, a qual ele tirou com igual cuidado. Tirou a cueca em seguida, parecendo um pouco hesitante e incerto sobre o que fazer com meu pênis.

— Tudo bem, não precisa tentar um oral nem nada do tipo logo na sua primeira vez — falei tentando soar o mais carinhoso que pude, o que era novidade pra mim.

O peguei pelos ombros, puxando-o para perto, para poder beijar seus lábios com calma. No tempo em que nossas línguas se moviam, me ajeitei melhor abaixo dele, enlaçando minhas pernas nos seus quadris, sentindo seu pênis novamente ereto, contra o meu. Ficamos mais um tempo nos beijando, com direito à mãos por todo o corpo, até que ele findou o ósculo para me olhar nos olhos.

— O que eu faço agora? — Perguntou envergonhado.

— Vai ali na gaveta e pega o lubrificante —falei apontando para o criado mudo ao lado da cama. Ele fez o que eu falei, logo voltando com ele em mãos.

— Pronto. Pra que eu uso isso? — Voltou à cama, ficando de joelhos entre minhas pernas.

— Tá zuando né? Você é muito inocente! — Não pude deixar de rir disso.

— Desculpa aí se eu nunca PRECISEI de algo assim antes — disse emburrado cruzando os braços.

— Tá bom, desculpa. Dá aqui sua mão e o lubrificante — pedi e assim ele o fez.

Abri a tampinha e despejei o líquido gelado em três de seus dedos, os melando bem.

— Agora você pega esses dedos molhados e coloca, um de cada vez, você-sabe-onde — falei relaxando contra o colchão.

Steve, mortalmente tímido, dirigiu seus dedos até o local indicado e logo senti o contato frio e úmido de seu indicador me invadindo. Ele o colocou e apenas o deixou parado lá.

— Mexe um pouco, Steve — pedi. — Daí coloca mais um — mordi o lábio ao sentir seu dedo se movendo, logo sendo acompanhado do seu dedo médio.

Steve era calmo e carinhoso com seus dedos dentro de mim, o que fazia ser mais fácil relaxar os músculos para estar largo o suficiente para abrigar o dote do Capitão. Logo eram três dedos que habitavam minha entrada, o que fazia ser difícil não gemer de dor.

— Tony, estou machucando você? —Perguntou preocupado parando de movimentar os dedos.

— Não! Continua... — pedi olhando em seus olhos azuis com toques verdes.

Ele assentiu e me beijou, enquanto mexia seus dedos com cuidado e carinho dentro de mim, até que eu sentisse que estava bom.

— Agora eu... hum, coloco? — Ele perguntou.

— Calma, vovô — falei pegando o lubrificante e despejando generosamente o líquido sobre seu pênis, o fazendo arrepiar pela temperatura. Passei abundantemente em minha entrada também. — Agora pode pôr, mas com calma, tá? Faz tempo que eu não uso esse lugar pra isso — falei abrindo bem as pernas enquanto ele se acomodava no meio delas.

Logo senti a ponta do seu pênis forçando a entrada, para em seguida, muito vagarosamente deslizar para dentro.

— Tem certeza, Tony? Eu não quero machucar você — sua voz exalava preocupação.

— Você não vai, só... espera um pouco antes... hm... antes de colocar o resto —pedi e procurei seus lábios com os meus, para tentar me distrair da dor inicial.

Beijei seus lábios cheinhos e gostosos até ficar sem ar, aos poucos o incômodo na minha bunda ia diminuindo, Steve colocou mais fundo, me fazendo cravar minhas unhas curtas em seus ombros e cerrar os dentes para não gemer.

Com cuidado e paciência ele se pôs inteiro, aguardando parado até que eu me sentisse confortável o suficiente para continuar. Depois de alguns beijos e carícias, o deixei que se movesse. Seus movimentos eram tímidos e claramente inexperientes, mas após algumas estocadas ele conseguiu fazer um ritmo, o qual estava me levando à insanidade.

— Isso é... muito–hmm... bom, Tony — ele gemeu entre dentes rente ao meu ouvido, me estocando firme e fundo.

Da minha boca apenas saíam gemidos, um tanto altos de mais para o meu gosto, mas incontroláveis, ainda mais quando ele acertava minha próstata com aquele pau grande que tinha. Era inebriante a sensação da sua pele macia e suada deslizando contra a minha. Nossos gemidos misturados enchiam o quarto, somados ao barulho molhado da sua virilha batendo deliciosamente contra a minha.

— Ooh... Steve... — gemi arrastado, o sentindo surrar minha próstata. — Aí, vai... Você é muito gostoso, Capitão... — o apertei mais em meus braços, procurando sua boca com a minha, calando nossos gemidos. — Ah... Vá mais rápido... Isso, assim...

Ele fez o que foi pedido, botando mais velocidade, se arremetendo fundo na minha bunda.

— Permissão para falar palavrão, senhor? — Pedi sorrindo malicioso, rebolando a bunda o quanto podia.

— Concedida — respondeu deixando uma mordida de leve no meu maxilar.

— Então me fode com mais força — o olhei com luxúria.

Steve então começou a "melhorar" as estocadas, tirando quase todo o seu pênis de mim e socando forte na volta, fazendo isso muitas vezes e muito rápido. Mesmo que estivesse muito prazeroso, decidi mudar de posição, gostava de variar na hora do sexo, não me restringindo à uma única posição.

O empurrei para o lado, o tirando de cima de mim, recebendo um olhar confuso em troca ao meu ato inesperado. Passei uma perna por cima da sua cintura, me apoiando com as mãos em seu peito e encaixando minha entrada em seu membro viril, me sentei devagar, gemendo longamente, até o ter todo dentro de mim. Comecei a subir e descer lento, até pegar ritmo, indo rápido e rebolando. Steve sentou-se na cama, mantendo seu corpo colado ao meu, pondo as mãos na minha bunda, me ajudando nas quicadas enquanto beijava minha boca.

Depois de algum tempo nessa posição, minhas pernas começaram a fraquejar, então deixei que Steve fizesse o trabalho sozinho, já que força pra isso ele tinha, e de sobra. Me deixei levar pelas suas mãos firmes em mim, rodeando seu pescoço com os braços, colando ainda mais nossos corpos, como se isso fosse possível. Com meu corpo subindo e descendo, meu pênis era deliciosamente friccionado entre nós, e com o pau do Capitão acertando minha próstata, não demorei muito a sentir o orgasmo vindo.

— Eu vou gozar, Steve... — gemi em seu ouvido.

Quase que ao mesmo tempo ele aumenta a velocidade, gemendo alto e rouco, me apertando em seus braços.

— Eu também, amor — por conta do calor do momento eu não parei para registrar suas palavras, apenas o beijei, coisa que não durou muito, já que a todo instante parávamos para gemer.

Duas estocadas fortes depois, senti seu líquido quente me preencher em abundância, mordi forte seu ombro, gozando deliciosamente entre nós dois.

— Eu te amo — ele falou enquanto ainda se arremetia em mim, diminuindo a velocidade, até parar.

Ele saiu de dentro, me fazendo gemer manhoso pelo vazio e também pela sensação do seu prazer escorrendo quente de mim. Ele me manteve sentado sobre suas coxas, abraçando minha cintura com força e passando o nariz pelo meu cabelo e pescoço, aspirando os locais. Deixei meus braços relaxarem ao redor do seu pescoço, deitando a cabeça em seu ombro e suspirando, me deixando levar pelo torpor pós-sexo.

— Eu preciso de um banho — resmunguei de olhos fechados.

Então senti meu corpo ser levantado, e sem dizer nada Steve me levou até o banheiro, nos colocando, comigo ainda em seu colo, debaixo da água quente do chuveiro. Carinhosamente ele lavou cada centímetro do meu corpo cansado, se lavando junto. Então ele me secou e colocou na cama, deitando comigo, ambos nus. Me acomodei em seu peito, ouvindo seu coração bater e entrelaçando nossas pernas por baixo do cobertor. Estava quase dormindo, sentindo sua mão acariciar meu cabelo.

— Ainda vai estar aqui quando eu acordar amanhã? — Perguntei grogue de sono.

— Dorme, Tony. Descansa — falou dando um beijo na minha cabeça.

Tentei não deixar transparecer minha decepção pela clara negligência de uma resposta direta, então apenas virei para o outro lado, puxando o cobertor mais para cima.

— Eu te amo, Tony. Nunca esqueça disso — sussurrou me abraçando por trás. Ele ficou um tempo em silêncio, pensei que Steve havia dormido, e acho que ele pensou o mesmo, já que falou mais baixo: — Mas isso não importa, já que você não sente o mesmo — sua voz era rouca e chorosa.

Então deixou um beijinho singelo em meu rosto, sussurrando novamente que me amava. Dormi sentindo sua respiração quente em meu pescoço, me sentindo protegido em seus braços fortes.

Não foi surpresa alguma estar sozinho na cama ao amanhecer, mas não consegui reprimir uma lágrima solitária de rolar, a sensação de ter sido abandonado, pela segunda vez, se fazendo presente. Então levantei da cama, vestindo uma calça e caminhando para fora do quarto, sentindo as dores causadas pela noite passada como prova de que foi real.

À passos rápidos cheguei à frente da porta da sala onde guardava o escudo do Capitão, coloquei o código de entrada rapidamente. A primeira coisa que vi foi o escudo reluzindo intocado, ao me aproximar notei um papel dobrado sob o celular que coloquei ali ontem após minha crise de raiva à noite. O peguei, reconhecendo a caligrafia de Steve:

"Tony,

Como eu disse, não vim pelo escudo. Me desculpe por não poder ficar, mas não podia fazer de você um procurado como eu, Tony. Saiba que se precisar de mim, ou mesmo se sentir saudade, não hesite em me ligar, e eu virei. Obrigado pela melhor noite da minha vida, foi muito especial te ter, mesmo que por uma única vez. Com amor, Steve.

PS: Eu te amo."

Notas finais
Espero que tenham gostado, se o resultado dessa fic for bom, logo eu posto o bônus.
Comentem, amores ( ˘ ³˘)❤