Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Vou ser breve, pois tenho que postar a fanfic de hoje e o tempo tá uma doideira aqui, então é isso. Fanfic todos os dias, espero que gostem! Boa leitura!

Um ano depois.

Nico estava sentado na areia, olhando o mar, como fazia todos os dias. Sua família o tinha considerado louco, desde que ele descobriu sobre a sereia, ele tentava não esquece-la, mais parecia muito difícil, a cada dia que ele passava sem olhar o mar, sem toca-lo, ele se lembrava menos do que aconteceu, ele não sabia como era o som da voz dela, não sabia como ela era, tinha uma breve lembrança de uma calda azul e de olhos azuis elétricos, mas nada apenas de um breve vislumbre.

Ele tinha pesquisado, um, dois, três, quatro cadernos escritos completamente a mão de pesquisas e desenhos sobre sereias, Kraken e qualquer criatura mística que pudesse existir. Suas paredes rabiscadas e cheias de rascunhos do que podia ter acontecido, de seus sonhos que tentavam formar alguma lembrança sólida.

Olhou os rabiscos de anotações em sua mão suspirando, como ele poderia viver daquele jeito? Procurando respostas que talvez nunca encontrasse, ele mesmo começava a duvidar que um dia algo daquilo foi real, que não passou de alucinações criadas pela grande quantidade de água ingerida.

Se levantou, caminhando até o mar e não se importando em sentir a água molhar sua calça, esfregou a tinta da caneta que sujava a sua pele, tentando arrancar qualquer vestígio. Quando uma sensação estranha o atingiu, ele levantou o olhar, voltando a cabeça para trás, e logo para o mar, passando os olhos pela água. O sol nascia lentamente, dando um tom alaranjado a tudo e iluminando um pouco do que havia sido mais uma noite em claro na vida de Nico.

Mas seus olhos pararam em uma pedra, com uma movimentação estranha na água, seus olhos se arregalaram ao ver uma mão ser puxada, como se tivesse notado que foi percebida.

— Você é real — andou mais para o fundo, falando alto, com medo de sua irmã ouvir, ou dele estar alucinando. — Por favor, diz que é real! — pediu mais para si do que para a possível alucinação.

Ela colocou a cabeça para fora, saindo de detrás da perna, seus olhos azuis elétricos delinearam ele por completo, com os pés dele dentro d’água conseguia sentir o coração dele acelerando e se aproximando mais dela.

— Para — pediu, se escondendo novamente.

— Por favor, não vai embora — implorou, sentindo a necessidade de tê-la mais próxima de si — eu estive te esperando por tanto tempo, eu... — as lembranças voltavam na mente de Nico como um tapa na cara.

As imagens passavam muito rápido, mas se organizavam rápido também, enquanto ele se aproximava mais da pedra que ela estava escondida.

— Você não entende — sua voz estava muito doce, quase como se cantasse — esse um ano foi muito confuso, eu...

Em um movimento rápido Nico a segurou pelo braço, a puxando para mais próximo, notando que não era a mesma sereia que tinha visto a um ano atrás, seus olhos mudaram e assim sua aparência ganhou a realidade, o cabelo ruivo a pele bronzeada, os olhos verdes. Ela pulou no Di Ângelo o levando para fundo, o mais rápido que conseguia, sentiu o impacto da bolha de proteção mágica e o seu corpo escorregou, agora ela tinha pernas humanas e os corais se adaptavam em sem corpo criando uma roupa.

Ele buscava por ar, notando estar debaixo d’água. Era uma mistura estranha de superfície e subterrâneo, uma cidade estava estendida a sua frente e ao mesmo tempo que as coisas flutuavam como se estivesse debaixo d’água ele tinha ar normal.

Dois guardas o seguraram o levantando, viu a ruiva se afastar e seu corpo foi arrastado para mais fundo na cidade aquática. E ele se viu sentado em um tribunal.

Várias pessoas estavam sentadas nos bancos, olhando curiosos para o humano, alguns estranhando a mudança do ambiente da cidade para que ele respirasse.

— Hoje estamos aqui para julgar o que fazer com esse humano — um homem começou a palestrar enquanto adentrava o recinto — que corrompeu o sentimento de uma de nossas sereias, de minha filha — os olhos azuis elétricos o fuzilaram.

Uma porta foi aberta e uma menina foi trazida amarrada, ela se debatia e seus olhos azuis se arregalaram.

— Não, por favor! — ela implorou chorando, fazendo de imediato o Di Ângelo reconhecer aquela voz.

— Você deveria o ter matado a um ano atrás, está na hora de tomar alguma atitude quanto a isso — o pai da garota, indicou que a sentasse ao lado do mundano.

Os olhos negros dele vagavam perdidos buscando respostas, eles encaravam a sereia que o tinha poupado a vida, ela chorava e tinha diversas queimaduras pelos braços descobertos pelo vestido de alça.

Os braços dela estavam amarrados atrás do corpo, assim como a corda passava por sua cintura fina e pernas, impossibilitando que ela se locomovesse sozinha.

— Devido a sua atitude impensada estamos sofrendo, você desencantou os marinheiros que estavam no barco e ainda por cima, os deu para o Kraken e salvou o primeiro, o que sofre a maior descarga de poder, revelando para ele nosso mundo por conta de um beijo — disse o homem tendo seu cabelo loiro grisalho agitado por uma corrente marítima.

— É minha culpa, ele não tem nada com isso, solta ele — implorou em desespero, uma sereia ligada a um humano era quase um pecado para a espécie, era a mesma coisa do canto voltar contra você.

— Você acabou ficando inutilizada, sem conseguir cantar pois está enfeitiçada por seu próprio canto e em vez de nos avisar sobre o ocorrido em sua primeira caça se deixou ir alimentar o Kraken e isso quase o fez ressurgir e exibir o nosso mundo para os humanos — ele acusou, vendo-a se encolher e fechar os olhos, segurando as lágrimas — THALIA GRACE, OLHE NOS MEUS OLHOS!

A eletricidade que subiu com a troca de olhar foi sentida em todo o recinto, a corda no corpo dela tremulou, como se algum resquício e poder estivesse lhe voltando.

— Você quase matou todo o nosso reino e o dos humanos...

— Eu sou metade humana — grunhiu, e como ordem, ela levou um tapa tão forte em seu rosto que caiu da cadeira que estava sentada, mas foi puxada novamente — VOCÊ FERROU TUDO, VOCÊ TEVE UMA FILHA COM UMA HUMANA E AGORA COLOCA A CULPA EM MIM PORQUE VOCÊ FRAGILIZOU O ACORDO COM O KRAKEN — acusou e novamente levou outro tapa, ficando pelo chão dessa vez.

Cuspiu o sangue dourado no chão branco, tremendo de raiva. Seus olhos pareciam em uma completa tempestade, encarando o pai.

— Dois dias, é o que você tem antes de matarmos o humano afogado e a família dele nunca encontrar o corpo dele, é o tempo que tem para achar o Kraken e refazer o acordo de paz — dito isso ele se retirou fervendo de raiva, batendo a porta enterrando todos no silêncio.

Notas finais
- O que acharam? — Comentem, vamos socializar! — Fanfics todos os dias! Beijos e até!