Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Mais um capítulo dessa fic ♥ Espero que gostem! Não se esqueçam que tá saindo fanfic todos os dias no meu perfil, então podem dar uma olhada e se divertirem. Espero que gostem! Boa leitura!

Os guardas pegaram os dois que estavam sendo julgados e os arrastaram para as celas da prisão, colocando cada um lado a lado, mas em celas separadas por uma grande grade preta com espinhos.

O silêncio reinou, enquanto as cordas que prendiam Thalia eram soltas, Nico apenas seguia cada pequeno movimento dela com os olhos, o rosto avermelhado, marcado de sardas, os olhos azuis em destaque pela maquiagem preta que ele não tinha ideia como não estava borrada debaixo d’água, seus lábios carnudos entreabertos enquanto encarava os homens com raiva.

Logo eles saíram, fechando a cela que ela estava e caminharam em passos lentos para fora do corredor. A Grace se levantou e correu até a divisão da cela, se ajoelhando com a mão na grade ignorando os espinhos que perfuraram sua pele.

— Eu vou dar um jeito, tudo bem? Não vou deixar eles te matarem — falou, esperando alguma reação de Nico, alguma maior do que apenas ele a olhando.

Ele se aproximou lentamente, sentando de frente para a morena, estando a centímetros de distância dela, apenas a grade os separando.

— Eu não estou entendendo — admitiu — Esse ano inteiro você passou presa aqui? Você está encantada com seu próprio feitiço? Nada disso faz sentido! Como eu estou debaixo d’água e falando, respirando...

Ela sorriu abaixando a cabeça, negando de leve e suspirando.

— A um ano depois de te deixar na superfície eu voltei para casa, eu tinha notado que havia algo estranho, mas eu não podia correr o risco de falar e não contei, mas depois de alguns meses foi minha vez de fazer a caça para o Kraken novamente e foi aí que começou a dar merda, quando não consegui encantar os homens do barco e quase fui descoberta, eu fugi, passei alguns dias em terra firme, mas aos poucos eu sentia meu corpo secar, implorando para eu voltar para água e foi o que eu fiz, mas assim que pisei no mar, eu fui capturada pelos guardas e eles me trouxeram para cá — explicou vendo-o assentir parecendo tentar assimilar tudo aquilo — meu pai foi até o deus dos mares e ele usou o tridente da memória em mim, descobrindo que meus pensamentos só rodeavam o dia em que eu deveria ter te matado.

Ele abaixou a cabeça, ela estava encrencada por sua causa, o reino inteiro dela estava ferrado por ela o ter poupado.

— Não é sua culpa — sua mão tocou a sua, fazendo com que seus olhos subissem para o dela, que sorriu calma — então eles esperaram um dia em que você entrasse no mar para te atrair para perto o suficiente e captura-lo para iniciarem o julgamento, eu estava tentando apagar sua memória daqui, mas eu não sou tão forte quanto as outras sereias e quase não tenho poderes depois que meu canto refletiu no seu coração acertando o meu.

— Você vai ficar bem? — questionei e ela deu de ombros, sorrindo triste.

Mas antes que ela pudesse fazer algo passos cortaram a conversa dos dois e a cela dela se abriu, seus olhos se arregalaram.

— Não...— tentou implorar, mas dois seguranças puxaram seu corpo a forçando soltar Nico que se levantou nos joelhos, se aproximando mais da grade.

Um dos homens a prendeu contra o chão pelo braço e outro pelas pernas, ela se debatia em desespero, enquanto o outro, um loiro com olhos dourados que tinha um sorriso psicótico nos lábios abaixou o balde que ele tinha, colocou um par de luvas que ele tirou do bolço da calça e puxou do balde uma água-viva, ela tinha a tonalidade rosa e roxa, seus tentáculos dançavam.

Ele depositou a água-viva na perna dela, que de automático a abraçou com os tentáculos arrancando um grito alto dela que tentou fugir de algum jeito, mas ela estava presa.

— PARA! — O Di Ângelo tentou, mas isso só fez o loiro rir e pegar mais uma, dessa vez subindo o vestido que ela usava até estarem debaixo de seus seios e colocar na barriga dela, arrancando-lhe outro grito alto. — Por que estão fazendo isso? Parem! Por favor!

Revirou os olhos dourados e colocou mais um dos animais no corpo da sereia que deixou as lágrimas escorrerem e não tinha mais força para se debater, seu corpo começando a atingir a inconsciência, dessa vez ela não gritou, não conseguia.

A quarta foi colocada e ela apagou por completo, os homens a soltaram e se levantaram, saindo os três sem se preocuparem de tirar aqueles bichos dela, apenas a deixaram ali sendo queimada, envenenada, desacordada.

O líquido dourado começando a escorrer de onde as águas-vivas estavam encostadas, sua pele ficando mais pálida a cada momento. O Di Ângelo tentou se esticar, mas era em vão, ela estava muito longe, sentia os espinhos cortarem seu braço e um pouco do seu rosto, mas era em vão, as grades não deixavam ele a ajudar.

Uma menina apareceu, seus olhos se arregalaram e um grito escapou de sua boca, a grade se abriu com o som da voz dela e Nico pode sentir seus órgãos tremularem dentro de seu corpo, quase colocando um para fora com a ânsia de vomito que o atingiu.

Ela invadiu a grade de Thalia, puxando a água-viva que estava na barriga dela, gritando ao sentir os tentáculos dela agarrarem seu próprio braço, mas jogou o animal longe, que saiu nadando, como se tivesse água ali, ele sumiu de vista. Fez o mesmo com os outros três, puxando a Grace para seu colo e a abraçando de lado.

— Eu espero que você valha a pena — a menina loira que tinha tirando as coisas de Thalia falou alto, olhando o Di Ângelo — espero que valha a pena ela estar passando isso para te manter vivo, pois dois desses bichos eram para estar em você, não nela.

Um toque, era tudo que era preciso para um humano morrer queimado por uma água-viva, era mais do que suficiente, e agora ela tinha sido torturada, queimada por quatro delas, por talvez horas aqueles animais passaram grudados no corpo da sereia para ele não sofrer com isso.

O loiro que tinha vindo ali voltou e grunhiu ao ver que a menina estava já começando a se curar, principalmente pelos cuidados da sereia recém-chegada.

— Está na hora dela se arrumar para sair, o sol vai nascer e os dois dias dela vão começar — ele disse para a garota que grunhiu.

— Deveria se envergonhar de fazer mal a ela, você está se vingando porque ela recusou seu pedido de casamento — acusou a menina, sendo puxada para longe de Thalia.

— Ela fez merda, ela está sendo punida por isso, agora saia antes que seja você a ser presa em uma cela, Annabeth — grunhiu para a menina, que rosnou de volta, deixando que os dentes ficassem afiados, para logo voltarem ao normal e ela se levantar e sair andando.

— Eu começaria a rezar, seu prazo começa agora — o loiro falou para Nico, apontando para um buraco na parede aonde um fio de água começou a cair.

Ele riu alto da cara do Di Ângelo, pegando a menina desacordada no colo e saindo dali.

Notas finais
- O que acharam? Comentem! Vamos socializar. — Fanfic todos os dias, não se esqueçam! — Beijos e até!