Mentiras de Maio
18 Proteção
ROMANCES MENSAIS
LIVRO V – MENTIRAS DE MAIO
CAPÍTULO XVII – PROTEÇÃO
Assim que recebi a ligação desesperada de Elena informando que Brooke armou para Ally, eu senti meu coração errar as batidas. Quando cheguei ao local e ouvi todos os comentários sobre a garota ter empurrado Brooke em um momento de fúria, não foi difícil entender que minha ex-namorada havia usado a opinião pública negativa que já havia desde a minha briga com Aaron para tornar Ally a vilã da história.
Eu corria desesperado pela cidade em busca de Ally, enquanto ligava para seu celular e não a encontrava em lugar algum. A culpa por deixá-la tão exposta me consumia. E o fato de não saber quem havia a levado me deixava ainda mais preocupado. Tudo o que Elena e Cait haviam visto quando chegaram na porta da loja de fantasias foi Ally sendo levada por um homem alto, que desapareceu em meio as ruas da cidade.
As garotas tentaram ir atrás da dupla, mas com a quantidade de pessoas que se amontoou para socorrer Brooke e acusar Ally de atacar uma pobre grávida que apenas havia pedido ajuda por estar passando mal as impediram de alcançá-los a tempo. Felizmente, todos os meus primos haviam se prontificado a procurar pela garota e eu tinha esperanças de que não demoraria a encontrá-la.
Tento mais uma vez discar o número de Ally e após o segundo toque, ouço o som de um celular tocando vindo de um beco sem saída próximo de onde eu estava. Quanto mais me aproximava, mais eu ouvia o som do toque do celular e um choro baixo. Imediatamente corro para o lugar e me surpreendo com a cena que eu encontro.
Gavin abraçava Ally, enquanto ela chorava contra o peito dele de forma assustada. Vê-la tão vulnerável e tão próxima daquele babaca desperta em mim um sentimento nunca sentido antes. Ele levanta o olhar e vejo um brilho de discreto de satisfação em seu olhar. Como uma espécie de provocação, ele a aperta ainda mais contra si, escorando o queixo no ombro de Ally.
— Larga ela! — Exijo, completamente tomado pelo ódio.
Imediatamente, Ally se afasta de Gavin e me encara assustada com o rosto tomado pelas lágrimas. Ela suspira aliviada e corre na minha direção. Abraço-a, sentindo o alívio por finalmente ter a encontrado. Inspiro seu perfume e beijo a testa da garota, afastando-a apenas para conferir se ela estava machucada.
— Austin! — Sussurra Ally, enquanto as lágrimas continuam a cair pelo seu lindo rosto. Ela me encarava com tanta preocupação que partia o meu coração. — Eu juro que eu não empurrei a Brooke. Eu não...
— Eu sei, meu amor. Eu sei que você não fez nada. Vai ficar tudo bem. Não se preocupe. — Respondo, colocando minhas mãos em seu rosto, limpando as lágrimas que desciam. Deixo um selar em seus lábios e a abraço, tentando transmitir o máximo de segurança possível a ela. Ally aperta minha camisa, aconchegando-se em mim.
— Agora que seu namorado chegou, eu vou voltar para o hotel e ver como estão as coisas. — Avisa o cantor, atraindo a atenção de Ally, que se afasta de mim para encarar o rapaz. Ele sorri para a garota com compreensão. — Se você precisar de alguma é só me chamar. E não se preocupe, Ally. Logo tudo vai se resolver.
— Obrigada, Gavin. Eu realmente não sei o que teria acontecido se você não tivesse me tirado de lá. — Agradece Ally, suspirando cansada. Ele balança a cabeça de maneira negativa, ainda sorrindo para ela.
— Não precisa agradecer. Nós somos amigos agora, certo? Eu sei que fiz muito mal a você no passado, mas sempre que precisar, eu estarei aqui. — Responde de maneira descarada, bagunçando o cabelo dela. Ally dá um fraco sorriso e ele suspira. — Fica bem, mocinha.
— Obrigada. — Sussurra, parecendo um pouco mais calma.
No momento em que Gavin passa por mim para ir embora, seguro o braço dele, parando-o. Ele me encara sem esboçar qualquer expressão. A tranquilidade cem seus olhos e as ações calculadas dignas de um manipulador me irritava em diversos níveis. Era como se eu estivesse de frente para uma versão menos trabalhada de Aaron.
— Algum problema? — Pergunta o cantor, puxando o braço para que eu o soltasse, mas eu o aperto ainda mais, impedindo que ele escapasse de mim.
— Fique longe dela. Eu sei o que você e Aaron estão aprontando e eu não vou permitir que isso aconteça. — Respondo com seriedade, fazendo Ally me encarar com os olhos arregalados e a boca levemente aberta.
— Austin! — Ally me repreende, enquanto Gavin encara a saída do beco com um sorriso discreto, antes de se virar para mim novamente.
— Eu não faço ideia do que você está falando. A única coisa que quero é o bem da Ally. — Responde Gavin e eu quase conseguia enxergar Brooke em suas palavras. A atuação dele era digna de Oscar. — Se ela me disser que eu devo me afastar, assim o farei. Não é você e nem ninguém que vai controlar minha amizade com ela.
— Você realmente não vai gostar de tentar mexer comigo, Gavin. — Respondo em um tom claro e em um volume moderado, fazendo um contato visual intimidante assim como tia Tasha, a ex-namorada de tio Clint e agente do CIA havia me ensinado. Minhas ação parece surtir efeito no cantor, que se encolhe levemente.
— Já chega, Austin! — Ally puxa minha mão para que eu soltasse Gavin. Continuo o encarando por um tempo. — Austin!
À contragosto, solto o braço do cantor, que nada diz antes de ir embora. Ally me encarava com os braços cruzados, visivelmente irritada. Bufo, sem acreditar que ela realmente havia caído no teatro do babaca que partiu seu coração.
— Ally...
— Por que você fez isso? — Questiona, impedindo que eu continuasse a falar.
— Ally, você não percebe que ele está apenas atuando? — Indago, inconformado com a ingenuidade de Ally.
— Ele me ajudou! — Retruca a garota com seriedade.
— Ele te manipulou! É diferente. — Respondo e ela suspira, negando. — Ele é amigo de Aaron, Ally. Você sabe o que ele te fez no passado...
— As pessoas mudam, Austin. — Afirma, irritada.
— Pessoas como ele, Aaron e Brooke não mudam! Não importa o que aconteça, eles sempre vão fazer de tudo para prejudicar outras pessoas e se aproveitar de pessoas ingênuas como você, que acha que todo mundo tem um lado bom. Mas nem todos são assim, Ally. Você precisa abrir seus olhos e encarar a realidade! Existem pessoas más no mundo! — Digo com o tom de voz alterado. Ally me encara chateada e logo me arrependo de ter gritado com a garota. Suspiro e esfrego meu rosto. — Ally, eu...
— Olha, Austin, eu não quero brigar. — A garota me interrompe, desviando o olhar para as próprias mãos. Ela estava bastante chateada. O tom de voz frio usado me mostrava que eu havia ido longe demais. Ally então volta a me encarar e vejo a dureza em seus olhos. — As intenções de Gavin são as menores de minhas preocupações nesse momento. Nesse exato momento, a cidade inteira pensa que eu empurrei uma grávida indefesa. Coincidentemente, eu também sou a namorada da pessoa que espancou o noivo dela. Então ao invés de ficar aqui discutindo com você sobre as razões que levaram uma pessoa a me ajudar no momento em que eu mais precisava, eu vou em busca de uma forma de consertar essa bagunça. Agora, se você me der licença, eu vou...
— Ally, espera, por favor. — Impeço que a garota se afaste, segurando em seu pulso com cuidado para não a machucar. Eu a encarando quase em súplica e recebo como resposta um olhar frio. Sua reação dói mais do que qualquer soco que eu já havia recebido. — Me desculpa, por favor. Eu não quis te chatear. Eu só... olha, é frustrante para mim saber que o mesmo idiota que teve a sorte de ser o seu primeiro amor acabou te salvando quando eu é quem deveria ter feito isso. E pior ainda é saber que isso só aconteceu porque Aaron e Brooke querem me atingir. Eles estão te usando porque sabem que você é a pessoa mais importante no mundo para mim. Eu realmente sinto...
— Não é sua culpa, Austin, então não se desculpe por algo que você não fez. — Responde Ally, suspirando. Ela fecha os olhos por alguns instantes e respira fundo. Quando volta a me encarar, a linda garota abre um fraco sorriso. — Escuta, Gavin pode ter sido o meu primeiro amor, mas você é quem eu amo agora. O fato dele ter me salvado daquela multidão de pessoas furiosas não muda esse fato. Você também é a pessoa mais importante no mundo para mim e é por isso que não importa o que aconteça, eu vou continuar ao seu lado. Por isso, Austin, eu só peço que você confie em mim e no meu amor por você.
— Eu te amo. Eu te amo tanto que tenho medo de acabar perdendo você por não ser bom o bastante para você. — Declaro, puxando-a para um abraço. Ela se aconchega em meu peito, dando um doce sorriso amável.
— Isso não vai acontecer. Você mesmo disse: nós somos almas gêmeas. — Responde Ally, encarando-me com intensidade. — Você é perfeito para mim, Austin.
[...]
Respiro fundo pela milésima vez, enquanto aperto a mão de Ally. Nós estávamos de frente ao salão onde ocorria o baile à fantasia. O lugar já estava cheio tanto com os convidados do casamento de Brooke e Aaron quanto pelos outros turistas da cidade. Isso incluía a mídia, que à pedido de meu avô havia comparecido ao evento para registrar o meu pedido de desculpas a meu irmão mais velho. Cientes de que eu faria um discurso durante a festa, todos pareciam ansiosos para saber o que eu diria e como eu me desculparia pelo ocorrido.
Eu estava nervoso. A história de que Ally havia empurrado Brooke se espalhou rapidamente e não demorou muito para que a mídia divulgasse, deixando a situação ainda mais complicada. Temendo pela segurança de Ally, tio Clint nos mudou de quarto e providenciou fantasias que nos tornassem irreconhecíveis para o baile. Segundo o homem, ele daria um jeito de reverter a situação, mas precisaríamos ser pacientes por enquanto. De qualquer forma, eu ainda precisaria fazer o meu pedido de desculpas a Aaron e conquistar a simpatia das pessoas.
As pessoas passavam por nós, encantados com nossas fantasias. Ally e eu provavelmente éramos as pessoas com as melhores fantasias da noite e eu sabia que essa era a forma que tio Clint havia encontrado de manter nosso orgulho. Aaron podia ter armado essa noite para me humilhar, mas eu não tinha dúvidas que acabaríamos ganhando o prêmio de melhores fantasias da noite.
Eu usava uma peruca preta, smoking preto com botões dourados, blusa social, gravata borboleta branca com detalhes vermelhos, colete cinza, calças e sapatos sociais pretos e luvas brancas. Para completar a fantasia do personagem Texugo Mask de Sailor Moon, eu também usava uma cartola preta, uma máscara branca em formato de óculos que cobria boa parte do meu rosto e uma capa preta por fora e vermelha por dentro. Ally estava deslumbrante com sua peruca rosa cor de algodão doce, vestido branco com uma espécie de capa da mesma cor, acessórios dourados e com máscara rosa claro com detalhes prata e dourado, segundo tio Clint, ela era a representação de Afrodite.
— Está pronta? — Pergunto a Ally, observando que a garota estava tão nervosa quanto eu.
— Sim. — Concorda, respirando fundo, enquanto aperta a minha mão com mais força.
De cabeça erguida, entramos no salão do baile e não demoramos a nos tornar o centro das atenções. Como planejávamos não ser reconhecidos, seguimos para uma mesa afastada de meus primos, que sorriam e nos observavam com atenção. Pelo canto do olho, vejo Brooke nos encarar nada satisfeita. Aaron esboçava indiferença, mas eu sabia que ele estava incomodado. Provavelmente esperava que eu aparecesse sendo recebido por vaias ou olhares julgadores dos convidados da festa.
Assim que chegamos a uma mesa vazia, puxo uma cadeira para que Ally se sentasse e me sento ao seu lado. Não demora muito para que um garçom aparecesse para nos servir. Ally pega uma taça de champanhe e em um ato de nervosismo, toma todo o líquido de uma vez. Sorrio e coloco minha mão sobre a dela, tentando transmitir algum tipo de segurança a ela. Seus lindos olhos se encontram com o meu e vejo um sorriso nervoso aparecer em seus lábios.
— Vai ficar tudo bem. — Sussurro próximo ao seu ouvido, já que por causa da alta música não conseguia escutar muita coisa. — Não importa o que aconteça, nós vamos enfrentar qualquer obstáculo juntos, certo?
— Certo. — Concorda, sorrindo um pouco mais confiante. Ela leva uma das mão ao meu rosto e o acaricia. — Juntos podemos enfrentar qualquer desafio.
— Agora que tal nós dançarmos um pouco? — Sugiro e ela me encara desanimada. Sorrio ainda mais com sua reação.
— Eu não levo jeito para dança e você sabe disso. — Resmunga, fazendo um bico adorável nos lábios. — É melhor ficarmos sentados a festa inteira e evitar passar vergonha.
— Ah, isso com certeza não vai acontecer. Eu quero exibir minha linda e majestosa acompanhante essa noite. Como irei fazer isso ficando aqui sentado? — Pergunto e ela desvia o olhar. Mesmo no escuro, eu sabia que ela havia ficado vermelha com o meu comentário. Eu me levanto e estendo a minha mão em um convite mais formal. — Oh, bela e grandiosa Afrodite, você concederia a honra de uma dança com esse humilde devoto de sua magnificência?
— Você é tão bobo. — Resmunga a garota, morrendo de vergonha, enquanto éramos encarados por todos da festa. Ela suspira e acaba aceitando. — Não me culpe se acabar pisando em seus pés. Você está ciente da minha falta de habilidades motoras.
Sorrio e a conduzo para a pista de dança. Para a nossa sorte, uma música lenta começa a tocar. Coloco minhas mãos na cintura de Ally, enquanto ela passa os braços em torno e meus ombros. Aproximamos nossos corpos e começamos a nos mexer no ritmo da música, aproveitando o momento. E enquanto eu me deixava levar pela envolvente melodia, era como se todos os nossos problemas tivessem sumido e só existissem Ally e eu naquele enorme salão.
Ally encosta a cabeça em meu ombro e vejo um doce sorriso se formar em seus lábios, provavelmente tão relaxada quanto eu. Em momentos como esse, eu realmente sinto que Ally é a minha alma gêmea. Com ela em meus braços, é como se a doce e determinada garota fosse a peça do quebra-cabeça que faltava para completar a minha vida. É tão incrível como nesse pouco tempo em que convivemos, ela é a única capaz de me dar coragem para enfrentar a minha família e expor como eu realmente me sinto. Eu jamais imaginei que seria capaz de amar alguém com tanta intensidade como eu a amo.
E para a minha infelicidade, a música chega ao fim. Sorrio e deixo um beijo rápido em seus lábios antes de a abraçar e a balançar no ritmo da música animada que passava. Em meio aos risos e movimentos estranhos, nós dançávamos sem nos preocupar com o que as pessoas diriam ou se nos reconheceriam. Naquele momento, nós éramos dois jovens comuns, aproveitando uma festa à fantasia qualquer.
No entanto, nosso momento de paz não durou muito tempo. Depois de dançarmos mais duas músicas, vejo meu avô subir para o palco que havia no salão e onde o DJ estava. Não demorou muito para que toda a atenção do público se voltasse para ele quando as luzes do salão se acenderam e a música parou. Sinto meu coração se apertar e o nervosismo voltar a tomar conta de mim. A hora do pedido de desculpas havia chegado muito mais rápido do que eu gostaria e como eu já esperava, eu não sentia vontade alguma de me humilhar para o babaca do meu irmão e da vadia da futura esposa dele.
— Boa noite a todos. — Começa o homem, assim que recebe um microfone em mãos. Observo meu avô fantasiado de Sherlock Holmes e tenho vontade de rir da ironia do destino. Fantasiado de um dos maiores detetives do mundo, o patriarca da família Queen nem mesmo imaginava o a verdadeira personalidade do babaca que ele está prestes a homenagear. — Muito obrigado por estarem reunidos aqui nessa bonita noite. Antes de mais nada, eu gostaria de parabenizar Aaron e Brooke pelo futuro casamento. Vocês são jovens admiráveis com um futuro brilhante pela frente e tenho certeza de que essa criança que está por vir trará muitas bençãos em suas vidas.
— Obrigado, Sr. Queen. — Agradece Aaron com um microfone em mãos. Ele estava vestido de rei e usava uma máscara para esconder o rosto ainda muito machucado da surra que eu havia dado. — Apesar de não compartilharmos do mesmo sangue, eu cresci o admirando como um avô e um grande exemplo a se seguir. Por isso, receber a sua benção nessa cerimônia e desse bebê que será muito amado por nós é muito importante para mim.
Meu avô dá um sorriso satisfeito e eu quase tenho vontade de vomitar. Era impressionante como Aaron conseguia convencer a todos com a cara de pau dele. Ele deve ter alguma coisa nos olhos dele que deve hipnotizar as pessoas e as deixa cegas. Só pode ser. Vovô Richard pigarreia algumas vezes, chamando a atenção da pessoas. A seriedade não demora a se tornar presente em sua face. Respiro fundo algumas vezes e aperto a mão de Ally, nervoso demais para saber como reagir.
— Bom, como todos já devem saber, infelizmente nós tivemos um desentendimento entre você e seu irmão mais novo. Depois de refletir sobre suas ações e reconhecer que agiu de maneira irresponsável e imatura, ele deseja realizar um pedido de desculpas formais a você e a sua noiva, Brooke. — Bufo diante da fala de meu avô. Desejo de realizar um pedido de desculpas? Isso estava longe de ser um desejo. Está mais para um pesadelo do qual espero com todas minha forças ser capaz e fugir. — É por isso que eu quero chamar ao palco Austin Moon para esclarecer todos os mal entendidos e pedir o perdão de seu irmão mais velho.
— Boa sorte. — Sussurra Ally, dando um sorriso encorajador. — Não se esqueça. Você não está sozinho. Suba naquele palco de cabeça erguida e não se deixei intimidar ou se afetar pelas provocações de Aaron. Lembre-se que eu estou aqui com você.
— Obrigado. — Sussurro, respirando fundo.
E se alternativas, sigo em direção ao palco de cabeça erguida. Ao ser reconhecido, ouço alguns comentários e olhares indignados das pessoas. Com o microfone em mãos, retiro a minha máscara e encaro cada uma dessas pessoas que me observavam em silêncio, sem conseguir esconder a ansiedade que sentia. Respiro fundo e depois de uma rápida troca de olhares com Ally, encaro Aaron e Brooke. Era hora do show.
Fale com o autor