Mentira perfeita

4 Capítulo 3


Notas iniciais
Oiii, gente! Demorei, mas cheguei! Espero que gostem desse capítulo, mas antes, queria agradecer a todas as pessoas maravilhosas que leram, comentaram e favoritaram a fic! Thanks! Vcs são demais! Boa leitura.....

Capítulo 3

— O vermelho ou roxo? — Rey perguntou pela terceira vez naquele dia e Finn revirou os olhos.

Faziam mais de duas horas que estavam ali e a moça só sabia fazer duas coisas: Olhar o celular, toda sorridente e experimentar roupas para o encontro que teria com um rapaz misterioso dali uma hora.

— Tanto faz — o rapaz negro falou, dando de ombros. — Pelo que estou vendo, você pretende tirar ele depois mesmo...

— É claro que pretendo tirar, idiota. Sabe que não durmo de vestido — riu encarando mais uma vez a tela do celular preto que tinha em mãos.

— Você entendeu muito bem o que eu quis dizer com tirar ele depois, engraçadinha — jogou um travesseiro na moça, que desviou com facilidade, enquanto digitava uma mensagem qualquer para o rapaz da boate. — E você ainda diz que isso não é um encontro — Finn riu. — Poderia pelo menos me dar mais atenção já que me fez vir aqui para ser seu consultor de moda...

— Eu estou te dando atenção — rebateu se fingindo de ofendida. — E não é um encontro.... Só vamos destrocar os celulares. Kylo é um rapaz difícil....

— Ahhhh.... Agora eu entendi suas intenções, Rey Kenobi! Sei que você gosta de um desafio.

— Não é nada disso — se defendeu, corando. — Eu... E-eu não tenho nada a declarar — concluiu derrotada, porém uma chama desafiadora logo brilhou em seus olhos verdes e Finn soube, instantaneamente, que não iria gostar do que ela diria a seguir. — E a tal Rose, hm?! Dava para sentir os ciúmes do Poe a metros de distância....

Foi a vez de Finn corar. É, realmente, ele não tinha gostado do rumo que a conversa tinha tomado.

— Sabe que não gosto de falar sobre isso. Eu não sou gay e Poe sabe disso — sentenciou sentindo seu peito pesar. Sabia dos sentimentos do amigo por ele, mas corresponder estava fora de questão. Tinha muitos outros problemas para pensar e a paixonite de Poe Dameron por ele não era um deles.

— Tem certeza? — Rey perguntou em tom brincalhão, contudo, ela conseguia enxergar os sentimentos de Finn melhor que ele, que se reprimia por medo do que os outros iriam pensar. — Okay, okay! Não esta mais aqui quem falou... — sorriu vendo a expressão raivo no rosto do amigo, decidindo deixar o assunto para outra hora. — Acho que vou com o vermelho... — concluiu tirando um foto provocante de si mesma, assim como tinha feito com as outras roupas que provara.

— Uhum... Só não vai se apaixonar pelo boy darkness da boate, senão vai ter problemas com o tio Obi-Wan e seu futuro noivinho — avisou vendo a amiga revirar os olhos enquanto digitava mais uma mensagem para Kylo.

— Relaxa, Finn. Eu não vou me apaixonar pelo “boy darkness” da boate — rebateu, fazendo aspas no ar, sem saber que o destino pregava peças estranhas e ela não estava imune contra isso.

***

Estava jogado em sua cama improvisada no apartamento de Hux, enquanto trocava mensagens com Rey, quando o amigo entrou em seu quarto como um furacão:

— Precisamos arrumar um emprego! — falou aflito, segurando um papel amarelado, que Ben logo percebeu se tratar de um extrato bancário. — Pra ontem!

— Está tão ruim assim? — o moreno perguntou ao se sentar na cama. Se o extrato bancário do amigo não ia nada bem, imagine o dele, que já estava no vermelho há dias.

— Está horrível. Ou a gente come ou pagamos o aluguel desse mês. O que você prefere: Morrer de fome ou virar sem-teto? — brincou, jogando-se no colchão ao lado de Ben.

— Nenhum dos dois! Precisamos de um emprego....

— Foi isso o que eu disse, cabeção — Hux rebateu pegando seu celular, encarando-o por vários segundos. — Já sei! — exclamou com os olhos verdes brilhando de entusiasmo e Ben teve medo do que viria a seguir. — Me de até o final da noite e nós dois vamos estar empregados — e saiu correndo para a sala enquanto discava um número em seu celular e levava o aparelho ao ouvido.

O moreno temeu que tipo de emprego o amigo poderia arrumar para eles, porém, se Ben queria deixar o passado para trás, não podia nem pensar em pedir ajuda a sua família. Aceitaria de bom grado o que Hux arrumasse.

Suspirou sentindo o celular dourado de Rey vibrar em sua mão.

“Vestido vermelho ou roxo?” — era tudo o que dizia a mensagem com duas fotos em anexo.

— O que você está querendo de mim, moça?! — ele se indagou em voz alta ao abrir as duas fotos extremamente provocantes da garota. Estava claro que ela queria provoca-lo, a questão era: A troco de quê?

“O vermelho. Ele te deixa mais sexy...” — digitou rapidamente.

Não sabia o que ela queria, contudo, se estava na chuva, então iria se molhar todinho para descobrir onde esse jogo de Rey os levaria.

“Me acha sexy, senhor Ren?” — aquela pergunta era perigosa.

“Talvez, senhorita Rey. Talvez...” — riu imaginando a expressão de indignação que aquela pergunta levaria ao rosto bonito da moça. Estava gostando daquele joguinho, tanto que toda aquela triste imensa que sentia desde que sairá de casa parecia sumir aos poucos, dando lugar a um sentimento de liberdade, pois se tivesse aceitado se casar com a mulher que Luke escolhera, nunca teria conhecido Rey e não estaria vivendo aquela experiência.

Não era como se nunca tivesse flertado com nenhuma mulher antes, Ben já tinha vinte e três anos afinal, porém, com Rey era diferente. Ela não se aproximara dele por interesse, como as outras garotas faziam ao saber que ele era o herdeiro da família Organa-Solo, sem nem sequer imaginar que estavam à beira da falência, Rey apenas aparecera, sendo ela mesma e isso o fez deseja-la desde o primeiro olhar. Por isso estava se deixando levar como nunca fizera antes.

“Então até daqui a pouco, senhor Ren” — ela respondeu simplesmente fazendo Ben pular da cama apresado. Estava tão entretido com a troca de mensagens e a loucura de Hux para arranjar um emprego, que não notara que tinha apenas quarenta minutos para se arrumar e chegar até o pub onde haviam marcado.

Precisava se apressar!

***

“Já estou aqui. De vermelho. Cadê você, Ren?” — Rey digitou a mensagem apressada, enquanto se sentava rente ao bar, pedindo um drink ao barman logo em seguida.

“Entrando” — foi tudo o que ele respondeu, mas Rey não precisou esperar por muito tempo, pois tão logo leu a mensagem do rapaz, seus olhos foram atraídos para os olhos escuros de Kylo Ren, que adentrava o pub vestido de preto mais uma vez.

Boy darkness, realmente, Finn havia acertado no apelido. Porém, Rey não podia negar o pedaço de mal caminho que Kylo Ren era todo vestido de trevas como estava. Era como se tudo nele despertasse os desejos mais mundanos da moça.

— Está atrasado — ela sorriu, vendo-o sentar a seu lado.

— Oi para você tão, senhorita Rey. Como vai? — rebateu sarcástico, sinalizando para o barman.

— Oi — ficaram em silêncio.

Ben estava tão admirado com a beleza de Rey, que não conseguiu a olhar por muito tempo, temendo revelar seus pensamentos e ser rechaçado. Conversar cara a cara nunca fora o seu forte. A troca de mensagens dava uma estranha sensação de segurança que a interação social olho no olho excluía.

— Aqui está seu celular — Ben falou ao passar o aparelho dourado para a moça, que o encarava timidamente, corando assim como ele ao encontrar seus olhos no decote generoso do vestido vermelho que usava.

— Obrigada. Aqui está o seu — entregou o aparelho preto para o rapaz, que agora olhava apara tudo, menos para ela. — Sua mãe ligou umas dezenove vezes, mas eu não atendi, eu juro — sorriu a fim de quebrar o gelo, mas Ben ainda parecia extremamente distante.

— Certo. Certo. Obrigado — agradeceu bebendo todo o liquido transparente que estava em seu copo. — Já que era só isso, vou indo...

— O que?! Não! — Rey rebateu contrariada, mando para longe a timidez. — Fica mais um pouco? — pediu sorrindo e Ben não pode recusar.

Assim, conversa vai, conversa vem, a timidez de ambos foi embora de vez dando lugar ao desejo latente que sentiam um pelo outro. Então, como se a bebida desse a coragem necessária, Ben sussurrou junto ao ouvido de Rey:

— Vamos sair daqui?

Um arrepio prazeroso percorreu todo o corpo da moça quando sentiu a mão forte do rapaz tocar de leve seu braço direito em uma caricia delicada.

— Sim — foi tudo o que ela respondeu e logo viu Kylo Ren pagar as bebidas para seguir a seu lado rumo a saída.

Pegaram o primeiro taxi que encontraram e Rey foi logo dando seu endereço. Não estavam bêbedos, apenas alegres, mas Rey não iria dirigir depois de beber, sabendo que foi de um descuido assim que seus pais morreram. Pediria para Finn ou Poe buscar seu carro depois.

Olhou para Kylo sentado a seu lado. Ele estava calado demais, algo não muito fora do normal pelo que percebera, no entanto, sem pensar Rey tocou sua mão na dele, fazendo-o a olhar curioso.

O desejo entre os dois era palpável e assim, o primeiro beijo aconteceu no banco traseiro de um taxi qualquer da cidade, onde muitos outros viriam a acontecer, não apenas daquele casal de amantes, mas, também, de muitos outros apaixonados que passariam por ali.

O beijo foi apenas um toque suave e terno, que serviu apenas para alimentar o desejo latente que existia ali, desejo esse que foi liberado ao passar pela porta de madeira branco do apartamento da moça, que a fechou com um baque ao se ver envolta pelos braços fortes de Ren.

O jogo perigoso passava para a segunda fase a partir dali.

Notas finais
E ai? O que acharam? Estava pensando em fazer uma cena para maiores de 18 no próximo capítulo, o que acham? Comentem e logo volto com mais! Beijos