O COMEÇO:

Em meio madrugada suava fria, acordei com a garganta seca e o corpo pesado quando vi que horas era, estava bem tarde e não costumava acordar a esses horários há não se por motivos especiais, desci ir à cozinha para beber uma agua e esfriar minha mente, quando vi quem estava sentado na cadeira pensei logo que precisaria beber um galão de agua:

- Que visita inesperavel aqui Samantha – abri a geladeira e peguei uma garrafa bem grande de agua, já que precisaria.

- Estava com muita saudade de ver você. – de repente fez surgi um copo de vidro de sua mão.

- Obrigada – peguei – Mas não está bem tarde para visitas? E minha mãe se não sabe tem um sono muito leve e acostuma acordar com qualquer barulho que ouvi.

- Você sabe que ela não nos ouve, já que nesse instante deve ta dormindo como uma pedra. – sorriu sarcasticamente.

- O que veio fazer aqui? Alem da visita, normalmente não há vejo desde ultimo serviço que fizemos juntas. – já estava no segundo copo d’agua.

- O chefinho tem um serviço classe A para você, o interessante que só você ganha este tipo de casos importantes.

- Como assim? – fiz de desentendida

- Sei que não é idiota ou burra, só que nunca fez nada na vida e é a preferida do chefe. O que você faz?

- Nada. Simplesmente isso.

- Entendi. Os Spirits* vivem falando que você sempre deu uma brecha para o chefe e é desse jeito que consegue esses tipos de trabalho. – quando ouvi esse comentário tive uma enorme vontade de rir, mas rir de deboche.

- Pergunto como o chefe consegue enviar só pessoa de baixo nível para fazer isso.

- O que?! – via sua cara ficando de surpresa à quase raiva.

- Fiquei sabendo também que você Samantha-san não dá uma brecha e sim uma porta inteira só para consegui meros serviço de baixo nível, como você consegue se vender seu corpo tão facilmente? – dei uma ultima golada de agua – Como consegue ser mais suja que uma vadia de rua? – falei dessa maneira mais educada possível. – Me responda?

- Sua pirralha insolente, não subestime força maior que a sua. – sua cara de humana ia dando lugar a um demônio. – não há mato agora porque gosto muito de você e... – tocou em meu cabelo delicadamente – da sua família, já imaginou sua mãe tendo um acidente de carro ou sua irmã levar um tiro na cara?

- Suas ameaças são mais velhas que a minha bisavó. Gostaria que melhorasse, pois o tempo vai passando e você fica cada vez mais velha e suja.

- Para uma criança com uma aparência doce é bem abusada. – falou bem perto do meu ouvido com sua voz medonha. – pena que tenho que ir. Trabalho sabe? Tchau Ma-chan! – desapareceu como uma sombra.

Os papeis estavam sobre a mesa, sua ficha era obvia, pena que não queria pegar apesar de não gostar dele.

- Kyuuki...

Ao subir as escadas com a ficha do proximo cliente uma vontade de observa os motivos que levaria a sua morte prematura, com café e biscoitos a mão arrastei uma mesa e comecei a olhar detalhadamente já que tudo que me enviava só era apenas meros resumos da vida da pessoa, então tinha que aproximar-me dele, e desse jeito acaba sempre tornando algo pessoal para mim.

Seu lugar:

Demorei duas horas para ler sua ficha, não é muito grande, porém complicada sua vida era baseada na maioria das vezes em drogas e mortes, quando tinha apenas 4 anos perdeu sua mãe em um assalto e depois aos 9 o pai, ele se envolvera em apostas clandestinas e acabou perdendo a vida drasticamente na frente dos irmãos, aos 12 um caça talentos descobriu seu talento de cantar e assim foi ganhando fama, no começo dos 15 anos virou usuário de drogas, começou a maconha e depois para a cocaína, escapou da morte uma vez, então para não dá vexame saiu do país por 3 anos. Aos 18 anos e muitas viagens ao redor do mundo voltou para o Japão, com uma nova turnê e novas fans... Joguei os papeis para o lado já era 4h da madrugada e tinha um monte de coisa há fazer e com certeza não iria dormir nessas uma semana.

- Que saco – deixei de lado e cai num sono profundo.

“Dia da morte: 15 de fevereiro ás 21 horas”

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