Mensager Of Death Vol 2
3 Act 9
Oito de fevereiro de 2010:
- Você quer que eu faça o quê? – falava surpreso e sonolento
- Quero que arranje o endereço da casa do cantor Kyuuki Jun, necessito entregar uma coisa muito importe e é do seu interesse. — estava sentada tomando o meu chá calmamente.
- Você fala isso como se fosse nada – falava Yushiro com o cigarro na boca. – você sabe que é meio impossível fazer isso.
- Consegue, pois fiquei sabendo que ele compareceu ao hospital num sábado à tarde e você estava lá. Então consegue fazer isso?
- Isso é sigilo, o próprio empresário pediu que fizesse isso. Lamento, não poderei fazer esse favor.
- Então perguntarei ao Akira já que foi ele que o atendeu. – olhei para a sua cara e não parecia de poucas e boas. Pelo jeito ia falar alguma coisa.
- Moleque insolente. – tomava o seu café impaciente.
- Deu em cima?
- Em cima de quem?
- Do Akira é claro.
- Na verdade não, mas... – sua grande mania era parar para olhar a xícara de café e pensar em respostas mais sutis – quem iria atender ele seria eu, mas quando entrei seu modo era de um garoto mimado, nem parecia ter 18 anos e também não gostava que ninguém o tocasse. Fez o maior espetáculo no hospital exigindo um outro medico...
- Depois?
- Seu estado não estava normal, parecia outra pessoa, mas quando peguei no braço dele vi vários furos de agulhas... Nesse estado anormal e nervoso chamei o Akira para cuidar dele.
- Você acha que ele vai morrer de overdose?
- Se antes já quase morreu disso, vamos ver o que vai acontecer.
- Dessa vez a morte fez caixa de surpresa.
- Como assim?
- Não sei do que esse garoto morrerá, antes sempre sabia assim não me preocupava em ficar fuçando o passado da pessoa, mas dessa vez é diferente... – levantei-me lentamente e apontei – e é por isso que precisarei do endereço da casa dele, se não ele morrerá fazendo o show.
- Hã? – cuspiu o café para fora e ficou surpreso. — O que pretenderá fazer? Adiar o show para domingo?
- Como você consegue ler minha mente. – sorrir.
- Ma..s isso é impossível, os ingressos já foram vendidos e não tem como adiar nem mesmo o próprio cantor pode fazer isso. Você pirou?
- Não, e nem ao menos me conhece, se consegui impedi alguns acidentes como não poderei adiar um mero show?
- Eu duvido que você faça isso, não é simplesmente dizer para adiar o show, pois supostamente irá morrer numa segunda-feira.
- Isso só restará de mim, já que tenho tudo caligrafado em minha mente. – coloquei meus sapatos e abria a porta. – sei que conseguirá este mero serviço já que é o filho do dono e futuro dono do hospital. Por favor, Yushiro?
- Espere no Café Expresso às 14h20min!
- Bom menino.
Quando sai do apartamento do medico, percebi varias vizinhas fuxicando, também era bem estranho uma estudante aparecer do nada na casa de um homem bem mais velho sem avisar.
- Matei aula e agora? Vou ligar para Mirelly antes que me mate. – peguei meu celular e vi quatro chamadas não atendias, quando olhei... Era ela. Retornei a chamada e acabei sendo recebida a gritos.
- Você sabe que horas? Dormiu mais que a cama? Onde você está? Estou cheia de trabalhos e não posso lidar com isso sozinha.
- Preciso que agüente firme. – era a única coisa que consegui falar.
- Não é tão fácil assim, estou fazendo um serviço duplo, o meu e o seu ao mesmo tempo... – deu uma pausa — esse trabalho de vice é uma droga mesmo. A onde está?
- Estou fazendo um serviço extra, preciso de pontos extras em minha vida.
- Quem é?
- Dessa vez não poderei contar, segredo de vida ou morte. — não queria contar para ela que o “Jun-kun” iria morrer.
- Não acredito isso só pode ser o pesadelo, quero dizer essa escola tá um pesadelo não agüento ninguém mais chamar o meu nome, tive que inventar que estou com dor de estômago para não fazer um serviço que era SEU!
- Na hora da saída da escola encontro você, e fale para o pessoal que não vim, pois estava... – queria bolar uma mentira bem bolada assim não precisarei dá explicações e nem o diretor ligar para ver como estou – com má digestão e nem posso sair da cama.
- Mas você nunca ficou com isso, mas vou fazer o possível que posso. Tenho que desligar porque a enfermeira está chegando – e desligou o celular rapidamente.
- Yamamoto, estar bem melhor?
- Ainda não. – virou como se tivesse com uma dor aguda no estomago.
- Então descanse mais um pouco, e se não agüentar você poderá ir para casa. – falou a enfermeira gentilmente.
- Obrigada. ‘Maya você me paga’
- Ai! – veio um arrepio na espinha – alguém não me quer ver vivo hoje!
Quando olhei para o apartamento de Yushiro pensava que moraria num lugar melhor, com um salário bom e com sua grande fama de menino rico e filho do chefe do hospital quisesse morar num lugar melhor que isso. Mas vejo por um lado que mudou bastante, até hoje não esqueço do encontro que tive com ele...
Flash Back on:
Tinha apenas 13 anos quando fui visitar pela primeira vez, estava chovendo muito e o seu cheio de nuvens negras, estava sem guarda-chuva, tinha recebido a ficha num domingo de manhã e fui a sua visita numa terça-feira à noite no seu bar favorito. Não era qualquer bar, e sim um que só pessoa de classe superior freqüentavam, quando entrei vários seguranças me olharam, uma menina 13 anos fazendo o que num bar só para homens, e é claro que um deles me barraram:
- Documentação? – olhou para mim, fazia isso de gozação, via que era menor de idade.
- Sabe que sou menor de idade, e estou procurando Nakamo Yushiro, conhece? — mostrei com foto e tudo.
- Não sei não menininha – odiava quando alguém me chamava dessa maneira. – ele não está aqui! Qual é o assunto?
- Não posso declarar, é de vida ou morte – mais de morte que vida.
- Lamento, não posso deixar entrar.
Sai e fiquei do lado de fora até Yushiro sair, quando deu meia noite vi saindo com uma garrafa cheio de uísque na mão e um maço de cigarros na outra, olhou para o tempo e resolveu pegar seu carro na chuva. Quando entrou e me viu no banco de trás, ficou surpreso, entretanto acabou se acalmando:
- O que faz aqui garota?
- Nakamo Yushiro?
- Sou eu, por quê?
- Vim da um recado de vida para morte. – sorrir gentilmente.
- Como assim? De vida para morte, não entendi.
- Primeiro quero que devolva essa garrafa de uísque e tudo está bem. – estendi minha mão, não queria que me levasse junto contigo.
- Eu... – quando ia falar interrompi.
- Você vai beber como sempre dentro do carro e depois vai dirigir, faz isso desde que descobriu que sua próxima noiva vai vir em uma semana.
- Como você sabe disso? – disse sem nenhum rodeio, e perguntou – Você é uma fã louca ou só uma manica?
- Sou sua mensageira...
- Do que?
- da Morte.
-...
- Antes que fale algo vou explicando de uma vez, mas quero que esteja preparado. – olhei para ele, estava ou parecia firme, mas suas mãos pressionavam o volante. Estava nervoso.
- Você irá morrer em uma semana.
- Só isso?
- Sim – olhei para a chuva, e como uma pessoa poderia reagir dessa maneira, já vi gente gritar, falar mal e ficar louco com cada dia que ia passando, mas ele é tão frio e diferente das outras pessoas, parecia que aceitava bem a morte.
- Vou levá-la para casa, onde mora? – jogou o cigarro pela janela.
- Não se preocupe eu vou sozinha, só preciso do seu guarda-chuva. – pegou e meu deu, sai do carro e bati a porta. – Vejo você daqui a uma semana.
Abri o guarda-chuva e ia andando, quando via o carro sumindo na rua escura tinha uma coisa nele que interessava intensamente, e queria descobrir.
- Quem é você Yushiro-san?
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