Meninos sérios são mais disputados.

2 Meninos disputados precisam entrar em grupos disputados


Notas iniciais
- Muito obrigada ao pessoal que comentou no cap passado, me deu muito ânimo para postar um cap novo. -Gente, desde do momento que coloquei esse cap, vinte novas pessoas acompanham a fanfic, mas nenhuma delas deu as caras. Pessoal, fala ae o que acharam. Pode até ser uma palavra. Já me anima para continuar a história. Beijos Kyle.

Capítulo 2

Meninos disputados precisam entrar em grupos disputados.



Eren.

Deixa-me começar dizendo que a faculdade é igual ao tempo colegial. Se você é do estilo popular, você continuará sendo popular, se você é do tipo Loser, você continuará sendo um Loser. A não ser que esteja disposto a mudar a sua atitude e personalidade.

Infelizmente sou a segunda opção, não por timidez, mas a minha dedicação excessiva aos estudos e a minha vida dura, me pôs nesse patamar. Perdi os meus pais bem cedo, a minha irmã cuidou de mim e eu cuidei dela. Teve casos que passamos fome e necessidade por conta disso. Agora somos dois universitários que venceram uma parte da vida. Temos o nosso tempo ocupado em período integral aos estudos e ao trabalho.

Dentro na minha turma, dividia-se em vários grupinhos, sentados em cada um no seu canto. Eu tinha o meu próprio, formado com os meus amigos, que sempre excediam na cerveja, acabava tontos depois das festas e eu era o único sóbrio que sobrava e carregava a turma. Dali, eu e Armin, eram os únicos que não seguiam a cartilha do America Pie. O Armin por causa da sua personalidade e eu por causa da maturidade dita antes. Não sou um rato de biblioteca encostado pelos cantos com medo de falar com as pessoas, na verdade o meu grupo é o mais barulhento da sala, meu temperamento explosivo já me rendeu várias brigas, sou do tipo que não levo desaforos para casa. Até o nosso amigo mais calmo, o Armin tinha o dom de manipular as pessoas, o que fazia escapar de várias merdas que nossos amigos faziam.

Naquele coliseu de carteiras e um quadro virtual gigante à nossa frente (substituindo o clássico quadro-negro), eu via de camarotes as panelinhas formadas, cada montinho com o seu estilo específico.

Menos ele.

Sentado sozinho, sempre com sua postura sombria.Vestido menos convencional possível de todos ali: Calça de couro preto; (havia dias que variava, usava jeans azul surrado cheio de rasgões. Bom o modelo não importava, contando que seja apertada e evidencie bem o arredondamento da sua bunda...Espera, espera, o que eu estou pensando?); camisa branca feito de tecido leve com dizeres de anarquismo; o cabelo raspado sempre atrás, nessa vez também dos lados, fazendo um estilo de moicano; o cinto cheio de pequenas tarrachinhas de metal e coturno grosso preto. Podia ver ele todos os dias com esse seu estilo mais punk rebelde, ou com uma roupa mais reservada como um casaco de couro e jeans preto normal. Variava mais do espírito dele.... Eu acho. Sempre via caminhando com o grupo de veteranos mais influentes da faculdade, não como um integrante, mas como líder. Era do quarto ano da faculdade, mas o seu conhecimento, até o seu jeito e áurea, era correspondente a um gênio da engenharia. Especialmente de armas, que o governo é tão interessado. Entretanto, apesar da sua inteligência, sempre repetia essa matéria. Era o introdutório de filosofia, a duração era um semestre, vinha alunos e mais alunos, e ele nunca passava. Na verdade, nem se esforçava para aprender o que o professor dava, cruzava os braços e as pernas e ficava com a cabeça estática com olhos tão fixo, e tão perdidos quanto naquela matéria tão desconexa.

A aula acaba. Todos automaticamente ficam desesperados para sair daquela aula maçante, a maioria pega as folhas de caderno emprestados dos seus colegas para serviu de anotações e rabiscos e soca dentro do bolso da calça e vão para a casa, com a promessa nunca cumprida de revisar depois.

Já ele, sempre com a calma, ou a lerdeza como dizia o Jean, guardava cuidadosamente os seus cadernos, livros e canetas. Sua mochila não condizia a sua vestimenta, de tão limpo e bem cuidado que estava. Não havia rasgões no tecido do fundo, os bolsos nunca amarrotava de papéis de balas, ou embolo de papéis amassados. Era limpo e organizado.

Meu grupo não sai na sala. Preferem sentar de frente um do outro, apoiar os seus pés nas cadeiras vazias à sua frente. Decidem abrir um espaço no chão e jogar carteado, matando o tempo enquanto esperava o próximo tempo.

Relaxo totalmente o corpo na minha cadeira, imitando os meus amigos, enquanto Ele, sempre um dos últimos sair, por conta da sua extrema organização de arrumar os seus livros dentro da mochila e analisar compulsivamente o local onde estava sentado ( sempre virava a cadeira uma ou duas vezes, ver se tinha algum lixo perto dele, parecia que tinha aversão a sujeira, ou algo espécie de toque.), finalmente coloca a sua mochila no ombro e vai em direção a saída. Antes de atravessar a porta, sinto o seu cheiro de limpeza agradável perto de mim. Apesar das roupas rasgadas, ele não era sujo, desorganizado. É isso o que tornava diferente. Por algum motivo criei uma fixação por ele. Observava os seus passos e com quem andava. Tinha uma enorme admiração por ele. Adorava as suas teorias de guerra e apoiava totalmente nas pesquisas que fazia. Larguei o meu grupo e fui atrás dele, mesmo depois de ontem.

Quando sai da sala e foi em sua direção, estava a uns dois metros de distância. Andei mais de pressa a fim de alcançar, quando finalmente fiquei atrás dele quase colado, percebi que não tinha nada para puxar assunto com ele. Lembrei do papel amassado no meu bolso da calça, podia pelo menos usar aquilo como desculpa em perguntar se aquilo era dele... É parece uma desculpa convincente. Quando ia tocar em seu ombro, apareceu o seu namorado do quinto ano e o seu grupinho de veteranos influentes. Imediatamente, o grandão loiro com diferença de, pelo menos, vintecentímetros de altura dele e com moicano igual do pequeno homem na minha frente, o envolve o seu braço como fosse sua propriedade. Vestia um casaco de couro e jeans preto, tinha o mesmo estilo que o seu namorado, afinal naquela faculdade inteira só tinha aqueles dois do modo punk rebelde. O resto do seu grupinho vestia de modo convencional, alguns até roupa de marca. Quando ia dar meia volta para sair dali, ouço alguém me chamar:

–Pois não? – Perguntou uma ruiva de rabo de cavalo, que usava óculos. Parecia simpática. A pergunta fez os seis membros daquele grupo se direcionar a mim esperando a minha resposta.

– Hãn... – Olhei para todos. Todos possuíam um olhar convidativo e intrigado pela minha presença, até o grandão de moicano loiro esperava calmamente a minha resposta. Menos o garoto que repetia a matéria da minha sala. Menos ele! Possuía um olhar de superior e desprezo quando me olhava, de uma total de indiferença. – Eu não sei onde fica o bebedouro... – Falei um pouco constrangido.

– Ha! Entendo você é calouro. – Concluiu a ruiva com a mesma simpatia de antes. Depois, por segundo, ela dar um pequeno sorriso para o Levi, como fosse uma piada interna no grupo, depois direcionar á mim – É no final desse corredor.

– Obrigado…

Vi o grupinho se dispersar na minha frente, até que chamei eles: — Espera!

Os seis pararam e começaram a olhar para mim, mas sem aquele olhar convidativo de antes.

– Eu soube que vocês fazem parte do grupo da “Asas da liberdade”, são os que fazem pesquisas diretamente do governo.... – Parei de falar esperando alguma reação deles.

– Sim, fazemos parte. – Respondeu uma loirinha do grupo, não tinha tom de irritação, de sarcasmo, era uma conversa normal.

– Ha...Nossa.... Que legal. – Não tinha mais assunto para puxar com eles, o pior que dada a minha resposta, Ele me olhava com desaprovação maior de antes, o seu namorado desconfiava da minha atitude, o mais estranho deles esboçava um sorriso de deboche e as meninas estavam um pouco confusas.

– É... – Cocei a cabeça por acanhamento. – Como faço para fazer parte nesse grupo...

Todos ali começaram a rir. Menos ele. Desistiu de acompanhar o seu grupinho indo para o banheiro masculino. Ficaram muito tempo das gargalhadas, especialmente as meninas e o integrante mais estranho deles. O grandão de jaqueta só dava risos contidos. A algazarra era tanta que todos do corredor direcionaram para aquele tumulto. Fiquei com tanta vergonha que queria enterrar a minha cabeça do chão, virei as costas e indo embora.

– Ei! – A ruiva me chamou interrompendo o seu sorriso. – Ô, garoto!

Fiquei com tanta raiva por ter sido humilhado daquele jeito que corri para o banheiro masculino. Fechei a porta com força. Me viro e me deparo com ele abrindo o zíper da sua calça. Ele direcionou olhar para mim de superioridade de antes e eu com os olhos ávidos de ódio. Amenizei um pouco esse olhar e fui até a torneira lavar as minhas mãos, tentando disfarçar o meu exaltamento. Ele vai até o mictório, em segundos eu escuto o barulho do mijo dele. ²

Ele acaba, lava as mãos na pia ao lado em minha direção. Antes de sair dali, não aguentei e acabei falando:

– É...

Ele parou perto da porta assim que ouviu a minha voz.

O que eu ia falar? Vocês não deveriam se achar tão superiores assim, por pertencer ao grupo tão restrito? Pego o papel amassado do bolso da calça. Ofereço a ele.

– É seu? — Pergunto.

– Não.

– Eu achei debaixo da sua cadeira, achei que fosse seu.

– Não tinha nada da minha cadeira. — Foi ríspido.

– Ok, então. — Amassei o papel e joguei no lixo. — Foi mal.

Achei que ele sairia do banheiro depois nesse dialogo, mas, ao invés disso, ele apoiou as suas costas na parede e ficou me observando, esperando algo de mim. Pela segunda vez lavava a minha mão por ansiedade, até que alguns minutos, ele pergunta:

– Porque que entrar no nosso grupo?

– Quero trabalhar diretamente para o governo. — Respondi com sinceridade, ainda alongando a limpeza das minhas mãos.

–Quer se pau-mandado de um punhado de parasitas? — Respondeu sem alteração na voz.

Estranhei a resposta. Depois, lembrei dos dizeres de anarquismo em sua blusa. Mesmo assim não me hesitei. — Não acho isso. Eles fazem o possível para a humanidade vencer a guerra.

– Hunf! — Cruzou os braços e afundou mais as suas costas na parede. — Típico de resposta de garotinhos que ficam babando e me seguindo quando eu passo por aí.

“Típico de resposta de meninos que se fazem de desinteressado na frente de todos, mas que manda mensagens pervertidas para esses mesmos garotinhos.” Queria responder isso á ele, mas fiquei em silêncio. Tava muito constrangido de mencionar isso vendo, totalmente o reflexo no espelho á minha frente.

Senti o meu rosto queimar e abaixei a cabeça. Mesmo os meus dedos estarem enrugados por causa da água, permaneço as minhas mãos na pia, como se fosse o meu único ponto de fuga. Não sou assim. O que está acontecendo comigo? Sou tão submisso á esse ponto, tão vulnerável assim?

Ele se aproxima de mim. Olha dos pés à cabeça atrás das minhas costas. Será que ele imaginou ontem, como eu seria sem roupa, de costas?

Me abrace. Diga que sempre olhou para mim e sempre quis me possuir. Que os opostos se atraem, ou qualquer baboseira romântica escrita por aí. Me imprense na pia e diga que não tenho escapatória.

Ele se aproxima o rosto ao meu lado e me olha tão compenetrado, como tivesse procurando algo que confirmasse aquilo.

– Ainda gosta de mim, mesmo depois de ontem?– Virei o meu rosto vermelho de vergonha confirmando a pergunta dele. Então ele riu da minha cara.

Não rir.

Mas um sorriso. Daqueles que não acredita do que viu. Um sorriso torto e desengonçado, naquelas pessoas que não costumam sorrir.

Puxei dois papéis toalhas e sequei as minhas mãos, enquanto ele escondia o seu sorriso na parte de trás da mão. Fiquei sério. Foi bom assim. Foda-se, só queria sair daquele banheiro. Mas não aguentei e acabei explodindo:

– Típico de respostas de garotos se acham rebeldes só por ter dizeres de anarquismo na roupa, mas que trabalha fielmente para essa merda de sistema. Você é só mais um para eles. Um merda que pode ser substituído! Anda aí pelos corredores como pose de fodão, mas não duraria dois minutos no campo de batalha. — Foi automático a resposta. O meu Eu, havia voltado. E gostei. — Aquele grupinho... Se acham tão superiores, até ser pisados e virar uma pasta gosmenta de sangue. — Parei. Precisava respirar.

Com passos lentos, Levi vai até a mim, com os seus olhos estreitos um pouco abertos. Era assustador o olhar dele quando estava com raiva. Parecia que podia ter matar só aquela expressão. Lembrava um pouco os olhos sem vida dos psicopatas em filmes. — O quê? — Perguntou com o mesmo tom de afrontamento de “ Repete se for capaz.” Foda-se! Falei o que tinha que falar. Desviei na presença dele, e abri a porta do banheiro. Sai dali querendo voltar para a minha sala. Ouço aquela garota ruiva de óculos me chamar:

“ OH! Ele ali! Ô garoto, vem cá!”

Nem deu tempo de virar. Minha gola da blusa foi bruscamente puxado. Perdi o equilíbrio do corpo e cai para trás no chão de azulejos gelados. Havia voltado para o banheiro. Ergo a cabeça latejado de dor por causa da queda. Vejo a porta sendo trancada do banheiro por ele, em seguida, o meu campo de visão restringi ao um par de coturnos pretos se aproximando.



Notas finais
Comente, favorite, recomende e acompanhe :) Não seja tímido