Notas iniciais
Yo, pessoas! Antes de tudo: o Nyah tem um limite de caracteres no tí­tulo dos capí­tulos, e o nome completo é: "You feel lonely when you dont get to see me?" Então... sorry ^^ Foram quase 20 dias sem atualizações. Com as cobranças da faculdade e ainda estas manifestações que se iniciaram, meu tempo ficou restrito. De qualquer forma, boa leitura!


Já havia sonhado pela quarta vez.

Ao cruzar seus olhos amarelados aos de um verde intenso, a maid corou e fugiu da cozinha, em direção ao salão. Sabia que sua atitude já despertara no rapaz algum estranhamento; contudo, era impossível encará-lo quando lembranças... ruins lhe vinham à mente. Sua sorte era o fato de que agora não freqüentavam o mesmo colégio.

Sabia, no entanto, que confessaria à ele se Usui a pressionasse, e era este o motivo de sua fuga. E, apesar do embaraço, aos poucos, se acostumava àquela estranha rotina noturna, a ponto de prever um dos “escolhidos” ― o único do qual não sentiu ciúmes, apenas comiseração. Seu delicado vice-presidente...

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Ao seu lado, uma garota queixava-se do exercício repetitivo e exaustivo. Porém, ainda que sua frágil constituição física não lhe permitisse maiores esforços, Yukimura Shouichirou dava o máximo de si naquela mísera aula de educação física. E lhe foi cobrado tal exagero: uma leve tontura o impediu de prosseguir na corrida, e a professora, aflita, o enviou à enfermaria.

O pequeno não pretendia demorar-se, pois pretendia voltar à aula para que ao menos acompanhasse a atividade dos colegas da arquibancada. Contudo, um obstáculo surgiu à seu objetivo inicial. Um obstáculo loiro e pervertido.

― Que sorte a minha ― comemorou Usui Takumi, quando o conteve no corredor. Espalmou uma de suas mãos sobre a parede, acima da cabeça do moreno, para que ele não fugisse, enquanto usou a outra para tomar-lhe o rosto e voltá-lo em sua direção. Como sempre. ― Veio brincar de novo, Yukimura?

Consciente do significado da palavra “brincar”, Shouichirou encarou confuso o sorriso despido de malícia do mais alto ― como se o que planejasse não fosse abusar do aluno empenhado. Tornara-se uma rotina: desde que lhe roubara um beijo sem motivo algum, o rapaz de olhos verdes parecia encontrar algum distorcido divertimento em implicar com o vice-presidente. Quando a impertinência tornara-se tediosa, o assédio intensificou-se, e o menor já não tinha noção de quantas vezes fora beijado naquele colégio.

― N-Não quero matar aula, Usui-san! ― Tentou ser categórico; no entanto, a proximidade do maior lhe causou certo embaraço. De novo não!

― Bichos de estimação não deveriam retrucar ― murmurou o mais velho sobre sua orelha. Yukimura arrepiou-se com o contato. ― E matar aula é divertido ― comentou, mais leve.

“Divertido” era outro vocábulo perigoso. Para o pequeno, sinônimo de carícias em salas vazias quando proferido. Cansado devido à atividade física, foi praticamente arrastado até a enfermaria, por coincidência. E, de maneira conveniente, a sala encontrava-se vazia naquele momento. Ouviu o som de algo se trancando, e logo sentiu o hálito quente sobre seu ombro.

― Sinta-se honrado, Yukimura ―sussurrou o loiro uma vez mais sobre seu ouvido, e o moreno reagiu da mesma maneira. ― Vou cuidar de você eu mesmo.

Algumas peças interligaram-se na mente do garoto inteligente, pois ainda que estivesse atrás de Usui no posicionamento das notas, possuía um raciocínio ímpar. Como ele sabia que precisava de cuidados? Contudo, a aproximação do maior fez com que recuasse e acabasse sentado sobre uma das camas do recinto. Somente após recuperar o fôlego que tinha suprimido conseguiu gaguejar sua suposição:

― Est-tava me e-espionando?

― Algum problema? ― Um sorriso malicioso esboçou-se em seus lábios.

― N-Não ― mentiu o pequeno, pois, sim, havia um problema naquele perseguidor. Mas em sua atual condição, haviam preocupações mais importantes. Como o fato de que já estava praticamente deitado enquanto fugia de Takumi, que subira na mesma cama.

― Agindo desse jeito só atiça a minha vontade de te provocar ―atentou Usui num sussurro sobre a pele de seu pescoço. Como quer que eu aja de outra maneira, pensou o menor enquanto retraía-se sob a leve carícia. Encontrava-se completamente deitado, enquanto o outro sustentava-se sobre mãos e joelhos acima de si.

― U-Usui-san, p-par ― Seu pedido foi interrompido quando gemeu ao sentir algo úmido contornar-lhe toda a superfície disponível.

―Então tem orelhas sensíveis? ― E, ao dizê-lo, mordeu seu lóbulo, pois percebeu que o pequeno estremecia mais quando sua língua destinava-se a esta região. ― Quantos pontos fracos você têm, Yukimura?

Aquele tipo de pergunta indiscreta, sibilada num tom rouco e grave, já era familiar ao vice-presidente. Porém, não pôde impedir a si mesmo de contorcer-se e arfar somente ao ouvir sua voz. Sentia crescer em seu íntimo a excitação, e ela lhe aquecia o corpo, insuportável, pois desejava liberar-se de uma vez. No entanto, como o colega mais velho mesmo dissera, seria provocado, e não saciado.

Desejoso por devorar aquele pequeno garoto inocente e pervertê-lo com suas vontades mais primitivas, o rapaz aspirou sua pele incólume, esfregando o nariz por entre toda a superfície. Ao ouvir um ronronar satisfeito, prosseguiu, alternando isto a beijos que iniciaram-se suaves para intensificarem-se quando Yukimura começou a remexer-se, inquieto. Usou de suas mãos para prender seus pulsos; não poderia provocá-lo se insistisse em fugir.

― O seu pescoço também? ― Shouichirou ouviu o sussurro quente antes de sentir um forte chupão na garganta.

Completamente rendido, o moreno mordeu o próprio lábio inferior para impedir que qualquer manifestação de prazer fosse exprimida, enquanto sua pele sensível era sugada, mordida, lambida. Provavelmente a boca e os dentes a roçar sobre sua clavícula lhe deixariam vários sinais da “brincadeira” do loiro, e por diversas vezes o pequeno tentou negar-lhe as investidas. Entretanto, o prazer causava nele arfadas violentas que reprimiam sua voz.

― N-Não me deixe m-marcado, Usui-san . ― Enfim conseguiu insistir, e o loiro deslizou uma vez mais a língua até o limite de seu uniforme.

― Bom saber disso ― enunciou, satisfeito, enquanto as mãos vagavam por entre a silhueta magra de seu parceiro. Meteu os dedos entre a blusa do uniforme, acariciando a barriga com movimentos vagarosos. Completou, de modo indecente: ― Então vou te marcar onde ninguém mais pode ver.

― P-Por quê? ― gaguejou Yukimura, enquanto o toque aproximava-se mais e mais de seu peito e mamilos já entumescidos devido aos arrepios constantes.

― Por que eu quero ― afirmou o maior, categórico, e beijou o mais novo com veemência.

Geralmente o moreno só entregava-se após alguns minutos de relutância. Desta vez, contudo, as carícias em pontos estratégicos fez efeito e o garoto cedeu rapidamente sua boca macia e doce à língua voraz sobre a sua. Foi também facilmente dominado ― era Usui a explorar sua boca, assim como era ele a lhe tatear os mamilos para logo puxá-los sem delicadeza.

Deliciosamente calado, os gemidos de Shouichirou eram abafados pelo beijo selvagem, enquanto o maior toturava-lhe a pele do tórax com arranhões intensos. E mesclado a este prazer, havia a dor ao sentir as unhas rasparem. Como se consciente das sensações do pequeno, Takumi deixou seus lábios para descer, chupando rapidamente o pescoço no percurso, pois seu destino eram as áreas arranhadas. O calor emanado pelo corpo magro era convidativo e excitante.

Enrugou o tecido da blusa branca do mais novo e passou a traçar com a língua os rastros que deixou. Devido à sensibilidade, Yukimura arrepiou-se com o contraste da umidade sobre as marcas, que ardiam. Mais um, pensou Usui, ao recordar-se da busca por pontos sensíveis. E logo lamber não era suficiente; o maior mordiscava-lhe os mamilos, e sugava tudo ao alcance, como se ansiasse por provar de seu gosto. E não limitou-se: após delinear o contorno de suas auréolas e de suas feridas com saliva, continuou na direção de regiões mais baixas.

Quando percebeu a boca a explorar-lhe a barriga, enquanto dedos travessos venciam a barreira de seu short para apertar suas coxas, o moreno estremeceu. A respiração fazia-se com muita dificuldade, e o interior esquentava-se cada vez mais ― a tontura voltou a atacá-lo. Porém, tinha noção de onde estavam. Aquilo era errado, tentava convencer-se.

E suas negações permaneceriam apenas em sua mente se não sentisse algo a envolver sua ereção, enquanto os lábios que acariciavam seu abdômen aproximavam-se cada vez mais desta região já endurecida. Já era vergonhoso demais! Com algum impulso, tentou virar-se de bruços para escapar, mas foi logo apanhado pelo maior, eu comprimiu seu corpo contra o dele.

― Não sabia que queria nessa posição, Yukimura ― murmurou o loiro, malicioso, antes de lamber sua nuca. Em resposta, o menor ofegou com a carícia. Prosseguiu, ao morder seu ombro, citando sua busca por pontos fracos: ― Achei mais um.

E o contato tão próximo do corpo de Usui, seu membro a lhe roçar por trás, acrescido das carícias que recebia e a intensificação de sua própria temperatura e indisposição fez com que Shoichirou não resistisse mais: desmaiou. Tombou, inerte, sobre a cama, após o estresse e exaustão excessivos.

Já Takumi, ao compreender o ocorrido, abafou uma risada. Inacreditável: o garoto era praticamente uma princesa indefesa. SUA princesa indefesa. Apesar de seu desejo em terminar o que havia começado, ao menos o deixaria dormir tranqüilo por algumas horas. Porque era Yukimura o alvo de suas “brincadeiras”, e seu jeito puro e ingênuo tornava tudo mais divertido.

Sentou-se sobre uma cadeira qualquer e afundou também nas profundezas do sono. Mais tarde, pensou, mais tarde.

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Quando questionada pelo alien pervertido sobre sua mudança de comportamento, Misaki desconversou e novamente voltou ao salão. Aquilo já era bizarro o suficiente sem que ele o soubesse; iria manter em segredo pelo máximo de tempo possível. Talvez até lá a quantidade de garotos com que ele poderia se relacionar em seu mundo de sonhos já houvesse alcançado seu limite.

Mas permanecia uma dúvida: por que em seus sonhos Usui ainda estudava no Seika, se há mais de um mês havia sido transferido para o Miyabigaoka? A resposta viria na noite seguinte, e Misaki iria se arrepender por perguntar-se.

Notas finais
Desta vez, quem interrompeu foi o próprio Yukimura -qq Mas o mais importante: no próximo, quem virá será ele, o divo Tiger-kun. Até eu estou ansiosa, que patético -qq See ya!