Meninas Más Não Têm Bons Sonhos

2 Night II - Why on earth are you here!?


Notas iniciais
Yo, pessoas! Oito leitores em uma semana? WOW. Este capí­tulo ficou bem maior do que eu pretendia - me empolguei ^^ Boa leitura!


O garoto simplesmente não entendia. Shintani Hinata fervorosamente desejava entender porque a garota pela qual estava apaixonado lhe tratou tão rudemente ao perceber que trouxera chocolates para a sala de aula. Quer dizer, ela sempre lhe repreendia, mas nunca com tanta... veemência. Ódio. E... constrangimento?

****

O moreno bufou uma vez mais, cruzando os braços em frustração. Por que ela não o entendia?! Porém, Hyoudou Aoi nunca foi um garoto que desistia facilmente de seus anseios ― procurou por sua tia uma vez mais, pois pretendia que Satsuki aceitasse sua proposta de criar um novo uniforme para as garotas do Maid-Latte se insistisse até a sua derradeira exaustão.

Um fracasso.

Voltou à cozinha, e despejou sua fúria na primeira pessoa com que cruzou olhares: ― Por que está aqui de novo, seu estranho?

O rapaz loiro deixou os talheres que segurava para encará-lo. Irritava profundamente o mais novo aquele semblante impassível. Idiota. Convencido. Sempre lhe olhando de cima ― não apenas fisicamente, pois Usui Takumi era certamente muito mais alto, como também de maneira subjetiva. Como se soubesse de algo e nunca lhe dissesse. E Aoi odiava isto. Odiava ele. Odiava tudo!

― Sou o cozinheiro caso não se lembre ― respondeu aquele de olhos verdes, quase que mansamente. Complementou, no entanto, como se houvesse esquecido: ― Aoi-chan.

Ainda que lhe agradasse quando lhe chamavam daquela maneira, sem sufixos masculinos, o menor sentiu-se arrepiar-se ao ouvi-lo pronunciar o apelido que os fãs lhe atribuíram. Talvez porque o nome, proferido por aqueles lábios, não soasse inocente e fofo como era comum a quem lhe dizia, e sim... erótico. Sensual. Ou era apenas a voz de Usui?

― Não me interessa ― rebateu o garoto de orbes azulados, indignado.

Sentia raiva, muita raiva, e a risada abafada do mais velho apenas aguçou a cólera já existente. Seu uniforme escolar já o incomodava há algum tempo ― e, novamente, a impressão não apenas se fazia em seu corpo, como também em seu estado de espírito. Iria travestir-se, para talvez assim apaziguar a si mesmo. Sentir-se fofo ― e reconhecer que outros também o julgavam desta maneira ― era um dos únicos prazeres para o menino ginasial.

Dirigiu-se aos vestiários; o traje já devidamente preparado em sua bolsa. Livrou-se do jaleco e das calças escuros, e, prestes a arrancar a blusa branca que vestia, desabotoada pela metade, notou que alguém lhe observava, recostado sobre o primeiro armário do recinto. Um cozinheiro estranho.

― Então você realmente se troca aqui ― comentou Takumi, ao se aproximar.

― Q... Queria que eu me trocasse aonde, seu idiota? ― Exasperou-se o moreno, com o súbito encurtamento da distância entre eles. Os batimentos aceleraram-se, como era de costume na presença do loiro. ― Não sou pervertido como você para invadir o vestiário feminino!

Como se confuso, Usui arqueou as sobrancelhas, mas logo voltou a sorrir. O mesmo sorriso irritante. Malicioso. Insinuante. ― Por que diz que sou pervertido, Aoi-chan?

E naquele momento, as palavras fugiram àquele menino também presunçoso. Havia algum motivo? Nenhum ato do maior denunciava sua suposta natureza obscena ― nunca nem ao menos haviam se tocado, nem formal e muito menos intimamente. Contudo, eram aqueles olhos. Aquele tom. Aquela aparência ― tudo em Usui Takumi lhe alertava que aquele rapaz era um predador.

― Porque você é! ― respondeu o mais baixo, simplesmente. A proximidade já era perigosa ― pouco mais e poderia afirmar que, sim, ambos haviam se encostado. Ignorou por completo a resposta incoerente e injustificada; a respiração descompassada lhe ocupava todas as atenções.

― Me parece que você quer que eu seja pervertido ― murmurou o mais velho, cujo corpo já bloqueava a passagem do garoto. Diante de seu ligeiro estado de choque, Takumi mordeu seu lóbulo antes de prosseguir: ― Aoi-chan.

A maneira lasciva com que foi dito seu nome distraiu o pequeno de quais quer queixas que estava prestes a esbravejar. E, ao sentir a língua cálida a remexer-se em seu ouvido, permitiu-se gemer suavemente. Sua voz ainda mantinha grande parte dos traços da infância ― restava-lhe um tempo mais até que ela enfim viesse a engrossar e tornar-se de fato masculina. Em reação, o loiro ignorou convenções e pudores e avançou uma das mãos sobre a ereção do mais novo, enquanto depositava chupões sobre seu pescoço cândido.

Ao sentir os dedos a estimular sua intimidade, separados apenas pela fina camada de tecido de sua cueca, Aoi pulsou sob o toque experiente; tornou-se mais rijo e lubrificado enquanto os lábios de Usui desciam, lambendo garganta, clavícula, o tórax parcialmente desnudo. Como se para provocá-lo, o maior desvencilhou-se do sexo de seu parceiro para ocupar-se em despi-lo, lentamente, da camisa que ainda o encobria.

Um botão. Quando dentes roçaram novamente sobre sua pele, o moreno deixou escapar outro gemido ― mais sôfrego. Necessitado. De pálpebras cerradas, apenas se perguntava: por que o estúpido havia parado?! Dois botões.A veemência com que o rapaz sugava de seu pescoço e ― pouco depois ― de seu peito provavelmente lhe deixariam marcas. O latejar incômodo entre suas pernas era insuportável, e os pulsos haviam sido presos, sobre sua cabeça, restando ao mais novo apenas subjugar-se às carícias de Takumi. Três botões.Sufocou uma sonora manifestação de prazer ao experimentar da sensação de ter o mamilo contornado pela umidade e habilidade da língua do rapaz de olhos verdes. Seu cuidado, entretanto, foi inútil, pois não conseguiu muito tempo mais suprimir-se quando este sugou com voracidade aquilo que havia apenas lambido.

E Usui prosseguiu muito tempo mais, abrindo botão por botão daquela veste clara já amarrotada, enquanto o menor enlouquecia diante de sua deliciosa lentidão. Ao desabotoar por completo, percebeu a excitação do mais novo ― sua roupa íntima moldava-se aos seus contornos, completamente úmida. Porém, antes de qualquer gesto, sentiu lábios finos a esmagarem-se contra os seus.

Aoi era orgulhoso: se aquele gigante estranho achava que iria manter-se dócil e imóvel como uma menininha, estava muito enganado. De maneira desajeitada, meteu sua língua entre aqueles lábios que já desejava há muito; tentou fazer o mesmo ao loiro, puxando com brusquidão sua blusa negra. Tentou. Pois, apesar de conseguir desnudar o tronco do mais alto, afastando-se brevemente de sua boca, foi tomado desta vez pelo beijo de Takumi, como resposta à sua ação impetuosa.

Apertando suas coxas, o rapaz incentivou-lhe a enlaçá-lo com as pernas, e, ao roçar seu membro sobre o dele, ouviu o primeiro gemido do maior, abafado por seus próprios lábios. O som era tão distinto ao seu ― grave, rouco, excitante. As línguas moldavam-se, sem ritmo ou destino definido, apenas sedentas uma pela outra. Excitado, Aoi embaraçava as madeixas douradas num dedilhar inquieto; Usui entretinha-se ao movimentar-se contra o pequeno, arranhar-lhe as costas, os ombros diminutos.

E, ainda que fossem os únicos que utilizavam daquele espaço, não demorou muito para que o mais velho abrandasse seus movimentos, refreando os próprios lábios enquanto assentava o menor sobre o chão. Já deveriam ter notado a sua ausência ― e não queria ter de compartilhar daquele momento com mais ninguém. E de fato havia previu corretamente: logo a voz estridente de Satsuki se fez cada vez mais alta, enquanto chamava pelo sobrinho.

Após a explosão anterior, o menino emudeceu, embaraçado. Nem acreditava no que havia feito, pensou, ao vislumbrar o farrapo que aparentava ser sua blusa do colégio. Ao contrário do que esperava, Takumi não importunou-lhe com nenhuma brincadeira ― apenas roubou um último selinho e afagou seus fios escuros. Segredou-lhe, antes de partir.

― Você já é fofo desse jeito, Aoi.

E era por isto que o detestava. O maldito sabia de tudo!

****

Misaki mal podia acreditar quando acordou pela manhã. Não bastasse o sonho anterior; a frustração que recaiu sobre o inocente Shintani; o medo provocado no restante dos alunos diante de sua ira exacerbada; a confusão nos olhos daquele alien; estes pesadelos iriam persegui-la até quando?

Notas finais
E quem pensou em um certo cross-dresser irritadiço e orgulhoso acertou! A quem quiser saber, os tí­tulos dos capítulos sempre são falas dos personagens. Ah, pequena propaganda de uma fanfic ToraxTakumi: http://fanfiction.com.br/historia/365203/Provocacoes/ É uma one-shot linda e sexy, de um shippe lindo e sexy o3o