Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E aqui estou eu com mais um capítulo novinho para vocês. Espero que estejam gostando. Quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário no capítulo passado. Você é mesmo incrível. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XI – MEMÓRIAS DE NOVEMBRO

CAPÍTULO VI – NOITE

Eu não sabia que você cozinhava tão bem. Isso aqui está uma delícia. — Peggy elogia, suspirando ao comer mais um pouco da macarronada que eu havia preparado.

A verdade é que nem mesmo eu tinha conhecimento sobre os meus dotes culinários. Não que isso fosse uma novidade, tendo em vista que eu continuava sem saber muitas coisas sobre mim e as pessoas a minha volta. No entanto, no momento em que Peggy se mostrou uma pessoa um pouco perigosa demais para permanecer na cozinha, quando queimou uma panela e quase incendiou a casa, minha mente simplesmente começou a trabalhar em uma solução para o problema e quando eu vi, estava cozinhando uma macarronada.

— Obrigado. — Agradeço, sorrindo orgulhoso do meu bom trabalho.

— Está muito gostoso, papai. — Afirma Alex, comendo euforicamente. Acabo rindo ao ver seu rosto todo melado de molho de tomate.

— Obrigado, filho. — Respondo e seu sorriso se alarga ainda mais.

Encaro a mesa e vejo Liz toda lambuzada ao brincar com a macarronada, enquanto Peggy vez ou outra tentava dar comida para a menina. Ela parecia realmente feliz em brincar com o molho. Kayla era a única que não havia dito nada desde que chegou à mesa. Comia calada e pensativa. A forma calma com a qual ela pegava a comida e nos observava dava a impressão de que estava com medo de cometer algum erro.

— Hailey. – Chamo, tentando me acostumar com o fato de que a partir de agora, esse era o seu nome. Ela levanta o olhar e de seu prato e me encara com timidez. – Está tudo bem?

— Sim. – Responde, movendo os lábios em um mínimo sorriso.

— Você está tão quieta. Por acaso não gostou de alguma coisa? Quer que eu faça outro prato para você? – Pergunto, preocupado com o abatimento de Kayla. Ela arregala os olhos e nega freneticamente, balançando a cabeça.

— Não! De forma alguma. Está tudo muito delicioso. – Afirma, parecendo um pouco mais animada. – Eu apenas estou cansada pela longa viagem.

— Certeza? – Insisto e ela assente, dando um fraco sorriso. Troco olhares com Peggy, incertos sobre o que deveríamos fazer.

Não que Kayla desse trabalho ou algo assim. Ela estava cumprindo sua promessa em nos permitir cuidar dos irmãos e era bastante educada. Nunca reclamava ou era rebelde. Ela estava agindo como a filha perfeita. Ainda assim, Kayla raramente sorri e nunca fala sobre seus sentimentos. Depois de ter sido perseguida por um assassino e ver a morte de uma pessoa importante para ela, é normal que ela se sinta melancólica, mas eu me sentia péssimo por não saber como lidar com a garota.

— Está animada para ir à escola pela primeira vez? – Peggy tenta mais uma vez, sorrindo com interesse.

— Sim. – Responde Kayla, sorrindo nervosa. E nesse momento, posso ver seus olhos brilhando com intensidade. Surpreendo-me ao notar que havia um assunto que parecia despertar algum tipo de felicidade na garota. – Espero conseguir acompanhar a turma.

— Tia May disse que o sobrinho dela estudará com você e vai te ajudar a entender o conteúdo que já foi passado, então acho que não precisa se preocupar tanto assim. – Respondo e ela assente, incerta. – Mas se mesmo depois da explicação dele você continuar sentindo dúvidas ou achar que não consegue acompanhar seus colegas de classe, é só nos avisar, que nós procuramos algum professor de reforço.

— Obrigada. – Responde, suspirando um pouco mais calma. Ela bebe um pouco de suco e volta a comer a macarronada em silêncio.

— Você disse que aprendeu a ler e escrever com o Joe. Que ele era professor universitário. – Comenta Peggy, comendo um pouco. Kayla parece ficar tensa e se remexe desconfortável em sua cadeira. – Ele dava aula de quê?

— Física quântica. – Responde a garota, parecendo aliviada com a pergunta. Ela bebe um pouco de suco e suspira. – Ele era muito bom em cálculos, mas também nos ensinou a ler, escrever e bons modos.

— Isso explica muita coisa. – Comento e ela encara confusa. – Mesmo morando na rua, você e seus irmãos são muito educados. Mais do que até mesmo pessoas que tiveram algum tipo de educação acadêmica. Com todo respeito.

— Joe era rigoroso com os bons modos. – Afirma Kayla, dando um sorriso melancólico.

— Quem era o Joe, afinal de contas? – Pergunta Peggy e o corpo de Kayla fica tenso de novo. A garota engole em seco e novamente posso ver o seu desconforto em falar sobre o assunto. – Hailey?

— Podemos... não falar sobre isso? – Pede a garota, depois de um longo período em silêncio. Seus olhos demonstravam tanta dor que acabo me sentindo culpado por querer tanto que ela respondesse à pergunta de Peggy, que rondava minha mente desde que Kayla citou o nome do homem. – Por favor.

— Tudo bem. Não precisa falar se não se sentir confortável. – Responde Peggy, parecendo constrangida com a situação.

— Eu terminei de comer, então vou dar banho em Li... Quer dizer, em Emma e a colocar para dormir. Com licença. – Kayla se levanta com seu prato, talheres e copos e os leva para a cozinha. Ao retornar, ela pega Liz, que estava sentada na cadeirinha ao lado de Peggy e sobe sem esperar por uma resposta de nossa parte.

— Acho que toquei em um assunto delicado. – Comenta Peggy, parecendo se sentir culpada. Ela suspira e me encara com preocupação. – O que devemos fazer? Eu quero ajudá-la, mas parece que toda vez que eu me aproximo acabo fazendo alguma besteira.

— Vamos dar um tempo a ela. – Respondo, suspirando. – Ela não nos conhece há tanto tempo e é uma adolescente que deve ter passado por muita coisa na vida. É normal que ela se sinta ameaçada quando tentamos saber mais sobre ela. Adolescentes são assim mesmo. Pelo menos, é o que eu acho. Não tenho memórias o bastante para ter certeza do que eu estou falando.

— Você é inacreditável. – Peggy ri e encara Alex, que surpreendentemente estava quieto desde que começamos a conversar com Kayla. – O que foi, Tommy? Você está bem?

— Estou. – Responde a criança, dando de ombros. Ele então pega o prato e estende para Peggy. – Mamãe, eu posso comer mais macarrão? Está muito gostoso. Eu quero mais.

— Claro. Vou colocar mais para você. – Peggy sorri e pega o prato da criança. Ela o enche de macarrão e o entrega de volta a Alex. – Assim está bom ou você quer mais?

— Está bom. – Afirma Alex, voltando a comer seu macarrão completamente entretido com a comida.

— Acho que terei que deixar as refeições da família em suas mãos. – Comenta Peggy, suspirando. Ela apoia o cotovelo sobre a mesa e coloca o queixo sobre o punho. – Eu posso limpar, mas nada do que eu faço parece funcionar quando o assunto é cozinhar.

— Eu não me importo em cozinhar. – Garanto, dando de ombros. – Posso fazer o café da manhã e o almoço antes de sair para trabalhar e a janta quando voltar para casa. Tudo o que vai precisar fazer é esquentar a comida para você e as crianças no horário do almoço.

— Tem certeza de que vai dar conta? – Questiona com curiosidade e eu assinto, concordando. – Bom, eu acho que não temos outra escolha. Eu prometo que posso cuidar das louças, da limpeza da casa e da educação das crianças.

— Obrigado. – Agradeço, sentindo-me feliz por imaginar minha rotina como um homem de família. Lembro-me então de que compartilharíamos a mesma cama. – Você tem certeza de que não quer que eu durma no sofá?

— De novo essa história? – Questiona a mulher, suspirando. Ela volta a se encostar na cadeira e cruza os braços. – Eu já disse que não me incomodo em dormimos juntos. Não seria a primeira vez.

— Ainda assim. – Suspiro, envergonhado. Ela ri, parecendo se divertir com a minha timidez.

— Papai... – Alex me chama e eu o encaro com curiosidade.

— Sim? – Respondo e ele me encara com um olhar cheio de expectativa.

— Quando vamos poder jogar baseball? – Pergunta e posso ver seus olhos azuis brilharem com tanta intensidade que de repente me sinto na obrigação de jogar com ele, ainda que não tivesse tanta confiança em minhas habilidades esportivas.

— Que tal em minha folga? Podemos ir para o parque, fazemos um piquenique e jogamos o dia todo. – Respondo e ele assente freneticamente, animado com a ideia.

— Eba! – Comemora o garoto, dançando sentado em sua cadeira, com os punhos erguidos, enquanto um deles estava com o garfo. Rio de sua animação contagiante.

— Você planeja fazer um piquenique em pleno inverno? – Questiona Peggy com o tom repreendedor. – Não mesmo. Tommy vai acabar ficando resfriado.

— Por favor, mamãe. – Implora o garotinho, fazendo carinha de cachorro sem dono. – Eu quero jogar baseball com o papai. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor...

— Por que baseball? Não poderia ser algo como jogar vídeo game ou assistir um filme? Aposto que vocês irão se divertir muito mais do que jogar baseball no frio. Que tal irem ao cinema? – Sugere Peggy, mas Alex nega.

— Não, mamãe. Eu quero jogar baseball. – Insiste Alex com determinação. Peggy suspira, inconformada.

— Por que quer tanto jogar baseball comigo, Tommy? – Pergunto e o garoto me encara como se aquela fosse uma pergunta idiota.

— Porque os filhos sempre jogam baseball com os papais. Eu sempre quis ter um papai para ele me levar para jogar baseball e jogar comigo, assim como o Joe dizia que o papai dele fazia. Ele disse que era muito divertido. Eu quero fazer isso, papai. – Conta Alex e novamente o nome do homem que teve tanta influência na vida de Kayla aparece. Sorrio, compreendendo o que motivo do fascínio de Alex pelo esporte.

— Joe não era o seu pai? – Pergunto e Alex nega com uma expressão triste, mas pelo visto não falaria mais do que isso sobre o homem. Encaro Peggy e ela suspira, dando-se por vencida.

— Tudo bem, Tommy. Você pode jogar baseball com o seu papai. Mas só um pouco e você vai ter que estar bem agasalhado. – Responde Peggy e Alex me encara em expectativa.

— Sim. Nós iremos jogar baseball em meu próximo dia de folga. – Concordo e o garoto grita, animado.

— Oba! Eu vou contar para a Hailey que eu vou jogar baseball com o papai. – Avisa Alex, levantando-se da mesa. Ele corre para o segundo andar da casa.

— Sem correr nas escadas, Tommy. Você vai acabar se machucando. – Alerta Peggy, ainda que o garoto estivesse longe demais para ouvir. Ela suspira e solta uma risada anasalada. – Esse menino...

— Ele é um bom garoto. – Comento, juntando a louça do jantar. Peggy se levanta e começa a me ajudar.

— É sim. Todos eles são. Mesmo tendo os conhecido há pouco tempo, eu me sinto extremamente apegada aos três. – Comenta Peggy, dando um sorriso amoroso. Ela leva os copos sujos para a cozinha e eu a sigo com os pratos e talheres.

— Eu também. – Confesso, correspondendo ao sorriso de Peggy. – Mas confesso que estou com medo de acabar errando ou decepcionando eles. Eu não tenho lembranças do meu passado, mas tenho certeza de que eu não era nenhum especialista em cuidar de crianças e que não tinha um manual de como ser um bom pai.

— Ainda assim, você fazendo um excelente trabalho. Você é de longe o melhor pai que eu já conheci. – Afirma Peggy, encarando-me com um lindo sorriso em seus lábios. Sinto meu coração reagir com aquela afirmação. Ela então boceja e suspira cansada. – Vamos terminar de arrumar as coisas e ir dormir. O dia foi bastante cansativo.

— Tudo bem. – Concordo, dando um fraco sorriso, ainda mexido com as palavras de Peggy.

Passamos a arrumar a cozinha e a sala de jantar, conversando sobre a rotina que assumiremos a partir de amanhã. Apesar de um pouco temeroso, eu estava ansioso para o meu primeiro dia de trabalho e para conhecer as pessoas da cidade.

Assim que terminamos a limpeza, Peggy foi cuidar do banho de Alex e eu fui tomar o meu banho. Enquanto Peggy vai tomar banho, encarrego-me de colocar Alex na cama. Conto uma história para ele, que não demora muito a dormir, devido ao cansaço do dia. Depois de conferir que todas as portas e janelas da casa estavam fechadas e que as crianças dormiam tranquilamente, sigo para o quarto e encontro Peggy deitada na cama.

— As crianças dormiram? – Pergunta Peggy e eu assinto, deitando-me ao seu lado. – Isso é bom. Achei que eles pudessem ter mais problemas para isso.

— Eles estão cansados do longo dia. – Respondo, acomodando-me na cama. Encaro o teto do quarto por alguns instantes e me viro para Peggy, que já estava de olhos fechados e virada para mim.

Ainda que tenha perdido as memórias, seus sentimentos por ela ainda são intensos.”

As palavras de Tony ecoam em minha mente. Ainda que nunca tivéssemos passado do estágio de amigos de infância, a bússola com a foto de Peggy que estava escondida como um precioso tesouro em minha mala era a prova de que meus sentimentos por Peggy sempre foram intensos. E isso me fazia pensar em como nós nos conhecemos. Quando foi que eu passei a enxergar Peggy com outros olhos? Por que o apego com a bússola que Tony me informou sempre andar comigo?

— Peggy?

— Sim? – A mulher abre os olhos e me encara com curiosidade. Observo os detalhes do bonito rosto pela penumbra da lua que invadia as frestas das cortinas da janela, iluminando fracamente o quarto.

— Você se importaria em me contar como nós nos conhecemos? – Peço e ela sorri, concordando.

— Na verdade, eu não me lembro com clareza do dia que nos conhecemos pela primeira vez. Eu apenas sei que foi no primeiro dia de aula. Eu estava perto de fazer quatro anos e você já tinha completado cinco. Mas não começamos a conversar logo de cara. Você era muito tímido. Tinha dificuldade de socializar com as pessoas e por isso ficou muito tempo sozinho na turma. As crianças tentavam fazer amizade, mas você as afastava por não saber o que dizer e ficar nervoso demais sendo o centro das atenções. Por algum motivo, isso sempre despertou a minha atenção e eu costumava ficar observando você de longe, já que também era tímida demais para conversar com você. Pelo menos era isso que minha avó contava. – Conta Peggy, dando um sorriso nostálgico. – E em um dia qualquer, enquanto brincávamos no parquinho da escola, você viu um menino sendo maltratado por vários outros garotos e se irritou.

“Você sempre foi o tipo justiceiro. Ficou tão furioso com a situação, que até mesmo se esqueceu de que sua timidez e foi ajudar o menino. O problema é que você era o mais baixo, magro e fraco da turma. Os garotos também eram bem mais velhos que você e estavam em maior número, então você acabou ficando machucado. Seu estado só não foi ainda pior, porque eu consegui fazer a professora ir até vocês.

Depois desse dia, nós começamos a conversar e nos tornamos amigos e não nos separamos mais. Eu estive ao seu lado quando você perdeu os seus pais aos oito anos de idade e passou a morar com Tony, que era filho do melhor amigo do seu pai. Você ficou ao meu quando eu perdi o meu cachorrinho. A gente se dava muito bem até os nossos quinze anos, mas então você começou a namorar a minha prima e se afastou um pouco de mim. Acho que ela tinha ciúmes da nossa amizade. Eu comecei a sair com alguns garotos, mas nada tão sério igual seu relacionamento com Sharon. Vocês pareciam perfeitos um para o outro. Esse foi o período em que mais permanecemos longe. Nós só conversávamos nas raras ocasiões em que esbarrávamos nos corredores da escola ou quando nós raramente nos encontrávamos na casa de Sharon.

Mas então vocês terminaram e você mudou. Toda a sua aparência ficou diferente. Você começou a se arrumar e até mesmo a frequentar a academia. Se tornou um rapaz elétrico e extrovertido. Extremamente popular na escola. Ao mesmo tempo, você voltou a conversar comigo. Não sei o que te levou a isso, mas eu fiquei muito feliz em ter o meu melhor amigo de volta, ainda que tão mudado. Você podia estar diferente, mas ainda era divertido quando estávamos juntos e você sempre parecia saber exatamente o que eu precisava na hora em que eu precisava.

Pelo que Tony falou, foi nessa mesma época que você entrou para a CIA. Acho que você pensou que quanto mais distante de sua real personalidade tivesse, mais seguro era para você conviver como um adolescente normal, enquanto você vivia sua vida dupla semelhante as das Três Espiãs Demais.

Nós passamos a discutir com frequência por causa da sua falta de responsabilidade, mas não nos separamos mais. Você nunca mais teve um relacionamento sério e eu passei a durar menos ainda nos meus. Mas sempre estávamos ao lado um do outro para apoiar e ajudar quando fosse necessário. É por isso que quando você precisou de mim, eu não pensei duas vezes antes de abandonar o FBI e passar a trabalhar como sua secretária no The Avangers.

Durante todo o tempo em que trabalhei para você, perdi as contas de quantas vezes eu me estressei com você. Provavelmente por estar ocupado demais com as missões da CIA, você sempre me sobrecarregava com trabalho e eu precisava me virar para garantir que a herança de sua família não fosse toda jogada fora pelas supostas festas que você participava e pela sua falta de compromisso com os clientes.” – Narra Peggy, lutando para manter os olhos abertos. Ela suspira e fecha os olhos, completamente tomada pelo sono.

— Eu sinto muito por ter tornado a sua vida tão difícil. – Sussurro e ela sorri com doçura, ainda de olhos fechados.

— Você encheu a minha vida solitária de alegria de novo, Steve. E é por isso que farei o que for preciso para garantir que suas memórias voltem e que você possa ser feliz mais uma vez. – Responde Peggy, entregando-se de vez ao mundo dos sonhos. Sorrio e levo uma mecha de seu cabelo para atrás de sua orelha, admirando a beleza da mulher, que ressoava baixo, dominada pelo cansaço de um dia estressante.

— Acho que você é a minha felicidade, Peggy. – Sussurro e sinto o sono me atingir. Ajeito-me na cama, ficando de frente para Peggy e, enquanto velo pelo seu sono, acabo não notando quando eu finalmente consigo dormir.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara