Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E aqui estou eu com mais um capítulo novinho para vocês. O que estão achando da história? Nós estamos nos aproximando da reta final e eu quero muito saber o que vocês esperam para o desfecho de MN. E para não perder o costume, eu quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário maravilhoso no capítulo passado. Espero que goste desse capítulo, que conta com a presença de algumas figuras especiais para quem tem acompanhado o projeto Romances Mensais. Espero que gostem. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XI – MEMÓRIAS DE NOVEMBRO

CAPÍTULO XXII — AJUDA

Talvez eu estivesse esperando e contando demais com a sorte, mas depois de ver o olhar de medo, desespero e frustração nos olhos de Kayla, eu senti que não podia mais trazer mais tristeza e amargura para a vida de minha filha. Eu também não quero mais fugir. Tenho raiva e arrependimentos por não ter lutado contra Schmidt quando ele nos atacou e mais ainda por ter trago tanta dor a Steve, que continuava a lutar diariamente para se lembrar de seu passado. Eu o odeio por ter traumatizado ainda mais Kayla e Alex.

Então ainda que fosse loucura apostar todas as minhas fichas em um detalhe que lembrei em minha última conversa com minha melhor amiga, na noite anterior, antes de nos tornarmos vítimas de Schmidt, eu estava disposta a fazer tudo o que fosse possível para fazer a minha família feliz.

E o fato de sentir como se meu coração estivesse sendo arrancado do meu peito de tanta saudade que eu sentia de minha melhor amiga e meu afilhado também contribuía para que eu quisesse colocar um ponto final definitivo nessa perseguição da HYDRA contra a minha família.

— Espera um pouco. Como você sabe que nós estamos envolvidos com a CIA? – Pergunta Steve e Oliver o encara confuso.

— Bom, Steve, a tia Tasha veio aqui dizer para a gente não se preocupar que a Peggy estava segura. Isso só nos deixava óbvio que ela estava envolvida com a CIA. – Responde Oliver, ajeitando Tony em seu colo. Ele sorri com divertimento. – O que a gente não esperava era que você e Peggy ficassem juntos e nem que teriam filhos em um período de vinte dias. Aliás, parabéns pelo garotão. Acho que ele e Tony vão se dar muito bem. O que você acha, filho? Não vai ser legal brincar com o filho da tia Peggy?

— Sim, papai! A gente vai jogar muito videogame com você e o tio Damon também! – Tony se anima ao imaginar brincando com Alex. Sorrio ainda mais ao imaginar a cena. Eles com certeza seriam grandes amigos.

Eu conheço Felicity desde o primário. Ela é a minha melhor amiga desde então. Depois de descobrir que teria que tirar o útero por causa de uma doença terrível, ela acabou realizando uma inseminação artificial, que trouxe ao mundo Anthony Smoak, meu amado afilhado. Bom, a histórias deles foi uma loucura. Oliver e Felicity nunca nem mesmo conversaram direito até o início desse ano, já que Felicity nunca revelou que o sémen que Oliver doou e que deveria ter sido descartado acabou sendo fecundado no ovário dela.

Seis anos depois, Tony precisou fazer um transplante de fígado e Oliver era o único que poderia salvar a criança, já que os tipos sanguíneos de Tony e Felicity eram diferentes. Oliver concordou em salvar o filho, mas com a condição que ele fizesse parte da vida da criança para compensar todo o tempo em que eles estiveram separados.

Depois de muitas brigas, problemas com a ex-namorada de Oliver e a forte atração entre os dois, Oliver e Felicity acabaram se apaixonando e se deixando levar pela loucura do relacionamento deles, eles se casaram um mês depois de começarem a namorar e não poderiam estar mais felizes, vivendo a vida agitada com o filho, já que Felicity é pediatra e Oliver está terminando a faculdade de medicina e em alguns anos vai assumir a presidência do maior hospital de Hawkins.

— Certo... – Steve ainda parecia desconfiado e o casal do outro lado da chamada de vídeo me encaravam perdidos, parecendo tentar entender o motivo do homem estar agindo de maneira tão estranha.

— Eles são nossos amigos, Steve. Você já conhece o Oliver e vocês se deram muito bem. Ele é um dos sobrinhos de Clint e Natasha e é o marido de Felicity. – Conto ao homem, que me encara um pouco mais calmo. Viro-me para Oliver e Felicity. – É uma história complicada e eu prometo contar com mais detalhes tudo o que aconteceu quando eu voltar para Hawkins, mas em resumo, Steve perdeu a memória e estamos no programa de proteção a testemunhas. – Faço sinal para que as crianças se aproximassem para eu apresentá-las brevemente aos meus amigos. – Nós assumimos novas identidades e Kayla, Alex e Liz se tornaram meus filhos não só nessa nova vida que estamos vivendo como também em meu coração.

Kayla acena e Alex se esconde na perna de Steve. Felicity arregala os olhos e abre um sorriso doce ao entender os meus sentimentos. Nós nos conhecemos há muitos anos para conseguir nos comunicar apenas com um olhar. Sabíamos ler os sentimentos uma da outra pelo tom de voz.

— Nossos filhos. Eles são nossos filhos. – Corrige Steve e Oliver começa a gargalhar.

— Eu te entendo, cara. Quando Felicity apareceu em minha vida com Tony, demorou algum tempo até ela se referir a ele como nosso filho. Era sempre meu, meu, meu. Era frustrante. – Afirma Oliver e Steve assente, parecendo entender perfeitamente o que Oliver sentia.

— Elas parecem ignorar completamente a nossa existência nesse momento. – Concorda Steve, enquanto Oliver assente freneticamente.

— Sim! Eu não sei o que se passa na...

— Certo. Depois as duas madames experiências. Pelo que eu sei, quando se está em um programa de proteção a testemunhas, não se pode entrar em contato com as pessoas da sua vida passada. Então se Peggy entrou em contato, é porque algo aconteceu. — Felicity interrompe a conversa desnecessária dos homens. Sorrio agradecida. — O que você precisa, Peggy? Como nós podemos te ajudar?

— Felicity, você se lembra o que me disse na última briga que teve com o Oliver? — Pergunto e ela me encara pensativa por alguns instantes.

— Por causa do dever de casa do Tony? — Pergunta Oliver, confuso.

— Por causa da volta de Sara, Oliver. — Responde Felicity, revirando os olhos. Ele abre a boca, expressando que havia entendido. Ela dá uma risada anasalada e nega, achando graça da lerdeza do marido, mas logo volta a sua atenção para mim. – Eu me lembro da nossa conversa, Peggy, mas não tenho certeza de onde você quer chegar com isso. O que o fato de Oliver ter sido um idiota e ter surtado de maneira exagerada com a volta da ex-namorada dele tem a ver com a forma como podemos te ajudar?

— Eu já pedi desculpas. Apenas não sabia como reagir com o fato de que do dia para a noite, após dez anos, Sara apareceria para mim, quando pensei que ela estivesse morta esse tempo todo. — O tom de voz de Oliver vinha carregado de culpa. Acabo rindo. Ele é realmente louco pela minha melhor amiga e mesmo depois de terem se acertado, eu ainda conseguia sentir o ciúme de Felicity em seu tom de voz. – Agora está tudo resolvido. Sara se tornou apenas minha prima e está com um namorado novo, de quem eu me tornei amigo agora. Então não dá para você me perdoar de uma vez?

— É isso! – Respondo e todos me encaram confusos.

— Eu ajudaria você perdoando Oliver de uma vez? – Questiona Felicity, encarando-me como se eu fosse uma louca.

— Não! Por mim, você pode matar o Oliver e pisar nele até ele aprender a como se comportar. – Brinco e Oliver me encara com os olhos arregalados e a expressão de desapontamento.

— Poxa, Peggy, pensei que você gostasse de mim. Muito obrigado mesmo, hein? – Ironiza o homem e eu acabo rindo.

— Gosto de você, mas você foi um idiota com a minha melhor amiga. – Respondo e ele suspira, encolhendo-se. – De qualquer forma, não é sobre isso que eu estou falando. O que eu estava querendo dizer é que durante a nossa conversa sobre a sua briga com o Oliver e quanto ele foi babaca por tratar a Sara mal depois dela estar viva, você também comentou que ela tinha um novo namorado e que ele era um agente especial do FBI.

— Ah, isso é verdade. Assim como Sara que é de uma unidade de comando especial da CIA, Leonard é um agente especial do FBI. A chefe dele é inclusive a irmã mais velha da Beth. — Informa Oliver, sentando-se no sofá com Tony em seu colo, enquanto a loira segura o celular.

— O que tem em mente, Peggy? Vai pedir a ajuda de Leonard? – Pergunta Felicity e eu assinto, concordando. – Não seria melhor falar com a Naty? Acho que ela está no caso. Talvez, Sara também ajude se eu falar com ela.

— Bom, se ela quiser o apoio do FBI, Beth pode falar com a Maggie para ela ajudar e o Leonard também é um excelente agente. Sam também tinha dito de uma modelo superfamosa que a ajudou em Paris e que trabalha para a CIA junto com a Sara. Hillary, se eu não me engano. O Freddie, namorado da Sam, também já ajudou a CIA em missões importantes. Dependendo do que precisa, eles podem ser de grande ajuda. – Sugere Oliver e eu o encaro surpreso. Steve também parecia pasmo com a coincidência.

— Vocês conhecem Hillary Leblanc? – Questiona Steve e Felicity balança a cabeça, negando.

— Não exatamente. Quem são muito amigos dela são Sam, Freddie e Sara. Como Oliver disse, ela e Sara trabalham juntas em uma equipe especial da Naty. — Explica Felicity, pensativa. – Se está querendo falar com o Leonard, podemos passar o contato da Sara. Qualquer coisa, ela também pode estar te ajudando. Se eu não me engano, eles estão de férias depois da última missão perigosa que eles estiveram.

— É disso que eu preciso. Eu esperava que apenas Leonard pudesse me ajudar, afinal, ele é um agente do FBI e eu posso ter o conhecido ou usar o nome da minha avó para pedir o favor. Mas se Sara é também da equipe de unidade especial da CIA, ela deve conhecer Steve. Isso facilita e muito o que eu tenho a pedir a eles. – Respondo e a loira assente, passando a encarar o marido.

— Espere um pouco. Eu vou pegar o contato da Sara. Você pode anotar? – Pergunta Oliver e eu assinto, encarando Steve.

— Você está com o seu celular para anotar o contato dela, Steve? O meu está lá em cima, carregando. – Digo e ele assente, pegando o aparelho no bolso de sua calça.

— Sim. Ele está aqui. – Afirma Steve, desbloqueando o aparelho para anotar o número. – Pode falar, Oliver.

Depois de passar o número de Sara e de me despedir de meus amigos e afilhado rapidamente, afirmando que quando tudo acabasse, eu apresentaria melhor as crianças e que contaria a Felicity como Steve e eu acabamos ficando juntos, encerro a chamada de vídeo sentindo aquele aperto no peito por não ter tido tempo de matar a saudade que eu sentia daqueles que tanto amo.

— Eu sei que aquela mulher era amiga de infância de vocês, Felicity, e que aquele homem era o marido dela. Mas quem são as pessoas citadas por Oliver que você parecia conhecer todas, mãe? – Pergunta Kayla e eu fecho o notebook, colocando-o sobre o sofá.

— Bom, seu pai e eu temos um amigo chamado Clint Barton. Ele é o ex-namorado da agente Natasha Romanoff, a ruiva que nós conhecemos em Hawkins e que nos ajudou a vir para cá. – Conto e ela assente, mostrando que se lembrava de Natasha. – A história deles é bem longa e complicada, mas em resumo, Clint tem vários sobrinhos. Sam, Beth, Oliver e Sara são alguns desses sobrinhos. Freddie é o namorado da Sam e a Maggie é a irmã por parte de pai da Beth. Eu não sabia que ela era agente do FBI, mas isso facilita e muito a minha ideia de pedir a ajuda do FBI. Assim como a CIA, eles possuem interesse em acabar com a HYDRA. Então eu estava planejando contar para Leonard sobre Schmidt e esperava receber o reforço do FBI, já que a CIA parece estar ocupada com a parte de conseguir provas para prender o homem.

— Então eu realmente conhecia o Oliver? – Pergunta Steve, parecendo pensativo e um pouco melancólico.

— Sim. Nós fomos ao casamento deles. Vocês se deram super bem. Depois disso, vocês passaram a sair juntos algumas vezes. – Respondo e ele suspira, parecendo frustrado por se lembrar. Aproximo-me dele e deixo um beijo em sua bochecha. – Não fique assim. Eu sei que é só uma questão de tempo até que você se recorde de tudo.

— Tomara que você esteja certa. – Sussurra Steve, acariciando os cabelos castanhos de Alex, que o encara com preocupação.

— Eu sei que sim. Agora, vamos tentar falar com a Sara. Pelo que Felicity disse, ela deve conhecer você e já deve estar sabendo da nossa situação. Vamos ver agora se conseguimos convencer o namorado dela a conseguir uma equipe que possa vir a Beaufort para cuidar da nossa segurança. — Mudo de assunto, tentando animá-lo um pouco. Apesar de querer apoiá-lo, infelizmente, nós não temos muito tempo.

Todos nós nos acomodamos no sofá e iniciamos uma chamada de vídeo com Sara, torcendo para que ela atendesse, mesmo que o contato fosse desconhecido. Para a nossa sorte, em pouco segundos, conseguimos ver uma linda mulher loira de olhos azuis intensos e pele impecável no outro lado da tela do notebook.

— Steve! Peggy! Vocês não estavam no programa de proteção a testemunhas? Como conseguiram entrar em contato comigo? Isso não é perigoso? – Questiona Sara com preocupação.

— Ah, oi, Sara. É bom saber que você nos reconhecem, ainda que eu não me lembre de ter a conhecido antes. – Cumprimento a mulher, dando um sorriso sem graça. Ela ri e nega.

— Desculpa. Nós nunca nos conhecemos pessoalmente. Quando eu retornei para a família Barton, você teve que ir para Beaufort para participar do programa de proteção a testemunhas com os agentes Jarvis e May. – Explica a mulher, dando um fraco sorriso. Ela encara Steve com preocupação e suspira. – Hillary me contou sobre a sua perda de memória, Steve. Você provavelmente não se lembra de mim, mas nós éramos como irmãos. Entramos quase na mesma época na S.H.I.E.L.D, a unidade de comando especial da CIA. E quanto a Peggy, apesar de nunca termos nos conhecido pessoalmente, Steve falava tanto sobre você que agora é como se nós nos conhecêssemos há anos.

— Ele falava, é? – Pergunto, surpresa pela informação. Sara assente com um grande sorriso nos lábios e eu encaro Steve, esperando ver sua reação. Ele dá de ombros, como se não soubesse o que responder. Sorrio e suspiro, tentando me focar no motivo da ligação. – Bom, pelo visto você já está por dentro de tudo o que está acontecendo com a gente, Sara. – Ela assente mais uma vez, concordando. – Isso facilita as coisas. Na verdade, eu liguei para você para te pedir um favor.

— Claro, Peggy. Do que você precisa? — Questiona Sara com curiosidade.

— Desculpa a pergunta, mas por acaso, Leonard está por aí? O seu namorado? – Pergunto e ela parece surpresa. – Não me entenda mal. Felicity e Oliver me contaram que ele é um agente do FBI. Eu também era alguns anos atrás e queria pedir um favor a ele. Oliver me passou o seu contato e disse que ele provavelmente estaria com você, já que vocês estão morando juntos.

— Ah, certo. Tudo bem. Leonard! Amor, vem aqui, por favor! – Grita Sara de repente e logo se vira para nós com um sorriso sem graça. – Desculpe a gritaria. Ele está na cozinha, preparando alguma coisa para a gente comer e eu estou no quarto.

— O que foi, Sara? – Uma voz masculina surge e eu tenho a impressão de que eu já a ouvi em algum lugar.

— Leonard, a Peggy quer falar com você. Ela é amiga do Steve. — Explica Sara, sorrindo para o namorado.

— Comigo? – Ele parece estranhar, mas logo aparece na tela, sentando-se ao lado dela na cama. Quando seus olhos se encontram com os meus, ele sorri como se me reconhecesse. E novamente tenho a impressão de que eu já o vi antes. Os olhos azuis intensos e os poucos cabelos cortados curtinhos com alguns fios brancos na cabeça me pareciam mesmo familiares. – Agente Carter? Neta da grandiosa Evangeline Carter. Nossa! Quanto tempo! Acho que a última vez que nos vimos foi no treinamento da CIA a uns sete anos atrás.

— Agente Snart? – Surpreendo-me ao finalmente reconhecer o homem. – Simplesmente o melhor aluno da turma. Quanto tempo mesmo! Que mundo pequeno. Eu estava esperando conversar com um agente do FBI, mas não esperava encontrar o melhor.

— Ah, até parece. Você era impressionante também. E teria sido tão habilidosa ou até mais do que a sua avó se não tivesse saído do FBI. Foi uma perda e tanto para a agência quando você pediu demissão. – Comenta Leonard e eu acabo sorrindo nostálgica ao me lembrar dos nossos dias treinando para entrar para o FBI. Foi quase um ano de treinamento pesado até sermos aceitos como agentes oficiais. – E você tem razão. Eu não sabia que você conhecia o Steve. Quer dizer, eu não o conhecia tão bem, já que nos conhecemos há uns dois meses, quando ele salvou a minha vida e a de Sara em nossa última missão.

— Nós também nos conhecemos? – Questiona Steve, suspirando frustrado.

— Ele perdeu a memória, amor. Não se lembra de nada e nem ninguém do início do mês para trás. Lembra que eu te contei que ele foi atacado logo depois de ter saído para ir se encontrar com a Peggy, que era o compromisso que ele falou que estava atrasado e nós até o provocamos junto com Hillary? – Conta Sara e o homem assente, concordando.

— Nossa. Que terrível. Sinto muito por isso, Steve. Espero que consiga recuperar logo a memória. Imagino que deva estar sendo bem assustador para você lidar com a situação. Sara comentou brevemente que você tinha ido participar de um programa de proteção a testemunhas, mas eu não fiquei sabendo muito bem dos detalhes, já que a agente Romanoff nos proibiu de ficar falando sobre o assunto. — Comenta Leonard, parecendo estar sendo sincero. – Mas saiba que pode contar com a gente para o que precisar. Não sei o que podemos fazer para ajudar, mas nós temos uma dívida eterna com você. Então se houve algo que Sara e eu possamos fazer por você, por favor, não hesite em nos informar.

— Obrigado. – Steve agradece e me encara em seguida. Assinto, dizendo silenciosamente que aquele era o momento certo de pedirmos a ajuda deles. – E bom, na verdade, nós estamos mesmo precisando da ajuda de vocês. Não sabemos o que fazer e talvez vocês possam ser a nossa luz no fim do túnel.

— O que aconteceu? – Pergunta Sara com preocupação.

— Schmidt, o assassino da HYDRA que nos atacou e provocou a amnésia de Steve, quando bateu com uma barra de ferro na cabeça dele, nos encontrou. O agente Jarvis, que tem sido o nosso apoio na cidade, nos informou que algumas pessoas o viram em uma cidade vizinha a Beaufort, local onde nós estamos, e eu tenho quase certeza de que o vi no baile de casais que Steve e eu participamos no sábado passado. – Conto e Steve me encara surpreso. Faço sinal, em um aviso que conversaríamos depois. – Jarvis nos deu a opção de mudarmos novamente, porque ele afirma não ter confiança para nos proteger desse homem. Nem mesmo a CIA parece estar conseguindo encontrá-lo, ainda que tenham pistas de onde ele está. Minha família e eu não queremos continuar fugindo e convivendo com o medo.

“Então, pensei em entrar em contato com o agente do FBI, que coincidentemente era namorado de uma das sobrinhas de Clint, e tentar usar o nome da minha avó para conseguir algum apoio nessa missão. Preciso que me ajudem a proteger a minha família e a pegar o assassino que deseja matar os meus filhos.

Eu sei que vocês estão de férias e que provavelmente não possuem grande poder de decisão, mas com Steve sem memórias, eu não consigo sozinha também lutar contra o mortal Caveira Vermelha da HYDRA e proteger as crianças. A CIA também parece estar tendo problemas com falta de pessoal e não sei se Naty poderia mandar mais pessoas. Por isso, estou fazendo um pedido como uma ex-agente do FBI para me ajudar a encontrar esse maldito assassino, proteger a minha família e finalmente ter a paz que nós tanto temos desejado.” – Termino de explicar o objetivo de meu contato a Sara e Leonard, que parecem pensar sobre o assunto por alguns instantes.

— Mas é claro que nós vamos ajudar, Peggy. Steve é como um irmão para mim e pelo visto, você é uma amiga de Leonard também. A CIA está tendo que enfrentar diversos ataques da HYDRA nos últimos tempos, então está sendo um pouco difícil deslocar as equipes especiais e de confiança. — Explica Sara, suspirando.

— No FBI, as coisas estão bem parecidas. Minha chefe, a agente Maggie Rhee, e a agente Romanoff acreditam que há muitos infiltrados nas duas agências. Inclusive, isso pode ser o motivo de o Caveira Vermelha ter encontrado vocês tão rápido assim, mesmo com vocês no programa de proteção a testemunhas. Mas definitivamente vocês podem contar com a nossa ajuda. — Garante Leonard e eu suspiro aliviada.

— Obrigada, Leonard e Sara. Obrigada mesmo. – Agradeço, sentindo um enorme peso sendo tirado de meu coração.

— Não precisa agradecer, Peggy. Mesmo sem ter o apoio do FBI e da CIA, pode ter certeza de que a família Barton pode ser uma equipe ainda mais eficiente para encontrar esse assassino e garantir a segurança da sua família. — Responde Sara com um sorriso confiante em seus lábios. — Leonard e eu iremos para Beaufort hoje mesmo. Daremos um jeito de chegar aí amanhã e com um plano infalível. Eu prometo.

— Estaremos esperando por vocês. Obrigado. – Fala Steve, parecendo tão animado quanto eu.

Suspiro aliviada e encaro Kayla que tinha um enorme sorriso em seus lábios. Os olhos brilhavam emocionados e eu podia ver a felicidade e o alívio presentes neles. Correspondo ao sorriso e assinto, em um aviso silencioso de que nós daremos um jeito em Schmidt, custe o que custar.

Notas finais
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