Memória Perdida

13 Capítulo 12 A Festa


Notas iniciais
EU AMMMEEEIIII ESCREVER ESSE CAPITULO (por isso que ele ficou tão grande!!) E VOCÊ VÃO VER PORQUE!
QUEM QUER AMYAN????
Bjinhos e espero que gostem desse capitulo como eu gostei de escreve-lo!!!

- Seu nome, por favor. – Disse a bela moça a Ian. Ele e Hamilton estavam diante da belíssima entrada da Mansão Madrigal. O portão era alto e vigiado por vários seguranças. A atendente sorria para os dois, mas seus olhos se desviavam sempre para Ian.

- Ian Kabra. – O moreno falou e abriu o seu melhor sorriso. A garota era bonita. Devia ter pouco mais de vinte anos e vestia um lindo vestido vermelho que realçava seus seios, mas Ian estava alheio a tudo aquilo.

A garota olhou na lista que segurava.

- Seja bem vindo. Por favor, passe pelo detector de metais primeiro.

Assim como todos os Cahill, que chegavam aos poucos em carros de luxo e vestidos com roupas caríssimas, Ian e Hamilton (que não recebeu nenhum sorriso da garota da entrada) tiveram que passar pelo detector de metais.

Muitos Cahill eram pegos no detector de metais e obrigados a tirar seus relógios, chaves e até mesmo algumas armas simples.

Os Cahill podiam estar em uma relativa paz entre eles, mas alguns anos de união não podiam apagar quinhentos anos de guerras e desavenças.

Hamilton passou pelo detector de metais primeiro, tirando apenas o seu relógio. Ian passou logo depois.

Nenhum detector de metais era capaz de perceber as armas que estavam escondidas em suas roupas.

Eles seguiram lado a lado pelo enorme jardim. A grama devia ter sido aparada recentemente, pois o cheiro de grama era forte. Uma bela fonte decorava o jardim e as flores e árvores davam um ar de calmaria. Mais ao fundo, atrás da mansão, era possível ver um pequeno lago, decorado com luzes, que eram refletidas pela água e parecia quer dizer “oi” aos convidados.

- Acho que aquela garota ficou toda derretida por você, Kabra. – Hamilton sorriu e deu uma tapinha com o ombro em Ian.

O Kabra riu.

- Eu sou irresistível!

Ham revirou seus belos olhos azuis e depois passou a mão pelos fios loiros que pendiam fora do lugar.

- Porque as garotas não quiseram vir conosco? – Perguntou o loiro. – Seria mais lógico os dois Kabra virem juntos e Sinead vir acompanhada com o seu namorado, não acha?

Ian olhou para o primo.

- É impossível entender as mulheres!

Mas o assunto acabou quando eles chegaram a enorme porta de madeira da mansão. Os primos se olharam por alguns segundos e então entraram.

O salão principal estava lotado. Cahill do mundo inteiro, conversando em diversas línguas.

As mulheres usavam vestidos longos e brilhantes e penteados extravagantes. Os homens eram, em grande maioria, já de idade avançada, mas era possível ver muito agentes jovens.

Hamilton e Ian começaram logo a pôr em prática o plano: eles se separaram, indo um para cada lado e conversando com os demais Cahill. Sempre em busca de indícios que havia um Vesper por perto, mas todos os convidados mais corpulentos pertenciam ao clã Tomas.

Hamilton reencontrou Meleia Kalani, uma surfista profissional dos Tomas. Ela foi a única pessoa que desconfiou que algum clã tinha uma base secreta na Ilha da Páscoa – E estava certa!

Foi nesse momento que o loiro avistou Ivan Kleister. O homem era alto e loiro e Hamilton pode perceber que ele estava muito mais magro que a ultima vez que o tinha visto, quando Ham e sua família foram até a base Tomas no monte Fuji. Depois de convencer parte dos Tomas a aderirem a ideia de uma família grande e civilizada, Ivan tinha abandonado o comando da base e desaparecido.

Que é vivo sempre reaparece. Hamilton pensou enquanto andava até Ivan.

- Os anos foram bons para você. – Disse o Holt parando diante do homem e abrindo o seu sorriso mais falso. Uma garota passou perto deles com uma bandeja de taças de champanhe; Hamilton pegou uma das taças.

- Eu adoraria te dizer o mesmo. – Provocou Ivan enquanto bebericava a sua própria taça de champanhe. – Mas vejo que a sua causa Madrigal te fez perder alguns músculos.

Hamilton riu. Aquele reencontro estava muito divertido.

- E você, Ivan, o que fez da vida durante esse tempo?

O homem sorriu. Um sorriso tão falso quanto o de Hamilton.

- Nada que te interesse. – Ivan pousou a taça vazia encima da bandeja de outra garota que passava por perto e depois se voltou novamente para Hamilton. – Bom, por enquanto, pelo menos.

Depois virou de costas e sumiu entre as pessoas.

Suspeito.

- Hamilton Holt. – O loiro ouviu alguém chamando atrás dele.

Ham se virou e deu de cara com Victor Wood. O jovem Ekat era alto e tinha os cabelos castanhos que desciam até os ombros. Os óculos davam um ar intelectual – como se aquele garoto super inteligente precisasse parecer ainda mais intelectual do que já era.

- Victor! – Hamilton abriu um sorriso sincero. Eles se tornaram amigos depois que Ham passou a namorar Sinead. O Ekaterina passava uma boa parte do seu tempo na casa dos trigêmeos Starling, compartilhando ideias e construindo máquinas de ultima geração. – Quanto tempo!

Ian se aproximou dos dois.

- Boa noite, Wood.

- Não precisa de toda essa formalidade, Kabra. – Vistor o repreendeu e depois se aproximou mais do Lucian e sussurrou em seu ouvido: – Ouvi dizer que vocês estão aqui para procurarem supostos Vesper.

Hamilton sorriu e gesticulou com as mãos ao ver um grupo de mulheres passarem perto deles:

- Exatamente isso! As ações não param de crescer. Se a nossa impressa continuar assim, logo teremos como derrubar a concorrência.

O Ekaterina entendeu o que estava nas entrelinhas do que Hamilton disse.

- Espero poder fazer parte de todo esse sucesso. – Victor disse, abrindo um sorriso falso. – Posso ajudar a levantar ainda mais a sua impressa.

- Ficaríamos honrados. – Disse Ian Kabra ao mesmo tempo em que pegava uma taça de champanhe.

- Bom, senhores, vou dar uma volta para reconhecer o terreno. – Disse Victor e então ele riu como se compartilhasse uma piada interna e depois se foi.

- Agora eu tenho certeza que Ivan Kleister está envolvido com os Vesper. – Sussurrou Hamilton para Ian.

- Eu andei observando os garçons. – Respondeu o moreno. – Alguns são altos e musculosos demais, sem falar que não sabem nada sobre como servir em festas de alto escalão.

Hamilton revirou os olhos com o ultimo comentário do parceiro, mas resolveu não dizer nada sobre aquilo.

- Também percebi isso. Acho que deveríamos... – Sua frase ficou suspensa e seus olhos se focaram e algo atrás de Ian. O moreno virou para ver o que foi capaz de fazer o primo perder a fala.

Sinead passou pela porta principal puxando o seu maravilhoso vestido dourado. O vestido descia até seus tornozelos e era acompanhado com enormes saltos pretos. Os cabelos, lisos e ruivos, estavam presos para cima em várias tranças finas.

Ela está linda! Pensou Hamilton enquanto observava a namorada se aproximar devagar dele.

Logo atrás de Sinead, uma morena baixinha surgiu. Natalie usava um vestido rosa com detalhes dourados e pretos que descia até a altura dos joelhos. Seu longo cabelo escuro estava cacheado e preso de lado com um belíssimo laço.

Mas foi a terceira garota a entrar no salão que fez Ian ir para o céu e voltar.

Seus olhos cor de âmbar se prenderam na bela ruiva que passava pela porta. Seu coração parecia querer explodir e seu estomago se revirou de nervosismo, como se milhares de borboletas estivessem voando dentro dele. Era como se tudo ao seu redor tivesse desaparecido.

Amy Cahill usava um vestido preto e muito brilhoso que descia até os seus pés. O tecido era cavado na frente e realçava os seus seios. Os lindos cachos ruivos estavam presos em um coque que permitia algumas mechas soltas que complementavam a maquiagem perfeita.

Amy olhou na direção de Ian e corou levemente ao perceber que ela a observava de forma tão intensa.

- Terra chamando! – Disse Sinead, rindo.

Ian e Hamilton piscaram ao mesmo tempo, ambos saindo de seus respectivos sonhos.

Ao longe uma música começou a tocar e algumas pessoas se dirigiram para a pista de dança. A música era calma e romântica e os casais dançavam colados.

Hamilton olhou para a namorada e sussurrou:

- Me concede essa dança? – E então beijou a mão da garota.

Ela abriu um enorme sorriso e o casal desapareceu entre os outros casais.

Sobraram Amy, Ian e Natalie.

A morena bufou:

- Vou trabalhar. – Ela sussurrou e piscou um dos olhos antes de acenar para alguém e sair andando.

Sobraram Amy e Ian.

A ruiva deu um sorrisinho envergonhado.

- Você está bem, Ian?

O garoto piscou. Depois piscou de novo e riu. Estava encarando Amy sem se dar conta!

- Você está maravilhosa. – Ele falou e pegou a mão dela. – Amy Cahill, aceita dançar comigo?

- É claro que sim. – Ela sorriu, as bochechas levemente vermelhas.

Ele a levou até a pista de dança. Ali as luzes foram reduzidas para gerar um clima mais calmo, como a música pedia.

Amy enlaçou os braços no moreno e ele a segurou pela cintura. Eles se movimentavam tranquilamente, girando no ritmo da música.

- Alguma novidade? – A ruiva perguntou baixinho no ouvido de Ian.

- Temos suspeitas sobre os garçons. – Ele respondeu. – Achamos que os Vesper estão infiltrados na empresa que foi contratada para fazer o Buffet do evento. Não faço ideia do que eles estão tramando, mas a festa ainda está no começo.

- Quando eu estava lá fora, eu vi um caro grande, – Ela franziu o cenho. – grande mesmo. Mais parecia um tanque de guerra.

- Aposto que Dan iria adorar esse “tanque de guerra”! – Ian disse e depois riu, só então percebeu a burrada que tinha feito. Amy baixou a cabeça e suspirou, triste. – Amy, me perdoa. Eu não devia ter dito nada sobre Dan!

A menina respirou fundo.

- Não, tudo bem. Só fico um pouco preocupada... Só isso.

Aquilo era mentira, mas Ian não era burro de falar isso em voz alta.

- Tem dois dias que ele mandou uma mensagem de voz. – Ian levantou o rosto de Amy com a mão. – Duvido que os Vesper façam alguma coisa com ele. Acho que ele é apenas uma isca e nós somos os peixes. De qualquer forma, Sinead está tentando localizar de onde a mensagem veio.

Amy continuou a seguir os passos de Ian em silêncio por alguns segundo antes de voltar a falar:

- Obrigada por tudo, Ian. – Ela levantou o rosto, que estava apoiado no peito do moreno e o olhou nos olhos. Foi apenas naquele momento que ela percebeu como eles estavam próximos. Ela ficou vermelha, mas a falta de luz disfarçou o seu rosto. – Obrigada por sempre estar aqui, perto de mim, quando eu preciso.

Ian sorriu. Seu coração, definitivamente, tinha saído do compasso natural. Ele parou de dançar e segurou as mãos de Amy.

- Você me fez mudar de vida. – Ele disse, olhando bem no fundo dos lindos olhos verdes da garota. Apenas uma fina camada de ar os separava. – Você me fez ver que o que eu estava fazendo não era a minha vontade e que eu sempre segui as ordens, como um cachorrinho. – Ele aproximou ainda mais o rosto do dela. – Apenas você...

E então os lábios de Ian tocaram levemente os de Amy.

No começo foi apenas isso – um toque – mas, ao perceber que Amy não se afastou, o moreno aprofundou o beijo.

O coração de Amy disparou e ela enlaçou o pescoço de Ian com os braços, o puxando ainda mais para perto. Ele a segurou pela cintura e a puxou ainda mais, como se qualquer molécula de ar entre eles fosse grande demais.

As bocas se misturaram com fervor e Ian teve a nítida sensação de estar beijando um anjo.

Amy era o anjo.

Amy era o seu anjo.

Amy se afastou primeiro. Seu coração estava disparado como ela não se lembrava de um dia estar. Ela estava sem ar e seu rosto estava tão vermelho quanto o seu cabelo.

Ian sorriu e acariciou o rosto da ruiva.

- Eu... Eu... – A menina não conseguiu formular nenhuma frase descente. Ela segurou a mão de Ian que acariciava seu rosto e sorriu. De repente seus olhos se arregalaram. – Ian! Você está tremendo!

O moreno olhou para a própria mão. Ela tremia. Ele focou seus lindos olhos cor de âmbar em Amy e sorriu.

- Não é todos os dias que eu posso beijar um anjo.

Amy ficou ainda mais vermelha – se isso era possível!

Ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas foi interrompida pelo minúsculo dispositivo que estava no interior de sua orelha. Todos tinham um igual, que só deveria ser usado em casos de emergência.

- Natalie falando. – A voz da menina estava sufocada, como se ela tivesse acabado de levar um susto. – Os Vesper estão tramando alguma coisa na cozinha. Eu peguei uma conversa deles sobre a quantidade de alguma coisa e acho que eles podem ter envenenado as comidas que vão ser servidas no jantar. Fiquem de olho temos que dar um jeito de pará-los. Natalie desligando.

Amy e Ian se entreolharam. Qualquer momento romântico tinha sido arruinado.

Eles tinham uma missão.

De mãos dadas, eles saíram da pista de dança.

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Assim que Natalie deixou o irmão e Amy sozinhos, ela se encaminhou para uma agente Lucian que acenava para ela.

- Natalie, querida! – Disse Chrissy Collins. A mãe de Natalie e Ian já tinha tirado essa garota de uma enrascada e, desde então, ela tentava entrar na família Kabra. Já tinha se jogado encima de Ian e agora parecia querer virar amiga íntima de Natalie.

A Kabra abriu o seu sorriso mais falso:

- É um prazer te ver! – Ela apontou para o colar ridículo que a outra garota usava. – Adorei o colar!

Chrissy parecia disposta a começar um longo discurso, mas Natalie viu um homem alto e muito musculoso, vestido com as roupas de garçom, se encaminhar para a cozinha.

- Chrissy, querida, tenho que resolver algo. – Natalie disse, enquanto seguia o homem com os olhos. – Te vejo mais tarde.

Nem esperou a garota responder e saiu atrás do homem.

Ele passou pelo salão onde o jantar seria servido em pouco tempo e caminhou até a porta que levava a cozinha.

Ele entrou na cozinha.’

Natalie esperou alguns segundo para ver se alguém saia, mas ninguém saiu, então tirou de sua bolsinha rosa um óculos.

Aquele não era um simples óculos. Eles eram a ultima tecnologia Ekat. Tinham sensores de calor que era capaz de captar o calor mesmo atrás de uma parede, permitindo que quem o usasse pudesse ter “visão de raios-X”.

A morena se aproximou da cozinha e se colocou a ouvir a conversa.

As pessoas no interior do cômodo eram, em grande parte, homens corpulentos que falavam muito forte. Ao que parecia, três pessoas estavam amarradas e jogadas no chão.

- Já está perto da hora de servir o jantar? – Perguntou um dos brutamontes que mexia uma panela.

- Alguns minutos, apenas. – Respondeu o outro. – Já colocou o ingrediente secreto?

O homem que falara primeiro riu alto.

- Coloquei 100 ml.

- Dobre a quantidade. – Ordenou outra voz. Parecia o chefe do grupo.

- 200 ml tem um efeito muito forte! – Respondeu o homem que mexia a panela.

- Apenas faça o que eu mandei!

Foi então que o homem se aproximou da porta. Natalie teve apenas o tempo de arrancar os óculos e jogá-los dentro da bolsa antes que a porta se abrisse.

O homem franziu o cenho ao ver Natalie.

- O que faz aqui, garotinha? – Ele tentou abrir um sorriso forçado, como se estivesse falando com um bebê.

- Me perdi. – Natalie inventou. – Estava procurando o banheiro.

- É do outro lado do salão, garotinha.

Chame-me de “garotinha” mais uma vez que eu corto a sua língua! Pensou a morena, mas se conteve e sorriu antes de dar meia volta.

Ela entrou no banheiro e tirou o pequeno fone da roupa e o ligou, aproximou da boca e disse:

- Natalie falando. – Ela respirou fundo. – Os Vesper estão tramando alguma coisa na cozinha. Eu peguei uma conversa deles sobre a quantidade de alguma coisa e acho que eles podem ter envenenado as comidas que vão ser servidas no jantar. Fiquem de olho temos que dar um jeito de pará-los. Natalie desligando.

Ela guardou o aparelho sem esperar para ver se alguém responderia. Olhou-se no espelho e arrumou os fios escuros antes de sair.

Não teve tempo de ver nada. Apenas sentiu o clorofórmio invadir suas narinas.

A morena desmaiou nos braços do Vesper.

Notas finais
UUHHHHUUUUU!!! VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA DE COMO EU ESTAVA ANSIOSA PARA ESCREVER ESSE PRIMEIRO BEIJO AMYAN!!!!!!

ESPERO QUE GOSTEM E ESPERO QUE EU POSSA RECEBER MINHA QUINTA RECOMENDAÇÃO... riririri
QUEM QUER DANATALIE NO PROXIMO CAPITULO LEVANTA O PÉ (ou deixa uma notinha nos comentários :p)
Bjinhos sangrentos e amo vocês!!!