Memories - Romanogers Fanfic
12 Vida Nova
Notas iniciais
N: Então, o que tem pra fazer essa noite?
H: Beber? Transar? Talvez os dois se demos sorte.
Disse Hill, rindo para Natasha, enquanto ela pegava a bolsa para poder sair.
H: Tem certeza de que quer sair?
N: Hill, pelamor. Sim, eu estou livre agora.
H: Você pediu o divórcio?
N: Não, mas... Eu não pensei nisso, mas nós não estamos mais juntos, eu te disse.
H: Oh, mas vocês esclareceram isso um para o outro?
N: Não, exatamente.
H: Natasha...
N: Ai meu Deus, Hill, desde quando você se importa?
H: Eu não me importo, só que a Natasha que mudou muito por Steve Rogers, não faria isso.
N: Bem, eu não sou essa Natasha. E as pessoas não mudam. Vamos.
H: Mas você mudou.
Hill disse sussurrando para Natasha não ouvir. Natasha abriu a porta do apartamento e Hill a seguiu. As duas chegaram num dos bares mais movimentados de Washington.
N: Bem...
H: Ham...
N: É.
As duas estavam estranhas pelas pessoas que estavam dentro do bar, a maioria eram mulheres, e os homens eram medianamente bonitos. A maioria checando elas de cima abaixo assim que entraram.
H: Ok, nós vamos direto ao bar e beberemos até todos aqui parecerem com o Thor.
As duas foram para o bar, e quando foram solicitar 2 drinks, o garçom já serviu duas margueritas.
H: Nós não pedimos isso.
– Isso é cortesia daqueles caras ali.
Hill e Natasha inclinaram a cabeça, olhando os dois sujeitos ao mesmo tempo. Um era loiro de olhos castanhos e o outro moreno de olhos claros. Os dois sorriram para elas. Natasha e Hill se entreolharam e ergueram as sobrancelhas e conversaram através do olhar e acabaram fazendo negativo com a cabeça.
N: Não.
H: Não.
N: Muito cedo...
H: Sim, muito cedo. Acabamos de chegar.
As duas ficaram com as bebidas, mas não foram se sentar com os caras. Após terminarem esse drink, pediram mais 3 cada uma, e foram colocando os papos em dia.
N: Então é por isso que não vi o Fury até agora?
H: Uhum.
N: Ele chorou?
H: Não exatamente, mas ficou muito emotivo com o seu acidente. Nós trabalhamos dobrado e ele praticamente ficou de babá de mim e dos agentes mais próximos a ele.
N: Bom saber que Fury tem sentimentos, afinal.
H: Ele te ama. Espera um minutinho, que vou ao banheiro.
Hill pulou do banco e caminhou para o banheiro. No caminho para o banheiro, haviam mesas de sinuca e bilhar, cheia de homens jogando, assim que Hill passou, eles assoviaram e flertaram com ela, o que não a abala de forma alguma, o problema foi quando um deles que estava bêbado resolveu estapear a bunda dela.
Natasha observou a cena, deu apenas uma risada e tornou a beber do seu drink. Hill parou na hora e não moveu a cabeça. Ela ficou quieta por alguns segundos, suspirou e caminhou para o banheiro, enquanto os amigos do tarado, o cumprimentavam pela ação idiota.
Enquanto Hill estava no banheiro, um dos homens que tinha oferecido bebida pra elas mais cedo, se aproximou de Natasha.
– Boa noite.
Natasha o olhou e ergueu uma das sobrancelhas, completamente séria e demonstrando desinteresse. Ela desviou o olhar e olhou para frente, tomando mais um gole da bebida.
– Eu queria dizer que estava reparando em você.
N: Você não é o único, acredite.
– Provavelmente. Seria impossível não olhar para uma mulher como você.
N: Como eu?
– Sim. Você é linda.
N: Linda?
O cara fez positivo com a cabeça.
N: Só linda?
– Ham... Você parece ser inteligente.
Natasha revirou os olhos e tornou a encarar o sujeito.
N: Sério? E você diz isso baseado nos olhares que dá para o meu peito e minha bunda? Você acha que sou linda ou gostosa?
– Eu acho que você é os dois.
Natasha riu e o cara riu junto.
– Por que você e sua amiga não se juntam a nós ali na mesa?
N: Irei pensar a respeito.
O cara piscou e voltou pra mesa, enquanto Hill saía do banheiro e resolveu fazer exatamente o mesmo caminho de antes, o mesmo tarado de antes parou na frente dela.
– Você gostou, não foi? Você tem cara de quem gosta de tomar um surra...
Hill o olhou e sorriu maliciosamente, ela segurou no colarinho da roupa dele e o jogou contra a mesa da sinuca, em seguida ela pegou a long neck da mão de um dos jogadores, quebrou na mesa e encostou a parte afiada nas bolas do cara, que começou a suar frio e olhar assustado para Hill.
H: Por acaso eu disse que você podia me encostar?
O cara fez negativo com a cabeça.
H: Eu poderia simplesmente, deixar as mulheres dessa cidade mais seguras agora se eu...
Hill espetou as bolas do cara que fechou os olhos e mordeu o lábio, quase chorando.
H: E você tem toda razão, eu gosto de tomar uma surra bem dada, por um homem de verdade, não com franguinhos como você. Você não seria capaz de lidar com tudo isso, meu amor.
Hill soltou o cara e voltou até onde Natasha estava.
N: Bem, você conseguiu ficar 45 minutos sem arrumar briga, estou surpresa que só tenha feito isso agora.
H: Foi apenas autodefesa. Bora, pede mais um drink.
N: Na verdade, aqueles caras nos convidaram para sentar com eles.
H: De novo?
N: Eles não são feios.
Hill olhou para eles, claramente analisando.
H: É, não são. O moreno é meu.
N: Como sempre...
Natasha e Hill se levantaram e foram até a mesa dos homens, que levantaram e puxaram as cadeiras para elas se sentarem. Elas conversaram e beberam com eles por horas.
Natasha olhava o relógio e para a porta do bar.
– Está esperando alguém?
Natasha fez negativo com a cabeça, depois ela pareceu ter tomado um susto. Hill a olhou preocupada.
H: O que foi?
N: Você ouviu isso?
H: O que?
N: Parecia alguém chorando, uma criança chorando.
Hill e os outros dois caras fizeram negativo com a cabeça, fitando Natasha, confusos.
H: Eu acho que ela já bebeu demais.
Todos começaram a rir.
– Bem, se você quiser, eu posso te levar pra casa.
N: Pra minha ou pra sua?
– Pra minha, se você permitir.
Natasha riu e tomou mais um gole da bebida. Ela se levantou e o cara ficou parado, olhando ela, sem acreditar.
N: Você vai me levar ou não?
O cara se levantou, meio que sentindo medo, pois não esperava que ela fosse aceitar e cara.
N: Mas nós iremos pra minha casa.
H: Hey, você não tem casa. Tem a minha casa.
N: Isso mesmo, chaves.
Natasha estendeu a mão para Hill. Hill se levantou.
H: E se eu quiser ir pra minha casa, acompanhada desse belo cavalheiro...
Hill piscou os olhos, sorrindo, já estava bem altinha também.
N: Então, eu acho que iremos para um motel.
H: Boa ideia.
Hill puxou o par dela pelo colarinho e praticamente o arrastou até o lado de fora.
– Então...
N: Você tem que pagar a conta, Jon.
– Certo... E... Me chamo Billy.
N: Ok, er... Alex.
– É Billy... Deixa pra lá.
Billy abriu a carteira e tirou um maço de notas e deixou na mesa. Ele conduziu Natasha até a calçada, ele chamou um táxi e assim que entraram ficou um silêncio constrangedor dentro do carro. Natasha o olhava e ele desviava o olhar. Natasha observou que as mãos dele estavam tremendo e ele mexia as pernas nervosamente.
N: É a sua primeira vez?
B: Hã? Não, eu já transei com muitas mulheres.
N: É a sua primeira vez com uma mulher como eu?
B: Não, eu já saí com mulheres lindas assim, mas você tem algo que...
N: Te deixa nervoso?
Billy concordou com a cabeça e Natasha riu, altamente satisfeita por isso.
N: Legal, eu gosto disso.
O taxista estacionou em frente ao motel que pediram. Billy desceu do carro e correu até a porta de Natasha, para abrir para que ela descesse, mas Natasha não desceu. Ela ficou olhando para o banco do carro, como se sua mente estivesse vazia.
B: Natalie?
Natasha olhou para Billy, ela e Hill deram nomes falsos para que eles não as encontrassem depois. Natasha pôs um pé para fora do carro e parou para refletir novamente, quando ela decidiu sair do carro, ela novamente se assustou e olhou para o outro lado.
B: O que foi?
N: Eu estou ouvindo essa criança chorando. Talvez eu esteja ficando louca.
Natasha tornou a olhar Billy.
N: Eu preciso ir.
B: O que?
N: Me desculpe.
Natasha fechou a porta do táxi e mandou o motorista dar partida e deixou Billy na porta do motel.
– Para onde, senhorita?
N: Para a 5ª avenida, 65.
O motorista a levou até o endereço informado.
– Chegamos.
N: Hã?
Natasha estava confusa, não sabia nem que lugar tinha pedido para ir, na verdade, ela não sabe nem o que está fazendo no táxi.
Natasha pagou ao motorista que começou a ficar impaciente e desceu do carro. Natasha caminhou pela calçada e olhou em volta, ela tocou a campainha da portaria de um prédio, o porteiro a avistou e abriu a porta.
– Boa noite, Sra. Rogers.
N: Senhora Rogers?
Perguntou Natasha, entrando no prédio, quando ela entrou no elevador começou a recuperar os sentidos, mas não sabia ainda aonde estava. Ela desceu do elevador e bateu na porta do apartamento 4B. Como já era de madrugada, ela bateu várias vezes até abrirem a porta. Quando a porta se abriu, o homem que atendeu a porta franziu a testa, parecendo confuso.
S: Natasha?
Natasha suspirou e encostou a mão na parede, fitando Steve.
S: O que? O que está fazendo aqui?
Natasha também parecia extremamente confusa.
N: Eu não sei.
Disse Natasha, entrando no apartamento de Steve e o empurrando pra dentro do apartamento, fechando a porta atrás de si.
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