Memories - Romanogers Fanfic
13 Primeira missão
Notas iniciais
N: Me desculpe, eu...
S: Você está bem?
Natasha olhava em volta e ainda parecia confusa, ela sentiu uma forte dor de cabeça, que a deixou zonza e fraca, ela quase caiu, mas Steve percebeu a tempo de segurar ela e leva-la até o sofá.
S: Você não está bem, vou chamar um médico.
N: Não, não precisa. Eu só preciso...
Natasha deitou no sofá e adormeceu. Steve não conseguiu dormir, ficou sentado ao lado dela, tomando conta para que ela não passasse mal.
Steve só foi dormir quando o dia clareou, ele dormiu no tapete ao lado do sofá. Sara acordou e foi até o quarto de Steve, mas não o viu, depois ela foi na sala e viu os dois dormindo. Ela sorriu ao ver mãe.
Sara: Mamãe voltou, mamãe voltou.
Natasha despertou com a euforia de Sara, ela franziu a testa e bocejou. Ela olhou em volta e se deu conta de onde estava, ela olhou para Steve dormindo no chão e levou a mão na cabeça.
N: Боже мой. Что я сделал? (Meu Deus. O que eu fiz?)
Sara: Mamãe.
Sara subiu no sofá e deitou sobre Natasha a abraçando.
N: Sara...
Natasha se sentou segurando Sara e a colocando sentada sobre as pernas dela. Natasha a olhou nos olhos e sussurrou.
N: Você sabe manter segredos?
Sara fez positivo com a cabeça.
N: Eu vou embora e...
Sara: Mas mamãe, eu não quero...
N: Shh.... Deixa eu terminar, seja corajosa, ok? Não conte ao seu pai que me viu sair, ok?
Sara fez positivo com a cabeça e estava com o olhar triste.
Sara: Eu vou sentir sua falta.
N: Não, não vai. Eu prometo que venho te ver.
Sara não parecia animada.
N: Eu vou lhe trazer um presente, que tal?
Sara: Ok...
N: Boa menina.
Natasha levantou e colocou Sara no chão, ela foi até a porta e antes de fechar acenou para Sara que não sorriu de volta dessa vez.
Natasha chegou no apartamento de Hill e tocou a campainha. Hill abriu a porta, já vestida para o trabalho.
H: Bom dia, vadia. Como foi sua noite?
N: Como foi a sua?
H: Péssima, acabei me livrando do cara. Ele era lindo, mas um porre. E o seu? Como foi? Tá com as pernas bambas?
Natasha não respondeu, apenas entrou e foi direto para o banheiro tomar um banho.
H: Natasha, estou indo.
Hill gritou da sala para ela ouvir, hoje é o primeiro dia de trabalho da Natasha com os Vingadores, já que ela saiu de casa, a forma dela de manter contato com Steve seria pelo trabalho.
Natasha se arrumou e dirigiu até a torre dos Vingadores. Ela parou na porta de entrada e uma tela foi ativada.
– Olá, sra. Rogers. Bem vinda.
Natasha observou que no canto da tela haviam as iniciais J.A.R.V.I.S.
N: Por que todos me chamam assim?
Sussurrou Natasha enquanto entrava na torre e se dirigia ao elevador. Assim que ela entrou no elevador, a tela se ativou e JARVIS continuou a conversar com ela.
– Prefere que a chame pelo codinome Viúva Negra?
N: Por favor.
– Aonde deseja ir?
N: Centro de operações.
O elevador começou a subir, mas parou num pavimento, que Natasha achou ser o Centro de operações.
– Só parei para pegar mais passageiros, Viúva Negra.
Assim que a porta se abriu, Natasha encarou quem estava prestes a entrar, e assim que ele viu Natasha, ficou indeciso se iria entrar ou não.
– Sobe.
Bucky estava paralisado olhando Natasha, não tinha mais ninguém naquele elevador, seria estranho entrar e ficar a sós com ela, mas também seria estranho virar as costas e ir embora.
N: Você vai entrar ou não? Eu não tenho o dia inteiro.
Bucky entrou no elevador e ficou na frente de Natasha de costas pra ela, olhando para o teto. Natasha sabia do desconforto dele e fez questão de se aproximar e ficar do lado dele. Natasha o encarou, até ele resolver olhar pra ela.
N: Como vai?
B: Bem. E você?
Natasha ergueu os ombros, indicando que não sabia.
N: Então você também se tornou um dos mocinhos.
B: Sim, graças ao Steve.
Natasha desviou o olhar e fez positivo com a cabeça.
– Chegamos. Tenham um bom dia.
Bucky fez um gestou com a mão, indicando que Natasha podia sair primeiro. Ela o olhou e sorriu sarcasticamente, enquanto saía.
N: Obrigada, Jarvis.
Bucky saiu logo atrás dela e caminhou a deixando para trás.
N: James!
Bucky virou com o coração disparado, ninguém o chama assim há anos, é sempre Bucky.
N: Você tem que me levar até onde devo ir. Eu não conheço nada aqui.
B: Aonde está Steve?
N: Eu não sei. Eu não moro mais com ele.
B: Não?
Natasha fez negativo com a cabeça, Bucky suspirou.
B: Vem, eu te mostro.
Enquanto caminhavam pelo corredor, Natasha tentou puxar assunto sobre coisas corriqueiras, para que Bucky ficasse menos tenso perto dela.
N: Eu gosto dessa torre, parece muito avançada. Esse Jarvis é de uma inteligência incrível. Stark se superou.
B: Não posso discordar disso. Nossas armas estão muito mais poderosas e temos mais opções de armas não letais mais eficientes. Exigência do Steve.
N: É parece ser a cara dele.
B: Ele acha que todos devem ser julgados antes de ser punido.
N: E o que você acha?
Bucky ergueu os ombros.
B: Eu não tenho direito de discordar dele nisso, senão fosse por ele, eu estaria preso ou morto.
N: Sempre devendo a vida à alguém, James Barnes.
Natasha sorriu para Bucky, que finalmente sorriu de volta, mas ainda evitava contato visual com ela.
B: É aqui.
N: Você não vem?
B: Eu sou mais de ação do que planejamento, se precisarem de mim, eles me chamam.
Natasha concordou com a cabeça, Bucky seguiu para o centro de lutas e Natasha entrou na sala de reunião.
Na sala estavam Tony, Bruce, Clint e Steve. Ele já a olhou com repreensão e ao mesmo tempo preocupação. Todos pararam de falar quando ela chegou e todos a observavam. Natasha caminhou lentamente pela sala, irritada com toda a atenção.
N: Me disseram que era para vir aqui, errei de sala?
T: É...
C: Claro que não, Tasha. Senta aqui.
Clint puxou a cadeira ao lado da dele, Natasha se sentou ao lado dele e tornou a atenção para o telão. Steve e Tony eram os que estavam de pé, explicando sobre a missão.
T: Então, esse carinha aqui se chama Daniel Williams. Ele estará carregando o pen drive que precisamos.
N: O que há no pen drive?
B: Todas as localizações das bases secretas dos Estados Unidos.
S: Então vocês podem imaginar, como isso pode ser perigoso nas mãos erradas.
N: Aonde achamos ele?
T: Aconteceu um leilão por essas informações ontem à noite. O comprador se chama Liu Xen. Eles vão fazer a transação amanhã.
C: Como iremos fazer para interceptar o pen drive?
S: Pensamos em chegar de surpresa no restaurante em que marcaram a transação, esperaríamos eles saírem e teremos 2 grupos, um para perseguir o comprador e recuperar o pendrive e outro para perseguir o vendedor.
N: Esses caras estarão fortemente escoltados.
T: Sim, mas nós temos o Hulk.
C: O Hulk no meio de um bairro nobre, com milhares de civis em volta?
S: Clint tem razão...
N: Clint?
Clint girou a cadeira para poder fitar Natasha.
N: Você se lembra de Budapeste?
C: Como eu ia esquecer.
T: Eu não lembro...
S: Nem eu.
C: Todo mundo sabe o que houve em Budapeste, gente. Você quer repetir agora?
N: Não tudo, mas lembra o que fiz no hotel?
C: É, isso pode funcionar.
Steve estava impaciente com a conversa paralela entre Clint e Natasha.
S: O que vocês tem em mente?
N: Nós não precisamos de uma operação tão grande. Esse sujeito... Daniel o nome dele, certo?
Tony confirmou com a cabeça.
N: Eu posso fazer isso sozinha.
S: Como?
T: Ela é uma espiã.
B: Ela é.
C: A espiã.
S: Você vai se arriscar sozinha.
N: Eu sempre trabalhei sozinha.
S: Você irá seduzi-lo?
N: Provavelmente.
S: E você irá pro quarto com ele, porque é lá que o pen drive deve estar.
N: Eu não vejo problema nenhum até agora.
S: Você irá beija-lo?
N: Eu farei tudo que for necessário para concluir a missão.
Natasha e Steve trocavam olhares acusadores, enquanto o resto do grupo se sentia desconfortável com a tensão entre eles.
S: Não posso permitir isso. Podemos fazer de outro jeito.
N: Do outro jeito é arriscado, podemos perder membros da equipe e ferir os civis. Eu vou entrar e sair, sem que ninguém perceba.
C: Cap... Tudo bem, eu estarei lá, disfarçado.
S: Eu também vou.
C: Não, Steve, você não é espião, e você pode estragar a missão.
T: Steve, você, eu e Sam ficamos no carro, vigiando e os socorremos caso algo dê errado. Então, preparem tudo, é melhor abordar o Daniel ainda hoje no hotel dele.
N: Você pode me mandar o perfil completo dele? Preciso analisa-lo melhor.
Tony concordou com a cabeça e dispersou a reunião. Eles marcaram de sair às 18hs para a missão. Natasha se levantou para sair da sala, mas Steve segurou o braço dela.
S: Precisamos conversar.
N: Agora?
S: Sim, agora.
C: Oh, Okay, deixa eu pegar esses biscoitinhos aqui e sair.
Clint já estava com uns biscoitos na mão e pegou mais três da mesa e enfiou uma na boca, fazendo sinal de paz, enquanto saía da sala. Finalmente Steve e Natasha ficara sozinhos.
S: O que houve ontem à noite?
N: Como assim?
S: Você apareceu lá em casa e parecia perdida.
N: Eu estava, mas estou bem.
Natasha se virou de novo para ir embora, mas Steve a segurou mais uma vez, fazendo Natasha respirar fundo.
S: Eu acho que devia ir ao médico, você não pode ir numa missão nesse estado.
N: Steve...
S: É sério, pode ser alguma coisa relacionada ao seu acidente.
N: Eu estou bem.
Natasha finalmente alcançou a porta, ela abriu e antes de sair, ela olhou mais uma vez para Steve.
N: Não se preocupe comigo.
Natasha saiu da sala e foi procurar um local que pudesse analisar o perfil de Daniel. Enquanto isso, Steve saiu da sala e telefonou para a babá das crianças.
Cindy: Desculpa, Sr. Rogers, mas estou em semana de provas, não posso faltar.
S: Eu entendo, Cindy. Não se preocupe, darei um jeito.
– Capitão...
Steve desligou o telefone e olhou para a agente o cumprimentando. Steve sorriu.
S: Oi Agente 13.
Sharon: Algum problema?
S: Não, tá tudo bem.
Sharon: Você parece preocupado.
S: É só os meus filhos, tenho uma missão hoje e a babá não pode ficar com eles.
Sharon: Ah é isso? Posso ficar com eles.
Steve franziu a testa, estranhando a oferta, mas Sharon parecia ser uma boa moça, ele não a conhece muito bem, mas ela parece ser do tipo amável com as crianças.
S: Tem certeza?
Sharon: Absoluta, será um prazer.
S: Okay, eu vou avisar para Cindy que você vai substituir ela mais tarde. Muito obrigada.
Sharon: Que nada. Estou a seu inteiro dispor...
Sharon sorriu e se retirou. Sam que estava parado no corredor e observou toda a cena, se aproximou de Steve com um sorriso sarcástico.
Sam: Cara, ela tá tão na sua.
S: Sam... Não é nada disso, ela está apenas me fazendo um favor.
Sam: Sei...
S: E você anda assistindo Todo Mundo Odeia o Chris demais.
Sam: É uma ótima série, tem que admitir.
S: É divertida sim. Sam, preciso que me ajude com uma coisa, venha comigo.
Agora tudo estava acertado para a abordagem de Daniel Willians, eles estacionaram na esquina do hotel e hackearam o sistema deles para constar que Natasha já estava hospedada lá há muito tempo, junto com Clint.
Natasha entrou no saguão do hotel, segurando no braço de Clint. Natasha usava uma peruca preta, Clint estava vestido como um homem de negócios, os dois fingiram ser um casal rico, com problemas de relacionamento. Eles se sentaram numa mesa do restaurante do hotel e Clint abriu um jornal, para evitar contato visual com Natasha, para dar a entender que ele é o tipo de cara que ignora a mulher.
Natasha por sua vez, se passou pela mulher ignorada e triste pelas ações do marido. Assim que Daniel Williams apareceu no lobby do hotel, Natasha e Clint fizeram uma cena, Natasha abaixou o jornal, exigindo um pouco de atenção e Clint a olhou seriamente, e o olhar que ele deu, fez ela se encolher. Ele nem soltou uma palavra, mas todos em volta, perceberam o medo que ela tinha dele.
N: Eu vou ao banheiro.
Natasha se levantou, e encostou a mão no nariz e na maça do rosto, fingindo estar chorando discretamente. Como ela estava de óculos escuros pôde observar que Daniel a estava olhando, e estava com 2 seguranças próximo a ele.
Natasha passou por ele, o ignorando completamente e se dirigindo ao banheiro.
T: Ela nem flertou com ele.
C: Acredite, ela flertou.
T: Ela nem olhou na cara dele.
N: Eu sei o que estou fazendo.
T: Ele acabou de entrar no elevador, espertinhos.
N: Ele vai voltar.
Eles estavam conversando através de pontos no ouvido. Natasha entrou no banheiro e estava vazio, ela parou em frente a pia e se olhou no espelho. Ela abriu a bolsa e procurou o batom para retocar os lábios, mas algo chamou a atenção dela.
No último box, ela pôde ouvir o barulho de alguma transmissão de rádio. Ela olhou para a porta do box e para o chão, ela pôde ver a sombra de alguém, tentando disfarçar a presença lá dentro. Natasha pegou sua pistola na bolsa e caminhou até a porta do box.

Ela abriu a porta num gesto só e apontou a arma dela, ela estava com o dedo no gatilho, só não puxou porque reconheceu quem era. Natasha ficou furiosa.
N: Steve???
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