Memories - Romanogers Fanfic
52 Verdades - Parte 3
Notas iniciais
Hill demorou a voltar a visitar Natasha, quando ela finalmente a visitou, Natasha entendeu de cara o motivo. Hill estava triste.
H: Eu achei que encontraria Steve aqui.
N: Ele tinha coisas mais importantes a fazer.
H: Você parece melhor.
N: É... Mas não você. Eu não te vejo desde o aniversário da Sara. Steve disse que nem viu quando você foi embora.
H: Você lembra do cara que eu estava saindo um tempo?
N: Tal de Henry, certo?
H: Sim. Bom, está acabado.
N: O que aconteceu?
H: Eu estava na festa e...
....
*Durante a festa de Sara*
H: Sua mãe pediu para entregar o presente dela.
Sara pegou o presente e desembrulhou, rasgando todo o embrulho com pressa, ela viu o vestido da Mérida e abriu um enorme sorriso.
Sara: Esse é o melhor presente de todos! Paaai!!!
Sara correu até Steve que conversava com Elisa, Sharon e Sam.
Sara: Olha o que a mamãe me deu.
S: Sua mãe está aqui?
Steve sentiu o coração gelar, Natasha não está bem pra sair do hospital ainda.
H: Eu trouxe pra ela.
Sara: Ainda tem arco e flecha.
S: Por que não mostra isso pro tio Clint? Ele vai te ensinar a usar.
Sara concordou com a cabeça e correu até Clint, que estava chamando a atenção de Francis num canto.
C: Oi aniversariante. Meus parabéns.
Sara: Olha tio. Igual o seu.
C: Igualzinho. Sabe usar? Eu posso te ensinar.
Sara fez negativo com a cabeça.
Sara: Mas eu tenho que botar minha roupa de princesa primeiro.
Sara correu de novo até Steve e ficou sem ar dessa vez.
S: Sara, devagar, é seu aniversário, sei que está animada, mas tenta ficar mais calma.
Sara: Meu vestido, meu vestido.
E: Eu te ajudo a vestir, Sara.
Sara olhou para Elisa, James se aproximou na hora e franziu a testa olhando pra Sara. Sara olhou para James e ficou irritada, ela suspirou e olhou para Sharon.
Sara: Você me ajuda?
Sharon fez positivo com a cabeça e sorriu. Sara olhou para Elisa que estranhou Sara a ignorar. Sara se sentiu mal por estar fazendo isso, ela gosta de Elisa e não entende porque tem que tratar ela mal. Sharon se retirou com a Sara e a levou dentro da escola para trocar a roupa dela.
Sharon: Pronto. Você está linda, Sara.
Sara: Eu não sou Sara, sou a Gaviã Arqueira.
Sara pegou o arco e flecha e saiu correndo de volta pra festa. Hill se aproximou de Elisa, porque ela parecia estar deslocada na festa e Steve tinha ido dar atenção a outros convidados. Sharon retornou até elas e Sam também se aproximou, Sam deu um selinho em Sharon.
Sam: Hill, tem um cara te procurando na entrada da festa.
H: Que cara?
Sam: Ah, olha ele ali.
Hill se virou para olhar quem era e ela quase se engasgou com o uísque que estava tomando. Claro que o uísque estava num copo descartável para parecer refrigerante.
Henry estava na entrada da cerca e acenou para Hill, antes que ele entrasse de vez na festa, Hill foi até ele, ela franziu a testa, espantada.
H: Henry! O que está fazendo aqui?
Henry: Bem, eu vim pra festa da Sara...
Hill ainda estava com cara de espanto.
Henry: Ela convidou minha filha, já que você se esqueceu de me convidar para a festa.
Hill abriu a boca pra falar, mas sua mente ficou em branco. O que ela poderia dizer? Para piorar, Sara veio correndo e começou a gritar por Steve.
Sara: Papai, papai!
Henry franziu a testa e observou Sara correr até Steve e ele a pegar no colo. Henry olhou para Hill.
Henry: Ah... Agora eu entendo.
H: O que?
Henry: O seu ex está aqui.
H: Hã?
Henry: Eu pensei que tinha me dito que ele mora no Canadá... Ele está aqui...
H: Ham...
Steve se aproximou de Henry e estendeu a mão para o cumprimentar.
S: Acho que ainda não nos conhecemos. Eu sou Steve Rogers.
Henry: Eu sei, me chamo Henry.
Sara olhou para Henry e ergueu as sobrancelhas e depois olhou para Hill, que parecia estar querendo matar ela. Sara ergueu as mãos no ar, indicando que esqueceu que não devia ter chamado a filha de Henry.
S: Fique à vontade...
Henry: Obrigado.
Steve se retirou com Sara. Henry olhou para Hill.
Henry: Ele sabe que nós...?
H: Ah sim, sim, ele sabe.
Henry: Ele parece estar bem com isso.
H: É, estamos separados há muito tempo, já nos resolvemos.
Hill teve que fazer malabarismos para evitar que Henry conversasse com os amigos dela em comum com Steve e Natasha, e ela estava aliviada por ter dado tudo certo, até a hora do parabéns.
Quando todos estavam reunidos em volta da mesa do bolo, as luzes foram apagadas, as velas acesas e todos cantavam parabéns. Sara estava sorrindo, ela olhou para James ao lado dela, depois para Steve e em seguida para a multidão que a cercava. Muitas pessoas lá, mas nenhum daqueles rostos, era o da mãe dela, e ela queria Natasha lá.
O sorriso de Sara se desmanchou rapidamente, ela começou a piscar e parou de bater palmas, Sara abaixou a cabeça e Steve observou ela ficando triste. Steve colocou a mão nas costas de Sara.
S: O que houve?
O parabéns terminou e as velas continuavam acesas. Os convidados ficaram em silêncio, observando Sara. Sara começou a chorar.
Sara: Eu quero a minha mãe.
Henry: Ela está bem aqui.
Henry gritou e apontou para Hill, que se virou de lado e fingiu não ser com ela. Steve e outros convidados olharam para Henry, sem entender, parecia até piada de mal gosto porque todos sabem que Natasha está internada. Henry ficou extremamente sem graça e abaixou a mão.
S: Sara, nós veremos a mamãe assim que sairmos daqui, ok?
Sara: Eu quero ela agora.
S: Okay, sem problemas. Vamos só apagar as velas e eu levo você no hospital pra ver ela.
Sara concordou com a cabeça e enxugou as lágrimas, ela se inclinou sobre o bolo para assoprar as velas, mas Francis apagou antes dela.
Torunn deu um murro na cara de Francis, que começou a chorar, Francis ia empurrar Torunn, mas James entrou na frente e levou o empurrão no lugar. Francis já ficou irritado e agarrou a blusa de James, Torunn agarrou a de Francis, tentando tirar ele de cima de James. Sara começou a rir. Clint, Laura e Steve separaram os três.
Henry olhou para Hill.
Henry: Então, tem algo que queira me dizer?
Hill estava com vergonha demais para encarar Henry.
Henry: Você é inacreditável. Eu achei que tinha achado a mulher certa... Achei que você era diferente e que era como eu.
Henry sorriu, mas era puro sarcasmo e tristeza.
Henry: Eu estava errado.
Henry se virou para ir embora, pegou a filha e se retirou da festa. Hill queria correr atrás, mas pareciam que tinham colado os sapatos dela no chão.
...
N: Por que você fingiu que Sara era sua filha? Que estupidez.
H: Eu sei.
N: Por que você está sentida por isso? Você nem gosta dele.
H: Eu gosto, Natasha.
N: Você gosta? Hill... Por favor. Você nunca gosta de ninguém.
H: É...
Natasha ficou observando se Hill ia rir, ou soltar piada, mas ela estava realmente triste. Natasha franziu a testa.
N: Se você gosta dele de verdade, por que não foi atrás dele quando ele saiu da festa?
H: Pelos mesmos motivos que você tem para não admitir que está apaixonada por Steve.
Natasha se calou e Hill também. As duas se olharam e suspiraram.
N: Nós somos muito fudidas.
H: É.
N: Por que não sabemos lidar com o que sentimos?
H: Eu não sei.
N: Hill... Me escuta. Talvez não seja tarde, você devia procurar ele.
Maria riu e fez negativo com a cabeça.
H: Não posso, você sabe disso.
N: Pode sim.
H: Você vai correr atrás do Steve?
Natasha se calou novamente.
H: Foi o que pensei.
N: Talvez. Eu não sei. Ele está diferente.
H: Você tem certeza do que você sente?
Natasha suspirou de novo e fez negativo com a cabeça.
N: Eu não sei. Quer dizer, eu sei, mas eu tenho medo.
H: Medo de amar ele?
N: Medo de deixar de amar ele.
H: Eu não entendo.
N: Hill, eu acho que eu am...
As duas ouviram batidas na porta, Natasha teve esperança de que fosse Steve, mas era Clint Barton.
C: Atrapalho as fofoqueiras da SHIELD?
H: Vai se ferrar, Barton. Eu preciso ir.
Hill se despediu e saiu, Clint se aproximou de Natasha.
C: Eu preciso te contar uma coisa.
N: O que?
C: A Laura.
N: A babá? Deus! Eu sabia! Eu sabia. Já contou a Bobbi?
C: Tá louca? Se eu conto, acordo em um lugar misterioso com meu estojo de flechas enfiado na minha bunda.
N: Mas já rolou alguma coisa?
C: Não, claro que não.
N: Clint... Eu preciso te perguntar algo.
C: Diga...
N: Você tem visto Steve?
C: Sim.
N: Como acha que ele está?
C: Bem, na verdade, não o vejo bem assim tem tempo.
Natasha respirou fundo, sentindo seu coração cortado. Como Steve está bem se ele mal a visita agora, quem é que o está fazendo feliz que não ela?
C: Por que?
N: Nada. Ele está namorando a Elisa ainda?
C: Eu não sei, acho que sim, eles de vez em quando saem juntos. Devem estar.
Natasha bufou e Clint notou ciúme em Natasha.
C: Uou... Isso está acontecendo de novo?
N: O que?
C: Está caidinha por ele.
N: Cala a boca.
C: Uau Natasha, demorou um bocado, não acha?
N: Eu não estou.
C: Eu conheço você. Minha mãe sempre disse que almas gêmeas estarão sempre apaixonadas. Você perdeu a memória, não o coração.
N: Bem, sua mãe está errada.
C: Sobre o quê?
N: Ele não está apaixonado por mim, não mais.
C: Mas você considera que ele é sua alma gêmea, então?
N: O que?
Natasha ficou confusa com as perguntas de Clint, franziu a testa e o empurrou.
N: Você vai subir minha pressão. Saia daqui.
C: Você sabe que se estalar os dedos, ele volta bem rápido.
N: Não é assim, não mais.
C: Se fosse, assim que ele chegasse você o rejeitaria.
N: É, você me conhece. Por que não demos certo? Eu e você?
Clint começou a rir.
N: Eu digo, além do aborto que fez você me odiar... Mas... Nós nos dávamos bem, certo?
C: Eu fazia piadas, você não ria, te fazia cosquinhas e você me batia, eu falava qualquer coisa e você revirava os olhos.
Natasha riu, lembrando dos momentos que ela e Clint eram namorados.
C: Você sempre fez questão de demonstrar que não se importa com ninguém, nem com quem você namorava. Eu não estou jogando isso na sua cara... Eu só vi você demonstrar amor por uma única pessoa...
N: Você vai dizer Steve...
C: Viu? Já até sabe a resposta.
N: É o que todos dizem.
C: É como todos viam, Natasha.
N: Quando fizemos amor pela primeira vez, depois do coma. Foi diferente de tudo que eu já tinha experimentado.
C: Eu não quero ouvir sobre isso, me poupe.
N: Cala a boca, Clint. Estou falando sério. Eu pude sentir o amor dele através do toque dele, quando ele me olhava, ele me deixava nua. Eu não podia aceitar.
C: Então você fugiu.
N: Eu não sentia nada. Era bom sentir o amor dele, mas eu não sentia nada. Nada e eu sabia que uma hora ele ia se tocar disso e se machucar, mas mesmo depois de nos afastar, ele continuava me amando na mesma intensidade, era difícil me manter longe do que me atraía tanto.
C: Só atração.
N: Só atração.
C: Mas algo mudou...
N: É... Eu não sei como, nem quando. Eu nem notei, só agora.
C: Então você o quer de volta.
N: Eu quero ele que seja feliz. Como alguém pode ser feliz comigo?
C: Ele era, Natasha e se está se sentindo assim, você devia ser honesta com ele.
N: Eu não posso, ele não me quer mais, ele está superando e seguindo em frente.
C: Mas ele ainda não se foi totalmente, ainda.
N: Eu tenho medo de fazer ele voltar e depois desistir. E se eu não sentir mais daqui a um mês, ou um ano? E se eu só estou de orgulho ferido?
C: Eu não sei. São perguntas que só você tem a resposta.
Clint beijou a testa de Natasha e saiu do quarto. Natasha repousou a cabeça no travesseiro e meia hora depois pegou no sono.
...
Cerca de um mês depois, Steve e Elisa conversavam na porta da lanchonete, de madrugada. A lanchonete já estava fechada.
S: Então, me conte sobre esse novo carinha que quer roubar você de mim.
E: Para, Steve.
Elisa riu e Steve sorriu.
E: Ele é só um idiota que não sai mais do meu pé, desde que me inscrevi na faculdade.
S: Ele é bonito como eu?
E: Ham... Sabe que não.
S: Bem, então continue procurando.
E: Não seja tolo. Eu nunca acharei um homem como você.
S: Acho que não. Pode achar algum melhor.
E: Talvez. Provável...
Elisa riu de novo.
S: Eu só estou brincando, eu acho que devia dar uma chance ao idiota.
E: Mesmo?
S: Sim...
E: E você?
S: Eu? Estou bem.
E: Vai ficar com outra mulher?
S: Não... Não tenho intenções e nem interesse em ninguém, agora.
E: A não ser por uma certa ruiva...
S: Não... Eu te disse, isso passou.
E: Não parece.
S: Você quer saber se eu amo ela? Sim. Se eu quero ficar com ela? Não. Eu estou finalmente me sentindo bem, sozinho.
E: Ninguém fica bem sozinho.
S: Bem que dizem que sou diferente de todo mundo... E eu não estou sozinho, tenho dois lindos filhos e mais dois a caminho.
E: E aonde é que você vai todo charmoso e arrumado desse jeito?
S: Meus amigos querem me levar para um bar. Aliás, eu tenho que ir. Quer uma carona?
E: Não, irei pegar um táxi.
Steve beijou o rosto de Elisa e montou na moto, ele buzinou antes de partir. Elisa acenou e fez sinal para o táxi que estava passando, com o tempo os dois decidiram que não podiam namorar, após muita insistência, Steve conseguiu que Elisa aceitasse ser amiga dele.
...
Alguns dias depois...
N: Já posso ir pra casa?
Cho: Não... Ainda não.
N: Eu me sinto bem.
Steve bateu na porta e entrou no quarto.
Cho: Oi papai do ano. Bem vindo.
S: Olá Cho. Como está, Natasha?
Natasha olhou para Steve e fez positivo com a cabeça.
S: Como estão os bebês?
Cho: Eles nos deram um pequeno susto, hoje de manhã.
S: Como assim?
Cho: Natasha teve um pequeno sangramento, mas está sob controle.
Steve olhou para Natasha, preocupado.
N: Eles estão bem.
Cho: Sim, estão. Com licença.
Cho se retirou do quarto, Steve se aproximou da maca e olhou para a barriga de Natasha.
S: Posso?
Natasha se ajeitou na cama, para ficar mais sentada do que deitada e fez positivo com a cabeça. Steve sentou na lateral da cama e encostou as mãos na barriga de Natasha, o que ainda a faz suspirar de leve.
S: Está enorme.
N: Espero que esteja falando dos bebês.
S: É...
Steve sorriu, sem graça, ele olhou para Natasha.
S: Você está bem, não se preocupe.
Steve se curvou e ficou com o ouvido encostado na barriga de Natasha.
S: Hey, bebês? Estão ouvindo? É o papai. Saiam logo daí, ok? E parem de nos dar susto.
Natasha riu de Steve falando com os bebês.
N: Meu umbigo não é um microfone, sabia?
S: Quem disse que não? É sim.
Steve tornou a falar com os bebês.
S: Diz para a mamãe que vocês estão ouvindo tudinho que eu falo.
Os bebês chutaram a barriga de Natasha e tanto Steve, quanto Natasha estava surpresos.
N: Foi sorte, por acaso.
S: Não, não, não, eles ouviram. E responderam.
N: Okay... Bebês, vocês estão ouvindo?
Natasha pôs as mãos nas laterais da barriga, dessa vez não teve movimento. Ela ergueu a sobrancelha, olhando para Steve.
N: Viu?
S: Não, não, eles falaram comigo. Eu tenho certeza.
Natasha e Steve riram. Steve se sentou com o corpo ereto de novo e continuou a acariciar a barriga que Natasha, que desmanchou o sorriso e olhou pro lado. Natasha tornou a olhar Steve, que estava admirando o formato da barriga de Natasha e ela sentiu um calafrio percorrer o corpo dela, incerta do que devia fazer ou não sobre o que Hill e Clint disseram a ela.
Natasha franziu a testa e respirou fundo, tomando a decisão de tentar. Ela deslizou os dedos pela barriga de forma imperceptível, até alcançar a mão de Steve, quando ela encostou os dedos nos de Steve, ela perdeu a respiração, era como se o coração dela tivesse parado de tanto medo do que poderia acontecer.
Steve olhou para a mão de Natasha na dele e ficou imóvel durante minutos, Natasha não sabia o que ele estava pensando agora e ela estava se sentindo estúpida de ter tido a iniciativa de tocar ele. Steve suspirou e moveu o dedo pelo de Natasha, acariciando algum dos dedos dela.
Natasha finalmente voltou a respirar, foi um alívio ver que ele aceitou essa pequena, porém significativa, carícia dela. Natasha aguardava Steve levantar o olhar das mãos deles para os olhos dela, mas ele levou ainda mais uns minutos até olhar pra ela.

Tudo que Natasha queria e esperava era que ele a beijasse agora, como a beijava sempre, demonstrando amor e o desejo de sempre, toda a saudade que ele sente dela e que agora ela compartilha da mesma saudade, mas Steve afastou os dedos do dela e se levantou.
Natasha sentiu como se tivessem tirado o coração do peito dela, ela nunca é de fazer carinho em ninguém, nem de ter a iniciativa pra isso, ela estava com medo de fazer isso, e finalmente teve coragem, mas Steve não correspondeu da forma como ela esperava.
Steve ficou de costas para Natasha, ele virou o rosto um pouco pro lado, mas não o suficiente para olhar nos olhos dela.
S: Eu preciso ir.
Natasha sentiu a vista embaçar quando Steve saiu do quarto e a deixou sozinha, quando ela esfregou os olhos, notou que eram as lágrimas que estavam embaçando a vista dela, ela abriu os lábios, pois respirar pelo nariz somente, não era o suficiente. Se ele tivesse atirado nela, doeria menos.
♫ Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar
Ao menos mande notícia
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar ♪
Fale com o autor