Notas iniciais
Ainda tô curando as feridas de Staron ser canon, mas vamos em frente, vocês precisam de mim. Tenho que agradecer à Elisa (Não é a personagem, é a leitora rs) que me surpreendeu me dando outra recomendação. Eu nem consigo acreditar, nenhuma outra fic minha teve tudo isso de reconhecimento, vocês fazem meu dia ♥

Steve saiu do quarto de Natasha e fechou a porta. Ele ficou parado do lado de fora, tentando entender o que aconteceu. Natasha acariciou a mão dele, ou foi impressão? Foi carinho, ou ela apenas estava tentando direcionar a mão dele? Steve sabe que pode entender qualquer sinal vindo dela da maneira errada, da maneira como ele gostaria que fosse e não como realmente é.

— Está tudo bem?

Steve olhou para a enfermeira que achou que havia algo errado com ele. Steve fez positivo com a cabeça. Se Natasha está tentando se aproximar, pode ser efeito da gravidez, pode ser de verdade, ou pode ser que ela não esteja tentando nada. Em qualquer uma das hipóteses, em quais dela, Steve não iria se ferir? Era tudo que ele pensava, e ele chegava na mesma conclusão sempre: ele iria se machucar. E, logo agora que ele está tão perto da liberdade dele... Não... Ele não pode se arriscar, ele não pode nem manter contato com ela agora, para caso ela realmente esteja tentando algo, ele possa ser forte e se ele olhar nos olhos dela fica muito mais fácil de ceder aos encantos dela.

Steve saiu do hospital e não voltou a visitar Natasha, apesar de ir no hospital saber do estado dela e dos bebês. Cho disse que Natasha teve um pequeno sangramento durante a noite, mas que era normal e não representava nenhum risco para ela e para os bebês.

Algumas semanas depois, Natasha estava já podendo caminhar pelo quarto e de vez em quando ela saía e ameaçava ir embora, até os enfermeiros convencerem ela de voltar. E ela só voltava, porque sente dores ao caminhar demais.

Natasha ouviu batidas na porta, ela esperou a pessoa entrar e ela sempre acha que será Steve, mas não era ele. Se não foi ele ontem e nem anteontem, por que seria hoje, sua estúpida? Natasha brigou consigo mesma. Nick Fury entrou no quarto.

NF: Romanoff, como está?

N: Enorme.

NF: De fato. Então, meninos ou meninas?

N: Ambos.

NF: Um menino e uma menina? Interessante. Quais os nomes?

N: Eu não sei.

Nick fez uma expressão de confuso.

N: O pai não decidiu e nem tem aparecido, então eu não sei.

Natasha suspirou e se sentou na maca. Fury se aproximou.

NF: Ele está magoado, Natasha. Está seguindo em frente.

N: Sem mim.

NF: Sim. Às vezes as pessoas cansam de correr atrás. Não estou dizendo que você o fez correr atrás de você de propósito, a vida pregou uma peça grande em vocês, quando você se acidentou e acordou sem memória, mas tente ver o lado dele.

N: Eu vejo! E eu lamento! De verdade. Eu não o amava, Fury. Deveria ter mentido?

NF: Não. Agora você ama, e por que não diz a ele?

Natasha riu e fez negativo com a cabeça.

N: Ele sequer aparece. Acho que ele perdeu o amor que dizia ter.

NF: Isso não acontece fácil.

N: O que você sabe sobre amor?

NF: Nada, eu sou apenas um bom observador. E quando vejo Steve, quando ele vem me perguntar sobre você e sobre os bebês, eu observo amor. Mas também observo relutância, ele não quer mais sentir isso, Natasha. E se ele continuar assim, ele vai conseguir o que quer e você não está fazendo nada para impedir.

N: Eu não posso fazer nada.

NF: Você é a única que pode fazer.

N: Como? Eu o diria que o amo agora e pediria pra ele tentar de novo? Nós tentamos e não deu certo, eu não posso dizer isso a ele, é a coisa mais estúpida que alguém pode fazer.

NF: Estúpido assumir que ama alguém?

N: Soa estúpido até quando você repete. Eu não posso, eu não sou assim. Eu não sou romântica como ele é, eu... Ele devia estar com alguém que seja o que ele quer pra ele.

NF: Você é o que ele quer, do jeito que você, você não está diferente como pensa. Ele te amou quando ninguém mais o fez ou se sentia seguro o suficiente para isso. Te amou exatamente como você é, fria, grossa e estúpida, sem mencionar orgulhosa.

N: Você veio aqui para me esculachar?

NF: Não, vim para te alertar.

Nick Fury se levantou e se aproximou da porta. Ele olhou para Natasha.

NF: Às vezes um pequeno sacrifício pode fazer o jogo virar. Não valeria a pena se sacrificar e dizer o que sente só uma vez, mesmo que soe estúpido? Ele não vale isso?

Natasha não respondeu para Fury e ele só queria fazer ela pensar. Nick deixou o quarto do hospital e uma Natasha pensativa para trás.

Natasha ficou imaginando ela dizendo palavras românticas, das quais ela tem nojo e desdenha qualquer um que faça esse tipo de coisa e começou a rir sozinha. Mas não tinha tanta graça, pois o que ela tem a perder sem fazer isso, é muito maior.

Natasha se deitou na maca e colocou a mão na cabeça, em seguida socou a maca.

N: Isso é estúpido! Eu não posso dizer isso!

S: Não pode dizer o quê?

Natasha tomou um susto, não notou que Steve estava no quarto, ela olhou para ele assustada.

S: Me desculpe, não bati na porta, achei que estaria dormindo.

Natasha tem muita dificuldade em deixar o que a incomoda de lado, e Steve ter sumido todos esses dias faz ela esquecer que não deve afugentar ele quando o quer por perto. Mas que se dane, a raiva primeiro, amor depois.

N: O que está fazendo aqui?

S: Vim saber como está e...

N: Aparentemente você tem feito isso sem ter que vir me ver. Se prefere saber com as enfermeiras, fique à vontade, não preciso que venha me ver.

J: Mãe?

Natasha olhou para James entrando atrás de Steve e ficou surpresa novamente, ela suspirou e ficou sem palavras.

S: Como eu disse, eu trouxe as crianças pra te ver.

Natasha olhou para Steve e ela estava com mais raiva. Então nem pra ver ela, ele veio, só veio fazer o sacrifício de trazer os filhos? Okay, Rogers, eu te odeio agora. Natasha pensou.

Sara: Mamãe, olha. Deixa eu passar.

Sara empurrou James, que a empurrou de volta.

S: Parem com isso.

J: Ela começou.

Sara: Ele começou!

J: Você.

Sara: Você.

Natasha estava sem paciência no momento, ela respirou fundo e olhou pro lado. Sara se aproximou da maca e mostrou o joelho com dois band-aids.

Sara: Eu caí.

Natasha sentiu vontade de revirar os olhos. E daí que você caiu? Você não morreu, por que está me mostrando isso como se fosse grandes coisas? Foi o que Natasha pensou, até olhar nos olhos de Sara. Era como se ela tivesse acabado de cair e precisava da ajuda dela, pois a cara de desespero que ela fazia, tocou Natasha.

N: Isso parece ruim. Está doendo?

Sara fez positivo com a cabeça.

Sara: Mas eu não chorei.

J: Mas queria chorar.

Sara: Mas não chorei!

N: Está tudo bem chorar se sentir dor. Se não chorou, significa que está crescendo.

Natasha encostou o indicador na ponta do nariz da Sara, o que a fez sorrir. Natasha não percebeu o humor melhorar quase que de imediato.

N: E você? E os jogos?

J: Bem, eu fiquei só na reserva no último jogo.

N: Mesmo?

J: Sim.

N: Talvez na próxima, você jogue.

J: Você estará lá?

N: Sim.

J: Então eu vou fazer um ponto pra você.

N: Vou cobrar.

Natasha sorriu. Sara não tirava a olho da barriga de Natasha.

N: Você quer tocar?

Sara: Ah....

N: Eles chutam.

J: É? Será que eles estão jogando bola aí dentro?

Sara: Você é burro? Não cabe uma bola e dois bebês aí.

J: Mas talvez a bola seja pequena.

Sara: Ah... Tem bola aí?

Natasha achou graça e fez negativo com a cabeça.

N: Mas eles provavelmente vão gostar de jogar bola. Você pode ensinar à eles.

J: É. Eu não sou tão bom em futebol.

N: Pode ser basebol.

Sara encostou a mão na barriga de Natasha. Natasha ergueu a blusa, deixando a barriga a mostra e colocou a mão de Sara de volta.

James colocou a mão do outro lado.

J: Não estão fazendo nada.

S: Isso porque vocês não estão falando com eles.

Sara: Ele tá lá dentro, como vai ouvir?

S: Eles escutam. Prestem atenção.

Steve ficou perto dos pés de Natasha, ao lado da maca, ele se curvou para ficar com o rosto na direção da barriga, ele acariciou a barriga de Natasha.

S: Bebês? É o papai. Falem comigo.

Os bebês chutaram forte ao ouvir a voz de Steve. Sara e James abriram a boca.

Sara: Chutou! Chutou!!!

J: Eu senti!

Natasha e Steve sorriram e ambos se olharam e desviaram o olhar.

Sara: Ó, mamãe, o papai comprou monte de coisas pros bebês e nada pra mim!

J: Nem pra mim.

S: Não é aniversário de vocês.

Sara: É aniversário deles?

S: Será quando eles nascerem.

J: Papai nos levou na casa nova.

Sara: Teremos crianças como vizinhos. Tem meninas!!!

Sara bateu palmas e ergueu os pés, animada.

N: Mesmo?

Natasha olhou para Steve.

J: Tem um quarto só para os bebês. Todo decorado.

N: Parece legal.

J: Sim, você vai amar.

Sara: Quando a mamãe vai pra casa com a gente?

S: Eu não sei, crianças e eu falei com vocês sobre...

J: Não é justo, você vão ter dois bebês, vocês tem que ficar juntos.

Natasha e Steve ficaram sem graça.

S: James, conversamos várias vezes sobre isso. Não começa.

J: Então os bebês não servem pra nada!

James cruzou os braços, emburrado.

N: Eles irão brincar com vocês. Não esqueça disso.

J: Blergh.

James resmungou.

S: Cho me disse que você pode ir pra casa. Apenas tem que repousar.

N: Finalmente.

S: Eu só... Eu quero que você fique lá em casa, até os bebês nascerem.

N: Não.

S: Natasha, você não vai repousar se ficar sozinha. Deixa eu cuidar dos bebês e de você.

Natasha olhou para Steve quando ele mencionou sobre cuidar dela, ela não esperava essa frase e claro que isso tocou o coração dela, ainda mais nessa situação delicada. Faltava pouco para entrar no sétimo mês de gravidez e ela não aguenta mais o quarto do hospital.

S: Eu não irei te obrigar, mas ficaria mais tranq...

N: Okay.

S: Okay?

Natasha fez positivo com a cabeça.

Sara: Mamãe está indo pra casa!!!!

Sara comemorou.

Sara: Vamos, vamos.

S: Calma, Sara.

Steve olhou para Natasha.

S: Precisa de ajuda para arrumar as coisas?

N: Não, eu consigo.

Natasha abaixou a blusa e seus movimentos estão bem mais lentos e difíceis por conta da barriga. Ela desceu da maca e foi ajeitar as roupas na mala. Assim que ela fechou a mala, James correu e segurou a mala.

J: Eu levo.

N: Não precisa, James.

J: Eu quero, mãe.

Natasha passou a mão na cabeça de James e sorriu. Cho estava entrando no quarto com os papéis da alta, ela relembrou para Steve e Natasha sobre repouso total.

S: Não se preocupe, ela não vai aprontar nada.

Cho: E vocês sabem que não podem...

Steve e Natasha franziram a testa sem entender. Cho não foi clara, por causa das crianças.

Cho: Vocês dois... Entende...

N: Oh.

S: Hã?

N: Nós não faremos.

S: Não faremos o quê?

N: Sexo.

Natasha caminhou para fora do quarto, deixando Steve constrangido para trás. Steve agradeceu Cho e aos enfermeiros, enquanto Natasha ficou esperando o elevador chegar, sem nem olhar na cara de ninguém. Por que ele tem que ser tão educado? Tão irritante! Natasha pensou.

Assim que entraram no elevador, Natasha suspirou aliviada.

N: Não acredito que estou andando.

S: Eu imagino o quão difícil está sendo pra você.

N: Vou sobreviver.

As portas do elevador se abriram e todos saíram, para ir em direção ao carro de Steve.

S: O cinto, Natasha.

N: Não.

S: Não saio daqui, sem você colocar o cinto.

Natasha bufou e colocou o cinto, que incomoda ainda mais por causa da barriga.

S: Bom, eu ia deixar a mudança para depois dos bebês estarem nascidos, mas creio que você ficará mais confortável na casa que no apartamento.

N: Não se preocupe.

S: Me preocupo porque nem sempre o elevador do prédio funciona e você não pode subir escadas. Além do quê a nova casa está completamente mobiliada.

N: Se você diz...

Steve dirigiu para a casa nova, ao entrar, Natasha ficou chocada com a enorme sala, James e Sara entraram e começaram a correr um atrás do outro.

J: Você tem que ver o meu quarto!

Sara: Não, o meu!

J: O meu!

Sara: Meu!

J: Meu, meu, meu, meu.

Sara: Meu, meu, meu.

S: Meninos, por favor.

N: Eu verei tudo. Espero conseguir ver tudo hoje.

Natasha olhou em volta, ainda espantada com o tamanho da casa.

N: Isso é muito grande, não acha?

S: Eu não acho. James e Sara tem muita energia, podem brincar bastante.

J: Nós temos piscina!!!!

James tentou passar para o quintal, mas estava trancado.

S: Piscina, só quando tiver algum adulto.

Sara: Nós podemos ter um cãozinho!

S: Já basta o Gatinho.

Sara: Ele vai amar aqui.

Steve voltou a atenção para Natasha, que olhava o quintal através da porta de vidro.

S: Eu pensei que os bebês também vão crescer e precisar de espaço.

J: Vamos mostrar a casa pra ela, pai.

S: Vamos, senão eles não vão sossegar.

Steve guiou Natasha até a cozinha, conectada a sala.

N: Enorme também.

S: Eu gosto de cozinhar, então...

Natasha deu um pequeno sorriso e Steve sorriu de volta. Steve atravessou a sala e entrou no largo corredor, a primeira porta dava acesso a um banheiro social, de frente havia uma outra porta, e dentro havia um pequeno estúdio.

Sara: É meu e do papai pra gente desenhar.

N: Isso é demais, Steve.

S: Não é. Venha.

Steve abriu a próxima porta e era o quarto de James, James mostrou o quarto todo decorado e com móveis novos. Um pouco mais à frente no corredor, havia outro quarto, o de Sara. Tudo era a cara dela.

N: Você decorou essa casa?

S: Não, eu juro. Quando cheguei aqui, vi que ela era ideal para nós. Eu digo para mim e as crianças.

Natasha olhou para Steve e concordou com a cabeça. No final do corredor, há uma escada de acesso ao segundo pavimento. Natasha e Steve subiram sozinhos, porque as crianças se distraíram com outras atividades.

Steve abriu a primeira porta do corredor.

N: Esse é o seu quarto, é a sua cara.

S: Mesmo?

N: É, não tem nada demais ou de extravagante. É totalmente você.

E totalmente eu. Natasha pensou, mas achou melhor não comentar.

S: O banheiro dessa suíte ainda é maior, tem até banheira.

Steve abriu a porta do quarto mais adiante no corredor.

S: E aqui é dos gêmeos.

Steve fez um gesto para Natasha entrar, ela não estava com muita expectativa, mas ao entrar ficou impressionada. Ela já viu vários quartos de bebês, mas aquele era dos filhos dela, então não tem como não sentir nada. O quarto está todo decorado de amarelo e os móveis todos brancos.

Natasha entrou e ficou observando cada detalhe, os papéis de parede, o lustre que projeta imagens de animais, quando está escuro, os armários, cômoda.

Natasha caminhou até o primeiro berço, todo branco e haviam lacinhos rosas na roupas de cama, Natasha sorriu sem querer e Steve não tirou os olhos dela em nenhum momento.

N: Clint fez esses berços.

S: Como sabe?

N: Eu conheço o trabalho dele.

Natasha olhou para Steve, ainda sem notar que estava sorrindo. Ela se aproximou do outro berço, idêntico ao primeiro, mas com laços azuis.

N: Esse é dele.

Natasha deslizou a mão pela barra do berço e olhou para Steve.

N: Eu quero que ele se chame Nicholas.

S: Fury...

N: É.

Steve não parecia muito contente com a escolha, mas ele quem escolheu os nomes dos primeiros filhos, então não custava deixar Natasha escolher dos gêmeos.

S: E a garota?

N: Você disse Lindsay.

S: Ou Charlotte.

N: Eu acho que gosto... Eu não sei.

Natasha riu.

S: Podemos decidir isso depois.

Natasha concordou com a cabeça e suspirou novamente.

N: Ficou incrível. A cadeira de balanço. Até me deu vontade de amamentar.

Natasha desmanchou sorriso.

N: Só que não!

Steve riu, essa Natasha contente de ver as coisas dos filhos e fazendo piadas, essa é exatamente a Natasha com quem ele casou. Steve desmanchou um pouco o sorriso e já sentiu como se estivesse baixando as guardas de novo. Steve saiu do quarto, Natasha franziu a testa, notando a mudança no humor dele. Steve desceu as escadas.

N: Steve?

S: Eu só... Eu vou pegar algumas roupas pra você e das crianças. Por favor, não se esforce. Você fica com o quarto.

Disse Steve, Natasha o olhou do topo da escada e concordou com a cabeça.

S: James, Sara. Vamos.

N: Não...

Steve olhou para Natasha.

N: Deixe eles aqui.

S: Eles vão te incomodar.

N: Não vão.

S: Okay.

Sara e James foram até a sala.

S: Eu volto daqui a pouco, lembrem-se do que conversamos, não briguem, não dêem trabalho para a mãe de vocês. Se comportem.

Sara e James concordaram com a cabeça.

S: Eu trarei o Gatinho.

Sara: Sim!!!

Steve saiu de casa o mais rápido possível, não era a pressa para pegar as roupas deles, era a pressa para se afastar de Natasha e do amor que ele sente e sempre sentirá por ela.

Notas finais
Bom, não é tão fácil assim, Rogers. Não é tão fácil assim, Natasha.