Memories - Romanogers Fanfic
54 Nova vizinhança
Notas iniciais
J: Cara de coco.
Sara: Coco você.
J: Você.
Sara: Você.
N: Hey! Que tal vocês pararem de brigar e virem aqui um instante?
Sara e James subiram as escadas correndo, mas um empurrando o outro. Natasha foi até o quarto novo e as crianças a seguiram.
N: Existe uma forma de vocês pararem de brigar tanto.
Natasha pegou um lençol no armário.
N: Então, vocês podem parar de implicar um com o outro ou eu irei amarrar vocês dois bem juntinhos que nunca mais vão conseguir se se soltar.
Sara franziu a testa.
Sara: E se eu tive que fazer xixi?
N: Vai ter que ir junto com ele.
J: Eca, e como a gente ia sentar na privada?
N: Não sei. Vão ter que se virar.
Natasha se aproximou com o lençol.
N: O que preferem?
Sara e James olharam para baixo e resmungaram a resposta.
N: O que? Eu não ouvi!
J: A gente não vai mais brigar.
N: Ótimo.
Natasha bocejou e suas costas reclamaram de estar em pé há tanto tempo.
N: Eu preciso deitar um pouco. Posso confiar que vocês ficarão quietos?
Sara e James concordaram com a cabeça. Natasha não estava muito confiante, mas precisava muito descansar um pouco.
N: Não querem deitar um pouco também? Vocês podem deitar aqui comigo.
Sara: Okay.
Natasha levantou a coberta e se deitou, James se aninhou com ela de um lado e Sara do outro. Os três pegaram no sono. Não por muito tempo.
Sara e James dormiram por apenas 20 minutos porque ouviram a campainha tocar. Os dois se sentaram na cama e se olharam e depois pra Natasha.
J: Mãe?
Sara: Vamos ver quem é.
James se levantou e desceu as escadas, junto com Sara. James não alcança o visor da porta para ver quem é. Então ele foi até a janela e viu que era um menino.
J: É uma criança.
Sara: Não podemos abrir.
J: Mas é criança.
Sara: É um estranho.
J: Estranhos só fazem mal se forem adultos.
Sara: Ah é?
J: É!
James abriu a porta.
— Oi!
J: Oi.
— Eu vi que vocês se mudaram pra cá, querem brincar?
Sara: Não podemos.
J: Cala a boca, Sara. É que nosso pai não está, não podemos sair.
— Então eu posso entrar?
Sara: Não.
J: Sim.
— Eu só vou avisar ao meu pai.
J: Okay.
O menino correu até a casa dele e em menos de cinco minutos voltou.
— Ele deixou porque é a casa do Capitão América.
James sorriu.
— Meu nome é Mike.
J: James.
Sara: Vamos brincar de quê?
O menino era até mais velho que James, ele olhou para Sara e franziu a testa.
— Ela vai brincar com a gente?
J: Não.
Sara: Vou.
J: Não, não vai.
Sara: Vou sim.
J: Não, não queremos brincar com você.
Sara abaixou a cabeça e ameaçou chorar.
Sara: Vou contar pra mamãe...
Sara subiu as escadas correndo e abriu a porta do quarto de Natasha já chorando.
Sara: Mamãe...
Sara subiu na cama, soluçando e empurrou Natasha para ela acordar, mas Natasha estava num sono muito pesado.
N: O que... Sara?
Sara: O James não quer deixar eu brincar.
Natasha suspirou, sem abrir os olhos.
Sara: Mãe! O Jamie...
N: Sh....
Natasha puxou Sara pelo braço e a fez se deitar do lado dela. Natasha ainda estava sonolenta e acariciou as costas de Sara, até ela se acalmar e pegar no sono.
Uma hora depois, Steve estacionou o carro na frente da casa. James sabe o som do carro do pai.
J: É o meu pai!!!
Mike: O Capitão América? Que legal!
J: Ele vai me matar, temos que limpar isso.
Mike: Não dá tempo. Não seja bobo.
J: Oh não, ele vai ficar com raiva. Eu vou ficar encrencado.
Mike: Bem, eu tenho que ir.
J: Você disse que ia me ajudar a limpar.
Mike: É, mas eu tenho que ir pra casa, tchau.
Mike saiu da casa e Steve nem viu o menino saindo, pois estava tirando várias malas de dentro do carro, as vizinhas que estavam na varanda, simplesmente pararam para ver Steve carregando as malas, ainda mais que quando ele ergueu as malas até o ombro, o abdômen definido dele ficou à mostra.
Steve sabia que estava sendo observado, mas não levou nada na maldade, ele até olhou para duas vizinhas que estavam juntas na calçada, sorriu e cumprimentou fazendo positivo com a cabeça. Elas sorriram e acenaram.
Steve colocou algumas malas no chão da varanda para poder abrir a porta de casa, assim que ele entrou e colocou as malas na sala, reparou que a casa estava silenciosa demais. Steve olhou em volta e foi até a cozinha, estava destruída, ele nem sabia o que pensar que tinha acontecido ali.
S: James? Sara?
Natasha acordou com o grito de Steve chamando James e Sara, ela deixou Sara na cama e desceu as escadas devagar, com a mão na barriga. Ela se aproximou de Steve na cozinha e ainda estava bocejando.
N: Steve?
Steve olhou para Natasha, Natasha ficou espantada com o estado da cozinha.
S: O que houve aqui?
N: E-eu... eu não sei.
S: Você não sabe?
James espiou Steve e Natasha por detrás do balcão e ficou se sentindo mal com medo deles brigarem.
N: Eu estava dormindo, eles estavam deitados comigo.
James saiu de trás do balcão, completamente sujo de comida.
J: Pai?
Steve colocou a mão na cintura e olhou para James. Natasha esfregou o rosto, tentando acordar e entender o que houve.
S: Pode explicar?
J: Pai, foi o meu amigo Mike.
S: Mike? Que Mike?
J: Ele veio brincar aqui e disse que ia ajudar a arrumar tudo depois, mas ele foi embora.
S: Ei, ei, ei! Um estranho entrou aqui?
J: Não era estranho, era uma criança.
S: James, eu não o conheço, então ele é um estranho. Sua mãe sabia?
J: Não, ela estava dormindo.
N: Eu achei que estavam na cama comigo.
S: Você não ouviu nada?
N: Não...
J: Não é culpa dela, pai. Eu...
S: Eu não a estou culpando, James. Estou culpando você, eu te ensinei, nada de estranhos em casa. Você me decepcionou demais.
J: Mas pai...
S: Poderia ser alguma armadilha. Colocou sua irmã e sua mãe em risco. Nunca mais traga ninguém aqui, sem que a gente saiba e autorize.
N: O que vocês estavam fazendo?
J: E-ele disse que sabia fazer sorvete de tudo e eu ajudei.
S: Olha toda essa sujeira que terei que limpar! Eu estou muito desapontado, James.
N: Você não irá limpar isso, Steve. James, você vai limpar. Eu quero essa cozinha brilhando como nova. Sara sabia disso tudo?
James fez negativo com a cabeça. Steve não tirou a autoridade de Natasha, mas a cozinha estava imunda demais para ele limpar sozinho. Steve estava com um pouquinho de pena porque James levou a tarde inteira limpando e reclamando que estava cansado e ele nunca teve que limpar nada antes na vida dela. Natasha ficou sentada na porta da cozinha, lendo um dos livros que Steve trouxe pra ela.
J: Eu estou cansado.
N: Problema seu.
J: Pai??
N: Seu pai não vai te tirar dessa, não adianta chamar ele.
J: Mas eu estou com fome.
N: Eu também! Termine de limpar a cozinha, senão não teremos comida hoje.
James resmungou e se dedicou à limpeza da cozinha, ao terminar ele foi até a sala.
J: Terminei.
S: Que bom, agora vai tomar um banho e arrumar suas coisas no seu quarto, a mala já está lá.
J: Você não vai arrumar?
S: Não.
J: Você vai arrumar da Sara!
S: Não, ela mesma vai arrumar quando acordar.
Natasha observou Steve tendo um pouco mais de atitude em educar os filhos e deu um pequeno sorriso. Ela se levantou para ir até a cozinha, Steve reparou e a seguiu.
S: O que está fazendo?
Natasha estava olhando a geladeira, mas estava vazia, assim como os armários.
N: Procurando algo pra comer.
S: Droga, eu não comprei nada. Eu vou até o mercado, agora mesmo.
N: Steve, calma. Tudo bem, podemos pedir comida.
S: Mas está com fome agora, até chegar...
N: Até chegar, eu espero. Eu não vou morrer por isso. Não se preocupe.
Steve já é naturalmente cuidadoso com Natasha, ela estando grávida de dois então.
N: O que quer comer?
Natasha pegou o celular no bolso da calça e se aproximou de Steve, ela encostou no balcão e Steve ficou imediatamente sem graça, pela proximidade entre os dois. Steve evitou contato visual.
S: O que você quiser, está bem.
Steve se virou pra sair da cozinha, mas Natasha deu uns passos na frente dele e encostou a mão no peito dele. Natasha olhou para Steve e ele só a olhou por dois segundos, depois desviou o olhar. Natasha franziu a testa e estava tentando entender o comportamento de Steve.
N: O que está acontecendo?
S: O que?
N: Steve, olha pra mim.
S: Por que?
N: Porque estou falando com você.
Steve olhou para Natasha.
N: Por que está tão... diferente comigo?
S: Como assim?
N: Você está distante.
S: Não é o que você queria?
N: Está me punindo?
S: Não. Eu só não quero mais.
N: Não quer mais o quê?
Steve abriu a boca pra falar, mas não conseguiu dizer, ele tornou a desviar o olhar.
N: Fala, Rogers. Está falando sobre mim?
S: Natasha, nós não temos que fazer isso. Nós estamos bem. Teremos esses bebês, você vai seguir com a sua vida e eu com a minha.
N: É o que quer?
S: Tenho escolha?
N: Sim.
Steve olhou para Natasha, tentando entender se ela está querendo dizer que quer ficar com ele ou se ele está entendendo errado, ele já está tão pessimista que preferiu encarar como se ele tivesse entendido errado.
S: Natasha.
N: Eu quero isso.
Steve fez negativo com a cabeça e tentou caminhar de novo pra fora da cozinha, Natasha o empurrou para trás e o fez olhar pra ela.
N: Eu quero nós.
S: Por que? Agora?
N: Porque...
S: Você disse que não me amava, você aceitou o divórcio e foi embora.
N: Porque eu não te amava!
Steve respirou fundo e ficou estático, ainda dói ouvir essa frase. E ele sequer notou que o verbo amar está no passado.
S: É o que quero dizer. Tentamos, você tentou e não deu certo. Está tudo bem, Natasha, eu superei o fato de você não me amar mais. Eu não tenho raiva, eu só... Eu acho que é melhor para todos se a gente evitar de se ver...
N: Cala a boca, Steve.
S: Uau, isso é um pouco rude, eu estou falando direito com você.
Natasha se afastou de Steve e ela estava um pouco vermelha e tremendo. Natasha respirou fundo três vezes e passou a mão pelo cabelo. Natasha estava de costas e Steve a observava, ainda tentando compreender o que está acontecendo.
S: Natasha?
N: Steve, por favor, não diga nada.
Steve se silenciou.
N: Eu não amava você, eu não podia ficar com você. Não era justo com você, eu não queria te magoar.
S: Eu entendo, de verdade. Eu não queria te forçar a ficar comigo, nunca quis forçar nada.
N: Eu sei.
S: Mas como eu disse, agora está tudo bem.
N: Você não consegue ficar calado, não é? Eu estou tentando te dizer...
S: Dizer o quê?
Natasha encostou a mão na boca, como se pudesse segurar as palavras que queria dizer, ela fez negativo com a cabeça. Ela se virou e olhou para Steve.
N: Eu não amava você, porque eu não conhecia você. E agora, eu percebo que...
Natasha não terminou a frase, porque sentiu uma forte dor na barriga, ela colocou a mão na barriga e se apoiou no balcão com a outra mão. Steve a amparou de imediato.
S: O que está sentindo?
N: Eu... Steve.
S: Sh... fica quieta, não diga nada.
N: Mas eu te...
S: Natasha, está tudo bem, vou te levar agora para o hospital.
Natasha respirava devagar, ela não conseguia ter forças para dizer nada agora, a dor era terrível. Steve a pegou no colo.
Steve gritou, chamando as crianças, os dois vieram de imediato. Steve pediu para James pegar as chaves, Natasha jogou a cabeça pra trás e perdeu a consciência.
Quando Natasha acordou, já estava de volta na mesma maca e quarto do hospital. Assim que ela fez o primeiro movimento, Steve se levantou com Sara no coro e se aproximou da maca.
N: O que houve?
Sara: Você tá bem, mamãe?
N: Sim. Não se preocupe.
S: Me desculpe, Natasha.
Natasha franziu a testa, sem entender. Cho entrou no quarto.
Cho: Olha quem já está de volta.
N: Não por muito tempo, espero.
Cho: Não, você está livre pra ir.
N: Eu desmaiei?
Cho fez positivo com a cabeça.
Cho: Eu esqueci de mencionar que não é somente esforço que deve evitar, qualquer tipo de estresse vai te afetar, Natasha. Fique tranquila e longe de aborrecimentos, ou terá que passar o resto da gestação aqui com a gente. Eu tenho que ir, qualquer problema que tiverem, me liguem.
S: Obrigado, Cho. Não vai se repetir.
Cho saiu do quarto e Steve olhava para Natasha com sentimento de culpa.
N: Por que estava se desculpando?
S: Eu não devia ter discutido com você.
N: Não é sua culpa. Eu estava mais nervosa do que devia.
Steve suspirou.
S: Vamos?
Natasha fez positivo com a cabeça e Steve colocou Sara no chão, para ajudar Natasha.
N: Você não precisa me carregar.
S: Eu vou pegar uma cadeira.
N: Steve, eu estou bem. Posso andar.
S: Por favor.
Natasha ia argumentar, mas Steve a suplicou com o olhar que deu. Ela concordou com a cabeça e aceitou ser levada através da cadeira de rodas até o carro.
Quando chegaram em casa, Steve insistiu em levar Natasha no colo até a cama do quarto. Natasha nem podia negar, ele a pegou, antes que ela pudesse reclamar.
Ao colocar Natasha na cama, Steve a cobriu e ficou ao lado da cama a observando.
N: Eu não estou com sono.
S: Mas fique deitada, por favor.
N: Tenho escolha?
S: Não.
N: Posso te pedir uma coisa?
S: Claro.
N: Você pode dormir aqui comigo?
Steve puxou o ar e soltou devagar. A mente dele gritava que era uma má ideia. Com o silêncio de Steve, Natasha tentou persuadi-lo mais uma vez.
N: É só dormir... Eu não posso fazer nada com isso.
Natasha colocou as mãos na barriga.
S: Okay. Eu preciso pedir comida, você comeu no hospital, mas ainda está com fome?
N: Sim.
S: Okay.
Steve caminhou para fora do quarto, quando ele alcançou a porta, lembrou da conversa que eles estavam tendo. Steve se virou para olhar Natasha.
S: O que você ia me dizer hoje mais cedo?
Natasha olhou para Steve e fez negativo com a cabeça.
N: Eu não lembro.
Steve fez positivo com a cabeça e deixou o quarto. Steve desceu as escadas e notou James e Sara, ajoelhados em cima do sofá, olhando as crianças brincando na rua, na frente da casa, através da janela.
J: Pai?
Steve olhou para James.
J: Podemos brincar lá fora?
S: James, acho que não. Eu não conheço ninguém aqui.
Sara: Mas tem um monte de crianças lá.
Steve olhou para as crianças brincando na calçada, ele tem muito receio quando se trata dos filhos, os inimigos deles e até mesmo fãs deles, podem colocar a vida das crianças em risco e ele já aprendeu que não dá pra confiar em quase ninguém. Steve também sabe que os filhos precisam brincar, são crianças e precisam de amigos.
Steve se aproximou dos dois no sofá.
S: Vocês podem ir.
J: EEEEEE.
Sara: Eeeeee!
Os dois já começaram a pular de animação.
S: Mas... O que conversamos?
J: Não ir na casa de ninguém.
Sara: Não falar com estranhos.

J: Não aceitar doces de ninguém.
S: E?
Sara: Não brigar!
J: Não comer plantas.
S: Sim. Mas e você James, tem algo que deve lembrar também.
James franziu a testa.
J: Tomar conta da Sara.
S: Sim. Você é um homem. E ela é nova.
Sara: Não pode ir pra rua.
J: Viu? Ela sabe disso!
S: Eu sei, mas ela esquece e pode se distrair. Eu estou confiando você para cuidar dela. Você é capaz?
James concordou com a cabeça e bateu continência. Steve sorriu e bateu continência para ele também.
S: Vão.
Os dois saíram correndo na direção da porta.
S: Hey! Eu amo vocês.
J: Argh!
Sara abriu um enorme sorriso.
Sara: Eu te amo mais, Papito!
Os dois saíram e foram direto tentar fazer amizade com as crianças. Steve pediu comida por telefone e quando subiu para checar Natasha, ela estava de pé, na frente da janela, acariciando a barriga e olhando para as crianças no jardim. Steve evitou fazer qualquer tipo de barulho, ele queria memorizar cada detalhe daquela cena. Ela está linda, mesmo grávida. O corpo dela contra a luz, daria a foto perfeita, mas ele não é bom com câmeras, mas é ótimo com desenhos e pintura.
S: Eu devia te pintar agora.
Natasha não se assustou, sabia que Steve estava na porta do quarto a olhando. Natasha parou de olhar para as crianças, para olhar Steve, ela deu um pequeno sorriso.
N: Por que não pinta?
S: Você não pode ficar parada tanto tempo, não com dois bebês aí.
N: É um saco... Não poder fazer nada.
S: Imagino que seja difícil pra você. Mais uns meses e pronto.
Natasha sorriu de novo e voltou a atenção para as crianças brincando na calçada.
N: Eles estão tão felizes. Olhe pra eles.
Steve caminhou até a janela e olhou para Sara e James. Realmente, os dois estavam super felizes por estarem brincando fora de casa. Sair do apartamento, para uma casa, foi a melhor decisão.
N: Às vezes acho que estou vivendo um sonho.
Steve olhou para Natasha, que manteve o olhar fixo nas crianças.
N: É tão estranho ter filhos. Eu acho que quando eu tinha uns 6 anos, eu pensava ainda em ter uma casa, um marido e um filho, mas a vida aconteceu tão rápido pra mim.
S: Eu sei.
Natasha desmanchou o sorriso e olhou para Steve, ela esquece que ele a conhece a ponto de saber coisas que ela jamais contaria a ninguém. Isso faz Natasha ter a certeza que o amava a ponto de confiar totalmente nele.
S: Eu sinto muito pelo que te aconteceu.
Natasha suspirou e concordou com a cabeça, ela olhou novamente para as crianças e tocou no vidro da janela.
N: Ao menos eu tenho isso agora...
Natasha tocou na barriga.
N: E mais isso.
Natasha sorriu. Steve notou algo diferente em Natasha, era como se ela estivesse feliz e isso é tão difícil de acontecer.
S: Você parece... Parece estar apegada aos bebês.
N: Eu estou. Isso ainda me assusta pra caralho.
S: Olha essa língua.
Natasha riu.
N: Eu acho que eu estou tranquila agora. Se eu tivesse esses bebês sozinha, eles estariam encrencados, eu tenho medo do estrago que a vida deles seria, se tivessem somente a mim, mas quando eu olho para o James e Sara, eles são tão perfeitos, crianças maravilhosas e é tudo obra sua. Eu sei que os bebês ficarão bem, porque eles tem você como pai.
S: Isso é muito gentil de se dizer, mas você não devia se menosprezar tanto. Você sempre foi uma ótima mãe, eles são loucos por você, Natasha. Mesmo depois que você perdeu a memória, você demorou um pouco, mas você voltou a ser a mãe deles, eles te amam tanto. Queria que você pudesse ver.
Natasha olhava ainda pela janela e seus olhos estava cheios de lágrimas, uma delas acabou escapando e rolou pelo rosto dela, Steve entende o choro, sabe tudo pelo que ela passou desde pequena, sem lugar no mundo, sem ninguém sendo dela, Steve notou a lágrima escapando dos olhos de Natasha, ele encostou o dorso da mão no rosto dela, impedindo a lágrima de rolar. Natasha suspirou e olhou para Steve.
N: Eu só... Eu nunca mais me senti sozinha depois deles e eu estava tão acostumada sendo sozinha.
S: Eu sei.
Quando Steve removeu a mão do rosto de Natasha, ela deu um passo na direção dele e o abraçou. Steve sabe o quanto perigoso isso é, mas ela está extremamente sensível, ele a abraçou de volta. Acariciou as costas dela com uma mão e com a outra, acariciou o cabelo dela.
S: Você está sentindo o que eu senti, quando você se acidentou e eu achei que estaria sozinho para sempre. Eu tinha eles.
Steve por instinto beijou a testa de Natasha e encostou o queixo na testa de Natasha, que apenas fechou os olhos, ao finalmente sentir o toque de Steve depois de tanto tempo, tão afastados.
...
James estava brincando novamente com Mike, subindo em cima do patinete atrás dele, James perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Como era grama, não machucou. James olhou para a janela e viu os pais abraçados, James não lembra de ter sorrido tanto na vida, como agora.
— SARA!
James desviou a atenção dos pais para os adultos que estavam correndo na direção dele. Só que os adultos passaram por ele direto e James se virou para trás para olhar o que Sara tinha feito para todos estarem gritando o nome dela e correndo tão nervosos.
Assim que James olhou para trás, entendeu do que se tratava, ele teve que gritar também. A bola que Sara e as meninas estavam brincando, foi parar no meio da rua, a primeira reação de Sara foi pegar a bola, então ela correu na direção da rua. O único problema foi o carro que estava passando na mesma hora.
...
Natasha e Steve se soltaram, assim que ouviram barulho de buzina sendo apertada sem parar e o barulho de um carro derrapando na pista, para tentar frear.
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