Memories - Romanogers Fanfic
51 Verdades - Parte 2
Notas iniciais
Um mês e meio. É o tempo que Natasha está em coma induzido, devido à sua situação frágil. Hoje, Fury e Hill estavam no hospital, acompanhando Cho para informar Steve sobre a saúde de Natasha e dos bebês.
F: Capitão? Pode vir aqui fora um minuto?
Steve que estava ainda no quarto de Natasha, se levantou do sofá e foi até o corredor. Hill estranhou a expressão de Steve, não tinha desespero, tinha preocupação, mas não desespero e ele parecia bem sereno com tudo que está acontecendo, e isso não é normal de Steve.
Cho fechou a porta do quarto e levou Steve até uma outra sala. Hill e Fury acompanharam os dois.
Cho: Steve, Hill me passou a respeito do aborto.
Hill ficou observando Steve, mas ele estava com o semblante concentrado, como se estivesse usando somente a razão, no momento, o que é bem raro, já que se tratando da Natasha, só o coração dele reage.
S: Os bebês estão matando ela?
Cho: N-não...
Cho ficou surpresa com a pergunta direta.
Cho: Eles... Eles a deixam mais frágil, mas estamos conseguindo controlar a saúde dela e dos bebês. Ela está com mais de três meses e abortar depois desse tempo será muito arriscado. Você sendo o pai.... Você pode decidir se interrompemos conforme ela queria.
Steve ouviu Cho e caminhou para um canto da sala, ele cruzou os braços e parecia estar pensando. Todos respeitaram o silêncio e o tempo que Steve precisou.
S: Se ela continuar grávida, ela vai ficar bem?
Cho: Acredito pelos exames e resposta que ela tem dado ao tratamento experimental que estamos fazendo, que sim, ela ficará bem.
Steve respirou fundo e fez negativo com a cabeça, ele não pensou em outra coisa durante o mês que se passou. Por mais que ele odeie abortos, é o que ela já tinha decidido e ele não tem certeza se tem o direito ou não de autorizar isso. Ele sente como se fossem filhos deles e permitir que isso ocorra, dói demais nele, por outro lado, ele não querer impor a gravidez à Natasha. A raiva que ele sente dela por não querer os bebês aumentou a cada dia, mesmo ela estando em coma e isso mudou os sentimentos e a forma de agir de Steve.
Cho: Você parece em dúvida.
S: Estou. Eu quero os bebês, mas ela não quer. É complicado decidir sem ela.
F: Capitão... Ela quer.
Steve olhou para Fury.
F: Ela não vai dizer, ela não sabe, mas ela quer.
H: É verdade.
F: Ela estava em dúvida. Ela abortou de Clint uma vez.
S: Eu sei.
F: Ela descobriu a gravidez de manhã e à tarde ela não estava mais grávida. Se passaram dias que ela descobriu e não tirou.
H: Eu sou amiga dela, eu a conheço, talvez melhor que você. Se ela quisesse tirar eles, já teria tirado. Ela não queria ter James, e depois o amou imensamente.
S: Então, acham que se ela estivesse acordada, ela os manteria?
F: Eu acho que ela ia dizer que não manteria, mas ia inventar inúmeras desculpas para adiar o ato do aborto, até alguém dizer que não seria mais possível abortar. Eu mesmo, ofereci para ajudar ela e ela recusou na hora. Ela está em dúvida porque ela quer os bebês.
H: Talvez não os bebês em si, mas acredito que ela não queira matar uma parte de você que vive nela.
S: Eu não sei... Ela não sabe se são meus.
H: Está tudo bem, Steve.
F: Ela ficará grávida.
Fury olhou para Cho e decidiu no lugar de Steve. Steve pareceu um pouco mais aliviado.
F: Você devia ir pra casa e ficar com as crianças um pouco, descansar e ficar longe desse ambiente.
H: Eu ficarei aqui com ela.
Steve olhou para Fury e Hill, em seguida concordou com a cabeça. Ele precisava de uma boa noite de sono e precisava ficar com os filhos. Steve deixou o hospital e foi para casa. Ele abriu a porta e assim que Sara e James o viram, ficaram super felizes de ter o pai em casa.
J: Veio tomar banho?
S: Não, vim dormir em casa.
J: E a mamãe?
S: Ela ainda está no hospital, mas está melhorando.
Sara: Por que não podemos ver ela?
S: Porque ela estava um pouquinho mal, mas ela vai acordar e eu vou levar vocês lá.
L: Steve, eu não sabia que vinha e não deixei almoço pronto.
S: Laura, não se preocupe. Pode tirar o restante do dia de folga, ficarei com eles.
L: Você deve estar exausto.
S: Estou bem. Não se preocupe.
L: Okay... Tchau meninos, até amanhã.
Sara e James acenaram para Laura, que foi embora. Steve sentou no sofá e abriu os braços, Sara e James sentaram no sofá ao lado de Steve, abraçando o pai. Steve beijou a testa de cada um.
S: Vocês sabem que não há nada que eu ame mais nesse mundo que vocês, não é?
Sara sorriu e concordou com a cabeça, mas James analisou o comportamento de Steve.
J: O que aconteceu?
S: Já não dá pra esconder nada de você, não é? Digamos que o papai está um pouco cansado.
J: Por que?
S: Coisas da vida, James. Você é muito jovem ainda pra entender.
Sara: Você está triste?
Steve olhou para Sara e ele ia concordar com a cabeça, mas não, ele não está triste, está só desanimado. Steve na verdade se sente mais confiante e determinado do que ele quer na vida dele, do que ele precisa ter para ficar estável. Infelizmente, ele vê Natasha como um mal ao estado emocional dele agora. Ainda é impossível para ele não amar ela, ele a ama demais, mas ele não precisa mais amar com cada pedaço da alma dele. O básico que ele precisa pra viver, são os filhos.
S: Não, papai está cansado, mas não o suficiente para não fazer um monte de cosquinhas nessas barriguinhas.
Steve fez cócegas em Sara e em James.
S: Eu vou tomar um banho e quando eu voltar, vamos ver um filme e comer pipoca.
Steve se levantou e foi para o quarto. James ainda estava encucado com Steve.
J: Papai está estranho.
Sara: Estranho como?
J: Eu não sei. Diferente.
Não adianta James tentar conversar com Sara, ela ainda é muito nova pra entender. Depois do banho, Steve foi até a sala e depois na cozinha, preparar uma pipoca de micro-ondas. James escolheu o filme e os três passaram a tarde assistindo o filme.
Depois do filme, Steve ajudou cada um com seus deveres de casa, ele ainda jogou bola com James, dentro do apartamento mesmo, quebrando alguns vasos e depois passou um tempo, ensinando Sara truques de desenho, já que ela também é fascinada por desenhar, assim como ele.
Sara: Eu vou fazer um coração pra mamãe. Vai entregar pra ela?

S: Claro que vou.
Steve sorriu e depois preparou a janta, os três jantaram juntos, como sempre e Steve notou a orelha de James que estava toda preta de sujeira.
S: James, você tomou banho?
J: Tomei.
S: E essa orelha, rapaz?
James ergueu os ombros, Steve foi até o banheiro e notou que estava tudo muito seco e a toalha de James mais seca ainda.
S: James...
J: Ah, eu tomei banho de manhã!
S: Mas você brincou, se sujou, tem que tomar banho de novo. Anda, vai.
James reclamou e foi rastejando para o banheiro. Steve olhou pra Sara.
S: E você?
Sara: Eu tomei!
S: Mesmo? Deixa eu ver.
Steve fez cócegas no pescoço de Sara e ela se contorceu de tanto rir.
S: Tá na hora de dormir. Pra cama, moça!
Sara correu pro quarto e se jogou na cama. Steve entrou logo depois e sentiu falta dos dias que ela pedia colo para ir pra cama, mas com a Laura dormindo lá há dias, Sara acostumou a ir sozinha pra cama, assim como já estava ficando independente em outras coisas, como amarrar sapato, escovar os dentes, arrumar o cabelo.
Steve ficou um tempo na porta, olhando pra Sara, ele estava sorrindo e Sara achou graça.
Sara: Tá parecendo um bobo.
S: Estou é?
Sara fez positivo com a cabeça, Steve se aproximou dela e a cobriu, ele ajoelhou ao lado da cama de Sara e acariciou o rosto dela.
S: Você gostaria de ter um irmãozinho?
Sara: Sim! Jamie!!!
S: Não... Não James, outro. Um bebê...
Sara: Um bebê?
Steve estava com medo da reação de Sara, ela ficou pensativa demais, mas depois abriu um largo sorriso e fez positivo com a cabeça.
Sara: Eu amo bebê.
S: E se forem 2?
Sara: Quem vai ter dois bebês?
S: A mamãe.
Sara ficou pensativa de novo.
Sara: Bem... Okay, eu acho, se for só ela.
Steve sorriu aliviado.
S: Como assim?
Sara: Eu não quero dividir o meu pai.
S: Você me divide com o James.
Sara: É. Só!
S: Sara...
Sara: Então eu não quero!
S: Não seja boba, isso não faz com que você deixe de ser minha filha e minha princesa. Agora, vai dormir, que já está tarde.
Sara: Papai?
S: Sim?
Steve já estava a caminho da porta.
Sara: Você chamou a Mérida pra minha festa?
Steve olhou pra Sara, confuso, sem saber do que ela está falando. Depois Steve se deu conta que amanhã é aniversário da Sara e ela tem falado desde o ano passado que queria festa com o tema de Valente e que queria conhecer a Mérida. Steve se esqueceu completamente do aniversário de Sara.
S: Sara... Eu vou trazer a Mérida, pra você. Mas será que pode ser outro dia?
Sara: Mas é meu aniversário.
S: Eu sei, princesa. É que eu preciso achar os ursinhos.
Sara: Os irmãos da Mérida?
S: Sim. Você vai querer eles na sua festa, não vai?
Sara sorriu e fez positivo com a cabeça.
Sara: Eu já chamei todo mundo da minha escola.
S: Chamou? Pra amanhã?
Sara: É.
S: Sara...
Steve não sabia o que dizer, o sentimento de culpa de ter esquecido é muito grande.
Sara: Vai ser muito legal, não é?
S: Vai...
Steve não conseguiu dizer que não terá uma festa, ele terá que dar essa festa de alguma forma. Steve apagou a luz do quarto e entrou no quarto de James, que estava vestindo o pijama.
S: James... Eu preciso te contar uma coisa.
James olhou para Steve.
S: O que você acha de ter mais uma irmã?
J: Outra Sara? Deus me livre.
S: James, ela te ama, não fala assim.
J: Ela é muito chata, não quero outra.
S: Sua mãe está grávida.
James arregalou os olhos.
S: De gêmeos.
James bufou de raiva, ficou pensativo e mudou a expressão do rosto.
J: Na verdade, eu quero irmãos. Vai ser bom.
Steve franziu a testa, estranhando a mudança repentina, mas ficou contente por James aceitar rápido. James pensou sistematicamente... Se eles tiverem mais bebês, vão ter que cuidar deles juntos e vão casar de novo, essa é a lógica para ele.
...
No dia seguinte, Steve pediu ajuda da professora para fazer a festa de Sara na própria escola, ela concordou na hora. Steve avisou da situação de Natasha e que acabou esquecendo do aniversário da filha, as mães que são loucas por Steve, se prontificaram em ajudar a arrumar a festa para Sara, elas iam providenciar doces e salgadinhos. Steve agradeceu, mas ainda precisava arrumar o bolo de aniversário, ao olhar para o outro lado da rua e ver a lanchonete de Elisa, Steve teve uma ideia.
Steve entrou na lanchonete e Elisa notou, mas não correu para recebe-lo, nem deu o sorriso de sempre. Steve esperou ela terminar de atender a uma mesa e se aproximou.
S: Elisa... Como está?
E: Bem, e você?
S: Bem. Eu queria dizer que sinto muito se te magoei.
E: Steve, eu estou magoada, mas ao menos você foi sincero, o que a maioria dos homens não são. Isso é o que há de mais amável e detestável em você! Se você fosse mais canalha, seria mais fácil não ter sentimentos por você.
Steve sorriu.
S: Eu sei que está em cima da hora e eu não tenho direito de te pedir isso, mas hoje é aniversário da Sara e esqueci completamente. Eu já consegui um espaço pra festa, será na própria escola, mas preciso de um bolo e eu estava pensando se você poderia fazer, meio que urgente...
E: Hum... Só porque eu adoro a Sara. Bolo com o escudo?
S: Não, ela gosta de um filme da... Esqueço o nome dela. Ela usa flechas e os irmãos virão urso...
E: Ah sim, conheço. Pode deixar, ela vai ficar feliz com o bolo que farei.
S: Obrigada. E eu quero que vá comigo na festa.
E: Eu? Mas e a...
S: Elisa, eu estou acompanhando a mãe dos meus filhos no hospital, eu disse isso pra você. Você tem que acreditar em mim.
Elisa ficou pensativa, mas concordou com a cabeça. Levar ela na festa dos filhos, é um grande passo e ela já está cheia de esperanças de conquistar o coração de Rogers, de novo.
Steve ligou para Maria Hill e explicou sobre o aniversário de Sara, e Hill disse que resolveria a questão da princesa e os ursos aparecerem na festa.
...
Hill desligou o telefone.
H: Seu ex.
Natasha olhou para Hill.
H: É aniversário da Sara, hoje.
N: Hoje já é dia 07?
H: Sim.
N: Eu não comprei nada pra ela.
H: Claro, você estava em coma até umas horas atrás. Steve se esqueceu, mas está correndo atrás da festa pra ela, inclusive, eu tenho que ir arrumar uma princesa Mérida.
Hill revirou os olhos e se ajeitou para sair.
N: Hill? Pode me fazer um favor? Eu preciso comprar algo pra ela.
H: Quer que eu compre o quê?
N: Ela gosta tanto dessa Mérida, compra o vestido igual para ela usar na festa.
H: E um arco e flechas!
N: Se for de brinquedo...
H: Aff, assim não tem a menor graça.
Natasha olhou para Hill, que começou a rir.
H: Eu sei. Está tudo bem se você ficar aqui sozinha?
N: Sim.
H: Tem algo triste em você.
N: Eu estou bem. E eu não estou sozinha.
Natasha apontou para a barriga que já estava com um certo volume.
Natasha não ficou sozinha por muito tempo, meia hora depois que Hill saiu, Steve entrou no quarto. Ele nem bateu porque achava que ela ainda estava em coma e foi um baita choque ver ela acordada. Steve não conseguiu dizer nada, Natasha resolveu quebrar o gelo.
N: Oi...
S: Hei... Como está? Desde quando, você...?
N: Há algumas horas.
S: E a dor?
N: Não estou sentindo quase nada.
S: Natasha, sobre os bebês... Fury disse a Cho para manter a gravidez, eu...
N: Está tudo bem.
Steve se aproximou da maca e ficou observando a barriga de Natasha, Natasha ficou olhando Steve.
N: É seu.
Steve ergueu o olhar até encontrar o de Natasha.
N: São seus.
S: Tem certeza?
Natasha fez positivo com a cabeça. Steve começou a sorrir, mesmo sem querer, ele respirou fundo, demonstrando alívio.
Natasha esticou o braço para pegar um copo de água e nesse movimento sentiu um pouco de dor, Steve se aproximou e a fez repousar na cama.
S: Não se mexa, por favor.
N: Eu só estou com sede.
Steve pegou o copo de água, e colocou o canudo. Natasha ergueu o braço para pegar o copo, mas Steve posicionou, ele mesmo, o canudo na boca de Natasha, ela tomou um gole e deitou a cabeça no travesseiro. Os mínimos movimentos ainda a cansam.
N: Hill me disse da festa da Sara.
S: Sim, eu esqueci, mas dei um jeito.
N: É sua especialidade, não? Resolver as coisas...
Natasha deu um pequeno sorriso.
N: Eu quero ir.
S: Nem pensar. Você não pode deixar o hospital.
N: Ela vai ficar triste se eu não estiver lá.
S: Ela vai entender. Eu a trarei aqui mais tarde. Prometo.
Natasha concordou com a cabeça e em seguida arregalou os olhos e abriu a boca. Steve se assustou e se levantou, pronto para chamar ajuda.
S: O que?
N: Eu não sei.
Natasha franziu a testa e depois pôs a mão na barriga. Ela voltou ao normal, mas um minuto depois a mesma sensação estranha voltou a incomodar ela.
S: Vou pedir ajuda.
Steve chamou uma enfermeira que estava passando, ela entrou no quarto e checou os sinais vitais de Natasha.
— Ela está bem. O que sentiu?
N: Algo estranho, como... um formigamento no estômago, eu não sei explic...
Natasha fez a mesma expressão de novo e pôs a mão na barriga. A enfermeira pôs as mãos na barriga de Natasha e sorriu.
— É sua primeira gravidez?
N: Sim.
S: Não.
Steve e Natasha responderam ao mesmo tempo, os dois se entreolharam.
S: É que... Sim, tecnicamente é como se fosse a primeira.
— Não se preocupe, os bebês estão mexendo. É uma sensação nova pra você, mas você se acostuma rápido. Essa é a melhor parte, você pode ter certeza que estão vivos.
N: Ele já tem pernas?
— Ele tem tudinho, você está com quatro meses.
S: Ele está mexendo?
— Sim, ambos estão. Quer sentir?
Steve estava sorrindo tanto que parecia que ia rasgar o rosto, ele olhou para Natasha que fez positivo com a cabeça, o autorizando a tocar na barriga dela.
— Eu vou deixar o casal à vontade.
Steve e Natasha ficaram extremamente sem graça e a enfermeira se retirou. Steve sentou na beira da maca e pôs as mãos na barriga de Natasha. Steve esperou minutos e os bebês pareciam ter ido dormir.
S: Não querem mexer pra mim.
Steve retirou as mãos, mas Natasha segurou na mão dele e pôs de volta na barriga dela. Ambos se olharam nos olhos quando as mãos se tocaram. Natasha não removeu a mão de cima da do Steve.
N: Você tem que esperar.
E eles esperaram. Quase oito minutos, até um dos bebês chutar. Steve tornou a sorrir e Natasha sorriu, encantada pela felicidade de Steve com seres que ainda nem nasceram.
N: Você ficou assim na gravidez do James e da Sara?
S: Assim?
N: Sorrindo desse jeito.
S: Eu não sei. É provável.
Steve sorriu e Natasha sorriu de volta. Natasha suspirou e ela tinha algo importante a dizer para Steve, mas o celular dele tocou bem na hora.
S: Só um minuto.
Steve foi para perto do sofá.
S: Balões do Batman? Mas a festa é de princesa, Sam. Ela é menina. Sam... Sam... Tudo bem, leva esses mesmo, ok? Sei que está em cima da hora. Obrigado.
Steve desligou.
N: Batman?
S: Sam só achou balões do Batman pra festa da Sara...
N: Ela não vai reparar nisso.
S: Certeza que não.
N: Steve?
S: Oi.
Steve estava respondendo mensagens no celular, sobre a festa para outros ajudantes, o que o fez ignorar Natasha.
N: Steve?
S: Hum? Só um minuto.
Steve entrou em outra ligação. Natasha ficou observando o jeito de Steve, ele demonstrou enorme felicidade ao sentir os bebês, mas não demonstrou a mesma felicidade ao ver ela acordada. Steve pediu para a pessoa aguardar e olhou para Natasha.
S: O que foi?
Natasha abriu a boca pra falar, mas ela precisava da atenção dele, então ela fez negativo com a cabeça, já que ele não saiu da ligação. Natasha se sentiu mal por Steve não direcionar toda atenção a ela, ele sempre é extremamente atencioso com ela. Ela primeiro, os demais depois.
N: Nada.
Steve ficou quase vinte minutos, fazendo ligações e recebendo ligações. Quando ele finalmente parou, Natasha se sentiu irritada pela falta de atenção, e não conseguiu dizer o que queria.
S: Me desculpe, eu nunca fiz uma festa tão rápido em toda minha vida.
N: Acho que não.
S: Você pensou em algum nome?
N: Hã?
S: Os bebês...
N: Não... Eu nem sei o que são.
S: Acho que são meninas.
N: Os dois?
S: Sim. Eu amo o nome Charlotte. E Lindsay.
N: E se forem meninos?
S: Meninos? Bom eu não sei, eu acho que gostaria de homenagear o Sam, já que ele reclama que Bucky foi homenageado e os dois são meus melhores amigos.
N: Samuel? Não... Não o meu filho.
Steve riu.
S: Não pensou em nenhum nome?
Natasha fez negativo com a cabeça.
S: Eu já estou até pensando em me mudar para uma casa maior. Você devia pensar num apartamento maior também.
Natasha ficou séria de novo, enquanto Steve recebia mais uma ligação. Por que ele está fazendo planos sem ela? Ela vai ter os bebês, então por que ele não está incluindo ela no futuro dele? Ele parece mais feliz agora do que durante todo esse tempo que estava convivendo com ele. Seria possível o amor dele ter acabado? Ele está apaixonado por Elisa? Ele a odeia agora?
Estar apaixonado por outra mulher, ela consegue lidar. Não ter mais o amor dele... Ela consegue lidar. Ter o ódio dele... É difícil, mas ela poderia suportar, só há uma coisa que ela não suporta e a está magoando imensamente: A indiferença de Steve.
Quando uma pessoa ama a outra, ou odeia a outra, são sentimentos que uma causa na outra, porque essa pessoa significa alguma coisa, caso contrário não teria sentimento de ódio ou de amor. Ainda sim é alguma coisa, pelo menos.
A indiferença machuca muito mais do que o ódio, é o nível que a pessoa não faz mais diferença nenhuma na vida da pessoa, não há elo que os conecte mais, não importa se a pessoa está viva ou morta, doente ou bem, triste ou feliz, não importa e isso é um altamente devastador.
Natasha franziu a testa e olhou para baixo, pensando exatamente sobre isso. Ela provocou isso? Ela provocou a esse ponto? O quase aborto foi o responsável por essa parede de gelo que Steve construiu contra ela? Ela está se precipitando? É cedo demais? É tarde demais? Por que isso dói? É a gravidez a fazendo se sentir mais emotiva do que devia? A resposta é sim porque Steve está ocupado com a festa de Sara e Natasha não pode julgá-lo somente por um dia. O problemas é que não foi somente um dia, foi o dia seguinte, e o dia depois desse e os outros seguintes...
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