Memories - Romanogers Fanfic
42 Sara
Notas iniciais
Sam: Eu vou com você.
Steve e Sam correram para o carro e foram o mais rápido possível para o hospital. Ao chegarem no hospital, Steve tentou entrar na sala de emergência, os enfermeiros e Sam ajudaram a conter Steve.
— Senhor, ela não está lá.
S: Como não?
— Ela está no CTI.
S: CTI?
Sam: O que ela tem?
— O médico vai falar com vocês, assim que possível.
Steve viu o médico que atendeu Sara das últimas vezes e correu até ele, o médico se assustou com a abordagem de Steve.
S: Doutor, você disse que ela estava bem. O que está acontecendo?
— Senhor Rogers, acontece que algumas doenças tem sintomas muito parecidos e quando você a trouxe aqui, ela estava bem, estava com a cor boa, falando bem, eu não vi razão para mantê-la em repouso ou internada.
S: Então você não sabe o que ela tem?
— Não. Ela está sendo cuidada pelo médico do CTI e eles vão examinar ela novamente.
S: Mas como ela está agora?
— Você terá que esperar o médico do CTI vir falar com você.
Natasha entrou no hospital correndo e foi logo para perto de Steve e Sam. Natasha socou o rosto do médico. Steve e Sam tiveram que segurar ela.
— O que significa isso?
N: Significa que você deve fazer seu trabalho direito.
S: Natasha, por favor.
N: Me solta. Você disse que ela estava bem.
S: Isso foi o que ele me disse.
N: Ele não a examinou direito e ela piorou. É culpa dele.
Sam: Natasha, calma, estão com ela lá dentro, se você continuar exaltada assim, vão proibir você de entrar no hospital.
Natasha fingiu estar mais calma. O médico se afastou para colocar gelo no rosto. Natasha ligou para Hill.
H: Hill.
N: Hill, eu preciso transferir Sara de hospital.
H: Hospital?
N: Ela desmaiou e a trouxeram de volta pra esse maldito hospital que não a diagnosticou direito.
H: Vou providenciar agora mesmo.
S: Como pede pra Hill isso, sem nem me consultar?
Natasha olhou para Steve, furiosa.
N: Quer que ela fique aqui onde foi liberada e tornou a passar mal?
S: Eu não sei o que ela tem.
N: Exato! Quero coloca-la no melhor hospital, com os melhores profissionais. Tem algo contra isso?
Sam: Ei, ei, gente! Vocês estão loucos? A filha de vocês internada e vocês brigando. Não é hora pra isso. Steve, SHIELD pode conseguir os melhores médicos para cuidar da Sara.
Sam olhou para Natasha.
Sam: Não quer dizer que Sara será removida se estiver numa situação delicada. Vamos aguardar e por favor, fiquem calmos. Ela precisa de vocês.
Steve e Natasha se olharam e ficaram em silêncio. Tudo que Sam disse era verdade e eles sabem disso. Steve passou a mão no rosto, tentando acordar do pesadelo. Sam encostou no ombro de Steve.
S: Sam, eu preciso que pegue James na escola.
Sam: Claro, vou sim.
S: Não diga a ele o que está acontecendo. Leva ele pra sua casa.
Sam: Pode deixar. Posso ir mesmo ou vocês vão sair no tapa se eu me retirar?
N: Você pode ir.
Sam se retirou e alguns minutos depois, Maria Hill chegou no hospital acompanhada de Cho.
Cho: Quais os sintomas dela?
S: Há alguns dias ela vomitou e teve febre, a trouxe pro hospital e disseram que era uma simples virose. A medicamos direitinho em casa, quando viemos para checar se estava tudo bem, o médico a liberou para ir pra escola. Eu ainda esperei o dia seguinte para ter certeza que ela estava bem.
Cho: E ela estava conversando? Comendo?
S: Sim, estava animada como sempre. Parecia saudável.
Cho: Eu vou subir para ver o prontuário dela e já informo vocês.
N: Eu vou junto.
Cho: Não pode, Natasha. Deixa eu me inteirar sobre o caso dela. Prometo que a informarei em breve.
Cho se apresentou e teve a entrada autorizada para o CTI. Meia hora depois Cho desceu. Steve e Natasha correram até ela.
Cho: Tudo que precisam saber é que ela está estável agora.
S: Quero ver ela.
Cho: Você vai ver. Ela está descendo. Solicitei uma transferência para o hospital que trabalho, lá teremos como analisar melhor o caso dela
N: Mas o que ela tem?
Cho: Então, esse é o problema. Não tem nada nos exames dela.
S: Como isso é possível?
O maqueiro apareceu no corredor, transportando a maca de Sara. Steve e Natasha se aproximaram e tocaram na mão de Sara, mas ela estava inconsciente.
N: Você disse que ela estava estável.
Cho: Ela está, não se preocupe. Vocês podem vir na ambulância com a gente.
H: Vou seguir vocês no meu carro.
Steve e Natasha entraram na ambulância, junto com a Cho.
Cho: Todos os exames que fizemos não apontam nada que possa estar causando isso, mas tenho outras suspeitas que só posso confirmar depois de realizar testes complementares.
Natasha estava tremendo sem perceber e estava extremamente gelada. Steve olhou pras mãos de Natasha e pôs a mão dele sobre as dela. Natasha o olhou na hora e a raiva que ela estava dele, passou na hora.
Sara começou a tremer involuntariamente.
S: O que está acontecendo?
Sara abriu os olhos, mas eles logo reviraram e ela começou a espumar pela boca.
Cho: Ela está convulsionando.
N: Faça alguma coisa.
Cho ordenou ao socorrista que aplicasse uma medicação específica em Sara, que logo se acalmou. Sara fechou os olhos e os abriu lentamente, piscando algumas vezes tentando recobrar a consciência. Steve segurou a mão de Sara, ela olhou pra ele assustada.
Sara: Papai? Por que tá chorando?
Natasha olhou para Steve e viu lágrimas rolando pelo rosto dele. Natasha encostou a mão nas costas de Steve e olhou pra Sara.
N: Ele está feliz de te ver. Só isso.
Sara: O que estamos fazendo aqui?
N: Estamos indo pro hospital.
Sara: Por que?
N: Porque você ficou um pouco dodói de novo.
Sara: Eu não quero ir.
N: Nós estaremos lá com você.
Sara se acalmou ao ver os pais com ela, mas assim que chegaram no hospital de Cho, Cho pediu para Steve e Natasha aguardarem na sala de espera. Sara tentou se levantar e estendeu os braços para Steve.
Sara: Papai! Por favor, papai.
S: Sara tá tudo bem, a gente já vai se ver.
Sara: Eu não quero ir. Papai, por favor.
Cho: Ela vai ficar bem. Não se preocupem.
Cho e o maqueiro levaram Sara para outra sala. Steve colocou as mãos na cabeça em sinal de desespero. Natasha estava nervosa, mas sabe se controlar melhor.
N: Ela é a melhor médica que tem no estado. Hill me garantiu.
S: Eu sei, mas ninguém sabe o que Sara tem e isso me deixa nervoso. Ela é muito nova para passar por isso.
N: Eu sei. Por que não se senta?
Steve olhou para as cadeiras, suspirou e resolveu se sentar.
N: Vou pegar água pra você.
S: Não, por favor. Fique aqui.
Natasha olhou para Steve, o Steve carinhoso e amoroso agora estava pedindo para ela ficar, depois da frieza na outra noite. Natasha sentou a uma cadeira de distância do Steve.
N: Já que está chorando, chore tudo que tem pra chorar agora.
Steve olhou para Natasha.
N: Não pode chorar na frente dela, vai deixar ela nervosa.
S: Estou bem.
N: Você é um péssimo mentiroso.
Hill chegou na sala de espera. Natasha se levantou e abraçou Hill.
H: Vai dar tudo certo. Cho é ótima, vocês vão ver.
S: Obrigado, Hill.
H: Precisam de alguma coisa? Já deixei um agente aqui de prontidão, se precisarem de água, comida, roupa, ele vai providenciar.
N: Obrigada.
H: Eu queria ficar, mas tenho assuntos urgentes. Me mantenha informada.
N: Pode deixar.
Hill se retirou, Natasha sentou novamente ao lado de Steve. Eles aguardaram três longas horas, até Cho entrar na sala de espera.
Steve e Natasha se levantaram.
S: E então? Como ela está?
Cho: Ela está estável por hora. Mas ela pode entrar em colapso a qualquer momento.
S: Meu Deus. Você descobriu o que ela tem?
Cho: Eu tenho 70% de certeza que ela está com uma doença autoimune, mas não é nenhuma doença que conhecemos.
N: 70%?
S: É câncer?
Cho: Não, já verificamos porque era minha primeira suspeita.
S: Então o que é?
Cho: Eu não posso mentir pra vocês. A gente nunca lidou com um caso como o da Sara antes. Vocês dois tem um supersoro no sangue. Mas os soros de vocês são diferentes e eu desconfio que o corpo de Sara não comporta bem essa combinação dos soros de vocês.
N: O que?
Cho: Eu acredito veemente que isso esteja fazendo o sistema de defesa de Sara atacar o próprio corpo, por isso ela continua piorando.
S: Mas... Você não tem certeza?
Cho: Não, mas acredito que seja isso. Senão for, eu não tenho ideia do que está acontecendo.
N: Digamos que seja o que você desconfia. Como se trata isso? Tem cura?
Cho: Não posso dizer que tenha, entendam que isso é novo pra mim também. O que eu estou pensando em fazer para saber se vai dar certo, é uma transfusão de sangue.
S: Só isso? Você pode coletar o meu.
N: O meu também.
Cho: Então, não pode ser o de vocês, já que foi o que iniciou esse ataque em Sara. Precisamos de alguém compatível 100%. Sara é O-, nenhum de vocês são. Precisamos de alguém da família de vocês. E talvez só o sangue não seja suficiente, mas o primeiro teste que farei é esse.
Natasha e Steve franziram a testa e se entreolharam.
Cho: Eu sei que esteve congelado, Steve e que não tem mais família, mas não sei se Natasha teria alguém.
N: Eu fui deixada num orfanato, não conheço ninguém da minha família.
S: Oh Deus.
Cho: Eu imaginei. Mas vocês ainda tem um parente em comum.
S: Quem?
Cho: James... Ele é irmão da Sara.
Steve suspirou e passou a mão na boca.
S: James é só uma criança.
Cho: Eu sei. Mas se ele for O Negativo, tem mais chances dele ser compatível com a Sara.
N: Mas e se não for só sangue, o que mais ele teria que doar?
Cho: Prefiro testar o sangue primeiro.
N: Você está me deixando nervosa.
S: Eu vou pedir para o Sam trazer o James.
N: Eu não sei, Steve.
S: Se for só o sangue, não há risco pra ele, certo?
Cho: Certo.
Steve se afastou de Cho e Natasha, ele ligou para Sam e pediu para trazer James ao hospital.
Cho: Nós tivemos que sedá-la porque ela estava muito agitada, mas vocês podem entrar pra ficar com ela, a deixei num quarto exclusivo. Tem acomodação para dois acompanhantes. O enfermeiro vai levar vocês até ela.
Steve e Natasha seguiram o enfermeiro. O enfermeiro abriu a porta, Steve e Natasha entraram e o enfermeiro se retirou.
Steve foi para perto da maca de Sara e acariciou o rosto dela. Ele só não chorou porque Natasha estava lá e ele não quer deixar Sara nervosa. Natasha não se aproximou da maca, ficou de costas pra maca, de braços cruzados. Steve olhou para Natasha e estranhou a atitude dela.
Cerca de quarenta minutos depois, Sam chegou no quarto com James. James correu até Sara.
J: Sara? Acorda! Sara?
Steve olhou pra James e fez negativo com a cabeça.
J: O que está acontecendo? Por que ela tá aqui?
James segurou no braço de Sara e a sacudiu com força, por causa do nervosismo.
J: Sara! Sara!
Steve deu a volta na maca e segurou James. Steve o afastou da maca e agachou, olhando James.
J: Ela está morrendo?
S: Não, não, James. Ela vai ficar bem, ok?
J: Mãe?
James olhou para Natasha que ainda estava de costas e de braços cruzados. Natasha virou um pouco o rosto, mas não deixou ninguém olhar pra ela.
N: Eu já volto.
Natasha saiu do quarto, Steve olhou para Natasha e sentiu que algo estava errado.
S: Sam, fica com eles aqui.
Steve correu pra fora do quarto e viu Natasha indo em direção ao elevador.
S: Natasha!
Natasha não parou, nem olhou pra trás. Ela apertou o botão para chamar o elevador. Steve correu até ela.
S: O que foi?
N: Nada.
Disse Natasha secamente.
N: Eu preciso de espaço.
S: Preciso de você. Precisamos falar com James.
N: Eu não posso.
O elevador chegou, Natasha entrou e evitou qualquer contato visual com Steve. As portas do elevador começaram a se fechar, Steve colocou a mão para impedir. Ele olhou para Natasha.
S: Eu sei que está preocupada. Eu conheço esse seu jeito.
Natasha suspirou e ignorou Steve.
S: Fugir não vai adiantar. Acredite, você está preocupada e agora se culpando pelo que Cho disse. Não é sua culpa, nem minha.
N: É de quem? Nós não devíamos ter filhos.
S: Mas nós já temos.
N: Eu não posso, Steve. Eu não posso estar aqui, eu não quero perder ela.
S: Só porque vai fugir, não quer dizer que possa evitar a perda. Você vai conseguir sumir do mapa e ignorar tudo isso pra fingir que não está acontecendo? Eu estou sofrendo também. Eu não posso fazer isso sem você. Não vai, por favor.
Natasha respirou fundo e olhou Steve nos olhos. Natasha demorou alguns segundos, mas saiu do elevador.
S: Vamos.
Steve deixou o braço em volta do ombro de Natasha e a conduziu de volta para o quarto. Steve conversou com James sobre a doação de sangue e ele concordou na mesma hora, só não estava muito certo sobre a seringa, pediu para Natasha acompanhar ele. Os dois foram para o laboratório.
J: Você chora quando te dão injeção?
Natasha fez negativo com a cabeça.
N: Eu sou muito corajosa. Você é?
James fez positivo com a cabeça. A enfermeira se aproximou com a seringa para colher sangue. James estendeu a mão pra Natasha. Natasha segurou a mão dele e ele fechou os olhos, mas não chorou para tirar o sangue.
J: Fui corajoso.
N: Foi. Estou muito orgulhosa de você.
James e Natasha voltaram para o quarto de Sara. Cho voltou vinte minutos depois, afirmando que James tem o mesmo tipo sanguíneo de Sara. Cho preparou tudo para a transfusão de sangue. Steve e Natasha acompanharam o processo que durou horas. Sam ficou até o final também, ele levou James pra casa dele ao terminar. Cho explicou que James deveria volta no dia seguinte para mais uma sessão.
Steve e Natasha dormiram no quarto de Sara. De madrugada ela acordou, chamando Steve. Natasha acordou e foi até ela.
N: Hei...
Sara: Mamãe? Cadê o papai?
N: Ele está ali. Dormindo. Estamos aqui o tempo todo. Tá sentindo alguma coisa?
Sara fez negativo com a cabeça.
Sara: Quero ir pra casa.
N: Eu sei, em breve, tá bom? Está com fome?
Sara: Não.
N: Está com medo?
Sara fez positivo com a cabeça. Natasha sentou na maca dela e segurou na mão de Sara.
N: Eu sinto medo às vezes. É normal. Mas sabe o que ajuda?
Sara: O que?
N: Pensar em coisas boas. Como o gatinho.
Sara: Gatinho... Eu gosto dele.
N: Eu sei.
Sara: Traz ele aqui?
N: Eu não posso, mas quando a gente sair daqui vou te levar pra ver ele.
Sara bocejou e Natasha sorriu.
N: Está cansada?
Sara: É.
N: Então dorme. Vou ficar aqui.
Sara olhou para Natasha alguns segundos e depois fechou os olhos. Natasha ficou segurando a mão de Sara, ela não conseguia soltar ela.
Quando Steve despertou de manhã, Natasha estava deitada junto de Sara na maca. Steve cobriu as duas e alguns minutos depois, Cho entrou no quarto.
Cho: Bom dia.
S: Bom dia.
Natasha despertou com a voz de Cho, ela se levantou da maca.
Cho: Olha, após a transfusão notamos uma melhora no quadro clínico da Sara. Mas eu não acho que a transfusão de sangue seja suficiente. É uma deficiência de sangue que ela tem.
N: O que quer dizer?
Cho: O que vai garantir a recuperação dela mesmo é a doação de medula óssea.
S: O que? Do James? Não...
N: Medula não pode ser um de nós?
Cho: Não, James é mais compatível. Como já expliquei foi o sangue de vocês que causou esse desequilíbrio. James é a melhor opção pra Sara.
S: Não posso submeter ele a isso.
Cho: Nós podemos tentar encontrar outro doador, mas isso pode levar meses, até mesmo anos.
N: Nós vamos pensar a respeito.
Cho: Nós não temos muito tempo.
S: Quanto tempo?
Cho: Uma semana no máximo.
Cho se retirou do quarto. Steve andou nervosamente pelo quarto.
S: Não posso fazer isso com ele.
N: Acho que ele devia decidir.
S: Ele é muito pequeno para entender, vou ter que botar ele em risco para salvar ela.
N: Temos outra escolha?
S: Podemos tentar achar algum doador.
N: Uma semana Steve. Do que eu sei sobre medula, um parente tem chances de 35% de ser compatível, quanto a não relacionados apenas 0,1%.
S: Eu não consigo pensar agora.
N: Eu acho que você precisar conversar com a Cho, saber se afetará a vida de James de alguma forma.
S: É um pedaço dele, Natasha.
N: Eu sei.
S: Você não liga.
N: Claro que eu ligo. Não seja estúpido. Estou usando a razão.
Sara despertou com a discussão de Steve e Natasha. Sara resmungou porque sabia que eles estavam brigando.
Sara: Papai, porque tá brigando?
Steve se aproximou da maca.
S: Me desculpe, princesa. Não estávamos brigando.
Sara: Quero ir pra casa.
Steve suspirou.
Sara: Quero ver meus amigos da escola.
N: Você vai ver em breve. Só precisa ficar boa.
Fury bateu na porta e entrou. Ele trouxe um bicho de pelúcia com um tapa olho. Sara olhou para o urso e sorriu animada.
Sara: É pra mim?
F: Não.
Sara riu de Fury, ele nem sorriu. Se aproximou e botou o urso perto da maca de Sara.
N: Obrigada.
F: Sem problemas.
N: Você pode ficar um pouco com ela? Eu preciso falar com Steve ali fora.
Sara: Vocês vão brigar?
N: Não, eu prometo.
Natasha e Steve saíram do quarto. Fury sentou na beira da maca de Sara e a olhou com o semblante sério de sempre.
F: Você está horrível.
Sara franziu a testa.
Sara: Você também não é bonito.
F: Eu sou mais que você.
Sara: Hã hã. Papai disse que sou a menina mais linda do mundo.
Fury soltou uma risada sarcástica.
F: Seu pai mente muito.
Sara ainda estava com a testa franzida.
Sara: Você é um homem muito mal.
F: Obrigado.
Sara olhou para Fury, confusa.
Sara: Você pode me botar sentada?
Fury olhou em volta e depois pra Sara.
F: Eu acho que não.
Sara: Minhas costas doem.
Fury se levantou e pegou o controle da maca, ele apertou um botão que faz a maca se dobrar em três. Ele conseguiu manejar para a maca ficar na posição de sentado.
Sara: Eu estou dodói, sabia?
F: E daí?
Sara: Ué, eu desmaiei.
F: Eu já levei três facadas. Uma no olho. Desmaiar não é nada
Sara ficou espantada, ela ficou pensativa.
Sara: O meu nariz sangrou. Muito. Ficou uma poça de sangue.
F: Eu tomei três tiros. Um na barriga, um nas costas e um na perna.
Sara: Eu... Eu... Eu já ralei meu joelho todo, meu osso ficou pra fora e... e eu também bati com a cabeça e meu cérebro saiu da minha cabeça.
Fury olhou para Sara e de repente começou a rir histericamente. Natasha nunca ouviu Fury rir desse jeito, ela abriu a porta e olhou para os dois.
N: O que está acontecendo?
F: Nada. Essa garota é muito especial.
Sara sorriu, olhando pra Fury. Natasha tornou a fechar a porta.
F: Você não é tão ruim.
Sara: Você também.
...
Natasha e Steve estavam conversando com Cho, que assegurou que o processo do transplante era altamente seguro, que não doía na hora, só um pouco depois da doação e que a medula de James não seria afetada, em poucas semanas estaria totalmente recuperada. Isso deixou Steve mais aliviado.
S: Ele tem que decidir.
N: Eu sei. Vamos conversar com ele depois da escola.
...
Steve e Natasha explicaram para James da melhor forma possível que a irmã dele estava muito doente e precisando da ajuda dele.
J: Se eu não doar, ela morre?
N: É provável.
S: Mas não seria culpa sua. Você só tem que fazer se quiser.
J: Okay.
N: Você vai doar?
J: Sim.
N: Você é um ótimo irmão.
Natasha beijou a testa de James. Steve o abraço em seguida.
N: Eles vão fazer alguns exames em você, pra ver se você realmente é compatível.
J: Vai doer?
N: Só um tiquinho. Eu estarei lá com você.
S: Eu também.
A bateria de exames de compatibilidade de James levou 24 horas. E felizmente ele era compatível com Sara. Um dia depois, os dois foram sedados e operados. No final da cirurgia, Cho foi até a sala de espera do centro cirúrgico.
S: E então?
Cho: A cirurgia foi um sucesso.
Steve e Natasha respiraram aliviados. Steve não conseguiu se conter, chorou na mesma hora. Ele abraçou Natasha, que o consolou alisando as costas dele.
S: Ela vai ficar boa?
Cho: Eu espero que sim.
N: Como assim, espera?
Cho: Gente, isso nunca foi 100% de certeza, mas eu estou confiante de que vai dar certo. O James pode ir pra casa, mas Sara ficará mais alguns dias conosco até termos certeza que está funcionando.
N: Podemos ver eles?
Cho: Sim. Eles foram levados para o quarto.
S: Obrigado, Cho.
Cho: Não foi nada.
Natasha e Steve subiram correndo para o quarto. Eles encontraram Sara e James ainda anestesiados. Steve e Natasha revezaram durante a semana toda para ficar com Sara no hospital e para ficar com James em casa.
Hoje, Cho veio dar alta para Sara e dizer que o tratamento está dando certo. Cho ressaltou que Sara deve realizar consultas periodicamente para averiguar se está tudo bem.
Natasha e Steve estavam no quarto de Sara. Ela já estava pronta para ir embora. Steve pegou Sara no colo.
S: Vamos pra casa.
Sara: Vamos.
Disse Sara, balançando as pernas e abraçando o pescoço de Steve, animada. Quando Steve e Natasha saíram do quarto, o corredor do hospital estava praticamente deserto. Sara viu uma das enfermeiras que cuidou dela.
Sara: Tchau Rose.
— Tchau, Sarinha. Se cuide. Vou sentir saudades.
Sara: Eu também. Manda um beijo pra Julie.
— Vou mandar sim.
Sara: E pro tio da vassoura.
— Pode deixar.
Sara sorriu. Steve agradeceu à Rose os cuidados com Sara, ele entrou no elevador com Natasha.
N: Você está feliz?
Sara: Sim! Mas eu sinto falta do meu gatinho, do Jamie, da tia da escola, do meu amigo Theo, da Lara, da Thia, da Lola, da Charlotte, do John, da...
N: Nossa quanta gente.
Sara: Mas eu não vou pra escola hoje, não é?
S: Não. Só amanhã. Está com muita saudade dos seus amigos?
Sara fez positivo com a cabeça.
N: Talvez você os veja antes do que pensa.
O elevador chegou no térreo, assim que a porta se abriu, Sara abriu a boca chocada com a quantidade de gente com balões e presentes pra ela. Todos os amiguinhos da creche estavam lá, junto com a professora e boa parte dos Vingadores. Além disso boa parte do pessoal que trabalha no hospital também estava presente na surpresa pra Sara, todos eles se acostumaram com Sara durante o período que ela ficou internada.
Steve colocou Sara no chão e ela foi direto abraçar James, em seguida os amiguinhos da escola vieram abraçar ela. Sara olhou para Steve e Natasha.
Sara: Eu acho que esse é o melhor dia da minha vida!!! É meu aniversário?
S: Ainda não.
Natasha e Steve sorriram com a felicidade de Sara e foram cumprimentar os amigos Vingadores que apareceram para dar suporte. Natasha ficou conversando com Carol, Bobbi e Clint. Steve se afastou para falar com Bucky, Sam e Tony.
T: Já sabia que meus filhos iam sair bem dessa.
Steve riu de Tony, em seguida sentiu alguém cutucar o ombro dele. Steve se virou e sorriu ao ver quem era.
S: Elisa.
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