Notas iniciais
Capítulo super longo, já aviso.

E: Sara se recuperou, fico muito feliz.

S: Eu também.

E: Eu imagino. Bom, eu recebi sua mensagem sobre a surpresa e tirei uma pausa no trabalho para vir aqui, mas preciso voltar agora.

S: Sem problemas.

Elisa sorriu sem graça e virou para ir embora. Nesse momento Natasha notou a presença de Elisa, mas fingiu não estar prestando atenção. Steve resolveu chamar Elisa de novo.

S: Elisa?

E: Sim?

S: Muito obrigado.

E: Que isso. Não foi nada.

Steve sorriu e pela primeira vez considerou a hipótese de se aproximar de alguém, já que Natasha e ele estão divorciados e Natasha já deixou claro que só tem atração sexual por ele. Talvez seja hora de investir em outro alguém, quem sabe assim ele esquece esse amor todo que sente por Natasha.

Após se despedirem e agradecerem a todos, Steve, Natasha, James e Sara foram para o apartamento de Steve. Natasha foi junto para ajudar com os presentes.

J: Não é justo, só ela ganhou presente.

N: O seu presente é ter sua irmã sã e salva.

J: Aff. Sem graça isso.

Sara: Eu divido com você, Jamie.

J: Só tem boneca e esses estúpidos ursos.

Sara: Túpido você.

N: Okay, estão entregues. Me dêem um beijo.

Sara: Você não vai ficar?

N: Eu disse que ficaria até você ficar boa.

J: Posso ir com você?

N: Hoje não, James. Amanhã eu prometo buscar vocês na escola e vamos passar a tarde toda juntos. Se seu pai permitir.

Natasha olhou para Steve, ele concordou com a cabeça. Natasha deu um beijo na testa de Sara e depois em James. Ela foi para a porta e antes de sair, olhou para Steve.

N: Me liga qualquer emergência.

Steve concordou com a cabeça.

N: Não precisa ficar mandando recado pela Hill. Seja homem.

Steve respirou fundo, Natasha provocou de propósito, saiu e fechou a porta. Steve deu jantar para as crianças e os colocou para dormir. Steve ligou para Sam para pedir conselho.

Sam: Sara tá bem?

S: Sim, está tudo bem. Não foi por isso que te liguei.

Sam: O que há?

S: Lembra da Elisa? A garçonete que mencionei.

Sam: Tony disse que ela está caidinha por você e que é um pitel.

S: Bem, Tony é um grande linguarudo. Mas enfim, eu...

Steve ficou em silêncio, como se fosse pecado dizer o que ele tinha em mente, ele ainda se sente casado com Natasha. Sam já sacou de cara o que era.

Sam: Olha Steve, acho que é hora de você seguir em frente. O que podíamos fazer para recuperar a memória dela, fizemos.

S: Às vezes eu acho que ela gosta de mim, ela até disse que sente algo, mas que não é suficiente. Que é apenas atração e isso me deixa irritado, parece a época que estávamos começando a namorar e ela me maltratava de propósito pra ver se eu me afastava.

Sam: Pois é, eu sei que você a ama, Steve. Mas eu não gosto de ver meu amigo nas mãos de uma mulher como a Natasha. Sem querer ofender, mas ela não é a Nat que você se apaixonou.

S: Eu sei. Mas eu ainda a amo. Muito, mas não quero amar mais. Está difícil.

Sam: Então, chame essa Elisa pra sair.

S: Eu não sei, ela parece ser boa moça.

Sam: Então...

S: Só tenho medo de não conseguir corresponder, de não esquecer a Natasha e só usar a Elisa. Não seria justo.

Sam: Olha, seja sincero com ela. E você não precisa mergulhar em nenhuma nova relação. Às vezes tê-la como amiga já será o suficiente para tirar Natasha da cabeça, você ainda tem muito poucos amigos. Precisa de alguém fora do seu círculo de trabalho.

S: Acho que você está certo.

Sam: Só quero que seja feliz, com ou sem a Natasha. Mas você é um ótimo homem. Não merece ter que correr atrás de mulher nenhuma. Conheço pelo menos umas 50, loucas pra sair com você.

Steve riu sem graça.

S: Não exagera.

Sam: Eu não estou. Pego muita mulher dizendo que sou seu amigo e que posso apresenta-las à você.

Steve riu de novo.

S: Obrigado, Sam.

Sam: De nada. E se você quiser sair numa noitada, já sabe. Só chamar.

S: Irei.

Steve desligou o telefone e ficou com uma sensação ruim. Na mente dele, ele ainda estava casado, por isso era difícil pensar em outras mulheres, mas ele sabe que precisa seguir em frente. Steve dormiu e a primeira coisa que fez de manhã, foi tirar a aliança. Ele guardou na gaveta da mesinha de cabeceira.

Steve foi checar se Sara estava realmente bem, ele a viu dormindo e tomou banho antes de acordar as crianças. Depois do banho, Steve os acordou e os fez tomar banho. Agora estavam sentados na mesa, tomando café da manhã.

Sara: Eu não vou tomar mais mamadeira.

S: Ah não?

Sara: Não. Porque eu vou fazer isso.

Sara mostrou quatro dedos. Steve sorriu.

S: Isso aí. Podemos então doar essa mamadeira pra algum bebê que esteja precisando?

Sara fez positivo com a cabeça.

S: Certeza?

Sara: Uhum.

S: Muito bem. James, você perdeu dois dias de aula, quero que se dedique nas aulas, nada de ficar conversando.

James concordou com a cabeça, terminando o cereal.

J: Posso levar o vídeo game?

S: Pra escola?

J: Sim, pra depois levar pra minha mãe.

S: James, não dá pra levar o vídeo game pra escola.

Sara: Papai você tem que conhecer o Gatinho.

S: Gatinho?

J: É, a mamãe deixou a gente ficar com ele.

S: Mesmo? Ela odeia animais.

Sara: Mas ela deixou. Eu estou com muitas saudades dele.

S: Vai ver ele hoje. Agora vão escovar os dentes pra gente ir.

Sara e James foram para o banheiro, ao saírem, pegaram as mochilas e foram com Steve para a escola. Steve deixou James na entrada dele e ficou receoso de deixar Sara, mas ela estava tão animada para ir pra aula que ele não teve coragem de manter ela em casa mais dias. Steve pediu à professora para observar Sara e qualquer problema, ligar para ele.

Assim que Sara entrou, Steve caminhou pela calçada e olhou para lanchonete de Elisa. Ela estava lá dentro, Steve podia ver pela janela. Steve ainda estava sem jeito, ele respirou fundo e decidiu que precisava tentar. Ele entrou na lanchonete e se sentou na mesa de sempre. Elisa se aproximou.

E: Bom dia. Veio tão cedo hoje.

S: Sim...

E: Veio tomar café?

S: Não, na verdade vim saber se...

Steve perdeu a fala. Elisa ficou confusa.

S: Queria saber se você tem algo pra fazer amanhã.

Elisa ergueu as sobrancelhas, surpresa com a pergunta.

E: Está me chamando pra sair?

S: Não. Não, não...

E: Porque foi o que pareceu.

S: Me desculpe.

E: Se tivesse chamando, eu diria sim.

Steve ficou logo corado.

S: É que eu não faço isso há muito tempo.

E: O que? Chamar garotas pra sair?

S: Sim.

E: Então está me convidando?

S: Sim. Eu acho que sim.

E: Okay.

S: Okay?

E: Eu largo às 16 horas amanhã.

S: Okay. Eu estarei aqui.

Steve se levantou sem jeito e se retirou sem sequer se despedir de tão nervoso que estava. Steve já estava até arrependido de ter chamado, mas agora já está feito.

Steve se dirigiu para a Base dos Vingadores, ele mandou mensagem para Natasha perguntando se as crianças iam dormir na casa dela e se ela podia ficar com eles no final de semana. Natasha respondeu que ficaria com eles até domingo, sem problemas e Natasha pôde perceber pelo modo como Steve falava que ele estava se sentindo culpado por alguma coisa e Natasha logo deduziu que era algo relacionado à Elisa. Porque Steve nunca tem o que fazer nos finais de semana, missões ele tem recusado por causa das crianças, ele só pode ter convidado Elisa pra sair. Ou ela convidou ele e ele aceitou. Natasha concluiu que Elisa deve ter convidado, já que parece estar com um fogo enorme por Steve. Natasha apenas imaginou Steve pegando outra mulher e dando prazer a ela, Natasha sentiu ódio agora.

Nessa altura do campeonato, não importa quem convidou quem. Natasha reafirmava para si mesma que era o que ela estava planejando, assim Steve esquece ela e ela não machuca ele, mas é horrível a sensação de perder alguém que pertence a você, Natasha se sente dona de Steve pela forma como ele sempre esteve 100% disponível pra ela, e não era o ciúme que a incomodava tanto, era não ter mais controle total sobre ele.

A tarde, Natasha foi buscar as crianças na escola. Sara é a primeira a sair, ela viu Natasha e furou a fila das crianças para poder sair, a professora tentou segurar ela, mas ela se esquivou e correu até Natasha. Natasha a pegou no colo e a pôs de volta no chão.

N: Você está crescendo.

Sara: Eu já vou fazer isso.

Sara estendeu os quatro dedos pra Natasha.

Sara: A minha amiga Thia vai fazer aniversário e ela me chamou pra festa.

Sara entregou o convite para Natasha.

N: Então temos que comprar um presente pra ela. Vamos lá buscar o James.

Natasha foi com Sara até a entrada da escola de James, ele estava saindo nesse exato momento, ele correu até Natasha com um papel na mão.

J: Mamãe, olha. Eu fui chamado pra ser do time de basebol da escola.

N: Parabéns. É o que queria?

J: Sim! Meu primeiro treino é amanhã. Você vai?

N: Sim, na verdade vocês vão dormir lá em casa hoje.

James e Sara comemoraram e foram com Natasha pra casa. Assim que chegou, Sara foi correndo perturbar o gato.

Sara: Posso levar o gato na festa?

N: Não, Sara. Não pode levar ele pra casa das pessoas assim.

J: Que festa?

Sara: Festa da Thia. Eu fui chamada, você não foi.

J: Eu nem queria ir mesmo.

N: O convite não é pros dois?

Sara: Não, vai ser uma festa só de meninas, vamos fazer unha, cabelo, maquiagem...

Natasha olhou pra Sara e ficou se imaginando numa festa desse tipo, só com meninas e as mães presentes. Não sabia se a tortura seria ficar conversando com aquelas mães, ou ficar no meio das crianças.

J: E eu não posso, tenho jogo.

N: Ah é... Deixa eu ver a hora.

Natasha reparou que a festa e o jogo eram no mesmo horário. Como ela não queria ir na festa, ela logo teve uma ideia. Natasha telefonou para Hill.

N: Hill, preciso de um favor.

H: Diga.

N: Preciso que venha aqui em casa amanhã à tarde.

H: Pra quê?

N: Não posso comentar por telefone, venha aqui às 13hs. É urgente.

H: Okay.

Natasha desligou e deu um sorriso sarcástico, imaginando o ódio que Hill vai sentir dela ao saber da verdade. Natasha olhou pra Sara.

N: O que você acha da Hill levar você na festa?

Sara franziu a testa e depois sorriu.

Sara: Ela é engraçada.

N: Você quer que ela te leve?

Sara fez positivo com a cabeça.

N: Mas olha, você vai ter que fazer o seguinte...

Natasha explicou para Sara que não podia dizer que estavam indo para uma festa, que era pra Hill acreditar que só ia deixar ela lá e ir embora. Mas que Sara podia convencer Maria a ficar e inclusive usar ela como manequim para as brincadeiras. Sara ficou super animada e concordou com tudo.

Quando escureceu, Natasha procurou a mamadeira de Sara na mochila.

N: Seu pai não mandou a mamadeira?

Sara: Não, eu não mamo mais.

N: Como não?

Sara: Eu sou grande. Papai disse que vamos doar para as crianças que não tem nada.

Natasha estava surpresa com a atitude de Sara.

N: Então o que vão comer?

J: PIZZA!

N: Ah... Eu sei que sempre comemos isso, mas vocês não podem viver só de pizza. Eu vou pedir comida.

Sara: Mas pizza, mamãe.

N: Pizza não.

Natasha pediu comida por telefone, ela pediu de um restaurante russo, já que Sara e James amam comida russa. Eles foram dormir e no dia seguinte, à tarde, Hill apareceu no apartamento de Natasha no seu traje de couro da SHIELD. Ela viu as crianças e cruzou os braços, olhando Natasha.

N: Hill...

H: Não.

N: Me escuta.

H: Não. Estou indo. Achei que era algo sério.

N: E é.

H: Não sou babá.

N: Hill, James tem um jogo. E Sara tem esse evento da escola.

H: Rogers leva um deles, oras.

N: Ele está ocupado hoje.

H: Quer que eu deixe ela lá?

N: Sim. E você pode ficar e trazer ela de volta, ou voltar para buscar ela.

H: Por que eu não levo James ao jogo?

Sara: Porque eu te amo mais.

Hill olhou pra baixo e Sara estava abraçada nas pernas dela. Hill revirou os olhos.

H: Deus! Eu devia levar o James.

N: Não, ela te ama. Não é, Sara?

Sara sorriu e fez positivo com a cabeça. Natasha entregou o presente para Sara dar à aniversariante e todos saíram do apartamento.

Hill colocou Sara no banco de trás e entrou no carro em seguida.

Sara: Maria?

H: Sim, vamos brincar do jogo do silêncio.

Sara: Não, esse é chato.

H: É o único que sei.

Sara: Eu te ensino, é assim. Eu vejo com meus olhinhos uma coisa com a letra V.

Hill revirou os olhos, enquanto dava partida no carro.

H: Volante.

Sara: É! Você é boa. Sua vez.

H: Não.

Sara: Por que não?

H: Porque não estou afim.

Sara: Você quer brincar de pique pega?

Sara se soltou do cinto de segurança e bateu de leve no ombro de Maria.

Sara: Tá com você!

Sara riu e correu de volta para se sentar. Sara se encolheu achando a maior graça, enquanto Hill continuava dirigindo séria.

H: Não tá comigo porque não estou brincando.

Sara: Tá sim.

H: Não tô.

Sara: Tá.

H: Não estou, mas que menina chata.

Sara: Você me chamou de chata.

H: E?

Sara: Eu vou contar pro meu pai.

Hill notou que Sara fez uma cara de desespero. Hill suspirou.

H: Deus do céu...

Sara ficou de pé no banco e se inclinou pro banco de Hill.

H: Você tem que ficar sentada, não vou levar multa.

Sara: Estou brincando, você não quer brincar comigo.

H: Okay. Eu vejo com meus olhinhos uma coisa que começa com a letra W.

Sara se sentou e ficou pensativa, ela estava tentando encontrar uma palavra que começa com a letra W. Sara nem percebeu chegar na casa da amiguinha. Hill a tirou do carro e caminhou com ela para a entrada de uma enorme casa.

Sara: Tá, desisto. Qual é a palavra?

H: Não existe, disse pra você ficar quieta.

Sara franziu a testa. Hill tocou a campainha, uma moça atendeu a porta e olhou para Hill. A mulher estava assustada com o traje que Hill estava usando, ela tentou disfarçar sorrindo sem jeito e olhou para Sara.

— Sara, bem vinda. Entra.

Sara entrou, tentando puxar Hill para entrar junto.

H: Não, eu não vou ficar.

— Não seja tola, claro que vai.

Hill olhou para a mulher, confusa. Uma outra mãe se aproximou.

— Ah você veio acompanhando a Sarinha? Já está na hora do artesanato! Vamos!

H: Artesanato?

— Sim, vamos fazer cestinhas de flores. Venha, venha.

H: Não, não. Eu só vim deixar ela porque a mãe dela tinha um outro compromisso, voltarei mais tarde para buscar ela.

— Você não pode ir, o convite foi bem claro, as mães e as filhas para fazermos as coisas em dupla.

H: Eu não sou a mãe dela.

Sara: Maria, vem.

— Se você não ficar, ela vai ficar sozinha. Não seja boba, você vai amar. Venha, venha.

Hill espiou dentro da casa, parecia uma cena de filme, tudo rosa e branco, as mulheres usando vestidos estampados, radiantes em estarem com suas filhas mimadas. Hill queria vomitar. As duas mães puxaram ela pra dentro e fecharam a porta.

— Olá, vamos receber a Sara e a...

A mulher olhou para Hill, esperando ela dizer o nome dela. Hill cruzou os braços e suspirou.

Sara: Maria.

— Ah e Maria!

— Bem vindas Sara e Maria.

Todas responderam em conjunto. Eu vou matar a Natasha. Hill pensou, enquanto entrava de vez na sala da festa e se sentava com Sara em uma das mesas. As mães olhavam para o traje de Hill, um tanto incomodadas. Principalmente a dona da casa, porque o marido não tirou os olhos da bunda de Hill toda vez que ela se levantava.

Sara olhou pra Hill, toda animada.

Sara: Vamos fazer nossa cestinha, Maria!

Hill apenas observou Sara pegar a cestinha e colar flores nela toda. A amiga de Sara se aproximou e as duas começaram a cochichar e rir, olhando pra Hill, que ergueu a sobrancelha.

H: O que que é?

Sara: Nada.

As duas desandaram a rir de novo. Deus, eu odeio crianças. Principalmente meninas. Hill pensou.

— Bem agora que terminamos nossas lindas cestinhas, é hora de irmos para a próxima sala e fazer maquiagem!

Todas começaram a aplaudir e as crianças a gritar, animadas. Hill só queria morrer. Hill acompanhou Sara e as demais meninas até a outra sala, haviam várias cadeiras.

— Agora as mamães se sentam que as nossas maquiadoras mirins vão entrar em ação.

Hill arregalou os olhos e fez negativo com a cabeça.

H: Não... Não...

Sara: Maria, por favor. Eu vou te deixar bem bonita.

H: Não.

Sara: Pufavôzinho.

— Vamos lá? Só falta você, Maria.

Hill só pensava em qual melhor maneira de matar Natasha por estar fazendo ela passar por isso. Hill se sentou e Sara comemorou. Ela pegou o estojo de maquiagem.

Sara: Fecha os olhos.

H: Não.

Sara: Fecha logo!

Hill respirou fundo e fechou os olhos. Sara escolheu um azul cintilante para passar no olho de Hill. Em seguida pegou um batom rosa e passou na boca de Hill, deixando tudo borrada. Sara botou um monte de blush nas maças do rosto de Hill.

Sara: Terminei! Você está linda. Olha.

Sara pegou o espelho e mostrou para Hill. Hill quase engasgou.

H: Jesus Cristo!

Sara começou a rir, a amiga dela se aproximou e disse que precisava passar mais coisas. As duas se empenharam em passar mais maquiagem em Hill.

— Muito bem, meninas! Agora é hora do cabelo!

H: Eu não vou deixar você cortar meu cabelo.

Sara: Eu só vou soltar ele, sua boba.

Sara foi pra trás de Hill e soltou o coque dela. Sara pegou a escova e passou no cabelo de Hill.

Sara: Seu cabelo é muito bonito.

— É mesmo! Posso pentear também?

Perguntou a amiga de Sara, Hill confirmou com a cabeça. As duas ficaram penteando o cabelo de Hill e pela primeira vez ela gostou de algo na festa, massagem no cabelo grátis é uma maravilha.

H: Eles não servem comida nessa festa?

Uma outra amiga de Sara se aproximou.

— Tem na outra sala, você quer? Eu pego pra você.

H: Sim.

A menina correu na outra sala e trouxe um cachorro quente para Hill. Hill sorriu, satisfeita.

H: Tem cerveja?

— Ham... Acho que sim.

H: Traz uma pra mim.

— Eu também vou ajudar.

Uma outra menina se aproximou e se ofereceu para buscar mais salgadinhos para Hill. Uma delas voltou trazendo uma latinha para Hill. Então, se eu quero uma coisa, elas vão lá e trazem pra mim? Isso é muito bom. Hill pensou, sorrindo, se sentindo num spa agora.

H: Ei, você.

Hill chamou outra menina.

H: Gostaria de fazer massagem no meu pé?

— Sim!!

— Eu também!

H: Okay, eu tenho dois.

Hill tirou a bota e as meninas massagearam os pés dela, enquanto as mães olhavam pra ela revoltada.

Sara: Pronto, tá linda. Minha vez.

Sara entregou o estojo de maquiagem pra Hill.

H: Okay.

Hill pintou Sara da mesma forma como Sara a pintou. Ela também penteou o cabelo de Sara, que insistiu para passar chapinha para ficar parecida com Hill. No final da festa, todos foram cantar parabéns. Hill e Sara pegaram suas fatias de bolo e foram para o carro.

Hill olhou Sara pelo retrovisor.

H: Sabe de uma coisa? Eu amei essa festa. Crianças podem ser muito úteis.

Sara: Eu também!

H: Você sabe lavar louça?

Sara fez negativo com a cabeça.

H: E varrer a casa?

Sara fez positivo com a cabeça.

H: Olha... Vou deixar você ir na minha casa de vez em quando. Talvez eu tenha um filho, ele poderá fazer tudo pra mim. E de graça. Eu tenho que ir no shopping, quer ir comigo?

Sara: Sim!

Sara sorriu. Hill dirigiu até o shopping, ela foi comprar novos óculos escuros, Sara pediu um e Hill comprou um pra ela.

Sara: E pro Jamie?

H: Ele não tá aqui.

Sara: Mas tem que dar um pro Jamie.

Hill comprou um óculos escuros para presentear James. Quando estavam saindo da loja, Sara pediu para Hill comprar suco pra ela.

Hill resolveu parar no Starbucks, ela deixou Sara numa mesa e foi até o Caixa fazer o pedido.

H: Me vê um Cappuccino de canela e...

Hill não sabia que tipo de suco comprar para Sara, e ela estava sentada longe.

H: Ham... Você tem suco de quê?

— Todos esses do painel, senhora.

Respondeu a atendente, impaciente.

H: Do que crianças gostam?

Hill falou com ela mesma. Um homem que estava na fila, ofereceu ajuda.

— Licença... Peça o de uva.

Hill olhou para o homem e ergueu as sobrancelhas, ele era extremamente atraente.

— A minha filha Lily ama esse suco. Eu vi que chegou com a sua, é pra ela, não é?

H: Er... Sim. Quer dizer... É.

Hill nem estava raciocinando direito mais, ele era muito bonito. Ela fez o pedido e esperou ficar pronto. O homem fez o pedido dele e se aproximou de Hill novamente.

— É sua única filha?

H: Hã? Sim...

— Dá pra perceber. Lily é minha única também. Quantos anos tem a sua?

H: Quatro.

— Lily também. Eu me chamo Henry.

Ele estendeu a mão para Hill, e quando ela apertou a mão dele, eles ficaram se olhando um bom tempo, sorrindo.

Os pedidos dos dois foram entregues. Henry pediu para se sentar com Hill para Lily conhecer Sara e ela concordou.

Sara ficou olhando para Henry, impressionada com ele também.

Sara: Você parece o super homem.

Henry começou a rir e Hill também, mas ela nem achou graça, só estava flertando com Henry.

Lily: Todo mundo diz isso. Quantos anos você tem?

Sara ergueu três dedos.

Henry: Achei que tinha dito que ela tem 4.

H: Ela tem 4! É que ela se confunde. Não, é filha?

Sara franziu a testa e olhou para Hill, confusa. E estranhou ainda mais quando Hill acariciou o cabelo dela.

Henry: Sua mãe é muito bonita, Sara.

Sara estranhou o homem elogiar a mãe dela e ela sequer está lá. Hill sorriu sem graça.

H: Obrigada... Você é muito gentil...

Sara: Mas ela não é minh...

Hill tapou a boca de Sara e continuou sorrindo para Henry.

Henry: Bem, nós temos que ir. Vou deixar meu cartão com você, caso queira levar sua filha Sara para brincar com Lily qualquer dia.

H: Ah sim. Levarei.

Hill sorriu e acenou se despedindo. Ela destapou a boca de Sara, depois que Henry foi embora.

Sara: Por que ele disse que sou sua filha?

H: Ele é louco, Sara. A gente não pode contrariar gente louca. Então eu deixei ele acreditar que você é minha filha. Por falar nisso, você quer ir brincar com a Lily?

Sara: Não sei.

H: Como não sabe?

Sara: Eu vou ganhar alguma coisa?

H: Mas você é uma pilantrinha, Sara Romanoff. Puxou sua mãe. Eu estou muito orgulhosa. E sim, você vai ganhar o que quiser.

Sara: Okay.

Sara colocou os óculos escuros e se levantou. Hill se levantou e caminhou com Sara para o carro. Quando as duas chegaram no prédio, Natasha estava chegando com James também. Hill saiu do carro e Sara estendeu os braços, querendo colo.

H: Ah Sara...

Sara: Quer que eu seja sua filha ou não?

H: Droga. Eu acho que estou começando a te amar. Sabia?

Hill achou graça das chantagens de Sara, a pegou no colo e caminhou com ela até Natasha. Natasha estava surpresa com o semblante de Hill, parecia estar até contente, quando devia estar querendo matar ela.

N: E então?

Sara: Foi divertido!

H: Foi...

Natasha franziu a testa, olhando para Hill.

H: Inclusive, vou levar a Sarinha para passear mais vezes.

Natasha estava estranhando.

N: Você nem gosta dela.

H: Quem disse? Eu amo a Sara.

Sara: Ela me ama.

Hill e Sara tomaram de duas bebidas, fitando Natasha, através do óculos escuros. Natasha achou tudo muito bizarro. Sara desceu do colo de Hill.

J: Vamos apostar corrida até a casa da mamãe. No já... Um... Dois...

Sara saiu disparada rindo.

J: Eu disse no JÁ!

James correu atrás de Sara, Natasha estava já desconfiada de Hill.

N: O que aconteceu?

H: Nada. Eu só estou pensando em ter filhos. Crianças podem ser muito úteis. Você fez um ótimo negócio. Bye, bye.

Hill acenou e voltou para o carro. Natasha entrou no prédio e subiu para o apartamento.

...

Steve estava tomando conta do relógio, ele jamais deixaria uma mulher esperando. Ele ficou pronto umas três horas antes, e faltando meia hora para o horário que ele combinou com Elisa, Steve já estava em frente à lanchonete, esperando ela sair.

Elisa acabou atrasando um pouco para sair, ela quis se maquiar e ficar bonita para Steve. Steve ficou checando o relógio e finalmente Elisa apareceu na porta de lanchonete. Ela caminhou até Steve e sorriu.

E: Demorei muito?

Steve sorriu e negou com a cabeça.

S: Vamos?

Elisa concordou com a cabeça e os dois caminharam até a moto de Steve. Steve a levou para um museu e depois Elisa sugeriu uma loja de discos, onde mostrou para Steve seus artistas favoritos. Mais tarde, quando já estava completamente de noite, Steve perguntou se Elisa gostaria de um sorvete. Elisa aceitou. Os dois pegaram o sorvete e foram se sentar num banco perto já da casa de Elisa. Os dois conversaram bastante sobre diversos assuntos, mas Steve relacionava todos às crianças e ao que Natasha gostava ou deixava de gostar no passado.

Por mais que Steve tentasse não falar dela, alguma coisa o fazia se lembrar de Natasha. Elisa terminou o sorvete e olhou para Steve. Steve ainda estava com o sorvete na mão e ficou desconsertado com a forma como Elisa o olhava. Steve desviou o olhar e terminou o sorvete.

E: Então...?

S: Então... Acho que é isso. Vou te acompanhar até sua casa.

Elisa não conseguiu esconder a decepção de Steve não tentar nada com ela, como ela não quer forçar nada, ela concordou com a cabeça e se levantou. Steve a acompanhou até a porta da casa de Elisa, ela colocou as chaves na fechadura e se virou para olhar Steve.

E: Eu me diverti muito hoje. Foi bom te conhecer melhor um pouco.

S: Eu também.

E: Eu estava pensando se você ia me beijar em algum momento, mas você não parece interessado nisso.

S: Elisa... Você é uma linda mulher. Eu...

Steve não terminou a frase porque Elisa jogou os braços em volta do pescoço dele e colou os lábios nos de Steve. Steve estava tão surpreso e tentou que nem abriu os lábios. Ele segurou nos braços de Elisa e a afastou devagar.

E: Ai! Me desculpe!

S: Não, tudo bem. É que... Não é culpa sua.

E: Você ainda tem ela na cabeça.

Steve suspirou e ficou em silêncio.

E: Ela é muito bonita para se esquecer assim. Mas eu tenho paciência. Se você quiser tentar.

Elisa abriu a porta de casa, entrou e parou na porta, indicando para Steve entrar. Steve deu dois passos na direção da porta, mas congelou na hora.

S: Talvez outro dia.

Elisa deu um sorriso um pouco triste e concordou com a cabeça. Ela fechou a porta e Steve subiu na moto para ir pra casa.

Notas finais
Então né, gente vcs vão ter que odiar menos a Elisa. Ok, isso é impossível. AHAUHAUHA Mas tadinha, ela é uma boa pessoa. Não tem culpa de estar gamada no Steve, eu também estaria.