Memories - Romanogers Fanfic
29 Não podem me quebrar
Notas iniciais
Natasha tentou o máximo dormir ou ao menos descansar. Ao menos deitada ela conseguiu ficar, a noite estava muito fria, mas o corpo de Steve e a coberta ajudavam a manter o corpo dela aquecido. Natasha moveu levemente a cabeça para observar Steve, ele está dormindo pesado.
Natasha sabe o peso que está nas costas dele, no momento. Se Steve aguentasse mais um pouco, antes de decidir qualquer coisa. Não é a vida dela em questão, é dos filhos dele. Se ela se salvar, as crianças estão perdidas no meio de uma guerra. Steve não pode escolher entre ela e os filhos, mas se ele tiver que escolher, ele vai tomar a decisão que ela tomaria. As crianças precisam de um futuro.
Natasha ficou mais aliviada quando chegou nessa conclusão. Steve vai chegar nesse mesmo ponto e vai entender que é necessário preservar a paz, independente do que aconteça com ela.
Quando Steve acordou, Natasha fechou os olhos e fingiu estar dormindo. Steve tentou se espreguiçar sem mover muito o corpo de Natasha, para não acordá-la. Ele bocejou e levou a mão até o ombro de Natasha o acariciando, enquanto olhava para o rosto dela.
E, como Natasha já esperava, ele começou a pensar sobre tudo que estava acontecendo e chegou na mesma conclusão que ela. Guerra significa perder os filhos, destruir o lar deles. Steve suspirou e Natasha se mexeu, franzindo a testa, fingindo estar despertando só agora.
N: Você deve ter dormido muito mal.
Disse Natasha saindo de cima do corpo de Steve e deitando ao lado dele. Steve deu um pequeno sorriso.
S: Dormi bem, apesar de tudo.
N: Sei que vai fazer o melhor que pode.
S: Nat, e se você...
N: Derrubasse a porta e saísse? Aí eu seria uma mulher morta. Posso dominar um grupo de guardas de uma vez, mas não todos. Uma hora eles iam conseguir me atingir.
Steve a olhou, desapontado.
S: Talvez nós dois juntos.
N: Steve... Eu não posso arriscar. Você tem que voltar pra eles.
Steve a olhou, já entendendo que ela está se referindo aos filhos.
S: Eu vou nos tirar daqui.
N: Eu sei que vai tentar.
Natasha se sentou na cama e encostou a mão no peito de Steve sorrindo. Steve se sentou também ao lado dela, mas um pouco mais atrás. Ele ficou observando as costas de Natasha e apoiou a mão no colchão atrás do corpo dela. Natasha sentiu o movimento de Steve mas não se moveu. Steve já tentou na noite anterior e ele é estúpido o suficiente para tentar de novo.
Steve curvou mais o corpo e aproximou o rosto do ombro de Natasha, que estava olhando pra frente, tentando evitar contato visual com ele.
Steve encostou o rosto entre os cabelos de Natasha bem de levinho e puxou o ar para sentir o cheiro de Natasha. Ele deixou o rosto avançar até encostar os lábios na orelha de Natasha e depositar um beijo naquela área. Natasha imediatamente fechou os olhos e soltou um suspiro.
Steve estava testando o terreno, vendo se amansava a fera. Ela reagiu bem à primeira tentativa de aproximação. Steve levou a outra mão até a barriga de Natasha e encostou gentilmente sobre ela, fazendo a barriga dela ter um pequeno espasmo com o toque.
Steve a olhava, enquanto Natasha permanecia de olhos fechados. Ele beijou novamente a orelha dela e deslizou a ponta do nariz levemente sobre a bochecha dela, depositando mais um beijo na pele dela.
Ele chegou perto da boca da boca de Natasha e deu um beijo no cantinho da boca dela, quando ele ia beijar os lábios, Natasha abaixou a cabeça, fazendo o beijo pegar na lateral da testa dela.
Ela não vai tirar isso dele, agora. Não mesmo. Steve quer e vai ter esse beijo.
Steve não sabia se estava louco, mas ele não desistiu, ele levou a mão da barriga até o rosto de Natasha e o ergueu. Steve fez ela virar o rosto pra ele e nessa hora, Natasha abriu os olhos e tudo que ela não queria ver, estava vendo agora. Todo esse amor desesperado nos olhos de Steve. Ela gosta, não pode negar. É uma sensação estranha por dentro dela. Ela nunca sentiu isso antes.
Steve desceu a mão do rosto para o pescoço de Natasha e fez ela inclinar a cabeça pra trás um pouco, para apoiar no ombro dele. Ele ficou um bom período apenas olhando para o rosto dela. Quando Natasha não aguentava sustentar o olhar com o dele, ele acariciava o rosto dela, até ela olhar novamente pra ele. Ele sabe que a está alcançando e ela está fazendo de tudo para evitar isso.
E foi de olhos abertos que Steve aproximou o rosto do de Natasha novamente. Ele roçou os lábios pelos dela de levinho, e pôde sentir o ar quente do suspiro que ela deu, ao sentir os lábios dele.
Natasha também estava olhando Steve e olhou em seguida para os lábios dele, fechando os olhos.
Os lábios entreabertos de Natasha davam a certeza para Steve que ali, ela estava se entregando pra ele. Finalmente.
Steve deu uma leve chupada no lábio inferior de Natasha e soltou, tornando a olhar pro rosto dela. Ele sugou novamente o lábio inferior dela, e Natasha juntou o lábio superior no dele, selando o beijo, ela mesma teve a iniciativa de introduzir a língua no beijo, a espremendo contra os lábios de Steve e o fazendo pegar a língua dela com a boca e chupar gentilmente.
Natasha ergueu a mão até alcançar o rosto de Steve e deixou ela repousada sobre o rosto dele, enquanto Steve acelerava o ritmo do beijo, que começou hiper calmo, mas Steve sentiu uma insegurança, um medo de não poder beijá-la de novo e quis aproveitar o máximo possível, ele colou mais os lábios nos dela e passava a língua pela dela, como se fosse a primeira vez. Tão intenso, tão ávido, que o corpo de Natasha não reagia mais, o corpo dela amoleceu completamente, enquanto Steve tomava pra si os lábios dela. Natasha e Steve puxavam o ar pelas narinas com força e não era o suficiente para conseguir respirar. Natasha teve que empurrar o peito de Steve para conseguir respirar um pouco, só um pouco mesmo porque ele tornou a beijá-la com todo vigor.
O beijo só não se prolongou porque bateram na porta com toda força.
— Café da manhã.
Os dois descolaram os lábios, agora super vermelhos e olharam para a porta sendo aberta. O guarda os olhou, já julgando que os dois na verdade estava transando e deu um sorriso maldoso. Ele largou 2 pratos de mingau de novo e antes de sair anunciou.
— O chefe quer falar com você, Capitão. Assim que terminar o café.
Natasha olhou para o homem, assim como Steve que consentiu com a cabeça. A porta se fechou e os dois se entreolharam se sentindo um pouco deslocados. Natasha limpou o canto da boca e pegou o prato e deu apenas 3 colheradas. Steve a olhou.
S: Não está com fome?
Natasha agora estava com um semblante sério, ela fez negativo com a cabeça. Ela se levantou e ficou caminhando dentro da cela, tentando esvaziar a cabeça. Steve estranhou o comportamento dela, bateram na porta de novo e abriram.
— Capitão.
S: Eu nem terminei.
— Está na hora.
Steve suspirou e colocou o prato no chão, se levantando. Ele olhou para Natasha vindo correndo na direção dele e o abraçando com força. Steve achou estranho, que ela estava tremendo um pouco, mas devia ser só impressão. Steve segurou o rosto dela e deu um selinho, antes de sair.
Steve foi levado de novo à presença do líder.
— E, então, Sr. Rogers...
S: Eu preciso dizer que não concordo com isso, mas vou tentar...
— Tentar?
S: Não sou um homem de falsas promessas. Farei o possível.
— Você é um homem esperto, sr. Rogers, eu vou te colocar em contato com a base dos Vingadores e não tente me enganar.
S: Eu terei que fingir outros motivos para que consiga o que quer.
— Como você vai fazer para meter seu país nisso, é problema seu.
...
Natasha estava encostada na parede, com os pés cruzados, apenas esperando, até que finalmente abriram a porta. Três guardas entraram.
— Hora do banho, princesa.
Natasha não mudou a expressão, não demonstrava medo, nem coragem, nem sarcasmo. Ela não estava mais presente, se desligou, porque sabia o que estava por vir. A levaram para um salão com a temperatura mais aquecida do que da onde ela estava. O gerente estava de frente para duas grandes banheiras de metal, ele se virou e olhou para Natasha.
— A temida Viúva Negra.
Ele se aproximou de Natasha e tocou no queixo dela.
— Dizem que o treinamento de espiões russos são os mais eficientes. Suponho que tenho passado por vários testes, mas vamos o quanto você aguenta.
N: Você não pode me quebrar.
O gerente sorriu.
— Vamos descobrir. Dispam ela.
Os homens arrancaram a roupa de Natasha, que nem estava resistindo, a seguraram e a aproximaram da primeira banheira. Natasha mal teve tempo de se preparar, a enfiaram dentro da banheira, segurando os pulsos e tornozelos dela, enquanto o gerente se sentou na beira da banheira e afundou a cabeça dela lentamente para dentro da água.
Ele a olhava nos olhos e Natasha o encarava debaixo d’água ainda com um olhar desafiante, o que desmanchou o sorriso do general. Natasha piscou os olhos, para tentar desembaçar a vista e sentiu o ar esvair de seus pulmões. Quando o ar acabou, ela deu solavancos com o corpo, tentando voltar a superfície, mas o general mantinha a cabeça dela dentro da água e ele pôde voltar a sorrir ao ver ela lutando para respirar.
Natasha foi perdendo os movimentos do corpo e seus olhos reviraram pra cima e a última bolhinha de ar escapou da narina dela. Ela estava desmaiando, nesse momento ele a puxou pra fora da água, Natasha puxou o ar so uma vez e ele a fundou novamente, fazendo ela se engasgar com á agua no momento que tentava respirar. Ele a tirou e colocou na água a afogando diversas vezes, até Natasha desmaiar de vez.
Eles removeram o corpo dela da água, mas ela ainda estava inconsciente.
— Ela resistiu mais do que eu esperava para apagar. Me passe o cabo elétrico.
Os guardas esticaram um cabo elétrico e o gerente agarrou a ponta e encostou o cabo na costela de Natasha, causando uma enorme descarga elétrica no corpo dela. Natasha despertou na hora com o choque e não conseguia ter comando do corpo. Ele removeu o cabo por alguns segundos e tornou a colocar na barriga dela, a fazendo se tremer novamente.
Quando finalmente o gerente se cansou de brincar de eletricista, Natasha se curvou no chão, as lágrimas que caíam eram involuntárias. Ela olhou para o gerente, ainda com o corpo sentindo espasmos.
N: V-você... Você não... Você não perguntou.
O gerente a olhou, sem entender.
N: Você não perguntou nada. Você não tentou tirar nenhuma informação...
O gerente sorriu.
— Eu sei. Não estou interessado em informações, estou interessado na sua dor.
Natasha fechou os olhos com o cansaço que estava sentindo.
— A coloquem na segunda banheira.
Os guardas seguraram o corpo de Natasha e ela não viu que estava sendo colocada num banheira repleta de gelo. Ela tentou se levantar em vão, porque seu corpo estava fraco. Dessa vez ninguém precisou afundar ela, a fraqueza não permitia que ela tentasse ficar na superfície. Ela tentou o máximo manter a cabeça erguida para respirar, mas o gerente encostou o indicador na testa de Natasha e a fez afundar.
O corpo de Natasha entrou em choque com a água gelada e ela teve uma crise de hipotermia. A tiravam e assim que ela se recuperava a colocavam de volta, e davam choques na barriga dela novamente.
...
Sara: MAMÃE! Mamãe!
Cindy: Sara?
Sara estava chamando alto por Natasha no meio da madrugada. Cindy encostou a mão no rosto de Sara e a sacudiu de leve até ela acordar. Sara abriu os olhos assustada e estava completamente suada.
Cindy: Sara, você estava sonhando. Foi só um pesadelo.
Sara: Mamãe.
Cindy: Você está tremendo. Vem aqui.
Cindy abraçou Sara que chorou por quase meia hora, até voltar a dormir de novo. Quando Cindy tentou colocar Sara na cama de volta, ela acordou de novo e começou a chorar desesperadamente, dessa vez chamando por Steve. Cindy tentou acalmá-la de todos os jeitos, mas só piorava. Sara estava ficando histérica. James que estava dormindo no sofá, acordou e ficou sonolento.
J: Sara o que que foi?
Sara: Papai.
Cindy: Sara, ele vai voltar logo, era para ele estar aqui hoje, mas deve ter se atrasado, amanhã ele está volta.
Não adiantou, Sara berrou ainda mais. A avó de Cindy apareceu na sala, se apoiando no andador.
Cindy: Vovó, o que está fazendo de pé? Sabe que é perigoso.
— A menina está chorando. O que foi meu bem? Vem aqui na vovó.
A senhora Johnson se sentou na poltrona e Sara subiu no colo dela, ainda chorando muito. Cindy já tinha ligado pro Steve mais cedo, mas não conseguiu contato e Steve sempre entra em contato para saber das crianças.
A avó de Cindy acalmou Sara e ela dormiu novamente. James dormiu sentado mesmo, sem entender o que estava acontecendo. Cindy o deitou no sofá de volta e pôs Sara no colchonete.
...
Steve não tinha ideia do que estava acontecendo com a Natasha, durante a manhã, o líder colocou seus técnicos para estabelecer conexão com os Estados Unidos, mas o sinal estava péssimo. Só no meio da tarde, Steve conseguiu uma ligação direta com a Base dos Vingadores. JARVIS informou que Stark estava dormindo e se devia acordá-lo. Steve disse que sim e aguardou.
T: Eu espero que tenha uma boa razão para me acordar.
S: Stark, me escute, houve um problema. Não aqui, num local chamado Hassam. Consegue localizar?
T: Eu estou na cama, mas... JARVIS. Coloque no visor pra mim.
JARVIS projetou uma tela, apontando o local.
T: O que tem lá?
S: Preciso que você envie um equipe para lá. E termine o conflito nessa região.
T: O que? Conflito?
O sinal começou a falhar a chamada foi encerrada. Tony ficou confuso e pediu para JARVIS juntar informação sobre a cidade que Steve citou. Tony viu que o local estava em guerra com a Rússia e não entendeu bem o motivo de Steve querer que eles se metam numa guerra que não é deles, mas sendo o Capitão América, deve ter uma boa razão.
...
Os guardas vestiram Natasha com outro vestido e a levaram de volta pra cela no final da tarde. Ela estava desmaiada quando Steve retornou à cela.
Steve a viu deitada e achou que ela estava dormindo. Ele estranhou ela ter mudado de roupa.
Steve ficou pensativo se Tony ia realmente fazer o que Steve pediu. Se Tony pensar bem, vai ver que Steve mal passou informações a respeito e vai desconfiar de alguma coisa, mas se Tony confia cegamente em Steve, vai mexer os pauzinhos para enviar vingadores e o exército americano para essa guerra isolada. Steve sentou no chão para não incomodar Natasha e não conseguia parar de pensar no que fez, se ele causar uma guerra, não vai se perdoar nunca.
Algumas horas depois, Natasha recuperou a consciência e acordou assustada, se sentando bruscamente e soltando uma espécie de grito abafado. Steve a olhou surpreso.
S: Natasha?
Natasha olhou para Steve assustada, mas tratou de se recompor para não preocupar Steve.
S: Tudo bem?
Natasha agora sentiu uma forte dor na barriga provocada pelos choques que recebeu, ela franziu a testa mas não demonstrou mais do que isso.
N: Estou bem.
S: Tem certeza?
N: S-sim... Eu tive um pesadelo.
Steve levantou e se aproximou de Natasha, sentando no colchão ao lado dela. Natasha desviou o olhar.
S: Quer me contar?
N: Não... Foi só um sonho. Como foi lá.
S: Eu falei com Tony.
N: Falou o quê?
S: Eu disse para ele que tinha um problema na cidade que ele precisa resolver.
N: Ah Steve! Ele vai mandar gente pra lá e...
Natasha sentiu uma forte dor, quando se exaltou para falar e fez uma careta. Steve a olhou, preocupado e encostou nas costas dela, fazendo Natasha se afastar um pouco.
S: O que é isso?
N: Nada! Eu só comi algo que não me fez bem.
S: Natasha...
N: Eu estou bem, Steve.
Natasha olhou ele nos olhos e repetiu que estava bem.
S: Eu espero que o Tony entenda que tenha algo de errado, eu não falei da missão aqui e eu espero que isso cause um estalo nele.
N: Se Clint vier depois de amanhã, ele vai ser encurralado.
S: Vamos esperar que não e que Tony mande reforços pra cá.
Natasha tentou se mover no colchão para ficar mais confortável, mas a dor estava realmente a incomodando. Ela se deitou novamente e Steve ficou sentado, olhando pra ela.
S: Você parece estar em dor.
N: Eu te disse. Minha barriga dói.
Steve suspirou olhando pra Natasha.
N: Venha se deitar comigo. Por favor.
Steve se deitou de lado e ficou observando Natasha que o olhava de volta tentando esconder a dor que estava sentindo à todo custo.
N: Eu tenho que te pedir uma coisa.
S: O que é?
N: Me beije como você me beijou essa manhã. Eu preciso sentir algo.
Steve a olhou um pouco confuso, por que ela está tão emotiva? Parece que está se despedindo. Eu não vou deixa-la morrer. Steve disse em seu pensamento, enquanto aproximava os lábios dos de Natasha, a beijando como ela queria.
Dessa vez não tinha quem interrompesse o beijo, fazendo com que a intensidade aumentasse rapidamente, causando suspiros e pequenos gemidos de satisfação e dor, no caso de Natasha. Steve por instinto foi debruçando seu corpo sobre o de Natasha e apertou firmemente a barriga dela.
Natasha viu estrelas com a dor que sentiu, ela engasgou com o beijo e Steve afastou o rosto a olhando preocupado. Isso não é uma simples dor de barriga. Natasha voltou a si em segundos e Steve a olhava de maneira inquisidora. Steve franziu a testa e olhou pra barriga da Natasha, ele colocou a mão no vestido dela para levantar, mas Natasha pôs a mão sobre a dele. Steve olhou nos olhos dela.
S: Você mentiu pra mim.
Natasha apenas suspirava.
S: Deixa eu ver.
Steve afastou a mão de Natasha e suspendeu o vestido dela, vendo as marcas que o cabo elétrico deixou pela barriga dela. Steve sentiu sua garganta secar e seu coração partir. Ele a virou devagar para ver até onde os machucados iam, e viu que até as costas dela, estava machucadas. Natasha a olhava, preocupada.
N: Steve...
Steve não consegui responder, ele estava em choque, como ele pode ser tão burro de ter deixado ela sozinha. Ele nunca vai se perdoar por isso.
N: Não tinha nada que pudesse fazer.
Steve engoliu seco e fechou o punho. Steve olhou para a porta da cela e se sentou, encarando a porta com ódio. Natasha sentou e encostou as mãos no rosto de Steve.
N: Steve, por favor. Não faça nada. Não faça nada estúpido.
Steve não olhou para Natasha, a respiração dele ficou alterada e tudo que ele pensava era matar todos naquele ambiente. Steve se levantou e Natasha tentou segurar as pernas e a mão dele.
N: Steve, por favor, não.
Steve começou a socar a porta e gritar, chamando os guardas. Natasha custou a ficar de pé, e quando conseguiu a porta foi aberta. O primeiro guarda que Steve viu, Steve o pegou pelo pescoço e outros vieram apontando armas. Natasha caminhou com dificuldade até alcançar Steve.
N: Steve, me escuta, não faça isso. Não os enfrente. Eles vão te matar.
S: Eu não ligo.
N: Mas eu ligo.
Steve parou e olhou Natasha nos olhos.
N: Pense nas crianças, solta ele, por favor.
Steve respirou fundo três vezes até soltar o pescoço do guarda que foi carregado pra fora. A porta foi fechada e Natasha quase desmaiou, Steve a pegou no colo e a deitou de volta no colchão.
S: Eu sinto muito.
N: Não é sua culpa. Não se culpe. Eu consigo aguentar isso. Você tem que confiar em mim.
S: Não posso permitir que isso se repita.
N: Não está nas suas mãos.
Steve deitou ao lado de Natasha novamente.
S: Não sei como fazer para sua dor passar.
N: Só preciso me distrair. Me fala das crianças.
S: Eu...
N: Por favor.
S: Okay.
Steve colocou a mão no bolso do uniforme e retirou uma foto dobrada de dentro do bolso. Eles desdobrou a foto e mostrou pra Natasha que segurou na foto e sorriu.

S: Foi no camping essa foto. James só tinha 3 anos e Sara uns 5 meses. Você tirou essa foto, você era a única que conseguia fazer o James sorrir.
Steve também sorriu ao lembrar desse dia. Natasha deixou de olhar para a foto, para olhar a expressão de Steve ao falar dos filhos. O amor era óbvio demais.
S: O James se parece tanto comigo, apesar de ruivo e a Sara lembra muito a minha mãe. O nome dela é em homenagem à minha mãe.
N: Eu não sabia... Ou melhor dizendo, não lembrava.
S: James é em homenagem ao Bucky. O James tinha tanto ciúme da Sara nessa época. Não de mim, mas de você com ela. Não podia ver você amamentando que arrumava algum machucado para ganhar sua atenção.
N: Então ele é bem dramático, como o pai.
Steve desviou o olhar da foto para Natasha e sorriu.
S: Eu vou nos tirar daqui.
N: Eu sei.
Steve beijou a testa de Natasha e entrelaçou os dedos nos dela, antes dos dois pegarem no sono.
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