Notas iniciais
Gente, eu estou postando hoje em homenagem à Laurinha e Juliana que deixaram lindas recomendações pra minha fic. ♥ Fiquei muito feliz.

Assim que amanheceu, Cindy ligou para a torre dos Vingadores. Tony que ainda estava sonolento quando ouviu o pedido de Steve, já estava se preparando para montar a equipe e avisar ao governo americano sobre a intervenção militar em Hassam.

JARVIS: Senhor...

T: JARVIS, mas que coisa! Tenho que te reprogramar, você só chega na base do susto.

JARVIS: Desculpe, senhor, é que a senhorita Cindy Johnson deseja falar com o senhor.

T: Quem é Cindy? É gostosa?

JARVIS: É a babá dos Rogers.

T: Ah, de novo? Pode transferir, deve ter mudado de ideia sobre a minha proposta.

Cindy: Senhor Stark?

T: Pois não?

Cinty: Você tem contato com o Steve, certo?

T: Ligou pra falar do Steve?

Cindy: Sim, sobre os filhos dele. Por que mais eu ligaria?

T: Er... Tem razão.

C: Eu queria saber se está tudo bem.

T: Sim. Por que?

C: Ele sempre liga para saber e falar com as crianças, ele disse que estaria de volta ontem, mas não voltou e nem entrou em contato nenhum desses dias, Sara não para de chorar querendo os pais.

T: CINDY!

C: O que???

T: Você está certa! Está certíssima. A missão era pra ter terminado ontem. Rogers não ligou para saber dos filhos?

C: Não.

T: Hum... Obrigada, Cindy. Não se preocupe, diga ao meu filho que o pai dele está bem e o Steve também.

C: Seu filho?

Tony desligou o telefone.

T: JARVIS!

...

Bom, finalmente uma luz acendeu na cabeça de Tony Stark depois da ligação da babá das crianças. Steve jamais ia deixar de ligar para os filhos, então há algo errado. Tony tentou se comunicar com o abrigo de Steve e ninguém respondeu, ele então ligou para o do Clint.

C: E aí, chefe?

T: Barton, tem notícias da equipe do Steve?

C: Ham... eles invadiram a base e pediram para eu aguardar 5 dias.

T: Era uma emboscada.

C: Então estou indo agora mesmo.

T: Não. Se fosse simples, Steve, Natasha e o STRIKE teriam resolvidos sozinhos. Não vá até lá. Mandarei reforços.

C: Vou ficar sentado, enquanto eles estão correndo perigo?

T: Sinto muito, mas se forem sozinhos, não vão ajudar em nada. Estou enviando reforço o mais rápido possível.

C: Espero que um certo homem de óculos que se transforma num monstrão verde, venha.

T: Ele irá.

...

Enquanto isso, Steve se recusava a sair da cela, apesar dos protestos de Natasha. Os guardas se irritaram e ameaçaram atirar em Steve se ele não saísse e eles só não atiraram porque o líder deu ordens restritas de não machucar Steve. Os guardas saírem da cela e foram reportar o que houve para o líder.

Natasha e Steve ficaram na cela a manhã inteira, sem refeição dessa vez.

N: Steve...

S: Eu sei o que estou fazendo, Natasha.

N: Acha que isso vai parar ele? Eu disse que aguento.

S: Você não tem que aguentar nada.

No início da tarde o líder abriu a porta e olhou para os dois. Natasha já estava se sentindo melhor.

S: Nós tínhamos um acordo. Você machucou ela.

— Eu não machuquei ninguém. Nem dei ordens para isso.

S: Mentira!

— Irei provar a você. Venha comigo.

Steve não se moveu. O líder revirou os olhos.

— Pode trazer sua mulherzinha junto!

Steve e Natasha seguiram o líder até a sala onde Natasha foi torturada. Steve olhou todos os instrumentos de tortura e sentiu vontade de vomitar, ao imaginar Natasha passando por isso. Steve viu o gerente sendo retirado da banheira, desmaiado.

— Eu sou um homem de palavra, só soube o que aconteceu esta manhã, e ele vai pagar pelo que fez.

S: Isso não é o que eu tinha em mente.

Apesar de tudo, Steve é um homem bom e acha que ninguém merece ser torturado.

S: Se vai mata-lo. Faça de uma vez.

Natasha franziu a testa e olhou para Steve. Ele disse mata-lo? Natasha viu ódio ainda nos olhos de Steve, ele não é a favor de execuções, por que está falando nisso? Ele é capaz disso?

— Você quer terminar isso, você mesmo? Você tem todo o direito.

O líder estendeu uma arma para Steve. Steve pegou a arma, o que chocou Natasha mais ainda. Steve apontou a arma para a cabeça do gerente.

N: Steve.

Steve só conseguia lembrar das marcas no corpo de Natasha.

N: Isso não é você. É a sua raiva comandando. Não seja assim.

Steve encostou o dedo no gatilho, mas não atirou. Ele suspirou e abaixou a arma. Natasha sentiu um alívio por Steve recuar. Ele é um homem bom, não pode se tornar vingativo. Natasha se aproximou de Steve e deslizou a mão pelo braço dele até alcançar as mãos de Steve. Ela tomou a arma dele, se virou pro gerente, deu um tiro na cabeça dele e mais de 10 pelo corpo dele.

Steve ficou paralisado.

N: Não seja como eu.

Natasha se virou, com o rosto manchado de respingos de sangue, olhando Steve nos olhos, que ainda estava perplexo.

— Bem, eu sempre admirei esse tipo de mulher. Agora... Vamos aos negócios.

S: Eu já fiz o que pedi.

— Há, Steve Rogers. Você acha que sou tolo? Acha que não sei sobre seus amiguinhos aqui do lado.

Natasha e Steve se entreolharam.

— Eu confiei em você, Capitão. Mas você está tentando ganhar tempo. Aí eu sou obrigado a tomar medidas mais drásticas.

Steve tomou uma pancada na nuca, assim como Natasha e ambos desmaiaram e depois acordaram atados. Steve numa cadeira e Natasha numa espécie de mastro dentro da sala, com os braços abertos e amarrados. Steve olhou para Natasha, que não estava demonstrando medo. Ela repetia para Steve na mente dela que estava tudo bem, que ela aguenta, Steve entendeu o olhar dela.

— Bem, dessa vez vamos transmitir ao vivo uma declaração sua de que seu país estará intervindo em Hassam.

S: Eu não posso fazer isso.

— Ah sim, você pode.

O líder se aproximou de Natasha.

— Esse negócio de choque elétrico, banhos gelados só servem para interrogatórios. Eu sou mais prático.

O líder segurou no pulso de Natasha e ameaçou torcer.

S: Não!

Steve tentou se soltar da cadeira.

— Então vamos filmar.

N: Steve, está tudo bem. Não faça isso. Se isso for transmitido, já será o suficiente para a Rússia atacar os Estados Unidos, seria uma guerra sem fim.

— Cala a boca!

O líder socou o rosto de Natasha com força, provocando um corte na boca dela. Steve apertou o braço da cadeira e ainda tentava se soltar.

— Vamos fazer o vídeo ou não?

Steve olhou para Natasha antes de responder. Natasha fez negativo com a cabeça.

S: Eu não farei.

O líder ergueu as sobrancelhas, surpreso.

— Achei que amava ela... Bom se é assim...

O líder socou a barriga de Natasha com toda força, fazendo ela curvar o corpo como podia, ela só gemeu na hora do soco e em seguida cuspiu sangue na cara do líder que sorriu.

— Você é muito abusada, Viúva Negra. Sei que não teme a morte.

N: Você não pode me matar.

— O que a faz pensar isso?

N: Você não é homem o suficiente pra isso.

O líder sorriu e socou diretamente a costela de Natasha, provocando uma fratura nela. Ele puxou o cabelo de Natasha e a forçou a ficar com o rosto erguido. O líder olhou para Steve, que não estava olhando para as agressões para se manter firme.

— Olhe pra ela. Pra mulher que você ama. Faça alguma coisa.

Natasha começou a rir e deu uma cabeçada no líder que estava muito perto dela. Logo os homens apontaram suas armas para Natasha.

— Não! Não. Não apontem pra ela. Se ele não vai me dar o que eu quero, não precisamos mais dele.

N: Você sabe que se mata-lo, sua cabeça terá um preço e de todos os seus familiares. Vou me certificar disso, pode apostar sua bunda branca.

O líder riu novamente e de repente um grupo de guardas entrou correndo, gritando e o líder não entendeu o que estava acontecendo, mas Natasha e Steve entenderam. Entenderam após ouvir o rugido que eles conhecem. Era o Hulk. Podia se ouvir os gritos e os tiros sendo disparados contra ele.

O Líder ficou vermelho de raiva e começou a praguejar na língua dele. Uma flecha com uma luz vermelha piscando foi cravada na parede e causou uma mini explosão. A explosão atingiu as pernas do líder e por estar perto demais de Natasha, derrubou o mastro que ela estava, fazendo o pé dela ser torcido durante a queda.

Bobbi e Clint entraram.

C: Cara, vocês nem me chamam pra festa.

O restante dos guardas atiravam contra Carol Danvers, Jessica Drew, Sam Wilson, Bucky Barnes e uma tropa de elite do exército americano.

Bobbi ajudou a desamarrar Natasha.

N: Você me fez quebrar o pé, Barton.

C: Não está quebrado, está torcido.

N: O que é pior!

B: Tenho que pôr de volta no lugar ok?

N: Isso será como sentir cosquinha. Vai em frente.

Bem não foi, foi uma dor excruciante. Clint e Sam ajudaram a soltar Steve.

Bucky: Steve!

Steve ficou de pé e olhou para Bucky. Bucky jogou o escudo para Steve pegar.

S: Graças a Deus Tony entendeu minha mensagem.

C: Bem, nós tomamos a base mas não temos tempo para bate papo , precisamos ir porque o Hulk vai pôr esse lugar abaixo.

Bobbi ajudou Natasha a ficar de pé, mas ela mal conseguia se sustentar por causa dos socos que levou e do pé recém torcido. Steve se aproximou dela e a pegou no colo.

N: Eu consigo andar.

S: Eu sei.

Os vingadores e as tropas se moveram para a saída. Steve deixou o escudo na frente do corpo de Natasha, mas eles dois caíram no chão assim que se aproximaram do corredor para sair da sala.

Clint se virou e olhou para Steve e Natasha caídos no chão. Natasha olhou para Steve, confusa e notou que os olhos dele não estavam correspondendo.

N: Steve?

Natasha sentiu seu braço ser molhado por alguma coisa, quando ela olhou, era sangue. Natasha entreabriu os lábios, olhando o buraco feito no peito de Steve pelo tiro que ele recebeu do líder, que mesmo no chão e agonizando, apontou a arma e atirou contra Steve quando ninguém mais estava prestando atenção.

Natasha olhou para o líder atrás de Steve.

N: Steve?

Steve fechou os olhos e caiu pra frente. Natasha não sabia como reagir, a respiração dela ficou alterada e a primeira reação dela foi sacudir Steve.

N: STEVE! Nós temos que ir. Steve! Seu desgraçado, não ouse morrer. CLINT!

Clint se aproximou e analisou a ferida.

C: Carol, carregue o Steve pra fora.

N: Clint! Está muito perto do coração dele. Se pegou no coração...

C: Calma Natasha, vamos sair daqui.

Bucky se aproximou de Natasha e a pegou no colo. Natasha apenas observou o corpo de Steve ser carregado pela Carol Danvers para fora da base. O grupo saiu a tempo, antes do Hulk destruir tudo o que tinha naquela base.

N: Para onde Carol levou Steve?

C: Pro jatinho. Não se preocupe.

B: Ele é muito forte, Natasha.

N: Não para uma bala no coração.

C: Você não sabe se atingiu.

N: Você viu a ferida! Eu preciso ver ele.

Natasha tentou descer do colo de Bucky, mas ao pôr o pé no chão, ela cambaleou e caiu. Não dava pra andar, sem estar imobilizada. E a costela dela fraturada não está ajudando em nada.

Levaram Natasha para o abrigo de Clint, o que a deixou revoltada.

C: Natasha você precisa ser atendida pelos médicos.

N: CLINT! Eu tenho que ir com ele.

C: Você não pode ajudar ele agora, Natasha.

N: Clint, ele precisa sobreviver. Por favor.

C: Natasha, garanto que estão fazendo o possível, você não lembra mas temos uma excelente equipe de médicos, Steve está sendo operado no jatinho a caminho do hospital. Vai dar tudo certo.

O médico do abrigo, aplicou uma injeção diretamente na perna de Natasha a fazendo dormir na hora. Ela estava muito agitada.

Quando Natasha acordou, ela já estava de volta aos Estados Unidos, na enfermaria da Base dos Vingadores. Ela se sentou na maca e puxou todos os fios e tubinhos conectados ao corpo dela.

B: Ele está bem.

Natasha olhou para a única pessoa dentro do quarto com ela.

B: Ele é muito sortudo, a bala passou a 3cm do coração. Foi por um triz.

N: Onde ele está?

B: No hospital. Internado. Mas está fora de risco.

N: Eu preciso ver ele.

B: Uau, parece que sua memória está de volta.

Natasha olhou para Bucky, sem entender.

N: Não sei do que está falando.

B: Toda sua preocupação.

N: Aff, James. Não venha com crises de ciúmes agora, eu estou preocupada com ele como me preocuparia com qualquer amigo que foi baleado.

B: Você se preocuparia, mas não desse jeito.

Natasha fez negativo com a cabeça e suspirou, enquanto se levantava.

N: Talvez você esteja certo.

Natasha começou a procurar por roupas pra vestir. O pé dela estava imobilizado e a coluna também. Ela removeu o que imobilizava a coluna dela, mas deixou o do pé, essa dor ela não precisa sentir de novo.

N: Talvez eu esteja mais preocupada pelo fato dele ser o pai dos meus filhos.

B: Não precisa ficar agressiva. Só estava fazendo uma observação.

N: Uma que não te convém.

Natasha saiu do quarto, deixando Bucky para trás e cruzando com a Doutora Cho no caminho, que tentou falar com ela, mas Natasha a ignorou completamente. Ela foi até o armário do vestiário e pegou uma muda de roupa, se vestiu, pegou o endereço do hospital de Steve e se dirigiu pra lá.

Natasha encontrou Sam no quarto de Steve.

Sam: Você devia estar de repouso.

N: Como ele está?

Natasha se aproximou da maca de Steve.

Sam: Vai sobreviver.

N: Ele já acordou?

Sam: Sim. Perguntou por você e pelas crianças.

Natasha olhou para Sam.

N: Meu Deus, as crianças.

Sam: Estão bem, liguei para saber deles, só sentem a falta de vocês.

N: Tenho que ir busca-los. Que dia é hoje?

Sam: 15.

N: 15? Fiquei apagada por 2 dias inteiros?

Natasha bufou.

N: Fique aqui com ele, eu vou buscar as crianças.

Sam: pode deixar.

Natasha olhou para Steve dormindo na maca e saiu do quarto. Ela ligou para Cindy que avisou que as crianças estavam na escola. Natasha avisou que ia pegar eles e se desculpou pela demora em retornar.

Natasha pegou um táxi e pediu ao motorista para aguardar que ela já ia voltar. Natasha foi até a entrada da escola de Sara e as outras mães ficaram olhando para os machucados e hematomas no rosto dela.

O sinal bateu e as crianças saíram enfileiradas. Natasha se aproximou de Sara e sorriu pra ela, que sorriu de volta, empolgada ao ver Natasha. Sara correu e pulou no braços de Natasha que gemeu de dor por causa da costela fraturada. A professora de Sara se aproximou.

— Natasha. Estive tentando contato com você e Steve.

N: Estávamos ocupados.

— É. Eu vi as notícias.

N: Algum problema?

A professora olhou para Sara e depois pra Natasha.

— Sara sempre foi uma ótima aluna, mas nos últimos dias, ela se recusou a fazer as atividades em sala e não fez os deveres de casa. Eu estou preocupada.

Natasha olhou para Sara, que desviou o olhar pra rua.

N: Eu entendo. Eu vou conversar com ela e o pai dela. Me desculpe, eu preciso buscar o irmão dela.

— Claro. Até amanhã, Sara.

Natasha colocou Sara no chão e segurou a mão dela. As duas caminharam para a escola de James.

N: Por que não fez os trabalhos, Sara?

Sara ergueu os ombros e não disse nada.

N: Eu senti sua falta, sabia?

Sara olhou para Natasha e sorriu.

Sara: Cadê o papai?

N: Ham... O papai está um pouco dodói.

Sara: Eu quero o papai.

N: Eu sei, eu vou levar vocês até ele, não se preocupe.

Quando Natasha chegou na entrada da escola de James, os alunos já tinham saído. James estava esperando com a inspetora alguém aparecer para busca-lo. James também ficou empolgado ao ver Natasha, a abraçou e também perguntou pelo pai.

N: Nós vamos ver ele agora. Vamos.

Natasha entrou no taxi com as crianças e dentro do carro, James olhou pro rosto de Natasha.

J: Você se machucou, mamãe?

N: Sim. Só um pouco.

J: Papai não te protegeu?

N: Protegeu sim. Mas acontece que às vezes é difícil proteger todo mundo.

J: E vocês tem alguma novidade?

N: Novidade?

J: É...

Natasha franziu a testa confusa e fez negativo com a cabeça.

N: Eu acho que não.

James abaixou a cabeça, desapontado.

N: O que? Você queria um presente? Eu me esqueci. Me desculpe.

J: Não... Tudo bem.

Quando Natasha chegou no hospital, Sara estava dormindo. Natasha tentou carregar Sara no colo, mas a dor era demais. Ela ligou para Sam que veio ajudar a carregar Sara até o quarto de Steve.

Quando eles chegaram no quarto, Steve estava acordado. James correu e abraçou o pai.

J: PAI!

S: Campeão.

Steve estava bem fraco. Apenas passou a mão na cabeça de James.

N: James não pule no seu pai assim. Ele está dodói... Lembra do que falei?

S: Tudo bem... Deixa ele, eu estava morrendo de saudades de vocês.

J: É, eu também. A Sara chorou todo dia. Como um bebê! Eu não. Eu só chorei um dia e muito pouco.

S: Você é muito durão. E a Sara ela é novinha, por isso ela chora.

J: Nós podemos ir pra casa? Eu não aguento mais dormir no sofá.

S: Eu acho que eu não posso sair ainda, James.

J: Mas eu achei que...

N: Vocês vão pra casa, eu ficarei lá com vocês até seu pai voltar.

J: Só até quando ele voltar?

Natasha olhou para James e depois para Steve. Ela não sabia o que dizer. Ela desviou o olhar e Steve tratou de dissipar a tensão no ambiente.

S: James? E o seu jogo de futebol? Cindy te levou?

J: Aham. Mas meu time perdeu.

S: Nem sempre a gente ganha.

J: Posso comprar um refrigerante? Tem uma máquina no corredor.

S: Eu não tô com nenhum dinheiro.

N: Tome, James. Vai e volta, ok?

Natasha entregou uma nota para James e ele saiu disparado pela porta. Steve olhou para Natasha e ela o olhou de volta.

N: Você me deu um susto.

S: Me desculpe por isso.

N: Não desculpo. Eu não teria o que dizer a eles, se você...

S: Nada demais aconteceu.

N: Eu te xinguei muito.

S: Já estou acostumado.

Natasha sorriu e Steve sorriu de volta.

Sam: Gente, eu preciso ir pra casa. Preciso de um banho...

S: Coloque a Sara aqui do meu lado.

N: Não, você está ferido. Bota ela no sofá.

Sam a colocou no sofá do quarto, mas Sara despertou na mesma hora. Ela não abriu os olhos, mas já começou a chorar.

Sam: Me desculpe, não queria acordar ela.

N: Tudo bem.

S: Vai lá, Sam.

Natasha se aproximou de Sara.

N: Sara, o papai está aqui. Você não queria ver ele?

Sara parou de chorar e ficou resmungando, ela abriu os olhos e olhou para Steve na maca. Steve sorriu pra ela e Sara tornou a abrir o berreiro.

S: Está tudo bem, Sara. Vem aqui no papai.

Sara ficou de pé e caminhou até Steve. Ela tentou subir na maca e Steve tentou puxar ela pra cima.

N: Steve você não pode pegar ela no colo.

S: Ela não vai se acalmar se eu não pegar.

Natasha ajudou Sara a subir na cama, ela deitou por cima de Steve e deitou a cabeça no ombro dele. Steve beijou a testa de Sara e ela parou com o escândalo. Ela ainda chorou silenciosamente um pouco mais.

S: É que ela sente saudades.

N: Eu não sei o que vou fazer com ela mais tarde sem você.

S: Pega a chupeta na mochila dela, por favor.

Natasha pegou a chupeta de Sara e entregou para Steve que pôs na boca dela.

S: Você só tem que fazer isso. Deixa ela no colo e com a chupeta, ela se acalma. Ou dê uma mamadeira.

N: Ai Deus. É exaustivo ser mãe.

Natasha sentou no sofá e suspirou, James voltou no quarto, tomando o refrigerante. Sara ergueu a cabeça e estendeu a mão pra James, querendo tomar um pouco.

J: Ah não! É meu.

S: É só um pouco, James.

Sara começou a respirar pesado e abriu a boca de novo, deixando a chupeta cair, chorando novamente. Natasha se levantou.

N: Oh meu Deus, eu vou comprar um pra você, Sara! Espera, ok?

Natasha saiu do quarto e voltou alguns minutos depois com uma latinha de refrigerante. Sara encostou a mãozinha diretamente sobre a ferida no peito de Steve, o fazendo se curvar de dor. Natasha quase deixou a latinha cair e se aproximou rapidamente, segurando o braço de Sara que a olhou assustada, tentando entender o que fez de errado.

N: Está sangrando!

Sara olhou para o sangue e começou a chorar, achando que ela machucou Steve a esse ponto.

N: Está tudo bem, Sara.
Natasha pegou Sara no colo e foi no corredor para chamar um enfermeiro. Eles vieram correndo.

S: Tire as crianças daqui, Natasha.

Disse Steve se sentindo mais fraco ainda, depois de voltar a sangrar.

J: Mas eu quero ficar.

Steve não estava mais conseguindo falar por causa da dor. Os enfermeiros começaram a remover a camisola de hospital dele para checar os pontos da ferida.

N: Venha, James.

Sara: Papai. Papai.

N: Ele está bem, Sara. Acredite. Aqui o refrigerante.

Sara segurou a lata e jogou no chão logo em seguida, chorando sem parar. Natasha ficou com raiva, mas segurou a onda.

N: Cadê a maldita chupeta?

Natasha quase morreu pra pôr Sara no chão, ela voltou no quarto e viu a ferida aberta do tiro que Steve levou. Ela pegou a chupeta de Sara e olhou para Steve que estava desmaiado de novo. Natasha queria ficar com ele, mas não tem como as crianças ficarem no hospital. Ela pôs a chupeta na boca de Sara e os levou pra casa.

Notas finais
Capitulo ginorme, sorry