Memories - Romanogers Fanfic
19 Missão Londres - Parte 2
Notas iniciais
A sorte de Natasha é que ela entrou no penúltimo vagão e só haviam dois terroristas, que ela com poucos movimentos de chutes, nocauteou ambos. Natasha se esgueirou no próximo vagão e espiou para contar quantos homens haviam no próximo vagão. Natasha nem sabia ao certo porque teve o impulso de entrar no trem, mas a ideia de Steve estar sozinho a apavorou. Não era justo, somente ele ficar para trás e ela sabia que se eles a vissem entrando no trem, os policiais não atirariam contra o trem.
Como não havia mais nenhum maquinista para operar o trem, nem a Bobbi, o trem permaneceu parado. Steve entrou em contato com as autoridades através do rádio na cabine do maquinista, exigindo que todos os policiais deixassem a estação. É claro que eles não queriam sair, mas eles acreditam em Steve e ele insistiu que era importante.
Natasha pegou um pequeno disco de gás, preso no calçado dela e atirou dentro do vagão a frente, fazendo que os 8 terroristas dentro do vagão desmaiassem. Natasha esperou um minuto para que o gás se dissipasse o suficiente para que ela pudesse avançar. Assim que ela o fez, os terroristas do primeiro vagão puderam ver a fumaça e apenas começaram a atirar sem parar. Natasha se jogou embaixo dos bancos para se proteger dos tiros, e finalmente a atenção do líder que estava dentro da cabine foi alertada. Ele veio imediatamente e mandou cessar fogo. Steve veio logo atrás. Quando o líder caminhou para a junção entre o primeiro vagão e o de Natasha. Ele olhou todos os terroristas no chão e franziu a testa, ele olhou em volta.
— Somente uma mulher conseguiria tamanho efeito usando movimentos tão delicados que não chamaram a minha atenção. Steve Rogers, você me enganou, manteve um dos seus aqui dentro.
S: Não, eu juro, eu...
Natasha rolou para fora do banco e Steve a olhou um tanto surpreso, apesar de saber que era ela quem tinha derrubado todos os terroristas, ele reconhece o trabalho da mulher da vida dele.
N: Ele não sabia. Eu me infiltrei.
S: Você devia ter ficado na estação.
N: E você também.
S: Eu fiz uma troca.
N: E eu vim te resgatar.
— Oh oh oh agora eu entendo, os pombinhos, que linda história de amor, mas vamos tratar de negócios.
Natasha se preparou para sacar mais um disco de gás, mas Steve sabia o que ela estava prestes a fazer, ele se movimentou na direção dela e os 5 terroristas restantes apontaram as armas para Steve. Steve olhou nos olhos de Natasha e estendeu a mão no ar, pedindo calma.
S: Eu tenho isso sob controle.
Natasha respirou fundo olhando para Steve e depois olhando em volta, ela poderia terminar com esse terrorismo agora mesmo, mas o modo como Steve a olhava e dizia para ela se acalmar, a fez recuar.
S: Nós estamos apenas conversando sobre as acusações do filho dele. Já que está aqui, você consegue fazer uma ligação para ministro da Inglaterra, para que possamos negociar?
Natasha fez positivo com a cabeça, a seriedade dela era extrema, pois ela estava pronta para atacar caso algo desse errado.
N: O trem tem um rádio?
O líder assentiu com a cabeça e conduziu Natasha para a cabine, Natasha mexeu na fiação e finalmente conseguiu contato com o rádio mais próximo, assim que um comandante a atendeu, ela exigiu que falasse com o primeiro ministro, caso contrário, eles explodiriam todo o trem, e isso causaria além de prejuízo, muitas mortes e acidentes com a dimensão da explosão. Natasha desligou.
— Mas nós não temos um explosivo.
N: Eu sei. Por isso eu menti.
Natasha olhou para Steve.
S: E agora?
N: Esperamos um retorno.
Enquanto esperavam a chamada, Natasha estava sentada na cadeira do maquinista e Steve se apoiou no painel de direção, perto de Natasha. Natasha nunca transmite medo, ela não tem medo de morrer. Ela olhou para Steve com certa curiosidade.
N: Por que?
Steve a olhou com as sobrancelhas erguidas, esperando ela incrementar a pergunta.
N: Por que se entregou para salvar toda aquela gente?
S: Por que você veio para o trem?
N: Eu não sei.
S: Porque você se importa. Não estou dizendo que especificamente comigo, mas você é uma boa pessoa.
Natasha riu com um certo deboche, fazendo negativo com a cabeça.
N: Você não me conhece.
S: Te conheço melhor que qualquer um, Natasha. Você teria entrado aqui, mesmo se fosse Clint, Bobbi ou Bucky. Ou qualquer civil, porque é do seu instinto querer fazer a coisa certa. Então não me pergunte porque, sabendo que você faria o mesmo.
Natasha olhou para frente e não respondeu ao que Steve disse. O rádio finalmente tocou. O terrorista e o primeiro ministro trocaram ofensas um para o outro na ligação. Steve teve que intervir e exigiu que houvesse um segundo julgamento.
— Eu quero que ele seja solto.
S: Eu não posso prometer isso. Eu não sei se ele é inocente, mas para mim ele é, até que se prove o contrário. Você me disse que ele não teve um julgamento justo, eu mesmo vou garantir que dessa vez seja organizado um julgamento justo para ele e se eu sentir honestidade nas provas apresentadas contra o seu filho, ele permanecerá com a sentença dele. Mas se eu não sentir, eu lhe garanto que ele sairá um homem livre de ficha limpa.
Natasha ficou aflita, porque Steve não estava oferecendo nada, senão as palavras dele, e ela ficou muito impressionada que o líder na verdade, confiou em Steve. Steve conseguiu marcar uma nova audiência para o dia seguinte, e ela seria televisionada, para que ele tivesse a certeza de que não haveriam trapaças. Então ele manteve Steve e Natasha como reféns, apesar deles não estarem sendo tratados como tal.
Natasha e Steve voltaram para o vagão. Já passava das 2horas da manhã, a maioria dos terroristas estavam exaustos, menos o líder que ainda estava uma pilha de nervos. Natasha sentou em um dos bancos e Steve sentou no banco a frente do de Natasha. Ele sentou de lado para pôr as pernas no banco e repousou as costas na janela do trem.
N: Você está cansado.
S: Estou bem.
N: Eu posso terminar com isso agora. Eles estão cansados, seria fácil.
S: O que a impede?
Natasha olhou para o líder andando de um lado para o outro e depois olhou para Steve.
N: Eu acho que ele está dizendo a verdade. Mesmo se o filho dele for culpado, eu acho que merece uma segunda chance de ser julgado.
S: Concordo. Viu? Você é boa.
Natasha deu um pequeno sorrio, pois ela também estava cansada. Ela olhou para o outro vagão e suspirou.
N: Aonde estão as crianças?
S: Na casa de Cindy.
N: Eles devem estar chorando.
S: Por que?
N: Devem sentir sua falta, eles são extremamente apegados a você.
S: Sim, são. Mas quando estão na casa da Cindy, eles meio que me esquecem. A avó da Cindy os trata como se fossem netos dela, os entopem de comida e guloseimas, conta histórias o dia todo e ela ainda deixa a Sara fazer penteados no cabelo dela.
Natasha riu imaginando a cena.
N: Oh Deus.
Natasha suspirou novamente e olhou pela janela. Steve a observava.
S: O que?
N: É estranho que eu pense demais neles?

S: Você é a mãe deles.
N: Eu sei, mas não lembro deles, então como eu posso sentir falta de vê-los? É estranho.
S: Talvez instinto maternal, talvez você ainda tenha isso em você.
N: Talvez.
Natasha encostou os braços no banco que Steve estava sentado e apoiou o queixo sobre os mesmos.
N: Posso te pedir uma coisa?
S: Claro.
N: Não deixe meus filhos órfãos de pai.
Steve riu e repousou a cabeça de novo no vidro da janela.
N: É sério, você é um ótimo pai. Eles te adoram.
S: É, eu tento ser o que eles precisam. Só tenho algumas dificuldades.
N: Como assim?
S: James é totalmente ligado em computadores, tablets e vídeo games e ele adora que eu jogue com ele, mas eu não me dou bem com nada disso.
N: Como não?
S: É que, você sabe, eu estive congelado por um longo período.
N: Ah é.
S: Então, eu não sou do tipo de tecnologia, eu gosto das coisas como eram antigamente. Conversar olhando no olho da pessoa, não através de algum aparelho. Tudo isso que temos hoje é muita coisa pra mim.
Natasha observava Steve falar e ela achou graça no jeito dele.
N: Você falou como um vovô agora.
Steve ficou sem graça e desviou o olhar.
S: Você costumava me chamar de vovô.
N: Sério?
Natasha pareceu animada.
S: Sim, eu odeio, definitivamente odeio.
N: Ok, vovô.
Steve a olhou com a testa franzida, mas aquele sorriso de deboche de Natasha só o faz querer sorrir.
N: Então me diz como era estar congelado? Você tem algum trauma de gelo?
S: Não me lembro de nada enquanto estive congelado. Só da minha vida antes. E não, não tenho medo de gelo.
N: E quando você acordou, como foi?
S: Muito chocante e surreal. Achei que estava vivendo um pesadelo. Tinha tanta gente no quarto do hospital, eu apenas saí socando todo mundo.
N: Com o super soro, como conseguiram te acalmar?
S: Você.
N: Eu?
S: Sim, você encostou um taser na minha barriga e me deu uma enorme descarga elétrica.
N: Isso soa como eu.
Steve e Natasha riram.
S: Eu não apaguei inteiramente, mas fiquei num estado de letargia, deitado no chão. A última coisa que vi, antes de apagar foi o seu rosto. Você tinha acabado de tentar me matar e você estava sorrindo.
N: Eu estava tentando te parar. Se eu tivesse tentado te matar, você não estaria aqui agora.
S: Não tenho dúvida disso. Eu sonhei com essa cena a noite toda.
N: Do choque?
S: Não do seu sorriso irônico. Era como se você gostasse de estar sendo malvada comigo. E isso ficou na minha cabeça.
N: Então você se apaixonou naquele momento? Meio masoquista você.
S: Não. Eu não confiava nenhum pouco em você. Queria você bem longe de mim e Fury simplesmente me fez ficar com você em todas as missões e você passava o dia a me irritar.
N: Irritar como?
S: Okay, eu lembro que numa missão noturna, eu estava dando umas instruções dentro do jatinho e você estava mascando chiclete de menta...
N: Menta?
S: Sim, eu lembro do gosto. Jamais me esqueceria.
N: Gosto?
S: Sim. Você começou a fazer essas bolas de ar com o chiclete e estourar. E você olhava diretamente nos meus olhos para estourar. Você sempre foi muito abusada, você sabia o quanto isso me irritava.
N: Concordo.
S: Eu não podia chamar sua atenção simplesmente por um chiclete e ainda mais na frente de todo mundo, eu simplesmente terminei as instruções e fui para o mais longe possível de você. Comecei a ajeitar minha mochila e você se aproximou como quem não queria nada. Eu nem te olhei e já sabia que era você. Você passou por trás de mim e estourou a bola de chiclete novamente e bem perto da minha orelha. Eu me virei furioso e fiz um enorme discurso sobre como você era irritante e que se você estourasse de novo o chiclete que você iria se arrepender.
N: Então...?
S: Você estourou. Eu estava tão irritado, tão irritado que a minha intenção era jogar você pra fora do avião.
N: O que você fez?
S: Eu te beijei... E eu tive que me segurar muito para não arrancar suas roupas ali mesmo.
N: Uau, Capitão Rogers isso soa gostoso.
S: E foi. Pra mim, mas você espalhou para a tripulação inteira que eu beijava mal. E eu me senti muito mal.
N: Porque você beijava mal?
S: Não, porque você estava tendo um caso com Banner.
N: Hulk? O que?
S: Foi há muito tempo atrás.
N: Isso é impossível...
S: Acredite...
N: Bem, pelo menos você beija muito bem agora.
Steve olhou para Natasha e ela mantinha o mesmo sorriso irônico nos lábios, com uma sobrancelha arqueada. Ele podia beijar ela agora, senão fosse pela presença dos terroristas.
S: Você precisa de um bom sono. Durma e eu vigio o primeiro turno.
N: Okay, vovô.
S: Natasha...
Natasha sorriu e se ajeitou no banco, para tirar um cochilo. Steve não conseguia deixar de olhar pra ela, até dormindo, ela é perfeita.
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