Memories - Romanogers Fanfic
20 Missão Londres - Parte 3
Notas iniciais
Quando Natasha acordou, Steve estava já cochilando, assim como a maioria dos terroristas que sobraram. Ela olhou em volta e depois tornou a olhar para Steve. Natasha se levantou e foi até a cabine para falar com o líder.
N: Não conseguiu dormir?
— Você tem filhos?
N: Dois.
— Então você sabe que não descansaria até conseguir justiça para eles.
N: Eu acho.
— Acha?
N: Bem, eu sofri um acidente e fiquei em coma, quando acordei não me lembrava de nada. Nem do meu marido, nem dos meus filhos.
— Um marido... Uma esposa... são muito fáceis de se esquecer e superar, mas quando se trata de filhos, o laço sanguíneo fala mais alto. Você pode não lembrar, mas o seu coração lembra.
N: Talvez isso seja verdade, eu me sinto extremamente apegada a eles agora.
— Viu? Esse é o meu problema. Eu sou uma pessoa ruim, cometi muitos crimes a minha vida toda, mas quando eu tive o meu primeiro filho, eu parei com essa vida, para garantir que ele fosse um bom menino. E meu Christopher é um bom menino. Eu garanto.
N: Você sabe que mesmo que ele saia inocente, você ainda terá que pagar pelo que fez.
— Não queria voltar a machucar ninguém, eu estava bem. Eu não me importo que me matem, só quero que meu filho esteja a salvo.
N: Ninguém irá mata-lo.
— Não diga o que não pode prometer.
S: Hey.
N: Bom dia, soldado.
S: Peguei no sono. Que horas são?
N: Quase 9 horas, o julgamento já vai começar.
S: Como iremos acompanhar daqui de baixo?
N: Pelo rádio.
Natasha pegou uma chave de fenda e começou a fazer ajustes no rádio do trem, até começar a captar alguma frequência. Depois de cerca de vinte minutos ela conseguiu acesso.
Eles ouviram o julgamento, a defesa começou o discurso. Steve retirou uma barra de cereal do bolso e estendeu para Natasha. Natasha o olhou.
N: Você já comeu?
S: Sim.
N: Você mente muito mal.
S: Só quero que fique alimentada. Coma, por favor.
N: Ok, vô.
Natasha pegou a barra de cereal e comeu a metade. Ela estendeu a outra metade para Steve.
S: Tudo bem.
N: Estou satisfeita, preciso de pouco. Coma.
Steve suspirou e pegou o restante da barra e comeu. Quando deu meio-dia o juiz paralisou a audiência para almoço. Steve olhou para o líder.
S: A defesa se saiu muito bem.
— Melhor que da última vez.
S: Vai dar tudo certo.
— É o que espero.
O líder saiu da cabine para esticar as pernas um pouco, deixando Natasha e Steve sozinhos na cabine. Natasha estava sentada no chão da cabine, com as costas encostada na parede. Steve sentou no chão, ao lado dela.
S: Acha que o filho dele vai sair livre?
N: Eu não tenho ideia.
O julgamento começou de novo às 14horas, era vez da acusação fazer o discurso e apresentar evidências. Eles também foram bem, mas a Defesa estava mais firme. Foram ouvidas algumas testemunhas e quando deu 17 horas o juiz para o júri ir deliberar. Três horas depois o juiz perguntou aos jurados qual era o veredicto e eles declararam Christopher inocente, por falta de evidências o suficiente contra ele.
O líder imediatamente se ajoelhou no chão da cabine, se sentindo enfraquecido, ele chorava como um bebê. Natasha e Steve ficaram de pé.
S: Eu fiz a minha parte.
— Muito obrigado.
N: Vamos sair daqui. Entreguem suas armas.
— Me desculpe, Steve Rogers, você é um homem decente.
Natasha imediatamente franziu a testa e encostou a mão na parte de trás da calça para alcançar sua pistola.
— Eu queria poder sair daqui como prometi a você, mas o que posso fazer?
S: Você não tem para onde fugir.
— Sim, eu tenho.
O líder puxou uma faca de lâmina longa e afiada da bota que estava usando. Natasha achou que era uma arma e que ele iria atirar contra Steve, ela imediatamente se jogou em cima de Steve o derrubando no chão, ficando por cima dele e apontou a arma para o líder. Ela encostou o dedo no gatilho e só não puxou, porque o líder havia acabado de cortar a própria garganta. Natasha e Steve o olhavam, com perplexidade.
Natasha se levantou e Steve logo em seguida. Natasha entregou uma arma para Steve, pois provavelmente agora teriam que lutar contra os outros terroristas. E foi o que aconteceu. Assim que abriram a porta da cabine, uma saraivada de tiros foi disparado na direção da porta. Natasha olhava para Steve e assim que pararam de atirar, Natasha mandou Steve aguardar antes de avançar.
Natasha podia ver uma sombra se mexendo na direção da cabine, Natasha já esperava que alguém teria que vir checar se morreram ou para terminar o serviço. Assim que o cara apareceu na porta, Natasha amarrou uma corda fina de arame no pescoço dele e usou o corpo do homem como um escudo para poder avançar. Steve deu cobertura e conseguiu atirar em dois terroristas e Natasha se encarregou de atirar nos últimos restantes.
Eles estavam ofegantes e olharam em volta.
S: Vamos.
Natasha fez positivo com a cabeça. Steve forçou a porta do trem a se abrir e saiu do trem, seguido de Natasha. Steve correu na direção da escadaria de saída. Assim que Natasha pôs os pés na estação, Steve se virou ao ouvir o barulho de um tiro. Natasha caiu no chão, ajoelhada. Steve correu na direção dela e olhou para dentro do trem, um dos caras tinha se arrastado até a porta e atirado nela. Steve acertou 5 tiros na cara do atirador. Ele se aproximou de Natasha e agachou, segurando a cintura dela.
S: Natasha?
N: Estou bem.
S: Você está baleada.
N: Já levei tiros piores.
S: Consegue andar?
N: Sim.
Steve ajudou Natasha a se levantar, por sorte o tiro pegou de raspão na coxa de Natasha, o que a fez cair na hora. Steve gritou pedindo ajuda e uns paramédicos desceram para socorrer. A polícia finalmente invadiu a estação para remover os corpos. Natasha foi levada para a ambulância mais próxima, Steve estava de olho, mas as autoridades precisavam do relato sobre tudo o que aconteceu.
Assim que terminou seu depoimento na delegacia, Steve se dirigiu para o hotel onde o restante da equipe estava hospedado. Ele entrou no saguão e Clint o esperava, ele apertou a mão de Steve.
S: Nat?
C: Está bem. Ela já está bebendo no salão. Eu acho que você precisa de um drink também. Vamos.
Steve seguiu Clint até a entrada do salão. Haviam várias mesas, os olhos de Steve logo procuraram por Natasha. Assim que ele a viu, os lábios dele formaram um pequeno sorriso, o que desmanchou o sorriso foi ver que ela estava na mesa somente com o Bucky e os dois estavam conversando descontraidamente.
C: Eu não vou ficar, porque a Bobbi tá no quarto e... Sabe como é, Cap. Longo dia...
Steve forçou um sorriso para Clint.
S: Tudo bem.
C: Mas ao menos terá boa companhia aqui.
S: Pensando bem, eu estou bem cansado. Vou deixar o drink para outro dia.
C: Ok, Cap. Aqui a sua chave. Estamos todos no mesmo pavimento.
S: Eu vou junto com você.
Natasha estava conversando com Bucky sobre como Steve conduziu a operação dentro do trem e como ela ficou impressionada com o poder de persuasão dele. Bucky aproveitou e contou algumas histórias de bravura do Steve para ela. Natasha levou taça de Martini à boca, e deu uma breve olhada em volta, ela viu Steve e Clint na porta do salão e sorriu e até acenou, mas Steve estava olhando para baixo. Bucky se virou para ver com quem ela estava falando e viu Steve indo para o elevador com Clint.
N: Ué, achei que ele viria aqui.
B: Deve estar cansado.
N: Eu achei que...
B: Ele não te viu, com certeza. Senão teria vindo saber se você está bem.
N: Acho que sim.
B: Mais uma rodada?
N: Okay.
Natasha e Bucky continuaram a beber e conversar, até bem tarde da noite.
N: Eu preciso ir pro meu quarto. Eu já nem sei se consigo andar.
B: Você foi baleada, então.
N: Shhh... calado. Pague a conta.
Bucky abriu a carteira e deixou um maço de notas na mesa. Natasha se levantou e estava cambaleando um pouco. Bucky a ajudou a caminhar até o elevador. Ele entrou com ela e apertou o botão para o elevador subir.
N: Que droga de vodka é essa? Péssima. Eu acho que eu devia ir até a Rússia e você devia ir comigo, matar as saudades de uma vodka de qualidade.
Bucky sorriu e segurava Natasha pela cintura. Eles chegaram no pavimento e Bucky a levou até a porta.
B: Cadê as chaves, Natasha?
N: Ham... Aqui...
Natasha colocou a mão por dentro da calça na parte da frente e Bucky olhou exatamente aonde a mão dela foi. Natasha olhava ele nos olhos.
N: Não estava na minha calcinha se é o que estava pensando.
Natasha se virou para abrir a porta do quarto, Bucky continuou na porta e antes que Natasha entrasse no quarto de vez, ele a puxou pelo pulso e a encostou no corpo dele, colocando o braço de metal envolvendo a cintura dela. Natasha apoiou as mãos no ombro de Bucky e olhava ele nos olhos. Bucky aproximou os lábios de Natasha e deu um longo selinho nela. Ele meio que a pegou desprevenida, ele logo se locomoveu para dentro do quarto, sem soltar o corpo dela, ele caminhou até a parede mais próxima e a imprensou contra a mesma. Ele mordeu o lábio de Natasha e moveu os lábios para o pescoço dela.
N: James... Espera.
Bucky continuou espalhando beijos pelo pescoço de Natasha, até ela empurrar o rosto dele.
N: Eu não posso fazer isso agora.
Bucky suspirou, extremamente frustrado. Ele demorou a soltar o corpo dela. Natasha olhava para o lado, para evitar contato visual. Bucky se afastou dela.
N: Não fique chateado.
B: Não estou.
N: Sim, está.
B: Boa noite, Natalia.
Bucky saiu do quarto e bateu a porta, Natasha jogou a cabeça pra trás e revirou os olhos, repreendendo a si mesma. Natasha removeu a roupa, ficando de calcinha e sutiã, ela se jogou na cama e se cobriu. Ela dormiu por 1 hora e acordou por volta de 1hora da madrugada. Natasha bufou e bateu na cama.
N: Maldita insônia.
Natasha se levantou e abriu a cortina, a janela era enorme e a vista da Londres noturna era maravilhosa. Natasha decidiu ligar para Hill.
H: Natasha, são 4 horas da manhã.
N: Você estava dormindo?
H: Não, estava dançando num cabaré, porque é isso que as pessoas fazem às 4horas da madrugada.
N: Ok, Hill, só me escute.
H: Você vai falar de homem?
Natasha ficou em silêncio e Hill suspirou.
N: Bucky me beijou.
H: Vocês se beijaram e aí?
N: Eu não o beijei, ele me beijou e eu o botei pra fora do quarto e agora não consigo dormir.
H: Ué, se arrependeu? Vai bater na porta dele.
N: Eu não posso, eu sou casada. E eu não quero ele... Agora.
H: Ué, você mesma disse que por morar afastado, já estavam separados.
N: Sim, mas não é só isso, não é com Bucky que eu queria fazer sexo agora.
H: Com quem você quer? Se está me ligando, espero que não esteja querendo comigo... Meu Deus, você quer o Steve? Você precisa se decidir.
N: Ele é muito bom fazendo sexo, não posso fazer nada. Eu não o amo, mas eu amo o sexo dele. Ele conhece o meu corpo e a gente passou um tempo junto hoje e eu não sei eu... Me senti atraída e eu tomei uns drinks e agora eu estou muito mais com tesão que antes.
H: E você me ligou para?
N: Pra você me convencer a não ir bater na porta do Steve agora. Me diz que é um grande erro.
H: Você sabe que é um grande erro, porque você não sente nada e ele sente, então na manhã seguinte vem o drama e...
N: Mas da última vez, ele ficou de boas, talvez...
H: Natasha, sinceramente eu não ligo. Não importa o que eu diga, você vai fazer o que der na telha.
N: Obrigada, Hill. Você é a melhor.
H: Aff.
Hill desligou o telefone. Eu não dormirei com Steve Rogers. Eu não dormirei com Steve Rogers. Natasha repetia em seu pensamento, enquanto andava de um lado para o outro no quarto. Natasha abriu o armário e vestiu sua camisola de seda e colocou um robe por cima. Ela caminhou descalça até a porta e soltou os cabelos.
Eu só irei conversar. Nada mais. Conversar é permitido. Natasha dizia ao abrir a porta do quarto. Natasha bateu na porta de Steve e aguardou, ela aproximou o rosto da porta para ouvir se ele estava acordado e nesse momento Steve abriu a porta e ela tomou um leve susto.
S: Romanoff.

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