Memories - Romanogers Fanfic
61 Eu não posso dizer adeus
Notas iniciais
Natasha franziu a testa, mas em seguida sorriu.
N: Eu também amo você, Steve, mas...
S: Você quer se casar comigo?
Steve interrompeu Natasha abruptamente.
Steve podia ouvir a respiração de Natasha, quando ela suspirou. O silêncio dela no telefone era insuportável.
O que foi que eu fiz? Eu devia ter esperado até amanhã, até a aliança chegar... Não era pra ser assim. Droga, Rogers! Steve pensava, durantes os quatro segundos de silêncio de Natasha, que soou para Steve como quatro minutos.
N: Você quer casar comigo de novo? Steve, isso não faz o menor sentido. Eu...
Natasha suspirou mais uma vez, antes de responder.
S: Sim ou não?
N: Sim.
S: Me desculpe, foi uma ideia horrível fazer isso por telefone, eu não sei o que deu em mim, você tá certa em recusar...
N: Steve, eu disse sim.
S: Hã?
N: Eu disse sim, eu quero me casar com você.
Natasha não podia ver, mas podia ouvir Steve sorrindo e soltando uma breve risada, ela o imaginou comemorando sozinho a notícia e sorriu do outro lado da linha.
S: Eu te amo, Natasha. Eu estou feliz, você está feliz?
N: Não. Não por causa da Lily.
S: Eu entendo. Nós vamos nos casar.
N: Não vou usar um vestido.
S: Eu não me importo. Eu só quero você, as crianças, os bebês... e o gato de Sara.
Steve suspirou, tentando se acalmar, ele ficou muito exaltado com o pedido.
S: Como Sara e James estão?
N: Quando cheguei, já estavam dormindo. Laura tem sido ótima.
S: Eu sei. Diz pra eles que estou com saudades. E manda um beijo para o Nick.
N: Okay. Até amanhã.
S: Até amanhã. Natasha?
N: Sim.
S: Eu te amo.
Natasha suspirou e Steve podia imaginar ela revirando os olhos agora, mas ele não se importa, ele estava com vontade de repetir isso mil vezes e gritar pelos corredores do hospital.
N: Eu não sou surda, você já disse isso o suficiente, não vai me fazer dizer de volta por isso.
S: Eu sei. Não importa.
N: Boa noite, Rogers.
S: Boa noite.
Steve desligou e sorriu, ele entrou no quarto e se aproximou do berço de Lindsay, sorrindo ainda.
Steve dormiu na poltrona, assim como John, para que Anne pudesse descansar melhor dormindo no sofá. De manhã cedo, Steve estava recebendo uma ligação de Natasha.
S: Hey...
N: Como ela ficou à noite?
S: Bem. Você não vem?
N: Eu estou pronta, mas a escola das crianças ligou, informando um problema com a água e liberaram as crianças mais cedo. Não consigo contato com a Laura.
S: Tenho que ir busca-los.
N: Não, fique aí. Hill acabou de chegar aqui e vamos buscar as crianças.
S: Aproveita e traz eles aqui.
N: No hospital?
S: Sim, é importante.
N: Okay.
Natasha desligou e entregou Nick no colo de Maria.
H: Por que é que eu tenho que segurar isso?
N: Porque meu braço está dolorido e sinto falta de dirigir. Vamos.
Natasha entrou no carro e Hill colocou Nick no bebê conforto e depois se sentou ao lado de Natasha. Natasha parou em frente a escola e buzinou. James reconheceu o carro de Hill e foi até o carro.
J: Oi mãe.
N: James, me dá sua mochila e vai pegar a Sara, por favor.
J: Okay.
James tirou a mochila e entregou para Natasha, ele foi até a professora de Sara, que perguntou onde os pais dele estavam. James apontou para Natasha, que acenou para a professora.
— Sara, sua mãe está aqui.
Sara estava com sua amiga Thia, as duas deram as mãos e foram com James até o carro.
Sara: Mamãe, Thia pode ir pra nossa casa?
N: Sara, nós não vamos pra casa.
Sara: Mas eu quero brincar.
N: Outro dia.
— THIA! Sua mãe chegou.
A professora chamou Thia que voltou correndo.
N: Andem, entrem no carro.
James e Sara entraram no carro e sorriram ao ver Maria Hill.
Sara: Maria.
H: Hei.
Sara: Quando vamos na casa do tio Henry brincar?
Natasha deu partida no carro, Hill olhou para a janela do carro.
N: Verdade, você não falou mais nele, depois de tudo aquilo.
H: Não há nada para se dizer.
N: Mas você estava triste.
H: Não estou mais.
Sara: Sinto saudades da Lily.
N: Filha do Henry também se chama Lily?
Sara: Sim e o pai dela parece o super homem, ele é lindo.
Hill suspirou.
H: Ele é. Aquele rosto... aqueles braços, peitoral e...
N: HILL!
Hill olhou para Natasha que a estava olhando com repreensão. Natasha indicou as crianças com a cabeça.
H: Desculpem.
N: Você devia falar com ele.
H: O que? Você sabe que eu jamais...
N: Eu sei. Eu também, mas tive que engolir meu orgulho para ter de volta o homem que amo.
H: ARGH. “O homem que amo” eca, Natasha. Me poupe.
N: É verdade, eu sei como soa, mas ele é.
H: Esquece, nunca vai acontecer.
Natasha dirigiu por quase quarenta minutos, até Hill notar que estavam fora da rota para o hospital.
H: Natasha...
Hill reconheceu as ruas que estavam passando.
H: Você não fez isso. Eu vou te matar.
Natasha parou o carro em frente à casa de Henry.
H: Eu já disse que não vou! Você é louca.
N: Desce do carro.
H: Não!
N: Desce! Sai, anda.
H: Me obrigue.
Natasha e Hill se entreolharam com a testa franzida. Natasha odeia ser desafiada e Hill sabe o quanto Natasha leva a sério, certos desafios. Natasha abriu o porta luvas e pegou a arma de Hill, ela apontou a arma para Hill.
J: MÃE!
James estava horrorizado, Sara arregalou os olhos e logo em seguida abriu um sorriso.
H: Você não faria isso.
N: Eu já fiz isso antes.
J: Mãe! Você atirou na tia Hill?
N: Só duas vezes.
J: Duas vezes? Por que???
N: Ela disse que eu não teria coragem, então...
H: Sua mãe é uma psicopata! E Natasha, você não vai atirar em mim na frente dos seus filhos.
Sara: Atira, mamãe, atira.
N: SARA!
Natasha olhou para Sara, um tanto assustada, mas Sara estava encarando como brincadeira, nem achava que era uma arma de verdade.
Sara olhou pela janela e viu Henry saindo com a filha de casa.
Sara: Olha o Tio Henry.
Hill olhou pela janela e se abaixou no banco, com medo de ser vista. Natasha destrancou todas as portas do carro, abriu a porta e literalmente chutou Hill para fora do carro, que caiu de costas na calçada, tentando chutar Natasha de volta.
H: Você está tão morta.
Hill sentiu uma sombra cobrir o corpo dela, ela olhou pra cima e deu de cara com Henry.
Henry: Você está bem?
H: S-sim. É só que... Eu me desequilibrei. Olá, como você está?
Henry: Bem.
Respondeu secamente. Henry ajudou Hill a ficar de pé, ela olhou para a filha de Henry.
H: Hey Lily, você parece ter crescido.
Henry: Nós estamos de saída.
Sara: Oi Lily!
— Oi Sara. Você pode brincar?
Sara: Não, eu tenho que sair.
H: Talvez eu possa trazer Sara no final de semana pra brincar com ela...
Disse Hill, na esperança de poder passar mais tempo com Henry.
Henry: Não, Lily e eu vamos fazer uma viagem.
H: Talvez quando vocês voltarem...
Henry: Eu tenho estado muito ocupado, acho difícil.
H: Entendo.
Henry se afastou com a filha e Hill ficou parada alguns segundos o observando ir embora. Hill se preparou para entrar no carro.
N: Vai atrás dele, Hill.
H: O que? Eu tentei e levei um fora, eu nunca me senti tão humilhada na minha vida e é culpa sua.
N: Hill, me desculpe por isso.
H: O que?
Natasha fechou e travou as portas do carro.
H: Natasha! Natasha, meu celular ficou aí dentro. Não se atreva!
N: Peça ao Henry para usar o telefone dele. Bye, bye.
Natasha ligou o carro e deu partida. Natasha dirigiu para o hospital, ao chegar, Natasha pegou o bebê conforto e carregou Nick dentro dele. Sara e James a seguiram até o pavimento do quarto de Lindsay. Ao abrir a porta do quarto, Sara e James se empurravam para entrar primeiro.
N: Calma, vocês são muito apressados, cuidado com o Nick.
Sara: Papai?
J: Pai?
Natasha estava prestando atenção em Nick no bebê conforto, ela levantou a cabeça e olhou para Steve sentado na poltrona, com os olhos vermelhos e inchados. Natasha mudou sua expressão na hora, seu sorriso se dissipou, o ar parecia faltar nos pulmões, o coração parecia que ia sair pela boca.
Por mais que Natasha já soubesse o que tinha acontecido, ela não queria acreditar, ela fechou os olhos e alguns lágrimas já rolaram pela face dela.
Sara: Por que está chorando, papai?
J: O que está acontecendo?
S: Eles tentaram.
N: Não.
S: Foi muito rápido.
N: Não. Não...
Natasha repetia e cada vez mais alto, e sua respiração completamente descompassada, como se estivesse sufocando ela.
S: Ela...
N: Não! Não diga. Não...
Sara: Mamãe?
Sam: Ei, Sara, James... Por que vocês não vem comigo tomar um sorvete?
J: Não, o que está acontecendo?
Sara caminhou até Steve e o abraçou, mas Steve ainda olhava para Natasha que olhava para o berço vazio de Lindsay.
S: Vai com ele, Sara.
Sara: Você está chorando. Tá com dor?
S: Um pouco.
Sara: Aonde?
S: No meu coração.
Sara se sente mal toda vez que vê o pai triste, os olhos dela também encheram d’agua. Steve olhou para Sam.
S: Leve eles, por favor.
Sam: Venham, crianças.
Sara: Não, eu quero ficar com meu pai.
S: Sara, agora não. Vai.
Sara: Não.
S: Eu não posso agora, Sara. Vai. Obedeça.
J: Vem, Sara.
James segurou na mão de Sara, e olhou para Steve. Steve sabe que James já entendeu o que aconteceu. Sam pegou o bebê conforto de Natasha.
N: Não.
Sam: Eu estarei logo aqui na porta.
Sara: Mamãe.
Sara ficou ainda mais nervosa por ver Natasha apoiando as costas no batente da porta e parecendo estar sem força nenhuma.
Sam: Tá tudo bem, Sara. Venha.
Natasha não tinha forças para tentar manter Nick perto dela, muito menos tinha forças para disfarçar a dor que estava sentindo das crianças, Natasha chorou e gritou em russo. Sara e James pararam no corredor e olharam para a mãe num estado que eles nunca viram.
Steve não conseguia se mover, ele não tinha como consolar Natasha, já que a dor que ele estava sentindo era a mesma, ou talvez pior. Ele queria os bebês demais, ele queria Lindsay, ele acreditou que ela se recuperaria.
Qualquer tortura que Natasha tenha sofrido durante toda a vida dela, nada é comparável a tortura de ter perdido um filho, ela se odiou imensamente por ter tido filhos, se odiou por ter deixado a gravidez continuar. Ela não sabia o quanto ia os amar, mas se ele não tivesse tido filhos, não amaria eles, não teria medo de perde-los, não saberia como é a dor de perder um deles. Maldito dia que ela engravidou.
Depois de uma hora, Steve e Natasha permaneciam nos mesmo lugares. Steve na poltrona, desolado, Natasha no chão, perto da porta. Sam retornou com Nick no colo.
Sam: Me desculpe, pessoal. Ele está chorando muito, e não é fralda, acho que ele quer mamar.
Sam aproximou Nick de Natasha, ela olhou pro lado e fez negativo com a cabeça. Sam a olhou e depois olhou para Steve que também não reagiu.
Sam: Natasha, ele precisa mamar.
Natasha se encolheu no chão e fechou os olhos apertados, fazendo com que mais lágrimas caíssem. Natasha tampou os ouvidos.
N: Tira ele daqui, por favor.
Sam: Steve?
Steve queria poder fazer alguma coisa, mas ele não tinha forças. Ele não teria como lidar com Natasha agindo desse jeito com o filho, ele sabe como ela é quando está depressiva, provavelmente vai fugir e ele não vai correr atrás agora, ele não tem forças.
Anne e John estavam retornando ao quarto com a filha que estava fazendo exames. Eles estavam com Steve quando Lindsay começou a passar mal, ela praticamente morreu nos braços de Steve, quando os médicos vieram, ela já estava inconsciente. Foi uma experiência horrível e traumatizante.
A: Você devia pedir a enfermeira para alimentar ele.
Anne orientou Sam.
John: Nós sabemos o que vocês estão sentindo agora. Não há palavra no mundo que os irão consolar.
Anne: Dizer que um dia a dor passa, é mentira, ela diminui com o tempo, mas você nunca se acostuma.
John: Nós sentimentos muito.
Anne: Natasha...
Natasha olhou para Anne, apesar da vista estar embaçada pelas lágrimas.
A: Eu me culpo todos os dias, eu não consigo evitar, eu acho que você é como eu.
N: Eu não sou nada como você.
A: Talvez... Mas agora você sabe o que eu senti. Eu ainda estou viva, eu não sei como. Eu culpei John, como você deve estar culpando seu marido... Ou ex...
Natasha desviou o olhar pro chão, porque era verdade. Natasha estava com ódio de Steve, ele a fez engravidar, é tudo culpa dele.
A: Eu fiz ele se sentir culpado, todos os dias, durante todos esses anos.
Anne também estava emocionada, mas agora falava olhando para John.
A: Eu nunca achei que você era o culpado. Eu o culpava para fingir que a culpa não tinha sido minha.
John: Anne...
John correu até a esposa e abraçou. Anne o abraçou e depois se afastou um pouco para olhar para John, ela acariciou o rosto dele.
A: Eu fiz da sua vida, um inferno. Eu te amo, John, mas eu cansei de estragar sua vida. Nós não devemos nada um para o outro.
John: Anne...
A: Eu quero que viva sua vida, sem mim, eu quero que seja feliz, eu quero que tenha filhos saudáveis com alguém que não o faça se sentir culpado, como eu fiz. Eu realmente quero isso.
Anne abraçou John de novo. Os dois ainda se amam, mas mesmo sendo honestos um com outro, a história deles como casal já havia terminado há muito tempo, o que restou foi um enorme carinho de gratidão pelo que um fez pelo outro ao decorrer da vida.
A: Vocês ainda tem três maravilhosos filhos. Eles são tão bonitos. Vocês precisam viver e aguentar por eles.
N: Eles estão melhores sem mim.
S: Não se atreva, Natasha. Você é tão egoísta.
Natasha olhou para Steve.
S: Eu a vi partir! Eu estive do lado do James e da Sarah, todas as vezes que eles tiveram uma gripe, ou um pesadelo, ou quando ralavam o joelho e choravam só precisando de um pouco de atenção. Você se foi, e eu estive lá por eles, sempre. Você não tem o direito de fugir. Eu a odiarei por isso e eu deixarei que eles a odeiem também. Eu também tenho um coração, ok? Eu queria eles, todos eles. Está doendo em mim tanto quanto em você.
Steve tornou a chorar de novo e Natasha chorou ao ver Steve nesse estado. Natasha engatinhou até Steve e deitou a cabeça na perna dele.
N: Me desculpe. Está tudo bem.
Natasha dizia, mas ela ainda estava desesperada e suas lágrimas pareciam ser infinitas.
N: Eu não vou te deixar sozinho. Eu prometo.
Steve conseguiu se controlar e enxugou as lágrimas. Natasha ergueu a cabeça e o olhou nos olhos.
N: Aonde ela está?
S: Cho a levou, eu não a vi.
N: Eu preciso ver a minha filha.
Steve olhou para Natasha.
N: Venha comigo, por favor.
Steve não queria ver o corpo de Lindsay de jeito nenhum, Natasha estava suplicando pelo olhar e ele se levantou. Steve ergueu Natasha do chão e os dois se abraçaram durante minutos.
S: Vamos.
Steve segurou a mão de Natasha e os dois foram até o necrotério do hospital, só o corredor já era extremamente gelado, e quando os dois ficaram de frente para a porta de ferro, ambos congelaram.
N: Eu não posso.
S: Tudo bem.
N: Eu não posso vê-la assim.
S: Eu acho que eu também não.
N: Eu não posso dizer adeus.
Natasha estava tentando conter o choro por Steve, mas ela não podia evitar. Estar ali de frente para o necrotério, sabendo que Lindsay está lá e sem vida, era o pior pesadelo que ela poderia ter.
N: Steve?
Steve olhou para Natasha, ela estava extremamente pálida. Steve apoiou a mão nas costas de Natasha, para ampará-la.
N: Eu não posso respirar.
S: O que?
N: E-eu... não posso...
Natasha começou a engasgar e literalmente sufocar, antes de perder a consciência, a última coisa que ouviu, foi Steve gritando por ajuda.
♫ Tell me how I'm supposed to breathe with no air? — Diga-me, como eu devo respirar sem ar?
If I should die before I wake — Se eu morrer antes de acordar
It's cause you took my breath away — É porque você tirou meu fôlego
Losing you is like living in a world with no air, oh — Perder você é como viver em um mundo sem ar
I'm here alone, didn't wanna leave — Eu estou aqui sozinho, não queria partir
My heart won't move, it's incomplete — Meu coração não se move, está incompleto
Wish there was a way that I can make you understand — Gostaria que houvesse um jeito de fazer você entender
But how — Mas como...
Do you expect me, to live alone with just me? — ... Você espera que eu viva sozinha só comigo?
Cause my world revolves around you — Porque meu mundo gira ao seu redor
It's so hard for me to breathe — É tão difícil para eu respirar
Tell me how I'm supposed to breathe with no air? — Diga-me, como eu devo respirar sem ar?
Can't live, can't breathe with no air — Não posso viver, não posso respirar sem ar
That's how I feel whenever you ain't there — É assim que eu me sinto quando você não está aqui
There's no air, no air — Não há ar, sem ar
Got me out here in the water so deep — Eu estava em águas profundas
Tell me how you gon be without me? — Diga-me, como você ficará sem mim?
If you ain't here, I just can't breathe — Se você não está aqui, eu não consigo respirar
There's no air, no air — Não há ar, sem ar ♪
No Air – Chris Brown ft. Jordin Sparks
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