Notas iniciais
Oiii, nova por aqui! :) Não tenho muito a dizer, então boa leitura!

O que mais frustrava Rihanna era que Justin simplesmente não tinha hora para chegar, vinha sem avisar, ia embora sem se despedir, e isso sem contar que a amizade dos dois era inexistente, não tinha mais amizade nenhuma para a qual voltar, Justin não lhe dera essa opção. O que lhe deixava maluca era a serie de perguntas sem respostas que ficaram na sua cabeça. Por que ele deixara tudo aquilo acontecer se depois iria embora, vezes sem conta, e iria deixa-la ali a sua espera sempre? Por que desaparecia assim? Por que insistia na historia deles, se sempre a esquecia? Por que ele a usava assim? Ele era tudo para ela, fora o melhor na vida dela, em tudo, desde a amizade até a cama. Ele sempre a fazia rir, sempre a escutava quando tinha problemas, ele era o único que a divertia mesmo que quisesse ficar só e isolada. E um dia sem explicação ele lhe beijara, e fora ali que tudo começara.

***

Um ano antes...

- Não Justin! Eu não vou sair. Nem adianta fazer essa cara, não estou com a mínima paciência para cinema, shopping ou lugares com muita gente.

- Qual é Rih, vai me dizer que ficar nesse trailer é divertido?

- Não quero diversão Jus, quero sossego. E meu trailer me dá isso. – disse observando ele mexer nas minhas coisas. – Você não tem nada melhor para fazer não? Para de mexer aí!

- Você está insuportável hoje. Não precisa me tratar assim só por que aquele otário te deu um fora.

Fechei os olhos não querendo acreditar que Justin falara nele de novo, eu não precisava do lembrete.

- Eu não estava nem lembrando que a criatura tinha nascido um dia até você me lembrar.

- Então peço desculpas. – ele se virou fechando minha caixinha de joias, e sorriu.

Balancei a cabeça, ele sabia que eu não ficava com raiva dele, não de verdade. Ele era meu amigo há muito tempo, bem mais de cinco anos. Eu sabia tudo que havia para saber sobre ele e sua vida, assim como ele me conhecia em detalhes. Ele se sentou no sofá perto de meus pés, e ficou brincando com a ponta de minha bota, ele era lindo e eu às vezes me pegava considerando isso mais do que deveria. Meu celular vibrou, avisando que chegara uma mensagem. Era de Chris, eu suspirei alto quando li o pedido de desculpa dele.

- O que foi? – Justin me olhava curioso.

- Mensagem do idiota.

- O que ele quer agora?

- Conversar, se desculpar, uma nova chance... O de sempre. Às vezes me pergunto por que ele me deixou se quer voltar.

Justin se debruçou sobre mim, apoiando os braços do lado de meu corpo, seu rosto acima do meu, nossas respirações misturadas, seus olhos azuis nos meus. Meu coração foi a mil, e por um momento apenas nos olhamos.

- Você merece mais do que ele, Rihanna.

- E quem seria esse “melhor que ele”? – disse debochada.

- Eu. – ele disse com um sorrisinho fatal.

- O que...? – sem deixar que eu terminasse minha pergunta, Justin juntou nossos lábios em um beijo quente, doce e que me tirava à capacidade de pensar.

Como assim, ele estava me beijando? “Não, não mesmo!”, mas o não ficou só na minha mente, já que eu não estava com uma vontade real de terminar o beijo, e que beijo! O beijo continuou longo e quente, Justin se grudava a mim como se quisesse que virássemos um só, e tudo o que eu queria era esquecer Chris, então deixei que acontecesse. Tudo, exatamente tudo o que poderia acontecer. Bem mais tarde, já quase de noite, Justin se levantou e se vestiu, sem dizer nada, quando ia saindo se virou para mim e sorriu, piscando. Foi tudo, toda a minha ruina e todo o prazer do mundo que me pudesse ser concedido, e fiquei ali por muito tempo absorvendo tudo o que acontecera. Depois me levantei e tomei banho, preparando uma janta rápida para mim, liguei a televisão e fingi para mim mesma que assistia por umas duas horas, até que cansei.

Estava quase subindo as paredes, quando escutei o barulho da moto de Justin na estrada de cascalhos que levava até meu trailer. Saí tão rápido que não lembrei que vestia apenas uma blusa grande e muito folgada, estava um pouco frio, e me abracei, Justin parou a moto a poucos centímetros de mim, desceu e passando um braço por meus ombros me levou para dentro. Ele agia como se nada tivesse acontecido, como conseguia? A não ser que para ele realmente não tivesse acontecido nada demais, ele se sentou no sofá e me levou para o colo dele, me abraçou olhando de tal maneira para mim que esqueci tudo.

- Que foi? – ele perguntou quando percebeu que eu não ia falar nada.

- Por quê? Por que você mudou as coisas?

- Não vale dizer que não queria, por que você teria parado tudo, do contrario.

- Eu quis, mas por que fazer isso com a gente?

Justin passou a mão por meu rosto, de leve, como se pudesse me machucar. Sempre olhando em meus olhos, ele me beijou de novo, não respondendo minha pergunta, nem no dia nem depois, me sentei de frente para ele, ainda em seu colo e procurei não me sentir mal por assassinar nossa amizade. Dessa vez ele ficou, ficou a noite inteira, e de manhã quando acordei, eu vi o sol refletindo em sua pele, nunca tinha olhado Justin pela manhã da forma como olhava agora. Parecia tão calmo, eu não podia deixar que meu coração se jogasse demais nessa historia, sabia muito bem que Justin não se prendia a ninguém e sempre tivera pena das garotas que se envolviam com ele. Mas ali estava eu, depois da noite mais incrível, com o cara mais perfeito que eu conhecia. E eu não podia me apaixonar por ele? Não era justo, e também não era justo que eu estivesse usando ele mesmo que me apaixonasse, não daria em nada, não valia a pena pedir a Justin que tentasse ficar. Me levantei sem fazer barulho, e tomei um banho, depois fui preparar meu café e dele, se ele fosse querer, estava virando o bacon na frigideira quando senti ele me abraçar por trás.

- Bom dia, Rih. – disse ele depositando um beijo sensual no meu pescoço.

- Bom dia Jus. Vai querer bacon?

- Vou. – ele ainda não tinha me soltado, e sua voz ficara abafada, por ele estar com o rosto virado para meu pescoço. – você cheira muito bem, já te disse?

- Já. – eu disse e ri. – Disse isso pouco tempo depois que a gente se conheceu, e vem repetindo esses anos todos.

Ele riu, e senti suas mãos passeando por minha barriga, enquanto ele beijava meu pescoço. Justin subiu as mãos para os meus seios, os acariciando, e me deixando mais quente que o fogo acesso no fogão. Nossas respirações estavam pesadas, e eu podia sentir a excitação dele.

- Jus... Justin, eu tenho... que terminar o café. – consegui falar com dificuldade.

- O café pode esperar. – ele disse, e apagou o fogo, tirando a espátula da minha mão, para então me virar para ele. – Agora eu quero a sua atenção para mim.

E então me beijou provocantemente, de modo quente e sensual, me enlouquecendo, provocando com mordidinhas, suas mãos não paravam em um lugar de meu corpo por muito tempo, ele fez com que enganchasse minhas pernas na cintura dele e me levou para a cama de novo. O nosso café da manhã que tive que refazer outra vez, virou também nosso almoço, ele passou o dia comigo, e não conversávamos sobre a gente, falávamos de todas as besteiras que conseguíamos lembrar, de noite ele foi embora, no dia seguinte tinha uma reunião de importância extrema no trabalho. Acordei de manhã cedo me sentindo estranha, com um pouco frio, Justin já tinha saído, e deixou um bilhete grudado na porta do quarto, que ele deixou aberta.

“Não quis te acordar, tenha um ótimo dia, minha adorada. Talvez apareça por aí mais tarde.”

Minha adorada, ele sempre me chamara assim, eu o chamava de meu sol, e era assim que eu via, a amizade dele surgira quando eu menos esperava, e agora isso. Ele era sempre como a solução dos meus problemas, minhas carências e meus desejos, era um sonho de homem, considerando que ele não ficava com ninguém por um tempo que durasse. Mas isso era dele, e não havia uma maneira de faze-lo mudar, algumas garotas tentaram, e eu me divertia quando ele me contava das coisas ridículas que elas faziam.

Notas finais
E então gostaram? Espero que sim... hihihihi
Algum comentario? Recadinho?