Memories

4 The one youre waiting on...


Notas iniciais
Ooooooooooooooooooooooiiiiiiiiiiii!!! Nem demorei tanto dessa vez, hein? Alias, queria deixar claro que a fic tem uns 16 capítulos, ok? É que parecia que a fic já ia acabar. HAUSHUAS enfim, espero que gostem desse cap, mas me desculpem pela demora.

You can't give up, when your looking for that diamond in the rough
(Você não pode desistir, quando você está olhando para aquele diamante bruto)
Because you never know, when it shows up
(Porque você nunca vai saber quando isso aparece)
Make sure your holding on, 'cause it could be the one,
(Tenha certeza que você está segurando bem, porque este pode ser o único)
The one you're waiting on...
(O único que você está esperando...)

Gotta Be Somebody — Nickelback

– Talvez ele tenha perdido a memória. — Suspirou o médico e Aomine o encarou. — Lembra de algo?

– Não... eu não lembro nem do dia que acordei, só sei que... um dia qualquer eu me notei jogado em uma rua passando fome e frio... e dias depois eu achei um par de alianças num bolso falso do meu casaco. — O homem suspirou e fechou os olhos. — Sinto fome.

– Alianças...? — A voz do loiro saiu falha, seu coração estava disparado, mas em movimentos automáticos pegou a sacola em suas mãos e entregou ao homem na cama. — Ér... tem um lanche e suco aí... pode comer.

– Ah, obrigado. — O homem sentou com a ajuda do médico e começou a comer devagar, mas em pouco tempo começou a devorar tudo como se nunca tivesse comido algo na vida e, bem, em suas condições, podia-se dizer que era exatamente isso. Kise tentou não sorrir observando a cena, apesar de tudo, ele não mudara aquilo, sempre comendo como um dragão.

– Posso falar com o senhor? — O médico olhou para o loiro, que assentiu e seguiu o doutor, Kagami os seguiu, queria saber o que Kise faria agora se aquele era realmente Aomine. Estava decidido que, depois daquele dia, jamais falaria que as coisas não podiam piorar, estava quase em desespero agora. — Ahn, primeiro, preciso saber qual o parentesco que o senhor tem com ele.

– Bem... eu não tenho nenhuma relação sanguínea com ele, nó-nós... — O loiro olhou para Kagami, que se encontrava com a testa encostada na parede, parecendo realmente irritado e em conflito consigo mesmo. — Nós tínhamos um relacionamento amoroso e um dia ele simplesmente sumiu... — Kise apertava a barra de sua camisa, tentando não chorar. — Ele era um policial, sei onde ele mora e onde estão seus documentos...

– E algum familiar?

– Não tem nenhum, digo, os pais morreram e a irmã mais nova está morando em outro país. — Kise suspirou. — Ao que sei eles não se dão muito bem, acredito que ela não voltaria ao Japão por ele. Tem a melhor amiga dele de infância, ahn... alguns colegas da polícia, outros que eram do colégio.

– Mas a pessoa mais próxima era você? — O médico olhou para o ruivo, que agora andava impaciente.

– Sim, era eu. — O loiro olhou para dentro do quarto, Aomine olhava para as mulheres um pouco desconfiado, estava espantado. — B-Bem, podemos ir à delegacia com ele fechar a ficha de desaparecimento e conversar com os colegas dele, ver o que podemos fazer, mas... não sei.

– Bem, tecnicamente, ele teria de ficar com você ou na casa dele, mas acredito que não seja muito seguro ainda que ele viva sozinho. — O médico suspirou. — E ele precisará de acompanhamento psicológico, para tentar recobrar suas lembranças. Vou deixar que o senhor se decida enquanto cuidamos dele, precisaremos deixá-lo aqui por pelo menos uma semana, para que possa se recuperar.

– Entendo... muito obrigado, Doutor. — Kise apertou a mão do médico, que sorriu e entrou no quarto novamente. Kise andou até um banco e sentou-se, colocando as mãos no rosto.

– O que vai fazer? — A voz de Kagami parecia receosa, então Kise o encarou e deu de ombros.

– O que eu posso fazer? — o loiro se levantou e foi até o namorado. — Sei que você está preocupado, mas ele perdeu a memória, Kagamicchi... ele não sabe quem eu sou. E eu estou com você agora, não é?

– Kise, nós sabemos que as coisas não funcionam assim. — O ruivo apoiou a testa no ombro do loiro e suspirou. — Que forma trágica de te perder...

– Você não está me perdendo. Eu vou cuidar dele, porque me sentiria um monstro se não o fizesse, até o tempo para ele se acostumar a uma vida nova, com as coisas dele e o trabalho dele e espero que me apoie, depois vou sumir da vida dele... — Kise sorriu afetado e segurou o rosto do maior.

– E se ele lembrar de tudo? — O loiro ficou em silêncio e abaixou o rosto.

– Kagamicchi... acho... acho que vou passar uns dias fora de casa. — Kagami arregalou os olhos e segurou o menor pelos ombros.

– O quê?!

– Só uma semana, vou passar uns dias na casa da Momoicchi se ela puder me deixar ficar lá. — O loiro sorriu fraco, colocando as mãos sobre o peitoral do maior. — Preciso pensar em tudo isso, sabe, preciso me acalmar e absorver tudo.

– Entendo... — O ruivo suspirou e abraçou o menor. — Não esqueça que te amo mais que tudo.

– Ok...

Mas Kagami realmente tentou não dar atenção ao fato de que sua pergunta sobre a memória de Aomine voltar por completo fora completamente ignorada. Falhou horrivelmente.

~x~

– Me diga tudo o que sabe, tudo que julga importante. — falava uma mulher que o homem desconhecia, ela estava em uma cadeira bem confortável enquanto ele estava deitado em uma espécie de sofá realmente confortável e vermelho, o lugar tinha cheiro de rosas e o acalmava.

Depois daquele dia acabou conhecendo várias pessoas, mas não se lembrava de nenhuma, ainda estava no hospital, então recebia muitas visitas, só saía quando aquele Kagami Taiga se encarregava de levá-lo à psicóloga. Acabou descobrindo que ele era um estilista famoso e namorava aquele loiro, Kise Ryouta, que dizia conhecê-lo, mas nunca perguntou desde quando eram amigos.

E tinha a sensação de que aquele ruivo não gostava dele, mas fazia tudo para agradar Kise, então estava ajudando-o. Descobriu que seu nome era Aomine Daiki e era um policial, mas achava que se pegasse uma arma nunca conseguiria dar um tiro certo, não sabia absolutamente nada sobre aquilo, mas mostraram para ele seus documentos e tudo o que tinha da polícia, até mesmo o Tenente da Polícia Japonesa o fizera uma visita, apresentando cumprimentos formais e dizendo que ele seria bem-vindo quando estivesse pronto para voltar.

Descobriu que era muito querido por muitas pessoas, mas tinha um gênio forte, então as pessoas sempre agiam de forma receosa consigo, conheceu uma garota chamada Momoi Satsuki que o chamava de Dai-chan, eram, supostamente, amigos de infância e ela o contou muitas coisas sobre si, mas não lembrava de nenhuma delas. Ninguém quis contá-lo o que realmente havia com aquele loiro, Kise Ryouta, falavam apenas que era melhor que o próprio

Kise contasse. Havia gostado bastante de Momoi, que insistia que ele a chamasse pelo primeiro nome como sempre chamara. Satsuki chorou muito enquanto conversavam, dizendo que ficara muito preocupada e arrasada, e que estava feliz por terem encontrado-o.
– Bem... como eu já disse, um dia eu simplesmente me dei conta de que estava nas ruas, eu nunca soube meu nome, nem nada sobre mim, a não ser uma tatuagem que tenho no ombro com uma letra "K" embaixo de uma bola de basquete com o símbolo do infinito em volta... tem as alianças, que acho que eu ia entregar à alguém, mas até agora ninguém me falou sobre namorada e, bem, ela não apareceu... m-mas... — Aomine parou de falar e ficou encarando o teto.

– Mas?

– E-eu... na minha mente, a garota que penso que seria ela, é muito parecida com aquele Kise Ryouta... e o cheiro dele, é como se eu conhecesse muito bem aquele cheiro, como se... fosse parte da minha rotina. — A psicóloga sorriu fraco.

– E se ele fosse seu namorado?

– Não, impossível, mesmo que ele seja gay, eu sei que não sou. Eu jamais seria. — Falou convicto. — Talvez seja a irmã dele e todos estejam intrigados porque ela pode ter ido embora, ao que parece eu sumi há quatro anos, não é?

– Sim, quatro anos.

– É tempo demais para se esperar alguém... — O homem suspirou, passando as mãos pelo rosto. — Eu tento lembrar, fico horas olhando aquelas alianças, pensando e pensando e tudo que vejo é uma névoa. Não lembro nem o que aconteceu comigo, mas pelos exames dizem que sofri muitas pancadas na cabeça...

– Bem, não quero que se esforce tanto, Aomine-san... olha, amanhã o senhor será liberado, então vá para sua casa, sinta o lugar, não pense nem se esforce demais, apenas entre e olhe suas coisas, respire o ar daquele lugar, sente ou deite no lugar onde te parecer mais confortável ou onde sentir que era um lugar especial. Feche os olhos e não pense em nada. — Ela sorriu. — Medite.

– Sim... mas... e se eu lembrar de algo? — Ele a encarou um pouco assustado. — Não sei se estou preparado...

– Nunca vai estar. — Ela sorriu e Aomine sorriu de volta, gostava daquela mulher. — Bem, te vejo semana que vem... E, por favor, não se esforce demais.

– Pode deixar. — Aomine apertou a mão da mulher e saiu, aquele ruivo o esperava lendo algum livro. Assim que viu o moreno, ele o fechou e levantou-se, seguindo em silêncio até a porta. — Você tem algo contra mim, Kagami-san? — Já notara que era um pouco mais alto que o ruivo, mas tinham o mesmo porte físico.

– Não exatamente. — Falou o maior enquanto desciam o elevador. Aomine se perguntava porque ele estava sempre tão sério ou irritado.

– Eu fiz algo? — Kagami o encarou e suspirou.

– Não, não fez...

– Eu conhecia você também?

– Não, eu apareci uns meses depois de você ter sumido. — O ruivo sorriu fraco. — Muita coincidência justamente eu te encontrar...

– Por quê? — Aomine franziu a testa enquanto saíam do elevador e caminhavam pelo estacionamento até o carro do maior.

– Isso só o Kise pode te explicar. — Kagami abriu o carro e entrou, esperando que o maior entrasse, logo ele o fez. — Só vou te pedir uma coisa, Aomine...

– Hum?

– Não o machuque. — Os olhos de ambos se encontraram, Kagami falava realmente sério.

– Eu nunca te perdoaria.

– Não entendi, já fiz algo que o magoou? — Aomine perguntou preocupado enquanto o outro colocava o cinto de segurança.

– Não... — Sussurrou o ruivo para então suspirar. — Só vamos para casa, estou exausto.

– Aomine não desviou os olhos do ruivo, tentando entender o que se passava na mente daquele homem de intensos olhos vermelhos.

Notas finais
E então? XD Gente, essa imagem da capa não e perfeita? Tem a cor deles três! Tipo, aaah, perfeito! Até mais, gente >.