Memories

5 I finally know just what it means to let someone in


Notas iniciais
E AÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ, CAMBADA DE FUJOSHIIIIIIIIIIIIIIIIIII? Por que to animada? Sei lá, tô com uma puta cólica, mas talvez esteja feliz porque ontem obriguei meu melhor amigo a dormir na minha casa e assitir yaoi comigo u-u Então, como está o feriado de vocês? :3 Whatever, leiam aí a fic, vou parar de tagarelar aqui hehe!

I was blindfolded, but now I'm seeing
(Eu estava de olhos vendados, mas agora eu estou vendo)
My mind was closing, now I'm believing
(Minha mente estava se fechando, agora eu estou acreditando)
I finally know just what it means to let someone in
(Eu sei finalmente o que significa deixar alguém entrar)
To see the side of me that no one does or ever will
(Pra ver o lado de mim que ninguém nunca viu nem verá)
So if your ever lost and find yourself all alone
(Então se você alguma vez se perder e se encontrar completamente sozinho)
I'd search forever just to bring you home,
(Eu procuraria pra sempre só pra te trazer pra casa)
Here and now this I vow
(Aqui e agora, isso é uma promessa.)

I'd Come For You — Nickelback

– Ki-chan... — A garota de cabelos cor-de-rosa sorriu observando o loiro colocar os pratos para que jantassem. — Você está bem?

– Estou. — O loiro sorriu voltando a arrumar a mesa.

– Eu vi o Dai-chan hoje... — Kise hesitou por um segundo e voltou a servir a mesa enquanto a garota deixava o jaleco e a bolsa sobre o sofá, era uma das melhores fisioterapeutas do Japão e trabalhava no consultório mais caro do país. — O que vai falar para ele? Ele acredita que tinha uma namorada e... e parece ter certeza de que nunca...

– Teria um relacionamento com um homem. — Kise sorriu triste e suspirou, sentando na mesa para então colocar as mãos sobre o rosto e deixar que o choro que estivera escondendo caísse sem que ele fizesse o mínimo esforço para controlar. — Eu não sei o que fazer, meu Deus... eu...

– Hey, Ki-chan... apenas chore. — Ela se aproximou e abraçou o amigo, deixando que este chorasse em seu ombro o quanto quisesse, alisou seu cabelo e lhe disse palavras de amiga, esperando fazê-lo sentir que tinha alguém ao seu lado. Nunca havia visto Kise tão partido daquela forma. — Olha, Ki-chan... a situação é bem complicada, sabe... mas... aquele Aomine Daiki talvez não volte mais. — falou a mulher depois que o loiro se acalmara, começando a servir seus pratos, Kise apenas observava. — Ele vai tentar voltar à vida de antes, mas talvez ele apenas crie uma nova...

– Mas e se ele voltar? O Kagamicchi me pediu em casamento... — A mulher arregalou os olhos e encarou o maior, enquanto mexia sem muita consciência no missô em seu prato. — Eu não sei... eu amo o Aominecchi, amo de verdade, eu nunca o esqueci e Kagamicchi sempre soube disso... — Kise começou a comer, tentando não chorar. — Mas eu gosto do Kagamicchi e não quero decepcioná-lo, ele dedicou três anos da vida dele para me fazer esquecer o Aominecchi e amá-lo. E... E o Aominecchi apareceu agora sem memória.

– O que acha que é melhor fazer?

– Acho que eu deveria esquecer de vez o Aominecchi e aceitar o pedido do Kagamicchi... As coisas mudaram, nem que eu queira meu relacionamento com o Aominecchi seria o mesmo novamente. — Ele suspirou e sorriu fraco. — Estranho dizer "adeus" quando a vida te apresenta um "oi".

– Tem certeza disso, Ki-chan? Digo... é do Dai-chan que estamos falando e... bem, casar... — Ela suspirou. — É dizer adeus para sempre.

– Eu estive essa semana toda pensando nisso, Momocchi... — Kise sorria um tanto triste. — Preciso deixar o Aominecchi viver, ele nunca se sentiu realmente bem com nosso relacionamento por eu ser um modelo e ele apenas um policial, ele sempre se sentiu mal com muitas coisas, mas não admitia. Acho que, no fim das contas, não sou a pessoa certa para ele, sabe, ele quer alguém como ele, mas eu não sou essa pessoa... não quero forçá-lo a ficar comigo só porque há quatro anos estávamos juntos e eu nunca o esqueci. — Ele limpou uma lágrima silenciosa que escorrera e sorriu. — Quem sabe ele não ache alguém agora como achei o Kagamicchi?

– Ki-chan...

– Sabe, eu tive muita sorte em encontrá-lo, não posso deixar um homem como o Kagamicchi ir embora da minha vida, Momoicchi... não posso deixar acontecer com ele o que aconteceu com Aominecchi. — Ele sorriu fraco. — Itadakimasu... — murmurou começando a comer realmente a comida que preparara antes de Momoi chegar do trabalho, a mulher decidiu não tocar mais no assunto e esperava realmente que Aomine jamais se lembrasse do quanto amava aquele loiro.

Após comerem Kise lavou a louça e Momoi foi tomar um banho, o loiro escovou os dentes e voltou para a sala, suspirando, devia ligar para Kagami antes que ele fosse dormir, devia avisar que iria para casa na manhã seguinte. Olhou para a foto do ruivo dormindo em seu plano de fundo do celular e sorriu, realmente gostava de Kagami, então se entregaria de vez a ele, já havia passado da hora de notar o quanto aquele homem se dedicava para fazê-lo feliz. Discou o número do maior e colocou o aparelho em sua orelha.

A-Alô? – Falou o ruivo pelo outro lado da linha, completamente ofegante.

– Ahn, Kagamicchi? Está tudo bem? — Franziu a testa e se ajeitou no sofá, cruzando as pernas e abraçando um travesseiro.

Oe, Kagami!– o loiro escutou a voz de Aomine e ficou ainda mais confuso.

– O que está acontecendo?

Ah, anjo, desculpa, 'tô jogando basquete com o Aomine.– Kise riu e balançou a cabeça, sem conseguir acreditar naquilo. — Ele insistiu e, bem, sinto saudades de jogar...

– Entendo... — Kise sorria levemente. — Eu só queria te dar boa noite e avisar que amanhã de manhã já vou estar em casa.

Espera aí, Aomine, já volto.– Escutou o outro dizer. — Kise, parece que vão liberar o Aomine essa noite... então eu o convidei para passar a noite lá em casa, já que a casa dele está meio suja... tudo bem?– O loiro arregalou um pouco os olhos.

– Aconteceu algo? Por que está ajudando-o dessa forma?

Não sei... não posso fazer nada quanto a quem ele é, transformá-lo em um inimigo não vai me levar a lugar nenhum.– Kagami suspirou. - Só quero que você fique bem, meu anjo.

– Entendo... Ahn... Por mim está tudo bem. Coloque ele naquele quarto de hóspedes, acho que está com lençóis e limpo. — O loiro suspirou. — Me desculpe estar te forçando a isso.

Tudo bem, não se preocupe comigo. Estou bem.

– Você não sabe mentir, Taiga... — o loiro riu baixo e a linha ficou silenciosa. — Ahn, oi?

Meu nome... — escutou um sussurro.

– O que disse?

Você falou meu nome... - Kise sentiu seu rosto ficar vermelho e sorriu fraco, Kagami sabia ser realmente fofo quando queria.

Sim, é o nome do meu futuro marido, não é?– E então desligou a ligação, deixaria o resto da conversa para quando estivessem cara a cara, aquele não era o tipo de coisa que se falava por telefone. Mas seu telefone tocou segundos depois, então riu e desligou o aparelho, sabia o quanto aquele ruivo podia ser insistente.

– BaKagami...

Kise passou aquela noite toda pensando sobre seus sentimentos, sobre todos os acontecimentos. Seria realmente difícil arrancar Aomine de seu peito, mas o faria, talvez não perdesse tudo, afinal como esquecer o primeiro amor? Talvez o deixasse ali, num cantinho, para saborear as lembranças de seu primeiro amor, entretanto deixaria todo o resto para ser preenchido apenas por aquele ruivo que dedicara a vida a si.
Sorriu ao pensar em seu namorado. Kagami às vezes lhe parecia perfeito demais

~x~

O loiro estacionou seu carro ao lado do carro de Kagami e bocejou, saíra bem cedo da casa de Momoi, ainda nem eram seis da manhã, pois a mulher havia saído para mais um dia de trabalho, Kise se perguntava quando poderia voltar para os estúdios, aquela temporada estava realmente chata, tudo bem que havia acabado de sair de longos ensaios, entrevistas, e desfiles, mas já sentia saudades.

Saiu do carro sentindo aquela nostalgia tomá-lo, talvez pedisse para Kagami deixá-lo ser modelo em alguma nova linha que estava lançando, apenas para tirar umas fotos ou desfilar, pois sentia muita falta. Entrou no elevador e apertou o botão de seu andar, olhou-se no espelho e arrumou o cabelo, fazendo uma leve careta ao notar que seu rosto ainda estava inchado.

– Droga... — sussurrou.

Quando chegou ao seu andar, saiu apressado e foi para o apartamento, já tirando as chaves do bolso. Abriu a porta sem fazer muito barulho e entrou, assim que o fez sentiu um cheiro delicioso, franziu a testa, era cedo demais para Kagami estar fazendo comida. Caminhou até a cozinha e viu as costas largas e nuas, as calças moletom pretas e um avental branco amarrado às costas do ruivo, que cantarolava baixo uma música em inglês de uma banda canadense que gostava bastante.

O loiro sorriu e caminhou na ponta dos pés, agradecendo por estar de meias, sem fazer qualquer ruído e ficou atrás do ruivo. Cutucou seu ombro com o dedo, este virou-se curioso e assustado e então Kise lhe roubou um beijo, abraçando seus ombros para que pudesse alcançar melhor seus lábios macios. Foi um beijo calmo e lento, mas o ruivo sentiu o coração aquecer como nunca antes quando viu o menor sorrindo após o beijo, e notou que aquela era a primeira manhã que Kise fazia algo assim.

– C-chegou cego. — Murmurou o ruivo sem conseguir tirar os olhos daquela visão linda.

– Senti saudades. — O loiro riu e beijou a face corada do maior, desistindo de contar a verdade para mostrar que era uma brincadeira. — E o que está fazendo aí, oji-san*?

– O melhor café da manhã da sua vida. — O ruivo riu e voltou-se para o fogão, vendo que se não mexesse o molho acabaria perdendo o sabor perfeito, então logo o fez, sentindo o menor alisar suas costas. — Como está Momoi-san?

– Ela está bem, trabalhando como sempre, cozinhei para ela esses dias, parece que não está se alimentando muito bem. — O loiro suspirou e depositou um leve beijo nas costas largas e bocejou. — Estava pensando, você podia me fazer de modelo na sua nova coleção, né? — Mordeu o lábio de leve e se postou ao lado do namorado.

– Por quê? — Kagami franziu a testa e tirou o molho do fogo, colocando-o em um pote especialmente separado para aquilo, que depois foi colocado dentro da geladeira. — Não está de férias?

– Sim, mas estou com saudades e meus contratos são todos para daqui dois meses... — O loiro fez um biquinho e Kagami ficou observando, tentando não agarrá-lo naquele exato momento, apenas para admirar o quão lindo podia ser. — Onegaaaaiiii.

– Hai, hai, não posso negar nada para você, não é? — O ruivo sorriu e continuou observando o namorado fazer uma dancinha de vitória. — Hey, vem cá... — Kagami retirou o avental e estendeu a mão para o loiro, que logo a pegou e sentiu os braços fortes rodearem sua cintura, apoiou a cabeça no peitoral musculoso, escutando as batidas descompassadas do coração do maior.

– Está nervoso? — Perguntou baixo alisando com a ponta dos dedos uma pequena parte do peitoral do ruivo, que alisou seu cabelo.

– Sempre que estou com você estou nervoso. — Kise riu junto a Kagami, sempre riam dessas frases clichês. — Ryouta... — O ruivo sussurrou atraindo o olhar do outro, e assim ficaram, apenas olhando um ao outro até o menor sorrir e deixar os lábios próximos dos do maior, mas sem realmente tocá-los.

– Taiga... — No mesmo instante Kise notou o coração do maior ficar ainda mais acelerado e sentiu então o seu ficar ainda mais acelerado, seu sorriso sumiu aos poucos e então sussurrou, como se fosse um segredo realmente especial, com os lábios tão próximos dos lábios do ruivo que conforme movia os lábios os seus roçavam nos dele. — Eu aceito casar com você...

– O-o quê? — O ruivo sussurrou sem conseguir realmente acreditar no que havia escutado.

– Eu disse que aceito casar com você... — O loiro passou a ponta do dedo pelos lábios do maior e suspirou apaixonado, sorrindo levemente em seguida. — Eu escolho você, Kagami Taiga... me desculpe se me impedi todo esse tempo de te amar, mas eu quero que saiba que estou disposto a me deixar mergulhar nisso de vez, porque você me faz muito bem e eu tenho que te dar o valor que merece... — Kagami estava paralisado, sem conseguir pronunciar qualquer palavra e nem ao menos soltar ou apertar mais o loiro. — Diz algo, por favor...

– Eu... — O ruivo até tentou, mas tudo que conseguiu foi dar uma risada nervosa, que acabou em um soluço e, antes mesmo que notasse, algumas poucas lágrimas escorriam por seus olhos. — Meu Deus... — riu mais uma vez, colocando a mão sobre os lábios. — Kise...

– Pare de falar e me beija então, BaKagami. — Riu o loiro, puxando o rosto de seu noivo e selando seus lábios num beijo carinhoso e apaixonado.

É, Kagami se achava o homem mais feliz do mundo naquele momento.

Notas finais
E aí? Ok, ok, é mai um capítulo de transição, mas prometo que o próximo não será, ok? XD Enfim, eu postei uma TakaMido o/ Se alguém quiser ler ^^ http://fanfiction.com.br/historia/481090/Thinking_of_You/